Receba o Santo do Dia e a Palavra de Deus no WhatsApp — grátis
‹ ›
Bíblia em um ano Dia 362/365

Dia 362

Eclo 40–42 · Ap 19 · Pr 30,27-33 · cerca de 14 min

  1. Antigo TestamentoEclo 40–42
  2. Novo TestamentoAp 19
  3. Salmos e ProvérbiosPr 30,27-33
Destaque da leitura de hoje“O lagarto, que se sustém nas suas mãos, e que mora no palácio dos reis.”Provérbios 30,28

Antigo TestamentoEclo 40–42

Eclesiástico 40

1Uma inquieta ocupação foi destinada logo no princípio a todos os homens, e um pesado jugo carrega sôbre os filhos de Adão, desde o dia em que êles saem do ventre de sua mãe, até o dia da sua sepultura, em que êles entram na mãe comum de todos. 2Os seus cuidados, e os temores do coração, a apre-ensão do que esperam, e o dia em que tudo acaba: 3Desde o que está sentado sôbre um trono de glória, até o que se acha abatido na terra e na cinza. 4Desde aquêle que está vestido de púrpura, e traz coroa, até ao que se cobre de linho cru: O furor, os zelos,. o tumulto, a perplexidade, e temor da morte, a ira re-concentrada, e as contendas, 5até no tempo em que repousa na cama o sono da noite lhe faz perturbar o pensamento. 6O espaço que toma no seu repouso, é como se nada fôra, e depois disto ainda no seu mesmo sono está feito uma como sentinela de dia. 7Êle se acha desassossegado com o fantasma do seu coração, como quem escapou no dia da batalha. Levantou-se quando já estava em salvo, e à vista de seu aparente susto se admira: 8Tôda a carne é sujeita a êstes acidentes, desde os homens até aos animais, e os pecadores ainda mais em dôbro sete vêzes do que os outros. 9Além disto, a morte, o sangue, a contenda, e o montante, as opressões, a fome, e a ruína dos países, e os outros flagelos:. 10Tôdas estas coisas foram criadas para virem sôbre os maus, e por causa dêles aconteceu o dilúvio. 11Tudo o que é da terra, tornar-se-á em terra, e tôdas as águas irão parar outra vez no mar. 12Tôda a dádiva para corromper, e tôda a iniqüidade perecerá, mas a fé persistirá eternamente. 13As riquezas dos injustos secar-se-ão, como uma torrente, e farão muito estrondo, como um grande trovão quando chove. 14O injusto alegrar-se-á, quando abrir as suas mãos: Porém assim é que os prevaricadores enfim se defi-nharão. 15Os netos dos ímpios não multiplicarão os ramos, e as raízes viciadas soam no alto dum rochedo. 16A verdura que cresce sôbre as águas, e à borda dum rio, primeiro que tôda a outra erva será arrancada. 17A beneficência é como um paraíso abundante em bênçãos, e a misericórdia permanece para sempre. 18A vida do operário que se contenta com 'o que lhe basta, será cheia de doçura, e tu acharás nela um tesouro. 19Os filhos, e a fundação duma cidade, farão o. nome dum homem célebre, e mais do que isto, será esti-mada a mulher irrepreensível. 20O vinho e a música alegram o coração: Mas o amor da sabedoria excede ambas estas coisas. 21O som da flauta, e do saltério fazem uma suave melodia, mas a língua suave sobrepuja ambas as coisas. 22A graça do corpo, e a beleza do rosto desejará v teu ôlho, mas a verdura dos campos semeados leva mui-ta vantagem a ambas as coisas. 23O amigo e o companheiro se auxiliam mútuamente na ocasião, mas com preferência a ambos a mulher com seu marido. 24Os irmãos servem de ajutório no tempo da tribulação, porém a misericórdia livrará ainda mais do que eles. 25O ouro e a prata são a firmeza dos pés: Mas um conselho bem aprovado excede ambas as coisas. 26Os bens e as fôrças do corpo elevam o coração, mas o temor do Senhor se avantaja sôbre estas coisas. 27Nada falta ao que tem o temor do Senhor, e com êle não há necessidade de buscar outro socorro. 28O temor do Senhor é como um paraíso de bênção, e êle se acha revestido de uma glória sôbre tôda a glória. 29Filho, em tempo nenhum da tua vida te ponhas a mendicante: Porque melhor é morrer do que mendigar. 30O homem que se atém à mesa alheia não emprega a sua vida em cuidar do sustento: Porque alimenta a sua vida com os manjares que outrem lhe dá. 31Mas o varão bem educado, e instruído se guardará. 32Na bôca do insensato será doce a pobreza, mas em seu ventre arderá o fogo.

Eclesiástico 41

1O' morte, quão amargosa é a tua memória para um homem, que tem paz no meio das suas riquezas: 2Para um homem, que não tem nada que o per-turbe, e cujos caminhos lhe saem direitos em tôdas as coisas, e que ainda está com vigor para tomar o alimento. 3O' morte, que boa é a tua sentença para um homem necessitado, e que se acha falto de fôrças. 4para o de idade já decrépita, e para o que está cheio de cuidados, e para o desconfiado; que se vê de todo falto de paciência! 5Não temas o decreto da morte. Lembra-te de todos aquêles que foram antes de ti, e de todos os que virão depois de ti: Êste é um decreto que o Senhor pronunciou contra tôda a carne: 6E que coisa te sobrevirá, senão o que fôr do beneplácito do Altíssimo? viva um homem ou dez, ou cem ou mil anos. 7Porque no inferno se não faz cargo do que um viveu. 8Os filhos dos pecadores fazem-se filhos da abominação, e os que frequentam as casas dos ímpios. 9A herança dos filhos dos pecadores perecerá, e com a sua linhagem andará continuamente o opróbrio. 10De um pai, sendo ímpio, se queixam os próprios filhos, pois se acham por causa dêle vivendo no opróbrio. 11Desgraçados de vós, homens ímpios, que deixastes a lei do Senhor Altíssimo! 12E quando vós nascerdes, nascereis já na maldição: E quando morrerdes, na maldição tereis posta a vossa herança. 13Tudo o que é de terra tornar-se-á em terra: Assim os ímpios cairão da maldição na perdição. 14O pranto dos homens é sôbre o seu cadáver, mas o nome dos ímpios será do mundo apagado. 15Tem cuidado de te adquirires bom nome: Porque êste será para ti um bem mais estável, do que mil tesouros grandes, e preciosos. 16A boa vida tem um certo número de dias: Mas o bom nome permanecerá para sempre. 17Conservai, filhos, em paz a minha disciplina: Porquanto se a sabedoria está escondida, e o tesouro se não vê, que utilidade pode haver em ambas estas coisas? 18Melhor é o homem que esconde a sua estultícia, do que o homem que esconde a sua sabedoria. 19Pelo que tende vergonha das coisas, que saem da minha bôca. 20Porque não é bom tê-la em tudo: E nem tôdas as coisas praticadas com fidelidade agradam a todos. 21Envergonhai-vos da fornicação diante de vosso pai e de vossa mãe: E da mentira diante do que governa e do poderoso: 22De qualquer falta diante do príncipe e do juiz: Da iniqüidade diante da sinagoga e do povo: 23Da injustiça diante do companheiro e do amigo: E no lugar em que habitas, 24de cometer algum furto, da verdade de Deus, e do pacto: De fincar o cotovêlo nos pães, e da sonegação do que se dá e recebe: 25De não responder aos que te saúdam: De deter os olhos na mulher prostituta: e de voltar o rosto ao parente. 26Não voltes o rosto por não veres a teu próximo, e envergonha-te de lhe tirar a parte que lhe toca e de lha não restituíres. 27Não olhes para a mulher de outro marido, e não te entretenhas com a sua criada, nem te ponhas ao pé da sua cama. 28Envergonha-te de dizer palavras de impropério aos teus amigos: E quando tiveres dado alguma coisa, não na lances em rosto.

Eclesiástico 42

1Não repitas a conversação que ouvires para descobrir palavras de segrêdo, e serás verdadeiramente isento de confusão, e acharás graça diante de todos os homens: Não te envergonhes de coisa alguma das que eu te vou a dizer, e não tenhas de tal sorte respeito à qualidade das pessoas, que venhas por isso a delinguir. 2Da lei do Altíssimo, e do seu testamento nem de combater em juízo os votos declarados para justificar um ímpio, 3do negócio de companheiros e peregrinos, nem da partilha da herança dos amigos, 4da igualdade da balança e dos pesos. nem da aquisição do muito e do pouco, 5de impedir a fraude da compra e dos negociantes, nem da severa criação dos filhos nem de fazer correr ao escravo péssimo o sangue pelas costas abaixo. 6Sôbre a mulher má, bom é estar pôsto o selo. 7Onde há muitas mãos, guarda tudo fechado, e tudo quanto entregares, dá-o por conta, e por pêso: E escreve tudo o que deres, e receberes. 8Não te envergonhes de corrigir o insensato e. o fátuo, nem de defender os velhos, que são julgados pelos mancebos: e serás então instruído em tôdas as coisas, e merecedor de aprovação diante de todos os vivos. 9A filha é um interior desvêlo de seu pai, e o cuidado dela lhe tira o sono, receando não suceda talvez que do próprio verdor da adolescência passe depois a ser já adulta, e. que tendo enfim coabitado com seu marido, se faça aborrecível: 10Não aconteça que na sua virgindade seja alguma vez corrompida, e sc ache pejada na casa de seu pai: Não resulte acaso que depois de coabitar com seu marido falte à fé conjugal, ou pelo menos saia estéril. 11Sôbre a filha desenvolta vigia com dobrado resguardo: para que te não faça vir a ficar em alguma ocasião exposto ao opróbrio de teus inimigos, e a ser o objeto de detração numa cidade, e da exprobração da plebe, e te faça envergonhar diante da multidão do povo. 12Não ponhas os olhos fitos em pessoa alguma enlevado na sua formosura: E não queiras fazer assento no meio de mulheres: 13Porque dos vestidos sai a polilha, e da mulher a maldade do homem. 14De sorte que um homem que te faz mal é melhor do que uma mulher que te faz bem, e mulher que te deixa envergonhado para teu opróbrio. 15Lembrar-me-ei pois das obras do Senhor, e anunciarei. o que tenho visto. Pelas palavras do Senhor existem as suas obras. 16O sol alumiando tem lançado a vista por tudo, e da glória do Senhor estão cheias as suas obras. 17Porventura não fêz o Senhor que os santos pu-blicassem tôdas as suas maravilhas, as quais o mesmo Senhor Onipotente confirmou para que fôssem perpetua-das na sua glória? 18Êle tem penetrado o abismo e o coração dos homens: E discernido por entre a astúcia dêles. 19Porque o Senhor conheceu sempre tôda a ciência e viu perfeitamente o sinal dos tempos, anunciando as coisas que passaram, as que estão para vir, descobrindo os rastos das ocultas. 20Não lhe passa por alto nenhum pensamento, e não se esconde dele palavra alguma. 21Formosas traçou as grandezas da sua sabedoria: O que é antes do século, e até o século, nem se lhe tem acrescentado, 22nem diminuído, nem necessita do conselho de ninguém. 23Quão desejáveis são tôdas as suas obras, e o que delas se pode considerar, é como uma faisca!. 24Tôdas estas coisas vivem, e permanecem para sempre, e em tôda a necessidade todos lhe obedecem a êle. 25Tôdas as coisas se acham a duas e duas, e uma oposta à outra, e nada fêz a que faltasse coisa alguma. 26De cada uma confirmou os bens. E quem se fartará vendo a sua glória?

Novo TestamentoAp 19

Apocalipse 19

1Depois disto ouvi uma como voz de muitas gentes no Céu, que diziam: Aleluia: A salvação, e a glória, e o poder é ao nosso Deus: 2Porque verdadeiros e justos são os seus juízos, porque êle condenou a grande prostituta que corrompeu a terra com a sua prostituição, e porque vingou o sangue de seus servos, das mãos dela. 3E outra vez disseram: Aleluia. E o fumo dela sobe por séculos de séculos. 4Então os vinte e quatro Anciãos e os quatro Animais se prostraram e adoraram a Deus, que estava assentado sôbre o Trono, e diziam: Amém. Aleluia. 5E saiu do Trono uma voz que dizia: Dizei louvor ao nosso Deus todos os seus servos, e os que o temeis, pequeninos e grandes. 6E ouvi uma como voz de muita gente e um como estrondo de muitas águas, e como o estampido de grandes trovões, que diziam: Aleluia. Porque reinou o Senhor nosso Deus: O Todo-Poderoso. 7Alegremo-nos e exultemos: E demos-lhe glória: Porque são chegadas as bodas do Cordeiro, e a sua espôsa está ataviada. 8E lhe foi dado o vestir-se de finíssimo linho, resplandescente e branco. E êste linho fino são as justificações dos Santos. 9Então me disse êle: Escreve: Bem-aventurados os que foram chamados à ceia das bodas do Cordeiro: E me disse: Estas palavras de Deus são verdadeiras. 10E eu me prostrei a seus pés para o adorar. E êle me disse: Vê não faças tal: Eu sou servo contigo e com teus irmãos, que têm testemunho de Jesus. Adora a Deus. Porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia. 11Depois vi o Céu aberto, e eis que apareceu um cavalo branco, e o que estava montado em cima dêle se chamava o Fiel, e o Verdadeiro, que julga, e que peleja justamente. 12E os seus olhos eram uma como chama de fogo, e na sua cabeça estavam postos muitos diademas, e tinha um nome escrito, que ninguém conhece senão êle mesmo. 13E vestiu uma roupa salpicada de sangue: E o seu nome, por que se apelida, é O VERBO DE DEUS. 14E seguiam-no os exércitos que estão no Céu, em cavalos brancos, vestidos de fino linho branco e limpo. 15E da sua bôca saia uma espada de dois gumes: Para ferir com ela as nações. Porque êle as governará. com uma vara de ferro: E êle mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor da ira de Deus Todo-Poderoso. 16E êle traz escrito no seu vestido e na sua coxa: O Rei dos Reis e o Senhor dos Senhores. 17E vi um anjo que estava no Sol, e clamou em alta voz, dizendo a tôdas as aves que voavam pelo meio do Céu: Vinde e congregai-vos à grande ceia de: Deus: 18Para comerdes carnes de Reis, e carnes de Tribunos e carnes de poderosos, e carnes de cavalos, e dos que neles montam, e carnes de todos os livres, e escravos, e pequeninos, e grandes.: 19E via Bêsta, e os reis da terra, e os seus exércitos congregados para fazerem guerra àquele que estava montado no cavalo, e ao seu exército. 20Mas a Bêsta foi prêsa e com ela o falso Profeta: Que tinha feito os prodígios na sua presença, com os quais êle tinha seduzido aos que tinham recebido o caráter da Bêsta e que tinham adorado a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no tanque ardente de fogo e de enxofre: 21E os outros morreram à espada, que saia da bôca do que estava montado sobre o cavalo: E tôdas as aves se fartaram das carnes deles,

Salmos e ProvérbiosPr 30,27-33

Provérbios 30

27Os gafanhotos, que não têm rei, e que todavia. saem todos ordenados em seus esquadrões: 28O lagarto, que se sustém nas suas mãos, e que mora no palácio dos reis. 29Há três coisas, que andam bem, e uma quarta que nada magnificamente: 30O leão, o mais forte dos animais, de nada que encontre terá mêdo: 31O galo, que anda mui senhor de si: E o carneiro: E um rei, a quem nada resiste. 32Tal homem há que pareceu um insensato, depois que foi elevado a uma sublime ordem: Porque se êle tivesse tido inteligência, teria pôsto a mão na sua bôca. 33Aquêle que com fôrça espreme a têta para tirar leite, faz sair dela um suco crasso: E aquêle que excita a ira produz discórdias.

Convidar pelo WhatsApp

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

WhatsApp