Dia 8
Gn 21–23 · Mt 6,19-34 · Sl 7,10-18 · cerca de 12 min
Destaque da leitura de hoje“Buscai pois primeiramente o reino de Deus, e a sua justiça: E tôdas estas coisas se vos acrescentarão.”Mateus 6,33
Antigo TestamentoGn 21–23
Gênesis 21
1Ora o Senhor visitou a Sara, como êle lhe tinha dito, e executou a sua promessa. 2Ela concebeu, e pariu um filho na sua velhice, ao tempo que Deus lho tinha predito. 3Pôs Abraão o nome de Isaac ao filho, que lhe nascera de Sara. 4E circuncidou-o ao oitavo dia, segundo a ordem que recebera de Deus, 5tendo então cem anos: porque nesta idade é que êle veio a ser pai de Isaac. 6E nesta ocasião disse Sara: O Senhor me fêz uma coisa, que me causou riso; e todos os que a souberem se hão de rir do mesmo conosco. 7E acrescentou: Quem crera que se poderia dizer a Abraão, que Sara havia de dar de mamar a um filho, que ela lhe pariria, sendo êle já velho? 8Entretanto nasceu o menino, e foi desmamado: e no dia, que êle foi desmamado, deu Abraão um grande banquete, 9Sara porém, como visse o filho de Agar egiptana brincando com seu filho Isaac, disse para Abraão: 10Expulsa esta escrava com seu filho: Porque o filho da escrava não será herdeiro com meu filho Isaac. 11Pareceu isto duro a Abraão, por causa de seu filho Ismael. 12Mas o Senhor lhe disse: Não te pareça áspero o que Sara te disse de teu filho, e da tua escrava. Antes tudo o que Sara te disser faze-o: porque de Isaac é que há de sair a raça, que há de ter o teu nome. 13E quanto ao filho da tua escrava, eu o farei também pai de um grande povo, por êle ter saído de ti. 14Abraão pois tendo-se levantado de manhã, tomou pão e um odre d’água, e pô-lo às costas a Agar: Entregou-lhe seu filho, e despediu-a. Agar tendo partido, andava errante pelo deserto de Bersabé. 15E como se lhe tivesse acabado a água do odre, deixou seu filho deitado debaixo de uma árvore, que ali havia, 16e se alongou dêle um tiro de arco, e se assentou bem defronte, dizendo: Não verei morrer a meu filho: E levantando a voz, se pôs a chorar. 17Ora Deus ouviu a voz do menino: e o anjo do Senhor chamou a Agar do céu, e lhe disse: Agar, que fazes tu por aqui? Não temas: porque Deus ouviu a voz do teu menino do lugar, onde está. 18Levanta-te, toma o menino, e tem-no pela mão: porque eu o farei pai de um grande povo. 19Ao mesmo tempo abriu Deus os olhos de Agar, a qual vendo um poço dágua, foi a êle, e encheu o seu odre, e deu de beber ao menino. 20Assistiu Deus ao menino, e êle cresceu, e ficou vivendo no deserto, e saiu um moço bom frecheiro. 21Êle habitou no deserto de Faran: e sua mãe o casou com uma mulher do Egito. 22Neste mesmo tempo Abimelec acompanhado de Ficol, general do seu exército, veio dizer a Abraão: Deus é contigo em tudo o que tu fazes. 23Jura-me pois pelo nome de Deus, que tu nãc me farás mal a mim, nem aos meus descendentes, nem à minha raça: Mas que usarás comigo, e com a terra, onde tens vivido como estrangeiro, da mesma bondade, que eu tenho usado contigo. 24Respondeu-lhe Abraão: Eu to jurarei. 25Ê queixou-se à Abimelec da violência, com que os seus servos lhe tinham tirado um poço. 26Abimelec lhe respondeu: Eu não soube que te tinham feito essa injustiça: nem tu me disseste nada: e até o dia de hoje eu não tinha ouvido falar em tal. 27Tomou pois Abraão umas ovelhas, e uns bois, e deu-os a Abimelec e fizeram ambos aliança entre si, 28E tendo Abraão pôsto à parte sete cordeiras do seu rebanho, 29Abimelec lhe disse: Que querem dizer estas sete cordeiras, que tu puseste à parte? 30Tu receberás, disse Abraão estas sete cordeiras da minha mão, para que elas me sirvam de testemunho, de como eu abri êste poço. 31Por isso foi aquêle lugar chamado Bersabé, porque ali juraram êles ambos, 32e porque fizeram aliança perto do poço do juramento. 33Abimelec pois, e Ficol, general do seu exército, voltaram para a terra da Palestina: E Abraão plantou um bosque em Bersabé, onde invocou o nome do Senhor Deus eterno. 34E ficou vivendo muito tempo na terra dos palestinos.
Gênesis 22
1Passado isto, tentou Deus a Abraão, e lhe disse: Abraão, Êle lhe respondeu: Aqui estou. 2Continuou Deus: Toma a Isaac teu filho único, a quem tu tanto amas. e vai à terra da Visão, e oíere-cer-mos-ás em holocausto sôbre um dos montes, que eu te mostrarei. 3Abraão pois, levantando-se de noite. preparou o seu jumento, e tomou consigo a seu filho Isaac, e a dois de seus servos: e depois de cortar a lenha necessária para consumir o holocausto, partiu a achar-se no lugar, para onde Deus lhe tinha ordenado que fôsse. 4Ao terceiro dia, tendo levantado os olhos, viu êle o lugar de longe. 5Então disse aos seus servos: Esperai aqui com o jumento, que eu, e meu filho não faremos senão chegar acolá; e depois de termos feito adoração, tornaremos a vós. 6Tomou também a lenha para o holocausto, e poda às costas de seu filho Isaac: e êle Abraão levava nas mãos o fogo, e o cutelo. E quando ambos caminhavam juntos, 7disse Isaac a seu pai: Meu pai? respondeu-lhe Abraão: Que queres, meu filho? Aqui vai o fogo, e o cutelo, disse Isaac; onde está a vitima para o holocausto? 8Deus proverá nisso, respondeu Abraão: Êle nos deparará uma vítima para o seu holocausto. Caminharam pois ambos juntos, 9até que chegaram ao lugar, que Deus tinha mostrado a Abraão. Ali levantou Abraão um altar; pôs-lhe a lenha em cima depois atou a seu filho Isaac, e o pôs sôbre a lenha, que tinha disposto sôbre o altar. 10E estendendo a mão, pegou no cutelo para imolar seu filho. 11Mas a esse mesmo ponto lhe gritou do céu o anjo do Senhor, dizendo: Abraão, Abraão. Respondeu êle: Aqui estou. 12Continuou o anjo: Não estendas a tua mão sôbre o menino, e não lhe faças mal algum. Agora conheci que temes a Deus, pois que, por me obedeceres, não perdoaste a teu filho único. 13Abraão, levantando os olhos, viu atrás de si um carneiro, que estava embaraçado pelas pontas na rama dum espinheiro; e, pegando nêle, o ofereceu em holocausto em lugar de seu filho. 14E chamou a êste lugar dum nome, que significa: O Senhor vê. Donde veio dizer-se ainda hoje: O Senhor verá no monte. 15Segunda vez tornou o anjo do Senhor a chamar Abraão, e lhe disse: 16Eu jurei por mim mesmo, diz o Senhor, que pois que tu fizeste esta ação, e que por me obedeceres não perdoaste a teu filho único; 17eu te abençoarei, e multiplicarei a tua raça como as estrêlas do céu, e como a areia, que há nas praias. do mar. Os teus descendentes possuirão as portas de seus inimigos. 18E tôdas as gentes da terra serão benditas na tua posteridade porque obedeceste à minha voz. 19Tendo Abraão voltado para onde estavam os seus servos, recolheram-se todos juntos a Bersabé, e ali ficou vivendo Abraão. 20Depois disto vieram dizer a Abraão, que seu irmão Nacor tinha tido de sua mulher Melca muitos filhos. 21A saber, us, que foi o primogênito, Buz seu irmão, Camuel pai dos sírios. 22Cased, Azau, Teldas, Gedlaf; 23e Batuel pai de Rebeca. Eis-aqui os oito filhos, que Nacor, irmão de Abraão, teve de Melca sua mulher. 24Uma sua concubina, chamada Roma, deu-lhe também êstes outros quatro filhos: Tabéia, Gaão, Taás, e Maaca.
Gênesis 23
1Ora Sara, tendo vivido cento e vinte sete anos, 2morreu na Cidade de Arbéia que é a mesma que Hebron na terra de Canaã. E Abraão veio pranteá-la, e tomar nojo por ela. 3Acabados que foram os dias do nojo, levantou-se Abraão, e falou aos filhos de Het, dizendo-lhes: 4Eu na vossa terra sou como um peregrino, e um forasteiro. Peço-vos, que me deis o direito de ter entre vós uma sepultura, para eu enterrar nela uma pessoa, que me morreu. 5Os filhos de Het lhe responderam: 6Senhor, ouve-nos. Tu és para nós um príncipe de Deus, poderás escolher de entre todos os nossos mais formosos sepulcros um, onde enterres essa pessoa, que te morreu. Ninguém te tolherá, que enterres no seu sepulcro essa pessoa, que te morreu. 7Abraão, depois de se levantar, fêz uma profunda reverência diante do povo daquela terra, que eram os filhos de Het e disse-lhes: 8Se vós achais bom que eu enterre a minha defunta, ouvi-me, vos peço, e intercedei por mim com Efron, filho de Seor,: 9a fim de que êle me dê uma caverna de dois repartimentos, que êle tem no fim do seu campo; que a ceda em mim diante de vós, pelo preço que ela vale; e que fique sendo minha, para eu fazer nela um sepulcro. 10É de saber, que Efron habitava no meio dos filhos de H et; e êle respondeu a Abraão, ouvindo-o todos os que entravam pela porta da cidade, e lhe disse: 11Não, meu Senhor, isso não há de ser assim; mas ouve o que te vou dizer: Eu te dou o campo, e a caverna, que nêle há, em presença dos filhos do meu povo: enterra nela a pessoa, que te morreu. 12Abraão se inclinou profundamente diante do povo daquela terra, 13e disse a Efron no meio do ajuntamento do povo: Ouve-me, te peço: Eu quero dar-te o dinheiro, que o campo vale, recebe-o, e depois enterrarei nêle' a minha defunta. 14Efron lhe respondeu: 15Meu senhor, ouve-me. A terra que tu pedes, vale quatrocentos siclos de prata. Êste é o seu preço entre mim e ti. Alas isto que é? enterra a tua defunta. 16Abraão tendo isto ouvido, pesou em presença dos filhos de Het o dinheiro, que Efron lhe tinha pedido, e pagou quatrocentos siclos de prata em boa moeda corrente. 17Assim foi entregue a Abraão o campo, que fôra de Efron, onde havia uma caverna de dois repartimentos, que olhava para Mambre; e entregue tanto o campo, como a caverna, com tôdas as árvores que estavam à roda por todo o seu circuito; 18e lhe foi segurado como uma fazenda, que lhe ficava sendo própria, na presença de todos os que se tinham ajuntado à porta daquela cidade. 19Enterrou pois Abraão a Sara sua mulher na caverna de dois repartimentos, que olhava para Mambre, no campo, onde é Hebron na terra de Canaã. 20E o campo com a caverna, que nêle havia, foi segurado a Abraão da parte dos filhos de Het, para Abraão gozar dêle, como dum jazigo seu próprio.
Novo TestamentoMt 6,19-34
Mateus 6
19Não queirais entesourar para vós tesouros na terra: Onde a ferrugem, e a traça os consome: E onde os ladrões os desenterram, e roubam. 20Mas entesourai para vós tesouros no Céu: Onde não os consome a ferrugem, nem a traça, e onde os ladrões não os desenterram, nem roubam. 21Porque onde está o teu tesouro, aí está também O teu coração. 22O teu ôlho é a luz do teu corpo. "Se o teu ôlho fôr simples: Todo o teu corpo será luminoso. 23Mas se o teu ôlho for mau: Todo o teu corps estará em trevas. Se pois a luz, que em ti há, são trevas: Quão grandes não serão essas mesmas trevas? 24Ninguém pode servir a dois senhores: Porque ou há de aborrecer um, e amar outro: Ou há de acomo dar-se a êste, e desprezar aquêle. Não podeis servir a Deus, e às riquezas. 25Portanto vos digo, não andeis cuidadosos da vossa vida, que comereis, nem para O vosso corpo, que vestireis. Não é mais a alma que a comida? E o corpo mais que o vestido? 26Olhai para as aves do Céu, que não semeiam, nem segam, nem fazem provimentos nos celeiros: E contudo vosso Pai celestial as sustenta., Porventura não sois vós muito mais do que elas? 27E qual de vós discorrendo pode acrescentar um côvado à sua estatura? 28E por que andais vós solícitos pelo vestido? Considerai como crescem os lírios do campo: les não trabalham, nem fiam. 29Digo-vos mais, que nem Salomão em tôda a sua: glória se cobriu jamais como um dêstes. 30Pois se ao feno do campo, que hoje é, e amanhã é lançado no forno, Deus veste assim: Quanto mais a vós, homens de pouca fé? 31Não vos aflijais pois, dizendo: Que 'comeremos, ou que beberemos, ou com que nos cobriremos? 32Porque os gentios é que se cansam por-estas coisas. Porquanto vosso Pai sabe que tendes necessidade de todas elas. 33Buscai pois primeiramente o reino de Deus, e a sua justiça: E tôdas estas coisas se vos acrescentarão. 34E assim não andeis inquietos pelo dia de amanhã. Porque o dia de amanhã a si mesmo trará seu cul-. dado: Ao dia basta a sua própria aflição.
Salmos e ProvérbiosSl 7,10-18
Salmo 7
10Será consumida a malícia dos pecadores, e caminharás ao justo, ó Deus, que sondas os corações e as entranhas. 11Justo é o meu auxílio que vem do Senhor, o qual salva os retos de coração. 12Deus, Juiz justo, forte, e paciente: Ira-se acaso todos os dias? 13Se vós vos não converterdes, vibrará a sua espada: Armou o seu arco, e o tem pronto. 14Já pôs nêle os instrumentos da morte; já preparou as suas setas ardentes. 15Olha como êle causou a injustiça: Concebeu dor. e produziu a iniquidade. 16O fôsso abriu, e o cavou: Mas precipitou-se na cova por si aberta. 17A sua dor se voltará contra a sua cabeça: E sôbre a sua fronte recairá a sua iniquidade. 18Glorificarei ao Senhor seguindo a sua justiça: E exaltarei o seu nome Santo, sôbre as altas nuvens, até ao Céu.