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Bíblia em um ano Dia 36/365

Dia 36

Ex 31–33 · Mt 24,19-51 · Sl 21,26-32 (22) · cerca de 14 min

  1. Antigo TestamentoEx 31–33
  2. Novo TestamentoMt 24,19-51
  3. Salmos e ProvérbiosSl 21,26-32 (22)
Destaque da leitura de hoje“Velai pois, porque não sabeis a que hora ha de vir vosso Senhor.”Mateus 24,42

Antigo TestamentoEx 31–33

Êxodo 31

1Falou mais o Senhor a Moisés, e lhe disse: 2Eu chamei nomeadamente a Beseleel filho de Uri, filho de Hur da tribo de Judá, 3e eu o enchi do espírito de Deus, eu o enchi de sabedoria, de inteligência, e de ciência para tôda a casta de obras, 4para inventar tudo o que a arte pode fazer de ouro, de prata, de bronze, 5de mármores, de pedras preciosas, e de tôda a diversidade de paus. 6Eu lhe dei por companheiro Ooliab, filho de Aquisamec da tribo de Dan. E eu pus a sabedoria no coração de todos os artífices hábeis, para fazerem tudo o que te tenho ordenado que se faça. 7O tabernáculo da aliança, a arca do testemunho, o propiciatório, que está por cima dela, e tudo o que deve servir no tabernáculo: 8a mesa com os seus vasos, o candieiro puríssimo com os seus vasos, o altar dos perfumes, 9e o altar dos holocaustos com todos os seus vasos, e a bacia com a sua base: 10as santas vestimentas destinadas para o ministério do sacerdote Aarão, e de seus filhos, para que êles exercitem as funções do seu ofício revestidos de ornamentos sagrados: 11o óleo da unção, e o perfume aromático, que deve servir no santuário. Numa palavra, êles farão tudo o que eu te mandei que se fizesse. 12Falou mais o Senhor a Moisés, e lhe disse: 13Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Tendo grande cuidado de observar o meu sábado, porque êste é o sinal que eu estabeleci entre mim, e vós, e que deve passar depois de vós a vossos filhos; para que vós saibais que eu é que sou o Senhor, que vos santifico. 14Guardai o meu sábado, porque êle deve ser santo para vós. Aquêle que o violar, será castigado com a morte. Se algum trabalhar neste dia, perecerá do meio do seu povo. 15Vós trabalhareis seis dias; mas o dia sétimo é o sábado e o descanso consagrado ao Senhor. Todo o que trabalhar neste dia morrerá. 16Os filhos de Israel guardem o sábado, e cele-brem-no de idade em idade. Êste é um pacto sempiterno 17entre mim, e os filhos de Israel, e um sinal, que durará sempre. Porque o Senhor fêz em seis dias o céu, a terra, e no dia sétimo cessou de obrar. 18Tendo o Senhor acabado de falar desta sorte no monte Sinai, deu a Moisés as duas tábuas do testemunho feitas de pedra, e escritas pelo dedo de Deus.

Êxodo 32

1Mas o povo, vendo que Moisés não acabava de descer do monte, se ajuntou contra Aarão, e lhe disse: Vem fazer-nos deuses, que vão adiante de nós: porque pelo que toca a Moisés, a êste homem, que nos tirou do Egito, nós não sabemos o que lhe aconteceu. 2Aarão lhes disse: Tirai as arrecadas de ouro, que vossas mulheres, filhos, e filhas trazem nas orelhas, e trazei-mas. 3Fêz o povo o que Aarão lhe mandara, e trouxe-lhe as arrecedas. 4Aarão depois que as recebeu, fundiu-as, e formou delas um bezerro. Então disseram os israelitas: Eis-aqui, ó Israel, os teus deuses, que te tiraram do Egito. 5O que tendo visto Aarão, erigiu um altar diante do bezerro, e à voz do pregoeiro clamou: Amanhã é a solenidade do Senhor. 6E êles, tendo-se levantado pela manhã, ofereceram holocaustos, e hóstias pacíficas. Todo o povo se assentou a comer e beber, e depois se levantaram a brincar. 7Então falou o Senhor a Moisés, e lhe disse: Vai, desce: porque o teu povo, que tu tiraste do Egito, pecou. 8Êles se apartaram bem depressa do caminho que tu lhes havias mostrado. Fizeram para si um bezerro fundido, adoraram-no, e imolando-lhe vítimas, disseram: Êstes são, ó Israel, os teus Deuses, que te tiraram do Egito. 9Ainda disse mais o Senhor a Moisés: Eu vejo que êste povo é de cerviz dura. 10Deixa, que o furor da minha indignação se acenda contra êles, e que eu os consuma, e eu te farei a ti chefe de um grande povo. 11Porém Moisés conjurava o Senhor seu Deus, dizendo-lhe: Por que se acende o teu furor contra um povo teu, que tu tiraste do Egito com uma grande fôrça, e com uma poderosa mão? 12Não permitas, te rogo, que digam os egípcios: Êle os tirou do Egito astutamente para os matar nos montes, e para os extinguir da terra. Aplaque-se a tua ira, e deixa-te dobrar para perdoares ao teu povo a sua iniquidade. 13Lembra-te de Abraão, de Isaac, e de Israel teus servos, aos quais tu juraste por ti mesmo, dizendo: Eu multiplicarei a vossa descendência, como as estrelas do céu; e eu darei à vossa posteridade tôda esta terra, de que eu falei, e vós a possuireis para sempre. 14Então se apaziguou o Senhor, para não fazer contra o seu povo o mal, que tinha dito. 15Voltou Moisés pois de cima do monte, trazendo na sua mão as duas tábuas do testemunho, escritas de ambas as partes. 16Elas eram obra de Deus, corno o era a escritura, que estava gravada nelas. 17Ora Josué ouvindo o tumulto, e a vozeria do povo, disse para Moisés: No campo ouve-se alarido de quem peleja. 18Ao que respondeu Moisés: Isto não é gritar de pessoas, que se exortam para combater; nem vozeria de gente, que obriga o seu inimigo a fugir: mas o que eu ouço são vozes de pessoas, que cantam. 19E tendo-se aproximado ao campo, viu o bezerro, e as danças. Então irado na última diferença, atirou as tábuas que trazia na mão em terra, e as quebrou na falda do monte. 20E pegando no bezerro, que êles tinham feito, lançou-o no fogo, e o reduziu em cinza, que lançou na água, e fêz que dela bebessem os filhos de Israel. 21Depois disse Moisés a Aarão: Que te fêz êste povo para tu o carregares com um tão grande pecado? 22Êle lhe respondeu: Não se ire meu Senhor: Porque tu sabes muito bem, quanto êste povo é propenso para o mal. 23Êles me disseram: Faz-nos deuses, que vão adiante de nós: Porque nós não sabemos que é o que aconteceu a êste Moisés que nos tirou do Egito. 24Eu lhes disse: Qual dentre vós tem ouro? Trouxeram-no, e deram-mo: e eu o lancei no fogo, e saiu êste bezerro. 25Moisés pois vendo que o povo tinha ficado nu, (pois Aarão o tinha despojado com esta vergonhosa abominação, e o tinha posto nu no meio de seus inimigos), 26pôs-se à porta do campo, e disse: Se algum é do Senhor, ajunte-se comigo. E tendo-se ajuntado à roda dêle todos os filhos de Levi, lhes disse: 27Eis-aqui o que diz o Senhor Deus de Israel: Cada homem meta a sua espada à cinta: passai, e tornai a passar, atravessando o campo duma porta à outra; e cada um mate seu irmão, seu amigo, e o que lhe fôr mais chegado. 28Fizeram os filhos de Levi o que Moisés tinha ordenado, e foram quase vinte e três mil homens, os que caíram mortos aquêle dia. 29Então lhes disse Moisés: Cada um de vós consagrou hoje as suas mãos ao Senhor, matando seu filho, e seu irmão, para vos ser dada a bênção. 30Ao outro dia disse Moisés ao povo: Vós come testes um grandíssimo pecado. Eu subirei onde está o Senhor, a ver se de algum modo o posso dobrar, e alcançar dêle perdão do vosso crime. 31E tendo voltado para o Senhor, lhe disse: Êste povo cometeu um grandíssimo pecado, e êles fizeram para si deuses de ouro. Mas eu te conjuro, que ou tu lhe perdoes êste delito, 32ou se o não fazes, me apagues do teu livro, que escreveste. 33O Senhor lhe respondeu: Eu apagarei do meu livro aquêle, que pecar contra mim. 34Tu porém, vai, e conduze o povo ao lugar, que eu te disse. O meu anjo irá adiante de ti: Mas no dia da vingança visitarei eu êste pecado, que êle cometeu. 35Feriu pois o Senhor o povo pelo crime do bezerro, que Aarão lhe tinha feito.

Êxodo 33

1Depois falou o Senhor a Moisés, e lhe disse: Vai, sai dêste lugar tu, e o povo, que tu tiraste do Egito, e vai para a terra, que eu prometi com juramento a Abraão, Isaac, e Jacó quando lhe disse: Eu darei esta terra à tua posteridade. 2E dir-lhe-ás da minha parte: Eu enviarei um anJo, que te sirva de percursor, para que lance fora os cananeus, os amorreus, os heteus, os fereseus, os heveus, os jebuseus; 3e tu entres num país onde correm arroios de leite, e de mel, Porque eu não subirei contigo, para que não suceda exterminar-te eu durante o caminho. visto seres tu um povo de cerviz dura. 4O povo, ouvindo estas tremendas palavras pôs-sc a chorar; e nenhum dêles vestiu as suas galas costumadas. 5Porque o Senhor disse a Moisés: Diz aos filhos de Israel: Vós sois um povo de cerviz dura: se eu fôr uma vez no meio de vós, exterminar-vos-ei. Deixai, pois, desde agora as vossas galas, para eu saber de que modo vos hei de tratar. 6Todos os filhos de Israel pois deixaram as suas galas ao pé do monte Horeb. 7E Moisés, levantando o tabernáculo, o pôs bem ao longe fora do campo, e o chamou o tabernáculo do concêrto. E todos os do povo, que tinham alguma dificuldade, saíram fora do campo, para irem ao tabernáculo do concêrto. 8Quando Moisés saía para o tabernáculo, levantava-se todo o povo, e cada um se deixava estar à porta da sua tenda, e olhava para Moisés pelas costas, até êle entrar no tabernáculo. 9Depois que Moisés linha entrado no tabernáculo do concêrto, descia a coluna de nuvem, e punha-se à porta, e o Senhor falava com Moisés. 10Os filhos de Israel, em vendo que a coluna de nuvem se punha à porta do tabernáculo, punham-se também êles todos à porta das suas tendas, e adoravam o Senhor. 11Ora o Senhor falava a Moisés face a face, bem como um homem costuma falar ao seu amigo. E quando êle voltava para o campo, o moço Josué, filho de Nun, que o servia, não se alongava do tabernáculo. 12Moisés porém disse ao Senhor: Tu mandas-me que leve eu êsse povo, e não me declaras quem hás de enviar comigo, principalmente tendo-me tu dito: Eu conheço-te pelo teu nome, e tu achaste graça de mim. 13Se eu pois achei graça diante de ti, mostra-me a tua face, para eu te conhecer, e para achar graça diante dos teus olhos: olha benignamente para esta grande multidão, que é teu povo. 14O Senhor lhe disse: Eu irei em pessoa diante de ti, e eu te darei o descanso. 15Disse-lhe Moisés: Se tu mesmo não vais adiante de nós, não nos tires dêste lugar. 16Porque como poderemos nós saber, eu, e o teu povo, que nós achamos graça diante de ti, se tu não marchares adiante de nós, para sermos atendidos, e respeitados de todos os povos, que habitam sôbre a terra? 17Respondeu o Senhor a Moisés: Eu te farei isto, que tu acabas de me pedir: porque tu achaste graça diante de mim, e eu te conheço pelo teu nome. 18Moisés lhe disse: Mostra-me a tua glória. 19O Senhor lhe respondeu: Eu te mostrarei todo o bem; e passando adiante de ti, pronunciarei o nome do Senhor. Eu me compadecerei de quem eu quiser, e usarei de clemência com quem fôr do meu agrado usá-la. 20Disse mais o Senhor: Tu não poderás ver o meu rosto: porque nenhum homem me verá sem morrer. 21Ainda o Senhor disse mais: Eis-aqui o lugar, onde eu costumo estar: e tu pôr-te-ás sôbre a pedra. 22E quando passar a minha glória, eu te porei ao buraco da pedra, e te cobrirei com a minha mão, até que eu tenha passado. 23Depois tirarei eu a minha mão, e tu me verás pelas costas: mas tu não poderás ver o meu rosto.

Novo TestamentoMt 24,19-51

Mateus 24

19Mas ai das que estiverem pejadas, e das que criarem naqueles dias. 20Rogai pois que não seja a vossa fuga em tempo de inverno, ou em dia de sábado: 21Porque será então a aflição tão grande que, desde que ha mundo até agora, não houve nem haverá outra semelhante. 22E se não se abreviassem aqueles dias, não se salvaria pessoa alguma: Porém abreviar-se-ão aqueles dias em atenção aos escolhidos. 23Então se alguém vos disser: Olhai, aqui está o Cristo, ou ei-lo acolá: Não lhe deis crédito. 24Porque se levantarão falsos Cristos, e falsos profetas: Que farão grandes prodígios, e maravilhas tais, que (se fôra possível) até os escolhidos se enganariam. 25Vêde que eu vo-lo adverti antes. 26Se pois vos disserem: Ei-lo lá está no deserto, não saiais: Ei-lo cá mais retirado da casa, não lhes deis crédito. 27Porque de modo que um relâmpago sai do Oriente, e se mostra até o Ocidente: Assim ha de ser também a vinda do-Filho do homem. 28Em qualquer lugar em que estiver o corpo, aí se hão de ajuntar também as águias. 29E logo depois da aflição daqueles dias, escure-cer-se-á o sol, e a lua não dará a sua claridade, e as estrêlas cairão do Céu, e as virtudes dos Céus se comoverão: 30E então aparecerá o sinal do Filho do homem no Céu: E então todos os povos da terra chorarão: E verão ao Filho do homem, que virá sôbre as nuvens do Céu com grande poder, e majestade. 31E enviará os seus anjos com trombetas, e com grande voz: E ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, do mais remontado dos Céus até às extremidades dêles. 32Aprendei pois o que vos digo, por uma comparação tirada da figueira: Quando os seus ramos estão já tenros, e as folhas têm brotado, sabeis que está perto o estio: 33Assim também quando vós virdes tudo isto, sabe: que está perto, às portas. 34Na verdade vos digo, que não passará esta geração sem que se cumpram tôdas estas coisas. 35Passará o Céu, e a terra, mas não passarão as minhas palavras. 36Mas daquele dia, nem daquela hora, ninguém sabe, nem os anjos dos Céus, senão só o Padre. 37E assim como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. 38Porque assim como nos dias antes do dilúvio estavam comendo e bebendo, casando-se e dando-se em casamento, até ao dia que Noé entrou na arca, 39e não o entenderam enquanto não veio o dilúvio e os levou a todos: Assim será também a vinda do Filho do homem. 40Então de dois que estiverem no campo: Um será tomado, e outro será deixado. 41De duas mulheres que estiverem moendo em um moinho: Uma será tomada, e outra será deixada. 42Velai pois, porque não sabeis a que hora ha de vir vosso Senhor. 43Mas sabei que se o pai de família soubesse a que hora havia de vir o ladrão, vigiaria sem dúvida, e não deixaria minar a sua casa. 44Por isso estai vós: também preparados: Porque não sabeis em que hora tem de vir o Filho do homem. 45Quem crês que é o servo fiel, e prudente, a quem seu Senhor pôs sôbre a sua família, para que lhes dê de comer a tempo? 46Bem-ayenturado aquele servo, a quem seu Senhor achar nisso ocupado quando vier. 47Na verdade vos digo, que êle o constituirá administrador de todos os seus bens. 48Mas se aquele servo sendo mau disser no seu coração: Meu Senhor tarda em vir: 49E começar a maltratar aos seus companheiros, a comer, e beber com os que se embriagam: 50Virá o Senhor daquele servo no dia em que êle o não espera, e na hora em que êle não sabe: 51E removê-lo-á, e porá a sua parte com os hipócritas: Ali haverá chôro, e ranger de dentes.

Salmos e ProvérbiosSl 21,26-32 (22)

Salmo 21 (22)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 22.

26Para contigo o meu louvor na Igreja grande: Eu cumprirei os meus votos em presença dos que o temem. 27Os pobres comerão, e serão fartos: E os que buscam ao Senhor louvá-lo-ão: Os seus corações viverão pelos séculos dos séculos. 28Lembrar-se-ão, e converter-se-ão ao Senhor todos os limites da terra: E adorarão na sua presença tôdas as famílias das gentes. 29Porquanto do Senhor é o reino, êle mesmo reinará sôbre as gentes. 30Comeram e o adoraram todos os poderosos da terra: Diante dêle se prostraram todos os que descem à terra. 31E a minha alma viverá para êle: E a minha descendência o servirá a êle mesmo. 32A geração que há de vir será chamada com o -nome do Senhor: E anunciarão os céus a justiça dêle ao povo que há de nascer,

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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