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Bíblia em um ano Dia 350/365

Dia 350

Eclo 7–9 · Ap 7 · Pr 27,22-27 · cerca de 12 min

  1. Antigo TestamentoEclo 7–9
  2. Novo TestamentoAp 7
  3. Salmos e ProvérbiosPr 27,22-27
Destaque da leitura de hoje“Abriram-se os prados e apareceram as verdes ervas, e recolheu-se o feno dos montes.”Provérbios 27,25

Antigo TestamentoEclo 7–9

Eclesiástico 7

1Não faças mal, e o mal te não apreenderá. 2Retira-te do iníquo, e os males se apartarão de ti. 3Filho, não semeies males nas veredas da injustiça, e não os segarás sete vêzes em dôbro. 4Não peças ao Senhor que te de o cargo de conduzir outros, nem ao rei, que te dê uma cadeira de honra. 5Não te justifiques diante de Deus, porque êle é quem conhece o fundo do coração: E não afetes parecer sábio diante do rei. 6Não pretendas ser juiz, se não tens valor para romperes com esfôrço por entre as iniqüidades: Para que não temas acaso a face do poderoso, e ponhas tropêço na tua equidade. 7Não peques contra a multidão de uma cidade, nem te metas entre a chusma do povo, 8nem apertes duas vêzes o nó do pecado: Porque nem ainda num só que tu cometas, ficarás impunido. 9Não sejas pusilânime no teu ânimo: 10Não desprezes fazer oração, e dar esmola. 11Não digas: Deus porá os olhos na multidão das minhas dádivas, e oferecendo-as eu ao Deus altíssimo, êle receberá as minhas ofertas. 12Não escarneças do homem pôsto na amargura da sua alma: Porque Deus, que tudo vê, é quem humilha e exalta. 13Não lavres a mentira contra teu irmão: Nem tampouco faças o mesmo contra o teu amigo. 14Não queiras mentir tôda a mentira: Porque a continuação dela não é boa. 15Não sejas verboso na assembléia dos anciãos, e não repitas a palavra na tua rogativa. 16Não aborreças as obras laboriosas, nem o trabalho de cultivar o campo que foi criado pelo Altiís-simo. 17Não te numeres entre a turba das pessoas indisciplinadas. 18Lembra-te da ira, porque não tardará. 19Humilha profundamente o teu espírito: Porque a vingança da carne do ímpio, será o fogo e o bicho. 20Não quebres a fé que deves ao teu amigo que difere dar-te o dinheiro, nem desprezes pelo ouro a teu irmão muito amado. 21Não te apartes da mulher sisuda e virtuosa, que te coube por sorte no temor do Senhor: Porque a graça da sua modéstia é mais preciosa do que o ouro. 22Não trates mal ao servo que trabalha com fidelidade, nem ao mercenário que todo se dá a te servir. 23O servo sensato seja querido de ti como a tua alma, não lhe negues a liberdade que êle merece, e não o deixes cair em pobreza. 24Tens gados? cuida dêles: E se êles te são úteis, fiquem sempre contigo. 25Tens filhos? ensina-os bem, e acostuma-os à suJeição desde a sua meninice. 26Tens filhas? conserva a pureza dos seus corpos, e não mostres para elas o teu rosto risonho. 27Casa a tua filha, e terás feito um grande negócio, e dá-a a um homem de bom senso. 28Se tens mulher que seja segundo o teu coração, não a largues. E não te entregues à que é odiosa. De todo o teu coração, 29honra a teu pai, e não te esqueças dos gemidos de tua mãe: 30Lembra-te que não terias nascido se não fôra a sua intervenção: E faze por êles em recompensa aquilo mesmo que êles fizeram por ti. 31Teme ao Senhor com tôda a tua alma, e venera aos seus sacerdotes. 32Ama com tôdas as tuas fôrças ao que te criou: E não desampares os seus ministros. 33Honra a Deus de tôda a tua alma, e reverenceia os sacerdotes, e purifica-te pelo trabalho das tuas mãos. 34Dá-lhes a sua parte das primícias, e das vítimas de expiação, como te está mandado: E purifica-te das tuas negligências com poucos. 35Oferecerás ao Senhor as espáduas das vítimas e o sacrifício da santificação, e as primeiras das coisas santas: 36E abre a tua mão para o pobre, a fim de que o teu sacrifício de expiação, e a tua oferta seja de todo perfeita. 37A liberalidade é agradável a todo o vivente, e não impidas que ela se estenda aos mortos. 38Não faltes a consolar os que se acham em pranto, e anda com os que choram. 39Não sejas preguiçoso em visitar os enfermos: Porque assim é que tu te fortificarás na caridade. 40Em tôdas as tuas obras lembra-te dos teus novíssimos, e nunca jamais pecarás.

Eclesiástico 8

1Não litigues com o homem poderoso: Para que não suceda caires-lhe nas mãos. 2Não contendas com o homem rico, para que não suceda armar-te êle alguma demanda: 3Porque o ouro e a prata têm perdido a muitos, «e até ao coração dos reis se estende e faz trocar. 4Não disputes com o homem muito falador, e não meterás mais lenha no seu fogo. 5Não tenhas comércio com o homem mal instruído para que não suceda falar mal da tua geração. 6Não desprezes o homem que se retira do pecado, e não lho improperes: Lembra-te que todos nós estamos debaixo da correção. 7Não desprezes o homem na sua velhice: Porque os que envelheceram foram como nós. 8Não te alegres com a morte de teu inimigo: Sabendo que todos nós morremos, e que não queremos vir a ser motivo de gôsto. 9Não desprezes o que contarem os velhos sábios, e acostuma-te a aprender os seus provérbios: 10Porque dêles aprenderás tu a sabedoria, e a doutrina da inteligência, e a arte de servir os grandes de um modo irrepreensível. 11Não te passe por alto o que contam os anciãos: Porque êles o aprenderam de seus pais: 12Porque dêles aprenderás tu a inteligência, e a dar resposta no tempo em que é necessária. 13Não acendas os carvões dos pecadores, argiúin-do-os, e não sejas abrasado na chama do fogo dos seus pecados. 14Não resistas cara a cara a um homem insolente, para que não suceda que êle se ponha a armar laços às tuas palavras. 15Não emprestes dinheiro a um homem mais poderoso do que tu: Porque se lho emprestares, tem-no por perdido. 16Não fiques por fiador mais do que podem as tuas fôrças: Porque se o ficares, põe-te logo em cuidado, como quem está já obrigado a satisfazer. 17Não arrazois em desabôno do juiz: Porque êle pronuncia segundo o que é justo. 18Não te ponhas a caminho com o homem atrevido, para que não suceda que êle faça recair sôbre ti os seus males: Porque êle anda segundo a sua vontade, e tu perecerás com êle pela sua loucura. 19Não tenhas reixas com o homem colérico, e com o atrevido não vás a um lugar solitário: Porque êle nenhum caso faz de derramar sangue e como não tens quem te valha êle te fará em migalhas. 20Não deliberes sôbre os teus negócios com gente fátua: Porque êles não poderão amar, senão o que lhes apraz. 21Não trates segrêdo algum com pessoa estranha: Porque não sabes o que ela dará de si algum dia. 22Não manifestes o teu coração a todo o homem: Para que não suceda que te corresponda com uma falsa amizade, e que ao depois diga mal de ti.

Eclesiástico 9

1Não sejas cioso da mulher do teu seio, para que não descubra contra ti a malícia da tua má doutrina. 2Não dês à mulher poder sôbre a tua alma, para que se não levante contra a tua autoridade, e fiques envergonhado: 3Não olhes para a mulher de muitos quereres: Para que não suceda caíres nos seus laços. 4Não sejas frequente em te achar com a mulher bailadeira: Nem a ouças, para que não suceda pereceres à fôrça dos seus encantos. 5Não detenhas os teus olhos em ver a donzela, para que não suceda que a sua beleza te seja ocasião de queda. 6Não entregues de modo algum a tua alma às mu-' lheres prostitutas: Para que te não deites a perder a ti, e a tua herança. 7Não lances os olhos por tôda a parte, pelas ruas da cidade, nem andes vagueando pelas suas praças. 8Aparta os teus olhos da mulher enfeitada, e não olhes com curiosidade para a formosura alheia. 9Por causa da formosura da mulher pereceram muitos: Porque dai é que se acende a concupiscência, como fogo. 10Tôda a mulher que é prostituta, será pisada como estêrco em o caminho. 11Muitos tendo admirado a formosura da mulher alheia se fizeram réprobos: Porque a sua conversação se ateia como fogo. 12Não te assentes jamais com a mulher alheia, nem te recostes com ela sôbre o cotovêlo:. 13E não disputes com ela bebendo vinho, para que não suceda que o teu coração se converta para ela, e com o teu sangue caias em perdição. 14Não deixes o amigo antigo: Porque o novo não será semelhante a êle. 15O amigo novo é um vinho novo: Êle se fará, velho, e tu regalar-te-ás de o beber. 16Não invejes a glória, nem as riquezas do pecador: Porque não sabes qual haja de ser a sua ruína. 17Não aproves a violência dos injustos, sabendo que até à sepultura não agradará o ímpio. 18Põe-te longe daquele homem que tem poder de mandar matar, e assim ficarás em estado de não temer a morte: 19E se te chegares a êle, vê não cometas algum mal, de onde possa resultar tirar-te êle a vida. 20Sabe que comunicas com a morte: Porque tu caminharás no meio dos laços, e andarás sôbre as armas de homens ressentidos. 21Segundo as tuas fôrças acautela-te do teu próximo, e trata com os sábios e prudentes. 22Os teus convidados sejam os homens justos, e no temor de Deus esteja pôsto o motivo da tua glória, 23e no teu sentido se forje o pensamento de Deus, e tôda a tua conversação consista nos preceitos do Altis-simo. 24As obras serão louvadas pela industriosa mão dos seus artífices, e o príncipe do povo pela sabedoria dos seus discursos, e as palavras dos velhos pelo sise com que são proferidas. 25É terrível na sua cidade o homem linguaraz: E o temerário nas suas palavras será aborrecido.

Novo TestamentoAp 7

Apocalipse 7

1Depois disto vi quatro Anjos, que estavam sôbre os quatro ângulos da terra, tendo mão nos quatro ventos da terra, para que não assoprassem sôbre a terra, nem sôbre o mar, nem contra árvore alguma. 2E Yi outro Anjo que subia da parte do nascimento do Sol, tendo o sinal do Deus vivo: E clamou em alta voz aos quatro Anjos, a quem fôra dado o poder de fazer mal à terra e ao mar, 3dizendo: Não façais mal à terra, nem ao mar: nem às árvores, até que assinalemos-os -servos do nosso, Deus nas suas testas. 4E ouvi o número dos que foram assinalídos, que eram cento e quarenta e quatro mil assinalados de tôdas as Tribos dos filhos de Tsrael. 5Da Tribo de Judá doze mil assinalados: Da Tribo de Rúben doze mil assinalados: Da tribo de Gad doze mil assinalados: 6“Da Tribo de Aser doze mil assinalados: Da Tribo de Neftali doze mil assinalados: Da “Tribo de Manassés doze mil assinalados: 7Da Tribo de Simeon doze mil assinalados: Da Tribo de Levi doze mil assinalados: Da Tribo de Issacar doze mil assinalados: 8Da Tribo de Zabulon doze mil assinalados: Da Tribo de José, doze mil assinaladds: Da Tribo de Benjamim doze mil assinalados. 9Depois disto vi uma grande multidão, que ninguém podia contar, de tôdas as nações e tribos, e povos t línguas: Que estavam em pé diante do trono, e à vista do cordeiro, cobertos de vestiduras brancas e com palmas nas suas mãos: 10E clamavam em voz alta, dizendo: Salvação ao nosso Deus, que está assentado sôbre o trono e ao 'cordeiro. 11E todos os Anjos estavam em pé ao derredor do Trono, e dos Anciãos, e dos quatro animais: E se prostraram ante o trono sôbre os seus rostos e adoraram a Deus, 12dizendo: Amém. Bênção, e claridade, e sabe-deria, e ação de graças, honra, e virtude, e fortaleza a nosso Deus por. séculos dos séculos. Amém. 13E respondeu um dos anciãos, e me disse: Êstes que estão cobertos de vestiduras Brancas, quem são? e donde vieram? 14E eu lhe respondi: Meu Senhor, tu o sabes. E êle me disse: stes são os que vieram de uma grande tribulação, e lavaram as suas roupas, e as embranquece-ram no sangue do cordeiro: 15Por isso estão ante o Trono de Deus e o servem de dia e de noite no seu Templo: E o que está assentado no trono habitará sobre eles: 16Não terão fome nem sêde nunca jamais, nem cairá sôbre eles o Sol, nem ardor algum: 17Porque o cordeiro, que está no meio do Trono, os guardará, e os levará às fontes das águas da vida, e enxugará Deus tôda a lágrima dos olhos deles.

Salmos e ProvérbiosPr 27,22-27

Provérbios 27

22Se tu pisares o imprudente num gral, como se pisam os grãos de cevada, ferindo-os de cima a mão do mesmo gral, não se lhe tirará a sua estultícia. 23Conhece diligentemente de vista o teu gado, e considera os teus rebanhos. 24Porque nem sempre terás poder sobre êles: Mas ser-te-á dada uma coroa em geração e geração. 25Abriram-se os prados e apareceram as verdes ervas, e recolheu-se o feno dos montes. 26Os cordeiros são para te vestires: E os cabritos para o preço do campo. 27Baste-te o leite das cabras para o teu sustento, e para o que a tua casa houver mister: E para o sustento de tuas escravas.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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