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Bíblia em um ano Dia 355/365

Dia 355

Eclo 22–23 · Ap 12 · Pr 29,1-10 · cerca de 12 min

  1. Antigo TestamentoEclo 22–23
  2. Novo TestamentoAp 12
  3. Salmos e ProvérbiosPr 29,1-10
Destaque da leitura de hoje“O homem que, quando fala ao seu amigo, usa de uma linguagem lisonjeira, e fingida, arma uma rede aos seus passos.”Provérbios 29,5

Antigo TestamentoEclo 22–23

Eclesiástico 22

1Com pedra enlodada foi apedrejado o preguiçoso, e todos falarão do vilipêndio dêle. 2Com bosta de bois foi apedrejado o preguiçoso: E todo o que tocar sacudirá as mãos. 3O filho mal disciplinado é a vergonha do pai: E a filha será em mais baixa estimação reputada. 4A filha prudente é uma herança para seu marido: Mas aquela cujo procedimento envergonha, é talhada para a desonra de seu pai. 5A mulher atrevida cobre de confusão a seu pai e a seu marido e não será inferior aos ímpios, e de um e de outro andará desestimada. 6Um discurso fora de propósito é como a música no dó: O castigo e a doutrina em todo o tempo é sabedoria. 7Aquêle que ensina ao insensato, é como o que quer tornar a unir os cacos de um vaso quebrado. 8O homem que se põe a contar alguma coisa ag que o não ouve, é como o que desperta dum pesado sonc a quem nele está agarrado. 9Aquele que fala da sabedoria a um insensato, é como o que fala com um dormente: E no fim do discurso diz: Quem é êste? 10Chora sôbre o morto, porque lhe faltou a luz: E chora sôbre o insensato, porque lhe falta o sentido. 11Chora pouco sôbre o morto porque êle entrou no descanso. 12Porque a muito malvada vida do homem malvadíssimo é pior do que a morte do insensato. 13O chôro sôbre o morto é por sete dias: Mas o que merece o insensato e ímpio estende-se a todos os dias da sua vida. 14Não fales muito com o imprudente, e não caminhes com o insensato. 15Guarda-te dêle, para que não tenhas moléstia, e não serás contaminado com o seu pecado. 16Desvia-te dele, e acharás descanso, e não te aze-darás com êle pela sua estultícia. 17Que coisa haverá mais pesada do que o chumbo? E que outro nome pode quadrar melhor do que êste ao insensato? 18E” mais fácil de levar a areia, e o sal, e qualquer massa de ferro, do que o homem imprudente, e insensato, e Ímpio. 19A travação de madeira com firme engradamen-to disposta no alicerce do edifício, não se desunirá: Assim também o coração firmado no sólido pensamento do conselho. 20A resolução do homem sensato não se enfraquecerá com o mêdo, seja em que tempo fôr. 21Bem como uma armação de paus posta em lugares elevados, e como as paredes de pedra em sosso não se conservarão em pé contra a violência do vento: 22Assim também o coração do insensato tímido nos seus pensamentos não resistirá contra o ímpeto do temor. 23Assim como o coração do insensato medroso nos seus pensamentos, não temerá em tempo algum, assim também o que insiste sempre nos preceitos de Deus. 24Aquêle que pica o ôlho, faz sair dele lágrimas: E o que pica o coração, excita sentimento. 25Aquêle que atira com uma pedra aos pássaros, fá-los-á tomar o vôo: Assim também aquêle que diz injúrias ao seu amigo desfaz a amizade. 26Não obstante haveres tu arrancado a espada contra o teu amigo, não desesperes: Porque ainda há regresso. Ao amigo, 27se abrires a bôca, proferindo palavras de desabrimento, não temas: Porque ainda há reconciliação: Exceto quando se chegou a romper em afrontas, e impropérios, e orgulhoso desdém, e revelação de segrêdo, e ferida à traição: Em todos êstes casos fugirá de ti o amigo. 28Guarda fé ao teu amigo na sua pobreza, para que também te alegres com êle nas suas prosperidades. 29Conserva-te sempre fiel a êle no tempo da sua tribulação, para que também sejas o co-herdeiro na sua herança. 30Antes que apareça o fogo, sai o vapor da fornalha, e se eleva em alto fumo: Assim também as injúrias, e ultrajes, e ameaças precedem a efusão de sangue. 31Eu não me envergonharei de saudar ao meu amigo, não me esconderei da sua presença: E se me vierem males por amor dêle, sofrê-los-ei. 32Tôda a pessoa que isto ouvir se acautelará dele. 33Quem porá guarda à minha bôca, e um sêlo inviolável sôbre os meus lábios, para que eu não caia por sua causa e para que a minha língua me não perca?

Eclesiástico 23

1Senhor, que és meu Pai, e Supremo Árbitro da minha vida, não me deixes à discrição dos lábios: Nem permitas que eu caia por ocasião dêles. 2Quem porá sôbre o meu pensamento o freio das correções, e no meu coração a doutrina da sabedoria, para que nas ignorâncias dos mesmos lábios elas me não perdoem, e não apareçam os seus delitos, 3e para que não suceda que venham a crescer as minhas ignorâncias, e se multipliquem os meus delitos, e se aumentem os meus pecados, e caia eu diante dos meus adversários, e folgue de me ver arruinado o meu inimigo? 4Senhor, que és meu Pai, e Deus da minha vida, não me abandones ao arbítrio dêles. 5Não me dês a altiveza de meus olhos e afasta de mim tôda a cobiça. 6Tira de mim os apetites do ventre, e não se apo-derem de mim as concupiscências do ato carnal, e não me entregues a uma alma sem vergonha e sem recato. 7Ouvi, filhos, a doutrina que vos dou sôbre a moderação da língua: E aquêle que a guardar, não perecerá pelos lábios, nem cairá em ações péssimas. 8O pecador é colhido na sua vaidade, e o soberbo e o malédico achará nela tropeços. 9A tua bôca não se acostume ao juramento, porque nêle se dão quedas por muitos modos. 10A nomeação pois do nome de Deus não seja frequente na tua bôca, e não te mistures com os nomes dos Santos: Porque nisto não serás isento de falta. 11Porque bem como o escravo que continuamente é pôsto em tortura, não se acha com diminuição nas lívidas pisaduras do corpo: Assim todo o homem que jura, e que a cada passo está tomando na bôca o nome de Deus, não será de todo isento de pecado. 12O homem que jura muito, será cheio de iniquidade, e não se apartará de sua casa O flagelo. 13E se não fizer o que prometeu com juramento, o seu pecado será sôbre êle: Ese faltar a isso por desprêzo, peca em dôbro. 14E se jurar em vão, não será justificado: Porque a sua casa será cheia de merecida recompensa. 15Há também outra palavra que está em paralelo com a morte, ela se não ache nunca na herança de Jacó. 16Porque tudo isto será retirado dos homens pios, e êles não serão envoltos em tais pecados. 17A tua bôca não se acostume a palavras indiscre-tas: Porque nelas se acha com efeito o pecado. 18Lembra-te do teu pai e tua mãe, pois estás no meio dos magnates: 19Para que Deus não se esqueça talvez de ti-diante dêsses mesmos grandes, e para que enfatuado tu com o contínuo trato, que tens.com êles, não padeças algum impropério, e não venhas a desejar antes não ter nascido, e amaldiçoes o dia do teu nascimento. 20O homem acostumado a dizer palavras de impropério, nunca em dias de sua vida se corrigirá. 21Duas sortes de pessoas abundam em pecados: E a terceira chama para si a ira, e a perdição. 22A alma acesa como um fogo ardente não se extinguirá, até não devorar alguma coisa: 23E o homem mau no apetite da sua carne não cessará até não acender o fogo. 24Todo o pão é doce para o homem fornitário, não cansará de pecar até o fim. 25Todo o homem que viola a fé do próprio 'tálamo. conjugal, que despreza a sua alma, e diz: Quem é que me vê? 26As trevas me cercam, e as paredes me cobrem, e ninguém de parte alguma olha para mim: De quem tenho eu receio? O Altíssimo não se lembrará dos meus pecados. 27E não considera que o ôlho do Senhor vê tôdas as coisas, porque semelhante temor humano expele de si ao temor de Deus, e os olhos dos homens são únicamente os que o fazem temer: 28E não chegou a alcançar que os olhos do Senhor são mais luminosos do que o sol, que em tôrno estão vendo todos os caminhos dos homens, e que penetram o profundo do abismo, e os corações dos mesmos homens até os mais ocultos esconderijos. 29Porque o Senhor Deus assim como conhecia tôdas as coisas do mundo, antes de as ter criado: Assim também agora depois que êle as criou as vê tôdas. 30Êste tal será punido nas ruas públicas e pôsto em fugida como um pôtro de égua: E onde êle menos o espere, será apanhado. 31E todos o terão por um objeto de desonra, por isso mesmo que não compreendeu o temor do Senhor. 32Assim perecerá também tôda a mulher que deixa a seu marido, e que lhe dá por herdeiro o fruto dum alheio matrimônio: 33Porque primeiramente ela foi desobediente à lei «do Altíssimo: Secundariamente pecou contra seu marido: Em terceiro lugar no adultério, que cometeu, violou a castidade conjugal, e se deu a si filhos de outro que não era seu consorte. 34Esta mulher será levada à junta do povo, e ali se fará uma exata inquirição sôbre seus filhos. 35Os seus filhos não lançarão raízes, e os ramos dela não darão fruto. 36Ela deixará ficar para maldição a sua memória, e nunca jamais se apagará a sua infâmia. 37E os que ficarem depois dela conhecerão que não há coisa melhor do que o temor de Deus: E que nada há mais doce do que olhar para os mandamentos do Senhor. 38E” grande glória seguir ao Senhor: Porque êle é o que há de dar dias sem fim.

Novo TestamentoAp 12

Apocalipse 12

1Apareceu outrossim um grande sinal no Céu: Uma mulher vestida do Sol, que tinha a Lua debaixo de seus pés, e uma coroa de doze estrêlas sôbre a sua cabeça: 2E estando pejada, clamava com as dores de parto que a atormentavam. 3E foi visto outro sinal no Céu: E eis-aqui um grande Dragão vermelho, que tinha sete cabeças e dez cornos: E nas suas cabeças sete diademas. 4Ea cauda dele arrastava a têrça parte das estrêlas do Céu, e as fêz cair sôbre a terra, e o Dragão parou diante da mulher, que estava para parir: A fim de tragar ao seu filho, depois que ela o tivesse dado à luz. 5E deu à luz um filho varão, que havia de reger tôdas as gentes com vara de ferro: E seu filho foi arrebatado para Deus, e para o seu trono. 6E a mulher fugiu para o deserto, onde tinha um retiro, que Deus lhe havia preparado, para nele a sustentarem por mil e duzentos e sessenta dias.: 7Então houve no Céu uma grande batalha:. Miguel, e os seus anjos pelejavam contra o Dragão eo Dragão com os seus anjos pelejavam contra êle. 8Porém êstes não prevaleceram, nem o seu lugar se achou mais no Céu. 9E foi precipitado aquele grande Dragão, aquela antiga serpente, que se chama o diabo e satanás, que seduz a todo o mundo: Sim, foi precipitado na terra, e precipitados com êle os seus anjos. 10E ouvi uma grande voz do Céu, que dizia: Agora foi estabelecida a salvação, e a fortaleza,.e o reino do nosso Deus, e o poder do seu: Cristo: Porque foi precipitado o acúsador de nossos irmãos, que os acusava de dia e de noite diante do nosso Deus. 11E êles o venceram pelo sangue do Cordeiro,.e pela palavra do seu testemunho -e não amaram as suas vidas até à morte. 12Por isso, ó Céus, alegrai-vos, e vós os que habitais neles. Ai da terra e do mar, porque o diabo desceu a vós cheio duma grande ira, sabendo que lhe resta pouco tempo. 13E o Dragão depois que se viu precipitado na terra, começou a perseguir a mulher que tinha dado à luz o filho macho, 14E foram dadas 'à mulher duas asas de uma grande águia, para voar para o deserto, ao lugar do seu retiro, onde é sustentada um tempo, dois tempos e a metade dum tempo, fora da presença da serpente. 15E a serpente lançou da sua bôca, atrás da mulher, água como um rio, para fazer que ela fôsse arrebatada da corrente. 16Porém a terra ajudou a mulher, e abriu a terra a sua bôca e engoliu o rio, que o dragão tinha vomitado da sua bôca. 17E o dragão se irou contra a mulher: E foi fazer guerra aos outros seus filhos, que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo. 18E deixou-se estar sôbre a areia do mar.

Salmos e ProvérbiosPr 29,1-10

Provérbios 29

1Sôbre aquêle homem, que despreza com uma cerviz dura a quem o repreende, virá de repente a sua total ruína: E não terá mais remédio. 2Na multiplicação dos justos se alegrará o vulgo: Quando os ímpios tomarem o govêrno, gemerá o povo. 3O homem, que ama a sabedoria, alegra a seu pai: O que porém sustenta prostitutas, perderá os seus bens. 4O rei justo faz florescer o seu estado: O homem avarento destrui-lo-á. 5O homem que, quando fala ao seu amigo, usa de uma linguagem lisonjeira, e fingida, arma uma rede aos seus passos. 6Ao homem pecador iníquo envolverá o laço: E o justo louvará e se regozijará. 7O justo toma conhecimento da causa dos pobres: O ímpio ignora a ciência. 8Os homens pestilentes destroem a cidade: Os sábios, porém, apartam o furor. 9Se o homem sábio disputar com o insensato, ou êle se agaste, ou se ria, não achará descanso. 10Os homens sangiinários aborrecem o simples: Mas os justos procuram conservar-lhe a vida.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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