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Bíblia em um ano Dia 363/365

Dia 363

Eclo 43–45 · Ap 20 · Pr 31,1-7 · cerca de 13 min

  1. Antigo TestamentoEclo 43–45
  2. Novo TestamentoAp 20
  3. Salmos e ProvérbiosPr 31,1-7
Destaque da leitura de hoje“Que te direi eu, meu amado filho, que te direi eu, amado fruto das minhas entranhas, que te direi eu, querido objeto dos meus desejos?”Provérbios 31,2

Antigo TestamentoEclo 43–45

Eclesiástico 43

1O alto firmamento é a formosura dele, a beleza do Céu descobre-se na visão da glória. 2O sol ao sair anuncia com o seu aspecto, que é um vaso admirável, uma obra do excelso. 3Ao meio-dia queima a terra, à vista do seu ardor quem poderá suportá-lo? Como se porta o que conserva o calor da fornalha para as obras que requerem um fogo intenso: 4Do mesmo modo faz o seu efeito o sol abrasando com tresdobrada atividade os montes, despedindo raios de fogo, e resplandecendo com os seus mesmos raios cega os olhos. 5Grande é o Senhor que o criou, e êle na execução dos preceitos apressou a própria carreira. 6E a lua em tôdas as suas revoluções com o seu período é a marca dos tempos e o sinal das mudanças do ano. 7A lua é a que determina os dias de festa, sendo um planêta de luz que logo começa a minguar em chegando ao mais pleno auge do seu crescimento. 8O mês vem a tomar dela o nome, a qual por um modo admirável cresce, até ficar de todo cheia. 9Uma disposição de arraiais se divisa nas alturas, a qual brilha gloriosamente no Firmamento do Céu. 10A refulgência das estrêlas é a formosura do Céu, o Senhor é quem esclarece o mundo desde as alturas. 11As palavras do santo se apresentarão a juízo, e não desfalecerão nas suas sentinelas. 12Olha para o arco, e bendize aquêle que o fêz: Mui formoso é no seu resplendor. 13Girou o Céu com o círculo da sua glória, as mãos do Excelso lhe deram tôda a sua extensão. 14Em virtude do seu império fêz acelerar a neve, e dá-se pressa em despedir os relâmpagos do seu juízo. 15Por esta causa se abriram os seus tesouros, e voaram as névoas como aves. 16Pela grandeza do seu poder condensou as nuvens, e se quebraram as pedras da saraiva. 17Só com o seu olhar se abalarão os montes, e pelo beneplácito da sua vontade assoprará o vento do meio-dia. 18O estampido do seu trovão ferirá a terra, a tempestade do norte, e o redemoinho dos ventos: 19E como a ave que desce lá do alto para pousar no chão espalha a neve, e a descida desta é como o gafanhoto que baixa sôbre a terra. 20Os olhos admirarão a beleza da sua brancura, e: -o coração espantar-se-á do seu chuveiro. 21Derramará sobre a terra como sal e geada: E quando esta se congelar, tornar-se-á como em pontas de abrolhos. 22Assoprou o vento frio do norte, e congelou a água ficando como um cristal, que repousará sôbre todo o depósito de águas, e revestir-se-á das mesmas águas como de uma couraça. 23E devorará os montes, e queimará os desertos, e secará o que houver de verdura, como se tudo abrasasse com fogo. 24O remédio de todos êstes males consiste na pressa que se dê em aparecer uma névoa: E um orvalho tempe-rando o ardente calor que vem o fará abater. 25A uma palavra sua acalmou o vento, e com o aceno da sua vontade aplacou o abismo, e nêle é que o Senhor plantou as ilhas. 26Os que navegam o mar, contém os perigos dêle: E nós escutando-os com os nossos ouvidos nos admi-raremos. 27Ali se encontram obras preclaras e maravilhosas: Vários gêneros de alimárias, e de tôda a sorte de gados, e criaturas monstruosas. 28Por êle mesmo se acha estabelecido o fim do seu caminho, e pela sua palavra tudo está pôsto na melhor ordem. 29Muitas coisas diremos nós, e ainda nos veremos alcançados em palavras, mas o resumo de tudo o que se pode dizer é que êle mesmo está em tôdas as coisas. 30Que poderemos nós dizer que exalte a sua glória? Porque o mesmo Todo-Poderoso é sôbre tôdas as suas obras. 31O Senhor é terrível, e.soberanamente grande, e maravilhoso o seu poder. 32Por mais que glorifiqueis ao Senhor quanto pu-derdes, nunca lhe dareis a competente glória, porque ainda ficará superior a tôda ela e será admirável a sua magnificência. 33Bendizendo vós ao Senhor, exaltai-o quanto podeis: Porque êle é maior que todo o louvor. 34Exaltando-o vós, revesti-vos de tôda a vossa fortaleza: Não vos metais nesse trabalho: Porque não chegareis a lograr o vosso intento. 35Quem o poderá ver, e celebrar? E quem engrandecerá assim como êle é desde o princípio? 36Muitas coisas maiores do que estas nos são escondidas: Porque das suas obras vem a ser umas poucas só as que temos visto. 37Mas o Senhor fêz tôdas as coisas e deu sabedoria aos que piamente vivem.

Eclesiástico 44

1Louvemos aos varões gloriosos, e aos nossos pais na sua geração. 2Ações de muita glória obrou o Senhor com a magnificência do seu poder desde o princípio do mundo. 3Êles dominavam nos seus Estados, como homens grandes que eram em virtude, e adornados da sua prudência, anunciando como profetas a dignidade dos profetas, 4e governavam o povo do seu tempo, e com a virtude da prudência davam avisos mui santos aos povos. 5Com a sua habilidade acharam a arte das consonâncias da música, e expuseram os cânticos das escrituras. 6Eram homens ricos em virtude, solícitos do decôro: Pacíficos em suas casas. 7Todos êstes alcançaram glória das gerações da sua nação, e ainda hoje são louvados pelo que fizeram em sua vida. 8Os que dêles nasceram, deixaram depois da sua morte um grande nome, que renova os louvores de seus pais: 9E outros há, cuja memória já não existe: Êles pereceram, como se não tiveram sido, e nasceram, como se não tiveram nascido, e os filhos dos mesmos com eles. 10Mas aquêles são varões de misericórdia, cujas obras de piedade não faltaram: 11Com a posteridade deles permanecem os seus bens. 12Os seus netos são uma santa herança, e a sua posteridade se manteve constante nas alianças: 13E os seus filhos em consideração dêles é que permanecem para sempre: A sua prosápia e a sua glória não será abandonada. 14Os seus corpos foram sepultados em paz, e o seu nome vive na sucessão de todos os. séculos. 15Os povos publiquem a sua sabedoria, e anuncie a Igreja o seu louvor. 16Henoc agradou a Deus, e foi trasladado ao Paraíso, para exortar as nações à penitência. 17Noé foi achado perfeito, justo, e no tempo da ira veio a ser a reconciliação dos homens. 18Por isso foram deixadas umas relíquias deles sôbre a terra, quando veio o dilúvio. 19Com êle foi feito o pacto eterno, que não pudesse ser destruída por outro dilúvio tôda a carne. 20O grande Abraão foi o pai da multidão das nações e não se achou outro semelhante a êle em glória, o qual guardou a lei do Excelso, e com êle se pôs em aliança. 21Em sua carne ratificou esta aliança, e êle na tentação foi achado fiel. 22Por isso jurou o Senhor que lhe havia de dar glória em sua família, que êle cresceria como o pó da terra, 23e que exaltaria a sua descendência como as estrêlas, e que êles teriam uma herança de mar a mar, e desde o rio até às extremidades da terra. 24E com Isaac obrou do mesmo modo por amor de Abraão seu pai. 25O Senhor lhe deu a bênção de tôdas as nações e' confirmou o testamento sôbre a cabeça de Jacó. 26Reconheceu-o em suas bênçãos, e deu-lhe a herança, e lha repartiu, dividindo-a entre as doze tribos. 27E conservou-lhe homens de misericórdia, que achassem graça diante dos olhos de tôda a carne.

Eclesiástico 45

1Moisés foi amado de Deus, e dos homens: Cuja' memória está em bênção. 2Fê-lo semelhante aos santos na glória, e engrandeceu-o com o terror que infundia a seus inimigos, e êle com as suas palavras aplacou os monstros. 3Glorificou-o diante dos reis, e lhe prescreveu ordenações diante do seu povo, e lhe fêz ver a sua glória. 4Pela sua fé e mansidão o santificou e o escolheu dentre tôda a carne. 5Porque o ouviu a êle, e a sua voz, e o fêz entrar na nuvem. 6E lhe deu os seus preceitos cara a cara, e a lei da vida e da disciplina para ensinar o seu Testamento a Jacó, e os seus juízos a Israel. 7Sublimou a seu irmão Aarão, e semelhante a” êle da tribo de Levi: 8Estabeleceu com êle um pacto eterno, e lhe deu o Sacerdócio da Nação: E o fêz bem-aventurado em glória, 9eo cingiu duma faixa de glória, e o revestiu duma vestidura também de glória, e o coroou com adornos de preciosidade. 10Pôs-lhe a vestidura talar, e a túnica interior, e o efod, e o cingiu ao redor dum grande número de campainhas de ouro. 11A fim de repetir o sonido delas quando andasse, para fazer ouvir no templo êste mesmo sonido por modo de advertência aos filhos da sua gente. 12A vestidura santa, de ouro e de jacinto, e de púrpura, obra tecida, dum varão sábio, dotado de juízo e de verdade: 13De fio de escarlate torcido, obra de grande artifício, de pedras preciosas gravadas em engaste de ouro, e entalhadas por indústria de lapidário para avivar a memória do número das tribos de Israel. 14Havia sôbre a sua mitra uma coroa de ouro es-culpida com sêlo de santidade, e com glória de honra: Obra de muito primor, e adôrno que levava após si os olhos de todos. 15Trajos tão majestosamente airosos como êstes não houve antes dêle desde o princípio do mundo. 16Dela se não vestiu pessoa alguma de outra família, mas só únicamente os seus filhos, e os seus netos por todo o decurso das idades. 17Os seus sacrifícios foram todos os dias consumidos pelo fogo. 18Moisés lhe sagrou as mãos, e o ungiu dum óleo santo. 19Foi-lhe concedido a êle, e à sua descendência por um pacto eterno como os dias do Céu, o exercer as funções do sacerdócio, e cantar louvores, e bendizer ao seu povo em seu nome. 20Êle o escolheu dentre os viventes para oferecer a Deus o sacrifício, o incenso e o bom cheiro, a fim do mesmo Deus se lembrar do seu povo fazendo-o assim propício. 21E lhe deu poder acêrca de seus preceitos, das alianças de seus juízos, para ensinar as suas ordenações a Jacó, e para dar à luz a Isràel em ordem à inteligência da sua lei. 22Porque contra êle se sublevaram os estranhos, e por inveja o cercaram no deserto homens, que eram do partido de Datan e Abiron, e a facção de Coré tôda acesa em ira. 23Viu isto o Senhor Deus, e não lhe agradou, e foram consumidos pela impetuosidade de sua iracúndia. 24Obrou nêles monstruosos prodígios, e consumiu-os com chamas de fogo. 25E acrescentou a glória a Aarão, e lhe deu uma herança, e lhe concedeu as primícias dos frutos da terra. 26Nas mesmas primícias lhe preparou pão com fartura: Porque até comerão dos sacrifícios do Senhor, os quais lhe deu a êle, e à sua descendência. 27Mas não herdará as gentes na terra, nem êle tem porção entre os da sua nação: Porque o mesmo Deus é a sua porção e herança. 28Finéias, filho de Eleazar, é o terceiro na glória, imitando aquêle no temor do Senhor. 29E estando firme na afronta da nação: Pela bondade e zelosa prontidão da sua alma aplacou a Deus para bem de Israel. 30Por isso é que Deus fêz com êle aliança de paz, constituindo-o príncipe do santuário e do seu povo, para que tivesse êle e a sua linhagem a dignidade de sacerdócio para sempre. 31Também fêz outra aliança com o rei Davi. filho de Jessé, da tribo de Judá, fazendo-o herdeiro a êle e à sua linhagem, a fim de dar sabedoria ao nosso coração, de julgar o seu povo em justiça, para que não perecessem os bens dos mesmos, e fêz eterna a glória dêles em sua nação.

Novo TestamentoAp 20

Apocalipse 20

1E vi descer do Céu um anjo, que tinha a chave do abismo e uma grande cadeia na sua mão. 2E êle tomou o dragão, a serpente antiga, que é o diabo e satanás, e o amarrou por mil anos: 3E meteu-o no abismo, e fechou-o, e pôs sêlo sôbre êle para que não engane mais as gentes, até que sejam cumpridos os mil anos: E depois disto convém que êle seja desatado por um pouco de tempo. 4E vi cadeiras, e se assentaram sôbre elas, e lhes foi dado o poder de julgar: E também vi as almas dos decapitados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e os que não adoraram a Bêsta, nem a sua imagem, nem receberam o seu caráter nas testas, nem nas suas mãos e viveram, e reinaram com Cristo mil anos. 5Os outros mortos não tornarão à vida, até que sejam cumpridos mil anos. Esta é a primeira ressurreição. 6Bem-aventurado e santo aquele que tem-parte na primeira ressurreição; a segunda morte não tem poder sôbre eles, mas antes serão sacerdotes de Deus ce de Cristo, e reinarão com êle mil anos. 7E depois que os mil anos forem cumpridos, será desamarrado satanaz da sua prisão, e sairá, e seduzirá as nações que estão nos quatro ângulos da terra, a Gog, e a Magog, e os congregará para dar batalha, cujo número é como a areia do mar. 8E subiram sôbre o âmbito da terra, e cercaram os arraiais dos Santos, e a cidade querida. 9Mas desceu do Céu, por mandado de Deus, um fogo que os tragou; e o diabo que os enganava, foi metido no tanque de fogo e de enxofre, onde assim a Bêsta, 10como o falso profeta serão atormentados de dia e de noite por séculos dos séculos. 11E vi um grande trono brânco, e um que estava assentado sôbre êle, de cuja vista fugiu a terra e o Céu, e não foi achado o lugar deles. 12E vi os mortos, grandes e pequeninos, que estavam em pé diante do trono, e foram abertos os livros; e foi aberto outro livro que é o da vida, e foram julgados os mortos pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. 13E o mar deu os mortos que estavam nele; e a morte e o inferno deram os seus mortos que estavam neles, e se fêz juízo de cada um deles segundo as suas obras. 14Eo inferno e a morte foram lançados no tanque de fogo. Esta é a segunda morte. 15E aquele que se não achou escrito no livro da vida, foi lançado no tanque de fogo.

Salmos e ProvérbiosPr 31,1-7

Provérbios 31

1Palavras do rei Tamuel. Visão, pela qual o instruiu sua mãe. 2Que te direi eu, meu amado filho, que te direi eu, amado fruto das minhas entranhas, que te direi eu, querido objeto dos meus desejos? 3Não dês os teus bens a mulheres, nem empregues às tuas riquezas em destruir reis. 4Não dês aos reis, ó Lamuel, não dês vinho aos reis: Porque não há segrêdo onde reina a bebedice: 5E para que não suceda que êles bebam, e se esqueçam da justiça, e transtornem a equidade na causa dos filhos do pobre. 6Mas dá aos que estão aflitos um licor capaz de os embriagar, e vinho aos que estão em amargura de coração: 7Para que êles bebam, e se esqueçam da sua pobreza, e não se lembrem mais da sua dor.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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