Dia 357
Eclo 26–28 · Ap 14 · Pr 29,20-27 · cerca de 13 min
Destaque da leitura de hoje“Aquêle que cria delicadamente o seu criado desde a infância, ao depois experimentá-lo-á contumaz.”Provérbios 29,21
Antigo TestamentoEclo 26–28
Eclesiástico 26
1Bem-aventurado o homem que tem uma virtuosa mulher Porque dobrado será o número dos seus anos. 2A mulher forte é a alegria de seu marido, e ela lhe fará encher em paz a carreira dos anos da sua vida. 3A mulher virtuosa é uma sorte excelente, ela, como em prêmio dos que temem a Deus, será dada ao homem pelas suas boas obras: 4E estará satisfeito o coração dum e de outro, seja rico ou pobre; o seu rosto ver-se-á alegre em todo.o tempo. 5De três coisas se receou o meu coração, e com a quarta esmoreceu o meu semblante: 6Da delação duma cidade: E do levantamento dum povo mancomunado: 7Da calúnia mentirosa, coisas tôdas mais incom-portáveis do que a morte: 8Mas a mulher ciosa é a dor, e o triste. pranto do coração. 9Na mulher ciosa se acha o flagelo da língua, o qual a todos se comunica. 10Assim como é o jugo dos bois, que está largo, assim também é a mulher má: O que a toma, é como quem toma um escorpião. 11A mulher dada ao vinho é uma grande irrita-ção: E a sua ignomínia, e infâmia não será oculta. 12A prostituição da mulher reconhecer-se-á na altiveza dos olhos, e nas suas pálpebras. 13Dobra a tua vigilância a respeito da filha, que não tem recolhimento: Para que não abuse de si, achada que seja a ocasião. 14Vigia sôbre todo o desavergonhamento dos seus olhos, e não estranhes se ela te desprezar. 15Ela bem como o viandante sequioso abrirá a bôca para se saciar na fonte, e beberá de tôda a água que tiver à mão, e sôbre tôda a estaca se assentará, e a tôda a seta abrirá a aljava até mais não poder. 16A graça duma mulher cuidadosa deleitará a seu marido, e lhe infundirá vigor até aos ossos. 17A boa criação dela é um dom de Deus. 18Sendo uma mulher sensata e amiga do silêncio, não admite comutação a sua alma instruída. 19A mulher santa, e cheia de pudor, é uma graça sôbre outra graça. 20Pois todo o preço é nada em comparação duma alma continente. 21Tal qual é o sol para o mundo quando nasce nas alturas de Deus, assim é a gentileza duma mulher boa para ornamento da sua casa. 22Também a graciosidade do rosto numa idade madura é como um resplandecente lume sôbre o candeeiro santo. 23Do mesmo modo os pés que se firmam sôbre as plantas da mulher constante são como umas colunas de ouro sôbre bases de prata. 24Os mandamentos de Deus são no coração da mulher santa, como uns fundamentos eternos sôbre a pedra sólida. 25Com duas coisas se entristeceu o meu coração, e pela terceira veio a atear-se em mim a ira: 26Um homem de guerra que perece à míngua: E um homem sábio que é desprezado: 27E aquêle passa da justiça ao pecado, a êste último tem Deus reservado para os fios da espada. 28Duas sortes de coisas me pareceram difíceis, e perigosas: Dificultosamente se despe da negligência o que negocia: E o estalajadeiro não se isentará dos pecados de seus lábios.
Eclesiástico 27
1Por causa da pobreza muitos delinguiram: E aquêle que procura enriquecer-se, aparta a sua mira. 2Bem como se finca um pau no meio da juntura de duas pedras, assim também entre a venda e a compra mediará o pecado com uma união mui estreita. 3O delito será esmigalhado com o delinquente. 4Se te não mantiveres firmemente no temor do Senhor, depressa a tua casa será arruinada. 5Bem como na sacudidura do crivo ficará o pó, assim a perplexidade do homem se acha no seu pensamento. 6O forno prova os vasos do oleiro, e aos homens justos a tentativa da tribulação. 7Bem como o cuidado que se tem da árvore se dá a conhecer pelo seu fruto, assim descobre ao homem a palavra nascida do modo de pensar do seu coração. 8Não louves ao homem antes clêle falar: Porque esta é a prova dos homens. 9Se seguires a justiça, apanhá-Ia-ás: E dela te re-vestirás como duma vestidura talar de honra, e com ela habitarás, e ela te protegerá para sempre, e no dia do reconhecimento acharás firmeza. 10As aves chegam-se para os seus semelhantes: E a verdade tornará para aquêles que prezam o trato dela. 11O leão está sempre à espreita da preia: Assim os pecados aos que obram iniqüidades. 12O homem santo permanece na sabedoria como o sol: O insensato porém muda-se como a lua. 13No meio dos insensatos guarda a palavra para seu tempo: Mas acha-te de continuo entre os que pensam. 14A conversação dos pecadores se faz odiosa, e o seu riso é sôbre as delícias do pecado. 15A língua que muito jura fará arripiar os cabelos da cabeça: E a sua irreverência fará tapar os ouvidos. 16Na bulha dos soberbos há efusão de sangue: E é coisa pesada ouvir as suas maldições. 17Aquêle que descobre os segredos do amigo, perde o crédito, e não achará amigo à sua satisfação. 18Ama a teu próximo, e une-te a êle com lealdade. 19Mas se descobrires os seus segredos, não vás após dêle. 20Porque assim como se porta o homem que arruí-na ao seu amigo, assim também o que destrói a amizade do seu próximo. 21E assim como aquêle, que deixa ir da sua mão o pássaro, assim tu abandonaste ao teu próximo, e não o conciliarás mais: 22Não o sigas, porque já está muito distante: Fugiu pois do laço como uma cabra montesa: Porquanto ficou ferida a sua alma: 23Não poderás atar-lhe já daí por diante a ferida. E da má palavra há reconciliação: 24Mas o revelar os segredos do amigo, é desesperação duma alma infeliz. 25O que acena com o ôlho forja maus desígnios, e ninguém o lançará de si: 26À vista de teus olhos adoçará a sua bôca, e fará admirações sôbre os teus discursos: Ultimamente porém mudará de linguagem, e nas tuas palavras porá tropêço. 27Muitas coisas aborreço, mas nenhuma igualei na aversão a êste tal, e o Senhor o aborrecerá também. 28Quando qualquer lança uma pedra ao alto, ela cairá sôbre a sua cabeça: E a ferida à traição abrirá as feridas do traidor. 29E o que abre a cova, cairá nela: E o que põe uma pedra no caminho para tropêço do próximo, tropeçará nela: E o que arma um laço a outrem, nêle perecerá. 30O conselho malvadíssimo recairá sôbre o mesmo que o forja, e não reconhecerá de onde lhe vem. 31A irrisão, e o impropério é de soberbos, e a vingança lhes sairá de emboscada, como um leão. 32Aquêles que se deleitam com a queda dos justos perecerão no laço, e a dor os consumirá antes que morram. 33A ira e o furor são duas coisas execráveis, e o homem pecador as terá em si mesmo.
Eclesiástico 28
1Aquêle que quer vingar-se encontrará a vingança do Senhor, e êle lhe reservará para sempre os seus pecados. 2Perdoa ao teu próximo o mal que te faz: E então deprecando tu, ser-te-ão perdoados os pecados. 3O homem guarda a sua ira para outro homem, e pede a Deus remédio? 4Êle não tem compaixão dum homem seu semelhante, e pede perdão dos seus pecados? 5Êle sendo carne conserva rancor, e pede propiciação a Deus? Quem lha alcançará pelos seus delitos? 6Lembra-te dos teus novíssimos, e deixa de nutrir inimizades: 7Porque a corrupção e a morte estão a cair sôbre aqueles que quebrantam os mandamentos do Senhor. 8Lembra-te do temor de Deus, e não te ires contra o teu próximo. 9Lembra-te da Aliança do Altíssimo, e não faças caso da ignorância do próximo. 10Abstém-te do litígio, e diminuirás os pecados: 11Porque o homem iracundo acende a pendência, e o homem pecador perturbará aos amigos, e no meio dos que têm paz meterá inimizade. 12Porque o fogo, à proporção da madeira do bosque, assim se ateia: E conforme o poder do homem, assim será a sua iracúndia, e segundo a sua riqueza aumentará a sua ira. 13A contenda precipitada acende fogo: E a demanda acelerada derrama sangue: e a língua que testifica traz morte. 14Se assoprares a faisca, ela como fogo se infla-mará, e se cuspires sôbre ela, se apagará: Sendo que uma e outra coisa da bôca nasce. 15O mexeriqueiro e o homem de duas línguas é maldito: Porque porá em perturbação a muitos que têm paz. 16A língua de um terceiro inquietou a muitos e os espalhou de povoação em povoação. 17Ela destruiu as cidades muradas cheias de homens ricos, e fêz derribar as casas dos grandes. 18Ela desbaratou as fôrças dos povos, e desfez as nações fortes. 19A língua de um terceiro fêz expulsar as mulheres varonis, e as privou do fruto de seus trabalhos. 20Aquêle que a atende, não terá descanso, nem 21O golpe do flagelo faz nódoas roxas: Mas o golpe da língua esmigalharã os ossos. 22Muitos morreram passados ao fio da espada, porém não tantos como os que morreram pela sua língua. 23Bem-aventurado aquêle que está seguro da má língua, que não passou pela ira dela, e que não atraiu para cima de si o seu jugo, e não foi ligado nas suas cadeias: 24Porque o seu jugo é um jugo de ferro: E as suas cadeias são umas cadeias de bronze. 25A morte que ela causa, é uma morte desgraça-díssima: E mais vantajosa é a sepultura do que ela. 26A sua perseverança não durará, mas ela se ense-nhoreará dos caminhos dos injustos: E com a sua chama, não queimará aos justos. 27Os que deixam a Deus, cairão nela e arderá nêles, e não se apagará, e se lançará sôbre êles como um leão, e como um leopardo os atassalhará. 28Cerca os teus ouvidos com espinhos, não queiras ouvir a língua danada, e põe na tua bôca portas, e fechaduras. 29Funde o teu ouro e a tua prata, e faze uma balança para pesares as tuas palavras, e um justo freio para reprimires a tua bôca: 30E olha não escorregues acaso com a língua, e caias diante dos teus inimigos, que te armam ciladas, e venha a tua queda a ser incurável e mortal.
Novo TestamentoAp 14
Apocalipse 14
1E olhei: E eis que o Cordeiro estava em pé sôbre o Monte de Sião e com êle cento e quarenta e quatro mil, que tinham escrito sôbre as suas testas o nome dele e o nome de seu Pai. 2E ouvi uma voz do Céu, como o estrondo de muitas águas, e como o estrondo de um grande trovão: E à voz, que ouvi, era como de tocadores de cítara, que tocavam as suas cítaras. 3E cantavam um como cântico novo diante do trono, e diante dos quatro animais e dos anciãos: E ninguém podia cantar êste cântico senão aqueles cento e quarenta e quatro mil, que foram comprados da terra. 4Estes são aqueles que se não contaminaram com mulheres: Porque são virgens. Estes seguem o cordeiro, para onde: quer que êle vá. Êstes foram comprados dentre os homens para serem as Primícias para Deus e para o cordeiro. 5E na sua bôca não se achou mentira: Porque estão sem mácula diante do trono de Deus. 6E vi outro anjo voando pelo meio do Céu, que tinha o Evangelho eterno, para o pregar aos que fazem assento sôbre a terra, e a tôda a nação, e tribo, e língua, e povo: 7Dizendo em alta voz: Temei ao Senhor, e dai-lhe glória, porque é chegada a hora do seu juízo: E adorai aquele que fêz o Céu, e a terra, o mar e as fontes das águas. 8E outro anjo o seguiu, dizendo: Caiu, caiu aque-la grande Babilônia, que deu a beber a todas as gentes do vinho da ira da sua fornicação. 9E seguiu-se a êstes o terceiro anjo, dizendo em: alta voz: Se algum adorar a Bêsta, e a sua imagem, e trouxer o seu caráter na sua testa, ou na sua mão: 10Êste beberá também do vinho da ira de Deus, que está misturado com outro puro no cálice da sua ira, e será atormentado em fogo e enxofre diante dos santos anjos, e na presença do cordeiro: 11E o fumo dos seus tormentos se levantará por séculos de séculos: Sem que tenham descanso algum nem ce dia, nem de noite, os que tiverem adorado a Bêsta, e a sua imagem, e o que tiver trazido o caráter do seu nome. 12Aqui está a paciência dos santos que guardam os mandamentos de Deus, e a fé de Jesus. 13Então ouvi uma voz do céu que me dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos, que morrem no Senhor. De hoje em diante diz o Espírito, que descansem dos seus trabalhos: Porque as obras deles os seguem. 14E tornei a olhar, e eis que vi uma nuvem branca: E um assentado sôbre a nuvem, que se parecia com o Filho do homem, o qual tinha na sua cabeça uma coroa de ouro, e na sua mão uma fouce aguda. 15E outro anjo saiu do templo, gritando em alta voz para o que estava assentado sôbre a nuvem: Mete a tua fouce, e sega, porque é chegada a hora de segar, pois a seara da terra está madura. 16Então o que estava assentado sôbre a nuvem, meteu a sua fouce à terra, e a terra foi segada. 17E outro anjo saiu do templo que há no Céu, tendo também êle mesmo uma aguda fouce. 18Saiu mais do altar outro anjo, que tinha poder sôbre o fogo: E êste em alta voz gritou para o que tinha à fouce aguda, dizendo: Mete a tua feuce aguda, e vindima os cachos da vinha da terra, porque as suas uvas estão maduras. 19E meteu o anjo a sua fouce aguda à terra, e vindimou a vinha da terra, elançou a vindima no grande lagar da ira de Deus: 20Eo lagar foi pisado fora da cidade, e o sangue, que saiu do lagar, subiu até chegar aos freios dos cavalos, por espaço de seis mil e seiscentos estádios.
Salmos e ProvérbiosPr 29,20-27
Provérbios 29
20Viste um homem precipitado no falar? mais se devem dêle esperar loucuras, do que emenda. 21Aquêle que cria delicadamente o seu criado desde a infância, ao depois experimentá-lo-á contumaz. 22O homem iracundo excita reixas: E o que fácil-mente se indigna será mais propenso a pecar. 23Ao soberbo segue a humilhação: E o humilde de espírito receberá a glória. 24Aquele que se associa com o ladrão, aborrece a sua própria alma: Ouve ao que o toma para juramento, e nada denuncia. 25Aquêle que teme ao homem, depressa cairá: O que espera no Senhor será levantado. 26São muitos os que buscam a face do príncipe: Mas do Senhor sai o juízo de cada um. 27Os justos abominam o homem ímpio: E os ímpios abominam aquêles que se acham no caminho direito. O filho que guarda a palavra, será isento da perdição.