Dia 352
Eclo 13–15 · Ap 9 · Pr 28,9-15 · cerca de 12 min
Destaque da leitura de hoje“Daquele que desvia os seus ouvidos para não ouvir a le; a mesma oração será execrável.”Provérbios 28,9
Antigo TestamentoEclo 13–15
Eclesiástico 13
1O que tocar o pêz, ficará contaminado dêle: E o que tiver comércio com o soberbo, se vestirá de soberba. 2Tomará sôbre si uma pesada carga o que tem comunicação com outro mais poderoso do que êle. E não entres em sociedade com o que é mais rico do que tu. 3Que fruto tirará do seu comércio uma panela junto do caldeirão? Porque quando êstes vasos derem um no outro ela se quebrará. 4O rico fêz uma injustiça, e bramará: O pobre porém, tendo sido maltratado, se calará. 5Se lhe deres com largueza, êle te admitirá à sua amizade: Mas se não tiveres que lhe dar, êle te deixará. 6Se tens, fará convivência contigo e escorchar-te-á: e êle nenhuma pena terá de ti. 7Se tu lhe fôres necessário, êle te enganará e sorrindo-se te dará boa esperança, falando-te com boas palavras e te dirá: Necessitas de alguma coisa? 8E confundir-te-á com as suas cobertas, até que te esgote com dois ou três jantares: E por último zombará de ti: E vendo-te ao depois te abandonará, e moverá para ti a sua cabeça. 9Humilha-te diante de Deus, e espera que a sua mão obre. 10Ve, não te humilhes indiscretamente deixando-te seduzir. 11Não te humilhes na tua sabedoria, para que não suceda que, sendo humilhado, te deixes seduzir para cometeres uma loucura. 12Se fôres chamado por algum grande retira-te: Porque isso o incitará mais a chamar-te. 13Não lhe sejas importuno para que êle se não desgoste de ti: E não te alongues dêle, para que não venhas a esquecer-lhe. 14Não o detenhas em conversação, como se fôsse seu igual: Nem te fies nas suas muitas palavras: Porque êle te tentará, fazendo-te falar muito e sorrindo-se perguntar-te-á o que tu deves ter em segrêdo. 15O seu coração desapiedado conservará tôdas as tuas palavras: E não te perdoará, nem os maus trata-mentos, nem as prisões. 16Tem côbro em ti, e ouve com atenção o que êle te disser: Porque andas em risco de te perder. 17Mas ouvindo tu as suas palavras, toma-as por um sonho, e vigiarás. 18Ama a Deus em tôda a tua vida, e invoca-o pela tua salvação. 19Todo o animal ama ao seu semelhante: Assim também todo o homem ama ao seu próximo. 20Tôda a carne se ajunta à que se lhe assemelha, e todo o homem se unirá com o seu semelhante. 21Se o lôbo comunicar alguma vez com o cordeiro, assim o pecador com o justo. 22Que correlação tem um homem santo com um cão? Ou que sociedade tem um homem rico com um pobre? 23O asno montês é a prêsa do leão no deserto, assim também os pobres são o pasto dos ricos. 24E assim como a humildade é a abominação do soberbo: Assim também o pobre é a execração do rico. 25O rico, tendo sido abalado, é sustido pelos seus amigos: Mas o pobre, quando cair, será empurrado até pelos seus conhecidos. 26Se o rico se engana, tem muitos defensores: Falou com altiveza, e justificaram-no: 27Enganou-se o pobre, e ainda em cima é arguí-do: Falou avisadamente, e não se lhe dão ouvidos. 28Falou o rico, e todos se puseram em silêncio, e exaltaram até às nuvens as suas palavras. 29Falou o pobre, e dizem: Quem é êste? E se puser um pé em falso, acabá-lo-ão de derrubar. 30Boa é a riqueza para o que não tem pecado na sua consciência: E a pobreza é péssima na bôca do ímpio. 31O coração do homem muda-lhe o rosto, ou para bem, ou para mal. 32Dificultosamente, e com trabalho acharás tu um rasto de bom coração, e um bom semblante.
Eclesiástico 14
1Bem-aventurado o homem que não caiu pelas palavras da sua bôca, e que não foi estimulado com a tristeza do delito.: 2Ditoso aquêle que não teve tristeza na sua alma, e que não descaiu da sua esperança. 3Os bens são inúteis ao varão cobiçoso e tenaz do dinheiro, e de que serve o ouro ao homem invejoso? 4O que amontoa riquezas defraudando-se do necessário à própria vida com injustiça, ajunta-as para outros, e outrem se regalará com os seus bens. 5Para que outra pessoa será bom aquêle que é mau para si, e que por isso não chegará a gozar dos seus bens? 6Nada há pior do que aquêle que a si mesmo inveja a sua própria subsistência, e esta mesma disposição é a recompensa da sua malícia: 7E se fizer bem, só por inadvertência, e sem querer é que o faz: E por último descobre a sua malícia. 8O ôlho do invejoso é mau:.E êle vira a sua cara, e despreza a sua alma. 9O ôlho do cobiçoso é insaciável na parte da iniqüidade: Não se fartará, enquanto êle, secando-a, não consumir a sua alma. 10O ôlho maligno estende a vista a coisas más: E não se fartará de pão, mas achar-se-á faminto e pôsto em tristeza à sua mesa. 11Filho, se tens cabedais, faze com êles bem a ti mesmo, e oferece a Deus dignas oblações. 12Lembra-te que a morte não tarda, e que te foi intimado o decreto dos infernos: Porque é decreto dêste mundo o haver infalivelmente de morrer. 13Faze bem ao teu amigo antes da morte, e estendendo. a mão dá esmola ao pobre, segundo as tuas possibilidades. 14Não te defraudes dum bom dia, e não deixes passar uma partezinha do bem que te é concedido. 15Não é assim que tu hás de deixar a outros o fruto das tuas penalidades, e dos teus trabalhos, para êles o repartirem entre si? 16Dá, e toma; e santifica a tua alma. 17Faze obras de justiça antes da tua morte: Porque na sepultura não poderás achar alimento. 18Tôda a carne envelhecerá como o feno, e como a fôlha que frutifica na verde árvore. 19Umas fôlhas nascem, e outras caem: Assim é a geração de carne, e de sangue, uma fenece, e outra nasce. 20Tôda a obra corruptível virá enfim a perecer: E o seu artífice irá com ela. 21E tôda a obra escolhida será justificada: E o que a executa, nela será honrado. 22Bem-aventurado o homem, que permanecer na sabedoria, e que meditar na sua justiça, e pensar com madureza na circunspecção de Deus: 23Que cogita no seu coração os caminhos da sabedoria, e que penetra com inteligência os seus segredos, indo atrás dela como quem lhe segue o rasto, e se põe de assento nos seus caminhos: 24Que olha pelas suas janelas, e que a ouve às suas portas: 25Que repousa junto da sua casa, e que pregando uma estaca nas suas paredes, assentar ao lado dela a sua pequena cabana, e nesta pequena cabana tiverem os seus bens descanso para sempre: 26Êle porá seus filhos debaixo da sua sombra, e êle mesmo ficará assistindo debaixo dos seus ramos: 27Êle à sua sombra será defendido do calor. e repousará na sua glória.
Eclesiástico 15
1O que teme a Deus fará boas obras: E o que está bem firmado na justiça, lançará mão da sabedoria, 2e ela lhe sairá ao encontro como uma mãe cheia de honra, e o receberá como uma espôsa virgem recebe ao seu espôso. 3Ela o sustentará do pão da vida e de inteligência, e lhe dará a beber da água da sabedoria, que dá saúde: e se firmará nêle e êle ficará incontrastável: 4E tê-lo-á da sua mão e não será confundido: E ela o exaltará entre os seus próximos, 5e lhe abrirá a bôca no meio da Igreja, e o encherá do espírito da sabedoria, e de inteligência, e o vestirá dum hábito de glória. 6Ela entesourará sobre êle regozijo e exultação, e lhe dará por herança um nome eterno. 7Os homens insensatos não a alcançarão, mas os homens de bom senso se encontrarão com ela; os insensatos não a verão: Porque ela está longe da soberba e do engano: 8Os homens mentirosos não se lembrarão dela: Mas os homens de verdade achar-se-ão com ela, e caminharão felizmente, até chegarem à vista de Deus. 9O louvor não tem beleza na bôca do pecador: 10Pois que de Deus saiu a sabedoria: Porque o louvor de Deus estará ao lado da sabedoria, e abundará na bôca fiel, e dá-lo-á a esta o Soberano Dominador. 11Não digas: Deus é causa de estar longe de mim a sabedoria: Não faças tu pois o que êle aborrece. 12Não digas: Êle é o que me pôs fora do caminho: Porque não lhe são necessários os homens ímpios. 13O Senhor aborrece tôda a abominação do êrro e esta não será amável aos que o temem. 14Deus criou o homem desde o princípio, e o deixou na mão do seu conselho. 15Êle lhe deu mais os seus mandamentos, e os seus preceitos; 16Se tu quiseres observar êstes mandamentos, e guardar sempre com fidelidade o que é do agrado de Deus, êles te conservarão. 17Êle pôs diante de ti a água ec o fogo: Lança a tua mão ao que quiseres. 18Diante do homem estão a vida e a morte, o bem e o mal: O que lhe agradar, isso lhe será dado: 19Porque a sabedoria de Deus é grande, e forte no seu poder, estando vendo a todos sem intermissão. 20Os olhos do Senhor estão sôbre os que o temem, e êle mesmo conhece tôdas as obras do homem. 21Êle a ninguém mandou. obrar impiamente, e a ninguém deu espaço de pecar: 22Porque êle não faz gôsto de ter uma multidão de filhos infiéis e inúteis.
Novo TestamentoAp 9
Apocalipse 9
1ÉEo quinto Anjo tocou a troimbeta: e vi que uma Estrêla caiu do Céu na terra, e lhe foi dada a chave do poço do abismo. 2E abriu ela o poço do abismo: E subiu fumo do poço como fumo de uma grande fornalha: E se escureceu o Sol e o ar com o fumo do poço. 3E do fumo do poço saíram.: gafanhotos para a terra e lhes foi dado um poder, como têm poder os escorpiões da terra. 4E lhes foi mandado que não fizessem dano à erva da terra, nem a verdura alguma, nem a árvore alguma: Senão somente aos homens que não têm o sinal de Deus nas suas testas. 5E lhes foi concedido, não que os matassem: Mas que os atormentassem cinco meses: E o seu tormento é como o tormento do escorpião quando fere ao homem. 6E naqueles dias os homens buscarão a morte, e não a acharão, e êles desejarão morrer, e a morte fugirá deles. 7Eas figuras dos gafanhotos eram parecidas a cavalos aparelhados para a batalha, e sôbre as suas cabeças tinham umas como coroas semelhantes ao ouro: E os seus rostos eram como rostos de homens. 8E tinham os cabelos como os cabelos das mulhe 9E vestiam couraças, como couraças de ferro, e o estrondo das suas asas era como o estrondo de carros de muitos cavalos, que correm ao combate. 10E tinham caudas semelhantes às dós escorpiões, e havia aguilhões nas suas caudas: E o seu poder se estendia a fazerem mal aos homens cinco meses, e tinham sobre si 11por seu rei um Anjo do abismo, chamado em hebreu Abadon, e em grego Apolion, que segundo o latim quer dizer Exterminador. 12O primeiro ai já passou, e eis aqui se seguem ainda desgraças. 13Tocou também o sexto Anjo a trombeta: E eu ouvi uma voz, que saía dos quatro cantos do Altar de ouro, que está ante os olhos de Deus. 14A qual dizia ao Sexto Anjo, que tinha a trombeta: Solta os quatro Anjos que estão atados no grande rio Eufrates. 15Logo foram desatados os-quatro Anjos, que estavam prestes para a hora, dia, mês e ano, para matarem a têrça parte dos homens. 16E o número dêste exército de cavalaria era de duzentos milhões. E eu ouvi dizer o número deles. 17E vi assim os cavalos na visão: Os que estavam pois montados neles, tinham umas couraças de fogo, e de côr de jacinto e de enxofre, e as cabeças dos cavalos eram como cabeças de leões: E da sua bôca saía fogo, e fumo, e enxofre. 18E por estas três pragas, isto é, pelo fogo, e pelo fumo, e pelo enxofre, que saiam da sua bôca, foi morta a têrça parte dos homens. 19Porque o poder dos cavalos está na sua bôca, e nas suas caudas: Porque as suas caudas assemelham-se com as das serpentes, e têm cabeças, e com elas danam. 20E os outros homens, que não foram mortos por estas pragas nem se arrependeram das obras das suas mãos, para que não adorassem os demônios, e os ídolos de ouro, e de prata, e de cobre, e de pedra, e de pau, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar: 21E não fizeram penitência dos seus homicidios, nem das suas impurezas, nem dos seus furtos.
Salmos e ProvérbiosPr 28,9-15
Provérbios 28
9Daquele que desvia os seus ouvidos para não ouvir a le; a mesma oração será execrável. 10Aquêle que seduz os justos, levando-os a um mau caminho, cairá no fôsso que êle mesmo abriu: E os símplices possuirão os seus bens. 11O homem rico parece-lhe que é sábio: Mas o pobre que é prudente sondá-lo-á. 12Na exaltação dos justos há muita glória: Reinando os ímpios, acontecem as ruínas dos homens. 13Aquêle que esconde as suas maldades não será bem sucedido: Aquêle, porém, que as confessar, e se retirar delas, alcançará misericórdia. 14Bem-aventurado o homem que sempre está com temor: Mas o que é de coração duro, cairá no mal. 15Um príncipe ímpio sôbre um povo pobre é um leão que ruge, e um urso que tem fome.