Dia 98
Jz 12–14 · Lc 8,1-19 · Sl 61 (62) · cerca de 12 min
Destaque da leitura de hoje“Esperai nêle tôda a congregação do povo, derramai ante êle os vossos corações: Deus é o nosso favorecedor eternamente.”Salmo 61,9 (62)
Antigo TestamentoJz 12–14
Juízes 12
1Eis que porém se levantou uma sedição em Efraim. Porque os desta tribo passando para a banda do setentrião, disseram a Jefté: Por que razão nos não quiseste tu chamar quando ias pelejar contra os filhos de Amon, para nós irmos contigo? Por isso queimaremos a tua casa. 2Jefté lhes respondeu: Eu e o meu povo estávamos metidos numa grande contenda contra os filhos de Amon: Pedi-vos que me désseis socorro, e vós não o quisestes fazer. 3O que vendo eu, pus a minha alma nas minhas mãos, e passei aos filhos de Amon, e o Senhor mos entregou. Que fiz eu nisto para que vós vos levanteis contra mim a fazer-me guerra? 4E tendo convocado todos os de Galaad, pelejou contra os de Efraim: e os de Galaad derrotaram a Efraim, porque este tinha dito: Galaad é um fugitivo de Efraim, que mora no meio de Efraim e de Manassés. 5Porém os de Galaad se apoderaram dos vaus do Jordão, por onde os de Efraim haviam de voltar. E quando algum dos fugitivos de Efraim chegava a êles, e dizia: Peço-vos que me deixeis passar: Os de Galaad lhe diziam: Acaso és tu Efrateu? e respondendo: Não sou: 6Êles lhe replicavam: Pois dize, Sibolet, que significa uma espiga. E quando o outro pronunciava Sibolet; não podendo exprimir a palavra espiga com a mesma letra: imediatamente preso o degolavam na mesma passagem do Jordão. E assim naquele tempo foram mortos quarenta e dois mil homens de Efraim. 7Assim Jefté de Galaad julgou a Israel seis anos: e morreu, e foi sepultado na sua cidade de Galaad. 8Depois deste foi juiz de Israel Abesan de Belém: 9Que teve trinta filhos, e outras tantas filhas, as quais pondo fora as casou, e introduzindo para sua casa igual número de mulheres, as casou com seus filhos. O -qual julgou a Israel sete anos: 10E morreu, e foi sepultado em Belém. 11Sucedeu-lhe Aialon zabulonita: que julgou a Israel dez anos: 12E morreu, e foi sepultado em, Zabulon. 13Depois deste foi juiz de Israel Abdon, filho de Ilel de Faraton. 14Que teve quarenta filhos, e dêles trinta netos que montavam em setenta potros de jumentas, e julgou a Israel oito anos: 15E morreu, e foi sepultado em Faraton da terra de Efraim, no monte de Amalec.
Juízes 13
1Tornando os filhos de Israel a fazer o mal na presença do Senhor, êle os entregou nas mãos dos filisteus por quarenta anos. 2Havia pois um homem de Saraa, e da linhagem de Dan, chamado Manué, cuja mulher era estéril. 3À qual apareceu o anjo do Senhor e lhe disse: Tu cs estéril e sem filhos: mas tu conceberás e parirás um filho. 4Vê pois não bebas vinho, nem coisa que possa embebedar, nem comas coisa alguma imunda: 5porque conceberás, e parirás um filho, por cuja cabeça não passará navalha: pois que êle será Nazareno de Deus desde a sua infância, e desde o ventre de sua mãe: e êle mesmo começará a livrar a Israel das, mãos dos filisteus. 6Ela tendo ido buscar a seu marido, lhe disse: Veio a mim o homem de Deus, que tinha um rosto de anjo, em extremo terrível. E tendo-lhe perguntado quem era, e donde tinha vindo, e como se chamava, não mo quis dizer: 7mas só me deu esta resposta: Olha que hás de conceber e parir um filho: vê, não bebas vinho, nem outra coisa que possa embebedar, e nem comas coisa alguma imunda: porque o menino será Nazareno de Deus desde a sua infância, desde o ventre de sua mãe até o dia da sua morte. 8Fêz Manué oração ao Senhor, e lhe disse: Peço-te, Senhor, que o homem de Deus, a quem enviaste, venha outra vez, e nos ensine o que devemos fazer acerca do menino, que há de nascer. 9E ouviu o Senhor a oração de Manué, e apareceu segunda vez o anjo de Deus a sua mulher, estando assentada no campo. Não estava então com ela seu marido Manué. A qual tendo visto o anjo, 10se apressou, e correu a seu marido: e lhe noticiou, dizendo: Eis-aí me apareceu o homem, que eu antes tinha visto. 11Manué se levantou e seguiu sua mulher: e tendo chegado ao homem lhe disse: Tu és o que falaste a esta mulher? E êle respondeu: Eu sou. 12Manué lhe disse: Quando se tiver cumprido o que tu disseste, que queres tu que faça o menino? ou de que coisa se deverá êle abster? 13E o anjo do Senhor respondeu a Manué: Abs-tenha-se de tudo o que eu declarei a tua mulher: 14e não coma nada do que nasce da vinha: não beba vinho, nem outra coisa que possa embebedar, não coma coisa alguma imunda: cumpra e guarde o que eu lhe ordenei. 15E Manué disse ao anjo do Senhor: Rogo-te que consintas nas minhas suplicas, e quç te preparemos um cabrito, 16O anjo lhe respondeu: Por mais que me instes, eu não comerei o teu pão: mas se queres fazer um holocausto:. oferece-o ao Senhor. E Manué não sabia que era um anjo do Senhor. 17E lhe disse: Como te chamas tu, para que, verificada que seja a tua palavra, te honremos? 18O anjo lhe respondeu: Por que queres tu saber o meu nome, que é admirável? 19Tomou pois Manué um cabrito com as suas libações, e pô-lo sôbre uma pedra, oferecendo-o ao Senhor, que obra maravilhas: e êle e sua mulher estavam vendo. 20E quando subiu a chama. do altar ao céu, subiu também o anjo do Senhor junto com a chama. O que tendo visto Manué e sua mulher, caíram com o rosto em terra. 21E depois não se lhes mostrou mais o anjo do Senhor, e logo conheceu Manué que aquêle era ura anjo do Senhor, 22e disse para sua mulher: Certamente morreremos, porque vimos o Senhor. 23A mulher lhe respondeu: Se o Senhor nos quisesse matar, não teria êle recebido de nossas mãos o holocausto e as libações, nem nos teria mostrado tôdas estas coisas, nem nos teria predito o que está para acontecer. 24Eia pois pariu um filho, e o chamou por nome Sansão. E o menino cresceu, e o Senhor o abençoou. 25E o espírito do Senhor começou a ser com êle no campo de Dan entre Saraa e Estaol.
Juízes 14
1Desceu depois Sansão a Tamnata: e tendo ali visto a uma mulher das filhas dos filisteus, 2voltou, e noticiou a seu pai, e a sua mãe, dizendo: Eu vi em Tamnata uma mulher das filhas dos filisteus, rogo-vos que ma deis por esposa. 3Seu pai e sua mãe lhe disseram: Pois não há mulheres entre as filhas de teus irmãos, e entre todo o nosso povo, para que tu queiras casar com uma dentre os filisteus, que são incircuncidados? E Sansão disse a seu pai: Dá-me esta, porque agradou aos meus olhos. 4Ora seus pais não sabiam que isto se fazia por disposição do Senhor, e que buscava ocasião de ir contra os filisteus: porque naquele tempo dominavam os filisteus sôbre Israel. 5Veio pois Sansão com seu pai e com sua mãe a Tamnata. E quando tinham chegado às vinhas da cidade, apareceu um leão novo, feroz, e que rugia, e se pôs diante de Sansão. 6Mas o espírito do Senhor se apossou de Sansão, que despedaçou o leão, fazendo-o em quartos como se fôra um cabrito sem ter coisa alguma na mão: e não quis delatar isto a seu pai nem a sua mãe. 7Depois desceu e falou com a mulher que tinha agradado aos seus olhos. 8E voltando alguns dias depois para casar com ela, se apartou do caminho para ver o cadáver do leão, e eis que estava na bôca do leão um enxame de abelhas e um favo de mel. 9E tomando-o nas mãos, ia comendo nele pelo caminho: e chegando onde estavam seu pai e sua mãe, deu-lhes uma parte, que êles também comeram; mas não lhes quis descobrir, que aquele mel o tinha êle tirado do corpo do leão. 10Veio pois seu pai a casa desta mulher, e fêz um banquete por conta de seu filho Sansão: porque assim o costumavam fazer os mancebos. 11Como pois os habitantes daquele lugar o vissem, deram-lhe trinta companheiros para estarem com êle, 12Aos quais disse Sansão: Propor-vos-ei um problema: e se vós souberdes decifrá-lo dentro destes sete dias de boda, dar-vos-ei trinta lençóis, e outras tantas túnicas. 13mas se o não souberdes decifrar, dar-me-éis a mim trinta lençóis, e outras tantas túnicas. Êles lhe responderam: Propõe o problema, para que o ouçamos. 14E Sansão lhes disse: Do comedor saiu comida, e do forte saiu doçura; eles por três dias não puderam soltar o enigma proposto. 15E como se chegasse o dia sétimo, disseram à mulher de Sansão: Acaricia a teu marido, e faze que êle te descubra o que significa o enigma: e se o não quiseres fazer, queimar-te-emos a ti, e a casa de teu pai: acaso nos convidastes vós para a vossa boda, só para nos despojardes? 16A mulher se punha a chorar diante de Sansão, e se queixava dizendo: Tu não me amas, antes me aborreces; por isso me não queres declarar o enigma que propuseste aos mancebos do meu povo. Mas êle lhe respondeu: Eu não quis descobrir a meu pai, nem a minha mãe: e como to poderei declarar? 17Ela pois chorava diante dêle os sete dias da boda: e enfim ao dia sétimo, como lhe fôsse molesta lho declarou. O que ela logo descobriu aos seus compatriotas. 18E êles no dia sétimo antes de se pôr o sol, lhe disseram: Que coisa há mais doce do que o mel, e que coisa há mais forte do que o leão? E êle lhes respondeu: Se vós não tivésseis lavrado com a minha novilha, não teríeis percebido o meu enigma. 19Veio portanto o espírito do Senhor sôbre Sansão, e tendo ido a Ascalon, matou lá a trinta homens: aos quais tirou os vestidos, e os deu àqueles que tinham explicado o enigma. E sobremaneira irado, voltou para casa de seu pai: 20Sua mulher porém se casou com um dos amigos, e dos que o tinham acompanhado na boda.
Novo TestamentoLc 8,1-19
Lucas 8
1E aconteceu depois, que Jesus caminhava por cidades e aldeias pregando, e anunciando o reino de Deus: E os doze com êle. 2E também algumas mulheres, que êle tinha livrado de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, que se chama Madalena, da qual Jesus havia expelido sete demônios, 3e Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, e Susana, e outras muitas, que lhes assistiam de suas posses. 4E como houvesse concorrido um crescido número de povo, e acudissem solícitos a êle das cidades, lhes disse Jesus por semelhança: 5Saiu o que semeia, a semear o seu grão: E ao semeá-lo, uma parte caiu junto ao caminho, e foi pisada, e a comeram as aves do Céu. 6E outra caiu sôbre pedregulho: E quando foi nascida se secou, porque não tinha umidade. 7Ea outra caiu entre espinhos, e logo os espinhos que nasceram com ela, a afogaram. 8E outra caiu em boa terra: E depois de nascer, deu fruto, cento por um. Dito isto, começou a dizer em alta voz: Quem tem ouvidos de ouvir, ouça. 9Então os seus discipulos lhe perguntaram que -queria dizer esta parábola. 10Êle lhes respondeu: A vós foi-vos concedido conhecer o mistério do reino de Deus, mas aos outros se lhes fala por parábolas: Para que vendo não vejam, e ouvindo não entendam. 11E” pois êste o sentido da parábola: A semente é a palavra de Deus. 12A que cai à borda do caminho, são aqueles que a ouvem: Mas depois vem o diabo, e tira a palavra do coração deles, porque não se salvem crendo. 13Quanto à que cai em pedregulho, significa os que recebem com gôsto a palavra quando a ouviram: E êstes não têm raízes: Porque até certo tempo crêem, e no tempo da tentação voltam atrás. 14Ea que caiu entre espinhos: Estes são os que a ouviram, porém indo por diante, ficam sufocados dos cuidados, e das riquezas, e deleités desta vida, e não dão fruto. 15Mas a que caiu em boa terra: Êstes são os que ouvindo a palavra com coração bom, e muito são, a retém e dão fruto pela paciência. 16Ninguém pois acende uma luzerna, e a cobre com alguma vasilha, ou a põe debaixo da cama: Põe-na sim sôbre um candeeiro, para que vejam a luz os que entram. 17Porque não há coisa encoberta que não haja de ser manifestada: Nem escondida, que não haja de saber-se, e fazer-se pública. 18Vêde pois como ouvis, porque àquele que tem lhe será dado: E ao que não tem, ainda aquilo mesmo que entende ter, lhe será tirado. 19E vieram ter com êle sua mãe, e seus irmãos, e não podiam chegar a êle, pela muita gente
Salmos e ProvérbiosSl 61 (62)
Salmo 61 (62)
Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 62.
1Ao regente do côro, Para Iditum, salmo de Davi. 2Porventura a minha alma não estará sujeita a Deus? Pois que dêle é a minha salvação. 3Porquanto êle mesmo é meu Deus, e meu Salvador: Meu amparador, não serei comovido jamais. 4Até quando arremetereis contra um homem? Ajuntai-vos todos para acabar com êle, como a parede inclinada, e muro abalado? 5Certamente meditaram tirar-me a minha dignidade, corri sedento: Com a sua bôca me bendiziam, e com O seu coração me maldiziam. 6Mas tu. ó alma minha. conserva-te sujeita a Deus: Porque dêle é que vêem a minha paciência. 7Porque êle é meu Deus, e meu salvador: Meu favorecedor, não me comoverei. 8Em Deus está a minha salvação, e a minha glória: De Deus é que espero o meu socorro, e a minha esperança em Deus está. 9Esperai nêle tôda a congregação do povo, derramai ante êle os vossos corações: Deus é o nosso favorecedor eternamente. 10Certamente vãos são os filhos dos homens, mentirosos os filhos dos homens em balanças: Êles conspiram concordemente em vaidade para usar de enganos. 11Não queirais confiar na iniquidade, nem queirais cobiçar rapinas: Se abundardes em riquezas, não queirais pôr nelas o coração. 12Uma vez falou Deus, estas duas coisas tenho ouvido que o poder é de Deus, 13e a ti, Senhor, a misericórdia: Porque tu retribuirás a cada um segundo as suas obras.