Dia 169
Is 12–15 · At 20,20-38 · Sl 98–99 · cerca de 12 min
Destaque da leitura de hoje“Senhor nosso Deus, tu os atendias: O' Deus, tu lhes fôste favorável e vingador de tôdas as maquinações que lhes faziam.”Salmo 98,8 (99)
Antigo TestamentoIs 12–15
Isaías 12
1E dirás naquele dia: Eu te rendo, Senhor, as graças porque te iraste contra mim: O teu furor se aplacou, e tu me consolaste. 2Eis-aqui está Deus Salvador meu, resolutamente obrarei, e não temerei: Porque o Senhor é a minha fortaleza, e a minha glória, e êle se tornou para mim em salvação. 3Vós tirareis com gôsto águas das fontes do Salvador: 4E direis naquele dia: Louvai ao Senhor, e invocai o seu Nome: Fazei notórios entre os povos os seus desig-nios: Lembrai-vos que o seu nome é excelso. 5Cantai ao Senhor, porque êle fêz coisas magni-ficas: Anunciai isto em tôda a terra. 6Exulta, e louva, morada de Sião: Porque o grande, o Santo de Israel está no meio de ti.
Isaías 13
1Desgraça de Babilônia, que viu Isaías, filho de Amós. 2Levantai o estandarte sôbre êsse monte caligi-noso, levantai a voz, levantai a mão, e entrem os capitães pelas suas portas. 3Eu passei ordens aos meus santificados, e chamei os meus valentes na minha ira, os que exultam com a minha glória. 4Já nos montes a grita da multidão, como se fôra de numerosos povos, retumba: Já a voz do sonido de reis, de gentes congregadas retine: O Senhor dos exércitos tem dado as suas ordens para a militar disposição da guerra, 5aos que vêm de remontado país, desde a extremidade do mundo: O Senhor, e os instrumentos do seu furor se apressam para destruir a tôda a terra. 6Uivai, porque perto está o dia do Senhor: Virá do mesmo Senhor uma como tal assolação. 7Por esta causa tôdas as mãos se debilitarão, e todo o coração do homem se desanimará, 8e quebrantado ficará. Apoderar-se-ão dêles tor-ções e dores, como a mulher que está nas angústias do parto, se docrão: Cada um ficará atônito olhando para o que tiver junto a si, tornar-se-ão os seus rostos umas caras tisnadas. 9Eis-aí virá o dia do Senhor, o dia cruel, e cheio de indignação, e de ira, e de furor, para pôr a terra numa solidão, e para fazer em migalhas os seus pecadores exterminados dela. 10Porquanto as estrêlas do céu, e o resplendor delas não espalharam a sua luz: Tem-se coberto de trevas o sol em o seu nascimento, e a lua não resplandecerá com a sua luz. 11E visitarei, vindo sôbre êle, os males do mundo, e contra os ímpios a sua iniqüidade, e farei cessar a soberba dos infiéis, e humilharei a arrogância dos fortes. 12O varão será mais precioso que o ouro, e o homem sê-lo-á mais que o ouro acrisolado. 13Sôbre isto eu turbarei o céu: E mover-se-á a terra do seu lugar por causa da indignação do Senhor dos exércitos, e pelo dia da ira do seu furor. 14E será bem como a corçazinha que foge, e como a ovelha: E não haverá quem a recolha: Cada um voltará para o seu povo, e em seguimento uns dos outros fugirão para a sua terra. 15Todo o que fôr achado será morto: E todo o que sobreviver cairá em terra passado à espada. 16Suas crianças de peito serão diante dos olhos dêles machucadas: Suas casas serão saqueadas, e suas mulheres violadas: 17Eis-que eu suscitarei contra êles aos medos, que não buscarão prata, nem cobiçarão ouro: 18Mas êles matarão as crianças com as suas setas, e não se compadecerão das mães em cujo ventre elas andarem, e a seus filhos não perdoará o ôlho dêles. 19E aquela Babilônia de tanta glória entre os reinos, a ínclita soberba dos caldeus, ficará destruída: Como o Senhor destruiu a Sodoma e a Gomorra. 20Jamais será habitada, nem reedificada de geração em geração: Nem ali porá as suas tendas o arábio, nem repousarão nela os pastôres. 21Mas farão ali o seu covil as feras, e encher-se-ão as suas casas de dragões: E habitarão ali os avestruzes, e farão ali os peludos as suas danças: 22E responder-se-ão ali os mochos uns aos outros em suas casas, e as sereias nos templos do deleite.
Isaías 14
1O seu tempo está próximo a vir, e os seus dias não se alongarão. Porque o Senhor se compadecerá de Jacó, e reservará ainda para si alguns escolhidos de Israel e fá-los-á descansar na sua terra: Agregar-se-á a êles o estrangeiro, e se unirá à casa de Jacó. 2E tomá-los-ão os povos, e os conduzirão para o seu pais: E possui-los-á a casa de Israel sôbre a terra do Senhor para servos e servas: E cativarão aquêles que os haviam cativado, e sujeitarão aos seus exatores. 3E acontecerá isto naquele dia: Quando o Senhor te tiver dado descanso depois do teu trabalho, e da tua opressão: E dura servidão em que antes serviste: 4Usarás desta parábola contra o rei de Babilônia, e dirás: Como cessou o exator, como se acabou O tributo? 5O Senhor esmigalhou o bastão dos ímpios, a vara dos dominadores, 6ao que na sua indignação feria os povos com uma chaga incurável, ao que sujeitava as nações no seu furor, ao que cruelmente as perseguia. 7Tôda a terra ficou em descanso e em silêncio, ela se encheu de prazer e exultou: 8As faias igualmente se alegraram sôbre ti, e os cedros do Líbano, desde que tu dormiste, não subirá quem os corte. 9O inferno se viu lá em baixo à tua chegada todu turbado para te sair ao encontro, êle fêz por teu respeito levantar os gigantes. Todos os príncipes da terra, todos os príncipes das nações se ergueram de seus sólios. 10Todos universalmente responderão, e te dirão: Também tu igualmente como nós fôste ferido, vieste a ser-nos semelhante. 11Arrastada foi a tua soberba até aos infernos, caiu por terra o teu cadáver: Debaixo de ti se estenderá por cama a polilha, e a tua coberta serão os bichos. 12Como caiste do céu, ó Lúcifer, tu que ao ponto do dia parecias tão brilhante? Como caiste por terra tu, que ferias as nações? 13Que dizias no teu coração: Subirei ao céu, exaltarei o meu trono acima dos astros de Deus, assentar-me-ei no monte do testamento, aos lados do Aquilão. 14Subirei acima da altura das nuvens, serei semelhante ao Altíssimo. 15E contudo no inferno serás precipitado ao profundo do lago: 16Os que te virem, se inclinarão para ti, e te con-templarão dizendo: Acaso é êste aquêle homem, que meteu em confusão a terra, que fêz estremecer os reinos, 17que pôs o mundo em solidão, e destruiu as suas cidades, o que não abriu o cárcere aos seus cativos? 18Todos os reis das nações universalmente dormiram no meio da sua glória, cada um foi depositado no seu jazigo. 19Mas tu fôste arrojado longe do teu sepulcro, como um tronco inútil, manchado, e confundido com aquêles que foram mortos à espada, e desceram às fun-duras do lago, como um podre cadáver. 20Não terás consórcio com eles, nem ainda na sepultura: Porque tu deitaste a perder à tua terra, tu fizeste perecer o teu povo: Nunca jamais será nomeada a ralé dos péssimos. 21Preparai seus filhos para uma morte violenta, por causa da iniqüidade de seus pais: Êles não se levantarão, nem herdarão a terra, nem encherão de cidades a face do mundo. 22E levantar-me-ei contra êles, diz o Senhor dos exércitos: E perderei o nome de Babilônia, e as suas relíquias, e o renôvo, e a progênie, diz o Senhor. 23E reduzi-la-ei a uma possessão de ouriços, e a lagoas de águas, e varrê-la-ei gastando-a com a vassoura, diz o Senhor dos exércitos. 24Jurou o Senhor dos exércitos dizendo: Por certo que assim como eu pensei, assim será: E do modo que o tracei na mente, 25assim acontecerá: Que eu quebrante na minha terra o assírio, e nos meus montes o pise aos pés: E ser-lhes-á tirado o jugo dele, e o pêso dêle se descarregará dos ombros dêles. 26Êste é o desígnio que eu formei sôbre tôda a terra, e esta é a mão alçada sôbre tôdas as nações. 27Porque o Senhor dos exércitos é o que fulminou êste decreto: E quem o poderá invalidar? Também a sua mão está alçada: E quem na fará apartar? 28No ano em que morreu o rei Acaz, foi êste pêso anunciado: 29Não te alegres tu, Filistéia tôda, por se ter esmigalhado a vara do que te feria: Porque da estirpe da cobra sairá o basilisco, e o que dêle nascer absorverá as aves. 30E serão apascentados os primogênitos dos pobres e os pobres repousarão com segurança: E farei morrer de fome a tua raiz, e acabarei duma vez com as tuas relíquias. 31Dá os teus uivos, porta; grita, cidade: Por terra se acha tôda a Filistéia: Porque do Aquilão virá o fumo, e não há quem escape ao seu exército. 32E que se responderá então aos mensageiros das nações? Que o Senhor fundou a Sião, e que nêle mesmo esperarão os pobres do seu povo.
Isaías 15
1Desgraça de Moab. Porque de noite foi assolada Ar, Moab emudeceu: Porque de noite foi demolida a muralha, Moab também emudeceu. 2Subiu a casa, e Dibon aos altos para chorar sôbre Nabo, e sôbre Médaba, Moab uivou: Iim tôdas as suas cabeças haverá calva e tôda a barba será rapada. 3Em suas encruzilhadas se acharam eles vestidos de saco: Sôbre os seus telhados, e nas suas praças todo o alarido se trocou em pranto. 4Gritará Hesebon e Elvale, até Jasa foi ouvida a voz dêles. Sôbre isto uivarão os armados de Moab, a sua mesma alma dentro de si dará urros. 5O meu coração clamará à vista de Moab, os seus ferrolhos irão fugindo até Segor, novilha de três anos: Porque pelo outeiro Luit subirá chorando, e no caminho de Oronaim levantarão a voz em ais de contrição. 6Porque as águas de Nemrim serão desamparadas, porquanto secou-se a erva, não vingaram as plantas, murchou-se tôda a verdura. 7Segundo a grandeza da obra assim será a sua visita: Levá-los-ão para a torrente dos salgueiros. 8Porque se fêz ouvir o clamor em tôrno dos confins de Moab: Chegaram até Galim os seus urros, e até ao poço de Elim se estendeu o seu clamor. 9Porquanto cheias ficaram de sangue as águas de Dibon: Pois enviarei sobre Dibon, uns acréscimos: Leões contra aquêles de Moab, que escaparem, e contra as relíquias da terra.
Novo TestamentoAt 20,20-38
Atos dos Apóstolos 20
20Como não tenho ocultado coisa alguma das que -vos podiam ser úteis, para que vo-las deixasse de anunciar, e vos ensinasse publicamente e dentro em vossas casas, 21pregando aos judeus e aos gentios a penitência para com Deus, e a Fé em nosso Senhor Jesus Cristo. 22E agora eis aqui estou eu que, liado pelo Espirito, vou para Jerusalém: Não sabendo as coisas que ali me hão de acontecer, 23senão o que o Espirito Santo me assegura por tôdas as cidades, dizendo que me esperam em Jerusalém prisões e tribulações. 24Porém eu nada disto temo: Nem faço a minha própria vida mais preciosa, que a mim mesmo, contanto que acabe a minha carreira, e o ministério dapalavra, que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do Evangelho da graça de Deus. 25E agora eis aqui estou eu, que já sei que não tornareis mais a ver a minha face todos vós, por entre os quais passei pregando o reino de Deus. 26Portanto, eu vos protesto neste dia, que estou limpo do sangue de todos. 27Porque não tenho buscado subterfúgio para vos deixar de anunciar tôda a disposição de Deus. 28Atendei, por vós e por todo o rebanho, sôbre que o Espírito Santo vos constituiu Bispos, para governardes a igreja de Deus, que êle adquiriu pelo seu próprio sangue. 29Porque eu sei que depois da minha despedida, hão-de entrar a vós certos lobos arrebatadores, que não hão de perdoar ao rebanho. 30E que dentre vós mesmos hão de sair homens que hão de publicar doutrinas perversas, com o intento de levarem após si muitos discípulos. 31Por cuja causa vigiai, lembrando-vos que por três anos não cessei de noite e de dia de admoestar com lágrimas a cada um de vós. 32E agora eu vos encomendo a Deus, e à palavra da sua graça, àquele que é poderoso, para edificar e dar-vos herança entre todos os que são santificados. 33Não cobicei prata nem ouro nem vestido de nenhum, como 34vós mesmos sabeis: Porque estas mãos me serviram para as coisas que me eram necessárias a mim, e aqueles que estão comigo. 35E tudo vos tenho mostrado, que trabalhando todos desta maneira, convém receber os enfermos e lembrar daquelas palavras do Senhor Jesus, porquanto êle mesmo disse: Coisa mais bem-aventurada é dar que receber. 36E havendo dito isto, depois de pôr em terra os seus joelhos, orou com todos êles. 37E entre todos se levantou um grande pranto e lançando-se ao pescoço de Paulo, o beijavam, 38aflitos em grande maneira, pela palavra que havia dito, que não tornariam a ver mais a sua face. E êles o conduziram a bordo.
Salmos e ProvérbiosSl 98–99
Salmo 98 (99)
Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 99.
1Salmo do mesmo Davi. O Senhor reinou, estremeceram de cólera os povos: Reinou o que está sentado sôbre querubins, abala-se a terra. 2O Senhor é grande em Sião: E é exaltado sôbre todos os povos. 3Deem glória ao teu grande nome: Porquanto é terrível, e santo: 4E a honra do rei está em amar a justiça. Tu preparaste leis retíssimas: Tu fizeste juízo e justiça em Jacó. 5Exaltai ao Senhor nosso Deus, e adorai o escabelo de seus pés: Porque êle é santo. 6Moisés e Aarão entre os seus sacerdotes: E Samuel entre aqueles que invocam o seu nome: Invocavam o Senhor, e êle os atendia: 7Em coluna de nuvem lhes falava. Guardavam os seus mandamentos, e o preceito que lhes deu. 8Senhor nosso Deus, tu os atendias: O' Deus, tu lhes fôste favorável e vingador de tôdas as maquinações que lhes faziam. 9Exaltai ao Senhor nosso Deus, e adorai-o no seu santo monte: Porque santo é o Senhor nosso Deus.
Salmo 99 (100)
Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 100.
1Salmo de louvor. 2Celebrai com júbilo ao Senhor povos de tôda a terra: Servi ao Senhor em alegria. Entrai diante dêle com alvoroço. 3Sabei que o Senhor é Deus: Êle nos fêz, e não nós outros a nós. Povo seu e ovelhas do seu pasto: 4Entrai as suas portas com louvor: Nos átrios dêle com hinos: Glorificai-o. Louvai o seu nome. 5Porque suave é o Senhor: É eterna a sua misericórdia: E a sua verdade se dilata de geração em geração. „ Salmo