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Bíblia em um ano Dia 356/365

Dia 356

Eclo 24–25 · Ap 13 · Pr 29,11-19 · cerca de 12 min

  1. Antigo TestamentoEclo 24–25
  2. Novo TestamentoAp 13
  3. Salmos e ProvérbiosPr 29,11-19
Destaque da leitura de hoje“Quando o rei julga os pobres conforme a verdade, o seu trono será firmado para sempre.”Provérbios 29,14

Antigo TestamentoEclo 24–25

Eclesiástico 24

1A sabedoria louvará a sua alma, e se honrará em Deus, e se gloriará no meio do seu povo, 2e abrirá a sua bôca nas Assembléias do Altíssimo, e se gloriará à vista do poder do Senhor, 3e será exaltada no meio do seu povo, e será admirada na plenitude dos santos. 4e na multidão dos escolhidos terá louvor, e entre os benditos será bendita, dizendo: 5Eu saí da bôca db Altíssimo a primogênita antes de tôdas as criaturas: 6Eu fiz com que nascesse nos Céus uma luz que nunca falta e como névoa cobri tôda à. terra: 7Eu habitei nos lugares mais altos, e o meu trono é sobre uma coluna de nuvem: 8Eu só rodeei o giro do Céu, e penetrei a profundidade do abismo, andei sôbre as ondas do mar, 9e estive em tôda a terra: E em todo o povo, 10e entre tôdas as nações tive a primazia: 11E pisei com o meu poder os corações de todos os grandes e pequenos: E em todos êstes busquei o descanso, e assentarei a minha morada na herança do Senhor. 12Então o Criador do Universo me deu os seus preceitos, e me falou: E aquêle que me criou, descanso no meu tabernáculo, 13e me disse: Habita em Jacó, e possui a tua herança em Israel, e lança raízes nos meus escolhidos. 14Eu fui criada desde o princípio, e antes dos séculos, e não deixarei de ser em tôda a sucessão das idades, e exercitei diante dele o meu ministério na morada santa. 15E fui assim firmada em Sião, e repousei igual mente na cidade santificada, e em Jerusalém está o meu poder. 16E me vim a arraigar num povo honrado, e nesta porção do meu Deus que é a sua herança, e na plenitude dos santos, onde se acha a minha assistência. 17Crescendo me elevei como cedro no Líbano, e como cipreste no monte Sião: 18Eu lancei em alto os meus ramos, como a palmeira em Cades, e como as plantas das rosas em Jericó: 19Eu me elevei como uma formosa oliveira nos campos, e como o plátano nas praças à borda dágua. 20Difundi um cheiro como o cinamomo, e o bálsamo aromático, espalhei como mirra escolhida suavidade de cheiro. 21E perfumei a minha habitação, com estoraque, e gálbano, e ônix, e gôta, e como incenso do Líbano que não é tirado por incisão, e a minha fragrância é como a do bálsamo sem mistura. 22Eu estendi os meus ramos, como o terebinto, e os meus ramos são ramos de honra e de graça. 23Eu como vide lancei flores dum agradável cheiro: E as minhas flores são frutos de honra e de honestidade. 24Eu sou a mãe do amor formoso, e do temor, e do conhecimento, e da santa esperança. 25Em mim há tôda a graça do caminho e da verdade, em mim tôda a esperança da vida e da virtude. 26Passai-vos a mim todos os que me cobiçais, e enchei-vos dos meus frutos: 27Porque o meu espirito é mais doce do que o mel, e a minha herança vence em doçura o mel e o favo. 28A minha memória durará por tôdas as gerações dos séculos. 29Aquêles que me comem, terão ainda fome: E os que me bebem, terão ainda sêde. 30Aquêle que me ouve, não será confundido: E os que obram por mim, não pecarão. 31Aquêles que me esclarecem, terão a vida eterna. 32Tudo isto é o livro da vida, e o testamento do Altíssimo, e o conhecimento da verdade. 33Moisés entregou a Lei nos preceitos da justiça, e a herança para a casa de Jacó, e as promessas para Israel. 34O Senhor prometeu a Davi, seu servo, que faria sair dêle um rei fortíssimo, e que se assentasse no trono de glória para sempre. 35Êle que difunde a sabedoria como o Fison as suas águas, e como o Tigre nos dias dos novos frutos. 36Que enche o entendimento como o Eufrates: Que trasborda como o Jordão no tempo da ceifa. 37Que envia a disciplina como luz, e que aumenta as suas águas como o Geon na conjunção da vindima. 38Êle é o que tem a primazia no cabal conhecimento da mesma sabedoria, e o mais fraco não a poderá rastejar. 39Porque os pensamentos são mais vastos do que o mar, e os seus conselhos mais profundos do que o grande abismo. 40Eu sou a sabedoria que de mim fiz correr os rios. 41Eu como um regato de água imensa derivada dum rio, eu como canal duma ribeira, e como aqueduto saí do paraíso. 42Eu disse: Regarei as plantas do meu prado. 43E eis-aqui se fêz o meu regato um caudaloso rio, e o meu rio veio a competir com um grande mar: 44Porque a luz da doutrina com que a todos ilus-tro é como a luz da madrugada, e eu a manifestarei por tôda a sucessão dos séculos. 45Penetrarei tôdas as partes inferiores da terra, e lançarei os olhos por todos os que dormem, e esclare-cerei a todos os que esperam no Senhor. 46Eu espalharei ainda uma doutrina como profecia, e deixá-la-ei aos que andam em busca da sabedoria, e não cessarei de a derramar pela descendência deles até o século santo. 47Vêde que eu não trabalhei só para mim, mas para todos os que buscam a verdade.

Eclesiástico 25

1De três coisas se dá por bem pago o meu espírito, as quais têm a aprovação diante de Deus, e dos homens. 2A concórdia dos irmãos, e o amor dos próximos, e o marido e a mulher que se dão entre si. 3Três sortes há de pessoas que a minha alma aborrece, e cuja vida me é incomportável: 4Um pobre soberbo: Um rico mentiroso: Um velho fátuo e insensato. 5Como acharás tu na tua velhice, que o não ajuntaste na tua mocidade?. 6Quão belo é às cãs o juízo, e aos anciãos o ter conhecimento do conselho! 7Quão bem parece a sabedoria nos velhos, e a inteligência, e o conselho nas pessoas de alta jerarquia! 8A experiência consumada é a coroa dos velhos, e o temor de Deus é a sua glória. 9Nove coisas tive por grandes que o coração humano está bem longe de suspeitar de serem tais e quanto à décima esforçarei a minha língua para a dizer aos homens. 10Um homem, que acha a sua alegria em seus filhos, o que vive e chega a ver a ruína de seus inimigos. 11Ditoso aquêle que habita com uma mulher de bom senso, e que não caiu pela sua língua, e que não serviu a pessoas, indignas dêle. 12Ditoso o que acha um amigo verdadeiro, e o que fala da justiça a um ouvido que lhe dá atenção. 13Que grande é aquêle que acha a sabedoria, e a ciência! Porém com tudo isso não tem vantagem sôbre aquêle que teme ao Senhor. 14O temor de Deus se elevou sôbre tudo: 15Bem-aventurado o homem, a quem foi conferido o dom de ter o temor de Deus: Com quem se comparará aquêle que o possui? 16O temor de Deus é o princípio do seu amor: Mas inseparâvelmente se lhe deve ajuntar um princípio de fé. 17A tristeza do coração é uma praga universal: E a maldade da mulher é uma consumada malícia. 18E sofrerá qualquer tôda a chaga, porém não a chaga do coração: 19E tôda a malícia, porém não a malícia da mulher. 20E tôda a calamidade, porém não a calamidade dos que nos têm ódio: 21E tôda a vingança, porém não a vingança que vem dos inimigos. 22Não há cabeça pior do que a cabeça da cobra: 23E não há ira sôbre a ira da mulher. Será melhor expediente viver com um leão e com um dragão, do que habitar com uma mulher má. 24A malignidade da mulher a faz de todo mudar de rosto: E a reveste dum ar ferozmente sombrio como um urso: E a mostra tal como um cilício. No meio de seus: vizinhos, 25gemeu o seu marido, e ouvindo suspirou um pouco. 26Tôda a malícia é leve em comparação da malícia da mulher: Sôbre ela caia a sorte dos pecadores. 27Assim como é para os pés dum velho a subida por areia, do mesmo modo é para o homem quieto a mulher desbocada. 28Não olhes para a formosura da mulher, e não desejes uma mulher pela sua formosura. 29A ira da mulher, e a sua audácia, e a confusão que a segue é grande. 30Se a mulher tem o primeiro lugar no mando, ela se levanta contra seu marido. 31A mulher má é o abatimento do coração, e a tristeza do rosto, e a chaga do interior. 32Mulher que não faz ditoso a seu marido, é o enfraquecimento das suas mãos, e a debilitação dos seus joelhos. 33Da mulher nasceu o princípio do pecado, e por ela é que todos morremos. 34Não dês saída à tua água, nem por uma impercep-tível abertura: Nem à mulher má liberdade de sair a público. 35Se não andar sempre debaixo da tua mão, ela te cobrirá de confusão à vista de teus inimigos. 36Separa-te dela quanto ao corpo, a fim de que não abuse sempre de ti.

Novo TestamentoAp 13

Apocalipse 13

1Evilevantar-se do mar uma Besta, que tinha sete cabeças e dez cornos, e sôbre os seus cornos dez diademas,: e sôbre as silas cabeças nomes de blasfêmia. 2E esta Besta que eu vi, era semelhante a um lIco-. pardo, e os seus pés como pés de urso, a sua bôca como bôca de leão. E o dragão lhe deu a sua fôrça e o seu grande poder.: 3E vi uma das suas cabeças como ferida de morte: E foi curada a sua ferida mortal. E se maravilhou tôda a terra após a Bêsta. 4E adoraram ao dragão, que deu poder à Bêsta: E adoraram a Bêsta, dizendo: Quem há semelhante à Bêsta? e quem poderá pelejar contra ela? 5E foi dada à Bêsta uma bôca, que se gloriava com insolência e pronunciava blasfêmias: E foi-lhe dado poder de fazer guerra por quarenta e dois meses. 6E abriu a sua bôca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar o seu nome, o seu Tabernáculo, e os que habitam no Céu. 7E foi-lhe concedido que fizesse guerra aos santos, e que os vencesse. E foi-lhe dado poder sôbre tôda a tribo, povo, língua e nação. 8E todos os habitantes da terra a adoraram: Aqueles, cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro, que foi imolado desde o princípio do mundo. 9Se alguém tem ouvidos, ouça. 10Aquele que levar para o cativeiro, irá para o cativeiro: Aquele que matar à espada, importa que seja morto à espada. Aqui está a paciência e a fé dos Santos. 11E vi outra Bêsta, que subia da terra, e que tinha dois cornos semelhantes aos do cordeiro, e que falava como o dragão. 12E ela exercitava todo o poder da primeira Besta na sua presença, e fêz que a terra, e os que a habitam, adorassem a primeira Bêsta, cuja ferida mortal tinha sido curada. 13E obrou grandes prodígios, de sorte que até fazia descer fogo do Céu sobre a terra à vista dos homens. 14E seduziu aos habitadores da terra com os prodígios,. que se lhe permitiram fazer diante da Besta, dizendo aos habitantes da terra que fizessem uma imagem da Bêsta, que tinha recebido um golpe de espada, e ainda estava viva. 15E foi-lhe concedido que comunicasse espirito à imagem da Bêsta, e que falasse a tal imagem da mesma Bêsta: E que fizesse que fossem mortos todos aqueles que não tivessem adorado a imagem da Bêsta. 16E a todos os homens pequenos, e grandes, e ricos, e pobres, e livres, e escravos fará ter um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas: 17E que nenhum possa comprar, nem vender, senão o que tiver o sinal, ou nome da Bêsta, ou o número do seu nome. 18Aqui há sabedoria. Quem tem inteligência, calcule o número da Bêsta. Porque é número de homem: E o número dela é seiscentos e sessenta e seis.

Salmos e ProvérbiosPr 29,11-19

Provérbios 29

11O homem produz logo tudo o que tem no seu espírito: O sábio não se apressa, mas reserva-se para O depois. 12O príncipe, que ouve de boamente as palavras da mentira, só os ímpios tem por ministros. 13O pobre e o credor se encontraram: O Senhor é que alumia um e outro. 14Quando o rei julga os pobres conforme a verdade, o seu trono será firmado para sempre. 15A vara e a correção dão sabedoria: O menino porém, que é deixado à sua vontade, serve de confusão a sua mãe. 16Com a multiplicação dos ímpios se multiplicarão as maldades e os justos verão a sua ruína. 17Cria bem a teu filho, e consolar-te-á, e servirá de delícias à tua alma. 18Quando faltar a profecia, dissipar-se-ã o povo: Aquêle porém que guarda a lei, é bem-aventurado. 19O escravo não pode ser ensinado por palavras: Porque êle entende o que tu dizes, e despreza responder.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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