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Bíblia em um ano Dia 351/365

Dia 351

Eclo 10–12 · Ap 8 · Pr 28,1-8 · cerca de 13 min

  1. Antigo TestamentoEclo 10–12
  2. Novo TestamentoAp 8
  3. Salmos e ProvérbiosPr 28,1-8
Destaque da leitura de hoje“Melhor é o pobre que anda na sua simplicidade, do que o rico que anda por caminhos perversos.”Provérbios 28,6

Antigo TestamentoEclo 10–12

Eclesiástico 10

1O juiz sábio fará justiça ao seu povo, e o govêrno do homem sensato será estável. 2Qual é o juiz do povo, tais são também os seus ministros: E qual é o governador da cidade, tais são do mesmo modo os seus habitantes. 3O rei de pouco juízo perderá o seu povo: E as cidades povoar-se-ão pelo bom senso dos que a governam. 4O poder soberano sôbre uma terra está na mão de Deus: E êle é o que a seu tempo suscitará um príncipe para governar uútilmente. 5À prosperidade do homem está na mão de Deus, e êle é o que porá sôbre a pessoa do doutor da lei os sinais da honra que lhe são próprios. 6Esquece-te de tôdas as injúrias que recebeste do teu próximo, e não faças nada por via de violência. 7A soberba é aborrecível a Deus e aos homens: E tôda a iniqüidade das nações é execrável. 8Um reino é transferido duma nação à outra por causa das injustiças, e das violências, e dos ultrajes, e de diferentes enganos. 9Não há coisa mais detestável do que o avarento: Por que se ensoberbece a. terra e a cinza? 10Não há coisa mais injusta do que amar o dinheiro: Porque um tal homem vende até a sua mesma alma: Pois que êle se despojou em sua vida das próprias entranhas. 11A vida de todo o potentado é breve. A doença prolongada fatiga o médico. 12O médico atalha a doença de pouca dura: Assim também um é hoje rei e amanhã morrerá. 13Porque o homem quando morrer, terá por herança as serpentes, e as sevandijas, e os bichos. 14O princípio da soberba do homem. é apostatar de Deus: 15Porque o seu coração se apartou daquele que o criou, porquanto o princípio de todo o pecado é a soberba: Aquêle que se der a ela, será cheio de maldições, e lá para o fim o meterá em ruína. 16Por isso é que o Senhor cobriu de opróbrios os congressos dos maus, e os destruiu para sempre. 17Deus destruiu os tronos dos príncipes soberbos, e em seu lugar fêz que se assentassem nêles os que eram mansos. 18Deus fêz secar as raízes das nações soberbas, e plantou dentre as mesmas nações os que eram humildes. 19O Senhor destruiu as terras das nações, e as arruinou até aos alicerces: 20Êle secou dentre as mesmas nações os seus habitadores, e os destruiu, e fêz apagar de cima da terra a sua memória. 21Deus aboliu a memória dos soberbos, e conservou a dos humildes de coração. 22A soberba não foi criada com os homens: Nem a ira com a raça das mulheres. 23Aquela descendência de homens, que teme a Deus, será tratada com honra: Porém aquela outra linhagem, que não faz caso dos mandamentos do Senhor, será desonrada. 24Entre os irmãos o que os governa é distinguido na honra: E os que temem ao Senhor, andarão nas meninas dos seus olhos. 25A glória dos ricos, dos nobres, e dos pobres, é o temor de Deus: 26Não queiras desprezar o homem justo, ainda que pobre, e não engrandecer ao homem pecador pôsto que rico. 27O grande, e o juiz, e o poderoso está em honra: Mas nenhum é tão grande como aquêle que teme a Deus. 28Os homens livres sujeitar-se-ão a um servo que tem juízo: E o varão prudente e bem ensinado não murmurará quando fôr repreendido, mas o ignorante não será honrado. 29Não queiras elevar-te, quando houveres de fazer a tua obra, e não te deixes possuir da preguiça no tempo do apêrto. 30O que trabalha, e que tudo tem em abundância, vale mais do que o jactancioso, e necessitado de pão. 31Filho, conserva a tua alma na mansidão, e dá-lhe honra, segundo o seu merecimento. 32Quem justificará ao que peca contra a sua alma? E quem honrará ao que desonra a sua alma? 33O pobre acha a sua glória por meio dos seus costumes, e do seu, temor: E há homem que é honrado por causa de suas riquezas. 34Ora o que é glorificado na pobreza, quanto mais o seria nas riquezas? Mas o que acha a sua glória nas riquezas, tema a pobreza.

Eclesiástico 11

1A sabedoria daquele que é de baixa condição, o sublimará em honras, e o fará assentar no meio dos grandes. 2Não louves ao varão pela sua gentileza, nem desprezes ao homem pelo seu exterior: 3Pequena é a abelha entre os animais voláteis, e com tudo isso logra o seu fruto a primázia da doçura. 4Não te pavoneies jamais no vestido, nem te des-vaneças no dia da tua honra, porque só as obras do Altíssimo, sim as suas obras, e não as de outrem, são admiráveis, e gloriosas, e escondidas, e incógnitas. 5Muitos tiranos se assentaram no trono e outro, de quem tal se não pensava, levou o diadema. 6Muitos príncipes poderosos foram com grande violência oprimidos, e os que estavam ufanos vieram a ser entregues nas mãos de outros. 7Não vituperes ninguém antes de te haveres informado: E quando já tiveres perguntado, repreende-o com equidade. 8Sem que primeiro ouças, não respondas palavra: E no meio dos discursos não te metas a falar. 9Não disputes sôbre coisas, que não têm nada contigo: E não te assentes no juízo dos pecadores. 10Filho, não tenhas empregadas as tuas diligências em muitos negócios: E se fôres rico, de culpa não estarás isento: Porque se tu seguires a enchente dêles, não poderás abrangê-los: E se, aos mesmos dando evasão, fôres por diante, não escaparás de sempre carregar sôbre ti o seu pêso. 11Há homem que trabalha, e se dá pressa, e se atormenta sem piedade, mas nem por isso terá maior abundância de bens. 12Há homem outrossim negligente que necessita de restauração, mas falto de vigor, e abundante de pobreza: 13E o ôlho de Deus pôs a sua vista benignamente sôbre êle e o levantou da sua humilhação, e exaltou a sua cabeça: E maravilharam-se dele muitos, e glorificaram a Deus. 14Os bens e os males, a vida e a morte, a pobreza e as riquezas, tudo isto vem de Deus. 15Em Deus é também que se acham. a sabedoria, e o regulamento da vida, e a ciência da lei. A caridade e os caminhos das boas obras nêle mesmo têm a sua origem. 16O êrro e as trevas foram criadas com os pecadores: E os que se regozijam com os males que cometem, no mal envelhecem. 17O dom de Deus permanece firme nos justos, e o progresso que êle faz, terminar-se-á numa eterna felicidade. 18Há quem se enriquece vivendo com parcimônia, e tôda a parte do seu galardão consiste 19em poder dizer: Eu achei meio de me pôr em descanso, e agora comerei só dos meus bens: 20E não sabe que tempo passará, e se avizinha a morte, e que deixará tudo aos outros, e morrerá. 21Persiste no teu pacto, e sôbre êle seja a tua conversação, e envelhece em praticar o que te foi mandado. 22Não te detenhas nas obras dos pecadores. Mas confia em Deris, e conserva-te iirme no teu lugar. 23Porque a Deus é fácil o enriquecer de repente ao pobre. 24A bênção de Deus se apressa a recompensar o justo, e numa rápida hora o faz crescer e frutificar. 25Não digas: Que tenho eu já que fazer, e que bens poderei esperar daqui em diante? 26Não digas também: A mim basta-me o que tenho: E que mal posso eu temer que me suceda para O futuro? 27No dia dos bens não te esqueças dos males: E no dia dos males não te esqueças dos bens: 28Porque é fácil a Deus 'retribuir a cada um no dia da morte, segundo os seus caminhos. 29O mal presente faz esquecer os maiores praze-, res, e na morte do homem serão descobertas as suas obras. 30Não louves homem algum antes da morte, porque o varão conhece-se pelos filhos que deixa. 31Não introduzas em tua casa a todo o homem: Porque são muitas as traições do doloso. 32Porquanto assim como as entranhas dos que nelas têm fétido, arrotam o seu mau cheiro, e assim como a perdiz é metida na gaiola, e como a corça vem a cair no laço: Assim é também o coração dos soberbos, e do mesmo modo aquêle que está como de uma atalaia vendo a queda do seu próximo. 33Porque êle arma ciladas, convertendo o bem em mal, e porá mácula nas coisas mais puras. 34Por uma só faisca se ateia com grande aumento o fogo, e por um doloso se aumenta o sangue: E o homem pecador arma traições para o derramar. 35Guarda-te do homem pestífero, pois está for-.jando males: Para que não suceda que faça cair sôbre ti para sempre alguma infâmia. 36Dá entrada em tua casa ao estrangeiro, e êle exercitará tal reboliço, que te arruine e te lançará fora da tua própria morada.

Eclesiástico 12

1Se fizeres bem, sabe a quem o fazes, e o bem que fizeres agradará muito. 2Faze bem ao justo, e acharás uma grande recompensa: Porque ainda quando dêle a não recebas, vir-te-á certamente da mão do Senhor. 3Porque não tem que esperar ser bem sucedido aquêle que sempre está aplicado a fazer mal, e que não dá esmolas: Porque tanto aborrece o Altíssimo aos pecadores como usa de misericórdia com os penitentes. 4Dá ao compassivo, e não protejas ao pecador: Porque aos ímpios e aos pecadores dará o castigo, guardando-os para o dia da vingança. 5Dá ao que é bom, e não remedeies o pecador. 6Faze bem ao humilde, e não dês ao ímpio: Impede que se lhe dê pão, a fim de se não fazer com êle mais poderoso do que tu: 7Porque em todos os bens, quaisquer que fôrem os que tu lhe fizeres, acharás dobrados males: Porquanto o Altíssimo aborrece também aos pecadores, e corresponderá aos ímpios com a sua vingança. 8O amigo não se conhecerá nas prosperidades e o inimigo não ficará encoberto nas adversidades. 9Quando um homem é feliz, estão tristes os seus inimigos: E quando êle é desgraçado, conhece-se quem: é seu amigo. 10Não te fies jamais do teu inimigo: Porque sempre cria azevre, como vaso de cobre, a sua malícia:. 11E se êle todo humilhado vier cabisbaixo, põe-te alerta e guarda-te dêle. 12Não o ponhas ao pé de ti, nem êle se assente à tua direita, para que não suceda que, voltado para o teu lugar, pretenda a tua cadeira: E conheças enfim as minhas palavras, e sejas estimulado em consequência dos meus discursos. 13Quem se compadecerá do encantador ferido da serpente, e de todos os que se chegam às feras? Pois assim ninguém terá compaixão daquele que acompanha com o homem iníquo, e se acha envolto em seus pecados. 14Uma hora permanecerá contigo: Mas se fôres em decadência, não terá perseverança. 15O inimigo tem nos seus lábios a doçura: Mas no seu coração arma laços para te fazer cair na cova. 16O inimigo tem as lágrimas nos seus olhos, mas se achar ocasião, não se fartará de sangue: 17E se vierem sôbre ti algumas calamidades, ali o acharás primeiro que nenhum outro. 18O inimigo tem as lágrimas nos seus olhos, e fingindo que te socorre, êle procurará fazer-te cair. 19Êle moverá a sua cabeça, e baterá com as mãos, e falando muito entre dentes, mudará de semblante.

Novo TestamentoAp 8

Apocalipse 8

1E quando êle abriu o sétimo sêlo fêz-se um silêncio no Céu, quase por meia hora. 2E vi sete Anjos que estavam em pé diante de Deus, e lhes foram dadas sete trombetas. 3E veio outro Anjo, e parou diante do altar, tendo um turíbulo de ouro, e lhe foram dados muitos perfumes das orações de todos os Santos, para que os pusesse sôbre o altar de ouro, que estava ante o Trono de Deus. 4E subiu o fumo dos perfumes das orações dos Santos da mão do Anjo diante de Deus. 5Eo Anjo tomou o turíbulo e o encheu de fogo do altar, e o lançou sôbre a terra, e logo se fizeram trovões, e estrondos, e relâmpagos, e um grande terremoto. 6Então os sete Anjos, que tinham as sete trombetas, se prepararam para as fazer soar. 7E tocou o primeiro Anjo a trombeta, e formou-se uma chuva de pedra, e de fogo, misturados com sangue que caiu sôbre a terra, e foi abrasada a terceira parte da terra, e foi queimada a terceira parte das árvores, e queimada tôda a erva verde. 8E o segundo Anjo tocou a trombeta e foi lançado no mar um como grande monte ardendo em fogo, e se tornou em sangue a terceira parte do mar. 9Ea terça parte das criaturas, que viviam no mar, morreu, e a terça parte das naus pereceu. 10E tocou o terceiro Anjo a trombeta: E caiu do Céu uma grande Estrêla ardente come um facho, e caiu ela sobre a terça parte dos rios, e por sôbre as fontes das águas: 11E o nome desta Estrêla era Absíntio: E a terceira parte das águas se converteu em absíntio, e muitos homens morreram das águas, porque elas se tornaram amargosas. 12E o quarto Anjo tocou a trombeta: E foi ferida a têrça parte do Sol, e a têrça parte da Lua, e a têrça parte das Estrêlas, de maneira que se obscureceu a têrça parte deles, e não resplandeçia a terceira parte do dia, e o mesmo era da noite. 13E vi eu, e ouvi à voz de uma águia que voava pelo meio do Céu, a qual dizia em alta voz: Ai, ai, ai dos habitantes da terra, por causa das outras vozes dos três Anjos que haviam de tocar a trombeta.

Salmos e ProvérbiosPr 28,1-8

Provérbios 28

1O ímpio foge, sem que ninguém o persiga: O justo porém, como leão afoito, estará sem terror. 2Por causa dos pecados da terra são muitos os príncipes dela: E por causa da sabedoria do homem, e pela ciência das coisas que se dizem, será mais dilatada a vida do príncipe. 3O homem pobre, que calunia aos outros pobres, é semelhante a uma chuva impetuosa na qual se aparelha a fome. 4Aquêles que deixam a lei, louvam o ímpio: Os que a guardam irritam-se contra êle. 5Os homens maus não cuidam no que é justo: Mas os que buscam o Senhor advertem em tudo. 6Melhor é o pobre que anda na sua simplicidade, do que o rico que anda por caminhos perversos. 7Aquêle que guarda a lei, é filho sábio: Mas o que sustenta comilões, confunde a seu pai. 8Aquêle que amontoa riquezas por meio de usuras, e interêsses injustos, ajunta-as para o que há de ser liberal com os pobres.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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