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Bíblia em um ano Dia 44/365

Dia 44

Lv 10–11 · Mt 27,23-44 · Sl 27 (28) · cerca de 11 min

  1. Antigo TestamentoLv 10–11
  2. Novo TestamentoMt 27,23-44
  3. Salmos e ProvérbiosSl 27 (28)
Destaque da leitura de hoje“Salva, Senhor, ao teu povo, e abençoa a tua herança: Conduze-o, e exalta-o até à eternidade.”Salmo 27,9 (28)

Antigo TestamentoLv 10–11

Levítico 10

1Então Nadab, e Abiu, filhos de Aarão lançando mão dos seus turíbulos, puseram nêles o fogo, e por cima o incenso, oferecendo diante do Senhor um fogo estranho, coisa que lhe não tinha sido mandada. 2Ao mesmo tempo um fogo vindo do Senhor os devorou, e êles morreram diante do Senhor. 3Pelo que disse Moisés a Aarão: Eis-aqui o que disse o Senhor: Eu serei santificado naqueles, que se chegam a mim, e serei glorificado diante de todo o povo. O que tendo ouvido Aarão, calou-se. 4E Moisés tendo chamado a Misael, e a Elisafan, filhos de Oziel, tio de Aarão, lhes disse: Ide, tirai vossos irmãos de diante do santuário, e levai-os para fora do campo. 5Foram êles logo tirá-los, assim deitados, e mortos como estavam, vestidos com as suas tônicas de linho, e lançaram-nos fora, como lhes tinha: sido mandado. 6Então disse Moisés a Aarão, e a Eleazar, e a Itamar, filhos de Aarão: Vêde lá não descubrais as vossas cabeças, nem rasgueis os vossas vestidos, não suceda morrerdes vós, e levantar-se a ira do Senhor contra todo o povo. Vossos irmãos, e tôda a casa de Israel chorem o incêndio, que o Senhor suscitou. 7Vós, porém, não saiais das portas do tabernáculo, sob pena de perecerdes: porque foi derramado sôbre vós o óleo da santa unção. E êles fizeram tudo, conforme Moisés lhes ordenara. 8Disse também o Senhor a Aarão: 9Tu, e teus filhos não bebereis vinho, nem coisa que possa embriagar, quando entrardes no tabernáculo do testemunho para que não suceda morrerdes: porque êste é um preceito eterno que passará a tôda a vossa posteridade; 10e isto a fim de que vós tenhais a ciência de discernir entre o santo, e o profano; entre o puro, e O impuro; 11e para que vós ensineis aos filhos de Israel tôdas as leis, que eu lhes prescrevi por Moisés. 12Disse então Moisés a Aarão, e a Eleazar, e a Itamar, que eram os filhos, que lhe tinham ficado: Tomai o sacrifício, que ficou da oblação do Senhor, e comei- -o sem fermento ao pé do altar, porque isto é uma coisa santíssima. 13Vós o comereis no lugar santo, como dado que foi a ti, e a teus filhos, das oblações do Senhor, conforme êle me ordenou. 14Comereis também tu, e teus filhos, e tuas filhas contigo, num lugar muito limpo, o peito, que dêle foi oferecido, e a espádua, que dêle foi posta a parte. Porque isto e o que se reservou para ti, e para teus filhos, das hóstias pacíficas dos filhos de Israel: 15porque êles elevaram diante do Senhor a espádua, o peito, e as banhas, que se queimam no Altar; e porque estas coisas te pertencem a ti, e a teus filhos por uma lei perpétua, segundo a ordem, que sôbre isso deu o Senhor. 16Entretanto buscando Moisés o bode, que tinha sido oferecido pelo pecado, achou-o queimado. E cheio de ira contra Eleazar, e Itamar, que eram os filhos, que tinham ficado a Aarão, disse-lhes: 17Por que não comestes vós a hóstia peio pecado no santo lugar, cuja carne é santíssima, e vos foi dada, para que vós carregueis com a iniquidade do povo, e rogueis por êle diante do Senhor? 18e tanto mais que o sangue desta hóstia não fo i' levado ao santuário, e vós a devíeis ter comido no lugar santo, conforme o que se tinha mandado. 19Aarão lhe respondeu: Hoje ofereceu-se a vítima pelo pecado, e apresentou-se diante do Senhor o holocausto: a mim, porém, aconteceu-me o que tu vês. Como poderia eu logo comer desta vítima, ou agradar ao Senhor nestas cerimônias, achando-me com o espírito oprimido de aflição? 20O que, ouvindo Moisés, admitiu a escusa.

Levítico 11

1Depois falou o Senhor a Moisés, e a Aarão, e lhes disse: 2Declarai aòs filhos de Israel o seguinte: De todos os animais da terra, eis-aqui os de que vós podereis comer. 3Dentre os quadrúpedes podereis comer daqueles, que têm a unha rachada, e que remoem. 4Quanto aos que remoem, mas não têm a unha rachada, como são os camelos e outros animais, não comereis dêles, e reputá-los-eis imundos. 5O querogrilo, que remói mas não tem a unha rachada, é imundo. 6A lebre também é imunda, porque ainda que remói, não tem a unha rachada. 7O porco também é imundo, porque ainda que tem a unha rachada, não remói. 8Não comereis carne de nenhum dêstes animais, nem tocareis os seus cadáveres, porque os deveis ter por imundos. 9Eis-aqui os aquáticos de que vos é permitido comer: Comereis de tudo o que tem barbatanas. e escamas, tanto no mar, como nos rios, como nos tanques. 10Mas tudo o que se move, e vive nas águas sem ter barbatana, nem escamas, será para vós abominável, e execrando. 11Não comereis da carne dêstes aquáticos, nem os tocareis, quando estiverem mortos. 12Todos os aquáticos, que não tiverem barbatanas nem escamas, serão para vós imundos. 13Das aves, eis-aqui as de que vós não comereis, e as que deveis evitar: a águia, o grifo, o falcão, 14o milhano, o abutre, e tudo o que é da sua espécie; 15o corvo, e tudo o que é da sua espécie; 16o avestruz, a coruja, a garça, o açor, e tudo ò que é da sua espécie; 17o mòcho, a gaivota, o íbis, 18o cisne, o onocrótalo, o porfirião, 19o herôdio, a cegonha, e tudo o que é da sua espécie, a poupa, e o morcego. 20Tudo o que voa, e anda sôbre quatro pés, será para vós abominável. 21Mas tudo o que anda sôbre quatro pés, e que tendo os pés detrás mais compridos, salta sôbre a terra, 22podeis comer dêle: Como é o brugo segundo a sua espécie, o ataco, o ofiômaco, e o gafanhoto, cada um segundo a sua espécie. 23Todos os animais, que voam, e têm só quatro pés, serão para vós execrandos. 24Todo o que tocar, estando mortos, será poluto, e ficará imundo até à tarde. 25Se lhe fôr necessário pegar em algum dêstes animais depois de mortos, lavará os seus vestidos, e ficará imundo até o pôr do sol. 26Todo o animal, que tem unha mas sem ser rachada, e que não remói, será imundo; e aquêle que o tocar, ficará contaminado. 27De todos os animais quadrúpedes, aqueles que andam sôbre as quatro mãos serão imundos: aquêle, que os tocar mortos, ficará imundo até à tarde. 28Aquêle que carregar com êsses cadáveres, lavará os seus vestidos, e ficará imundo até à tarde: Porque êstes animais são para vós imundos. 29Também entre os animais, que se movem sôbre a terra, deveis vós reputar imundos êstes: a doninha, o rato, o crocodilo, cada um na sua espécie; 30o musaranho, o cameleão, o estelião, a lagartixa, a toupeira. 31Todos êstes animais são imundos. Aquêle que tocar os seus cadáveres, ficará imundo até à tarde. 32E tudo sôbre que cair alguma coisa dos seus cadáveres, ficará poluto; ou seja um vaso de pau, ou seja um vestido, ou sejam peles, e cilícios. Todos os vasos, em que se faz qualquer coisa, serão lavados em água: êles ficarão polutos até à tarde, e depois disto ficarão limpos. 33Mas o vaso de barro, sôbre que cair alguma coisa destas, ficará poluto, e por isso se deve quebrar. 34Se se derramar alguma água em cima de qualquer comer vosso, ficará êste imundo: e todo o líquido, que se bebe de qualquer dêstes vasos, será imundo. 35Se dêstes animais mortos cair alguma coisa sôbre o que quer que fôr, ficará isso imundo: ou o sôbre que caiu seja um forno, ou seja uma marmita, estas coisas se devem reputar imundas, e se devem desfazer. 36Porém as fontes, as cisternas, e todos os depósitos dágua serão puros. Aquêle, que tocar os sobreditos cadáveres, ficará poluto. 37Se dêles cair alguma coisa sôbre a semente, não ficará por isso imunda. 38Mas se alguém entornou água sôbre a semente e esta depois tocou em coisa de cadáver, no mesmo ponto ficará poluta. 39Se morreu algum daqueles animais, de que vos é lícito comer, aquêle que tocar o seu cadáver, ficará imundo, até à tarde. 40O que comer alguma coisa dêle, ou tiver carregado com êle, lavará os seus vestidos, e ficará imundo até a tarde. 41Tudo o que anda de rastos sôbre a terra, será abominável, e não se comerá dêle. 42Não comereis -nada de todo aquêle animal que tendo quatro pés, anda sôbre o peito; nem do que tem muitos pés, ou que se arrasta pela terra: porque êstes animais são abomináveis. 43Guardai-vos de contaminardes as vossas almas, e não toqueis nenhuma destas coisas, para não ficardes manchados. 44Porque eu sou o Senhor vosso Deus. Sêde santos, porque eu sou santo. Não mancheis as vossas almas com o toque de algum dos répteis, que se movem sôbre a terra. 45Porque eu sou o Senhor, que vos tirei do Egito, para ser o vosso Deus. Vós sereis santos, porque eu sou santo. 46Esta é a lei sôbre as bêstas, sôbre as aves, sôbre todo o animal vivente, que se move na água, ou que anda de rôjo pela terra; 47para que vós conheçais a diferença do que é limpo, ou imundo; e para que saibais que é o que deveis comer oú rejeitar.

Novo TestamentoMt 27,23-44

Mateus 27

23Responderam todos: Seja crucificado. O governador lhes disse: Pois que mal tem êle feito? e êles levantaram mais o grito dizendo: Seja crucificado. 24Então Pilatos vendo que nada aproveitava, mas que cada vez era maior o tumulto: Mandando vir água, lavou as mãos à vista do povo, dizendo: Eu sou inocente do sangue dêste justo: Vós lá vos avinde. 25E respondendo todo o povo, disse: O seu sangue caia sôbre nós, e sôbre nossos filhos. 26Então lhes soltou a Barrabás: E depois de fazer açoitar a Jesus, entregou-lho para ser crucificado. 27Então os soldados do governador, tomando a Jesus para O levarem ao Pretório, fizeram formar à roda dêle tôda a coorte: 28E despindo-o, lhe vestiram um manto carmezim. 29E tecendo uma coroa de espinhos, lha puseram sôbre a cabeça, e na sua mão direita uma cana. E ajoe-lhando diante dele, o escarneciam, dizendo: Deus te salve, rei dos judeus. 30E cuspindo nele, tomaram uma cana, e lhe davam com ela na cabeça. 31E depois que o escarneceram, despiram-no do manto, e vestiram-lhe os seus hábitos, e assim o levaram para o crucificarem. 32E ao sair ela cidade acharam um homem de Cirene, por nome Simão: A êste constrangeram a que levasse a cruz dele padecente. 33E vieram a um lugar que se chama Gólgota, que é o lugar do Calvário. 34EL lhe deram a beber vinho misturado com fel. E tendo-o provado não o quis beber. 35E depois que o crucificaram, repartiram as suas vestiduras, lançando sortes: Porque se cumprisse o que tinha sido anunciado pelo profeta, que diz: Repartiram entre si as minhas vestiduras, e sôbre a minha túnica lançaram sortes. 36E assentados o guardavam. 37Puseram-lhe também sôbre a cabeça esta inscrição, que declarava a causa da sua morte: ÊSTE E' JESUS, REI DOS JUDEUS. 38Ao mesmo tempo foram crucificados com êle dois ladrões: Um da parte direita, e outro da parte esquerda. 39E os que iam passando blasfemavam dele, movendo as suas cabeças, 40e dizendo: Ah, tu o que destróis o templo de Deus, e o reedificas em três dias, salva-te a ti mesmo: Se és filho de Deus, desce da cruz. 41Da mesma sorte insultando-o também os príncipes dos sacerdotes com os escribas, e anciãos, diziam: 42Êle salvou a outros, a si mesmo não se pode salvar: Se é rei de Israel, desça agora da cruz, e creremos nele: 43Confiou em Deus; livre-o lá agora, se é seu amigo, porque êle disse: Eu, pois, sou. Filho de Deus. 44E os mesmos impropérios lhe diziam também os ladrões, que haviam sido crucificados com êle.

Salmos e ProvérbiosSl 27 (28)

Salmo 27 (28)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 28.

1Salmo do mesmo Davi. A ti clamarei, Senhor Deus meu, não estejas em silêncio comigo: Não suceda que, calando tu, seja eu como aqueles que descem à sepultura. 2Ouve, Senhor, a voz da minha deprecação quando a ti oro: Quando levanto as minhas mãos ao teu santo Templo. 3Não me arrastes juntamente com os pecadores: E não me percas com os que obram a iniquidade: Os quais falam de paz com o seu próximo. E nos seus corações só cuidam em lhe fazer mal. 4Dá-lhes a êles segundo as suas obras, e segundo a malignidade dos seus projetos. Dá-lhes a êles segundo as obras das suas mãos: Dá-lhes a recompensa que lhes é devida. 5Porquanto não compreenderam as obras do Senhor, nem o que fizeram as mãos dêle, tu os destruirás; e não os restabelecerás. 6Bendito o Senhor: Porque ouviu a voz da minha deprecação. 7O Senhor é a minha ajuda, e o meu protetor: Nêle esperou o meu coração, cu fui ajudado: E refloresceu a minha carne: E do meu coração o-louvarei. 8O Senhor é a fortaleza do seu povo: E o protetor que salva ao seu Ungido. 9Salva, Senhor, ao teu povo, e abençoa a tua herança: Conduze-o, e exalta-o até à eternidade.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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