Dia 170
Is 16–19 · At 21,1-15 · Sl 100 (101) · cerca de 12 min
Destaque da leitura de hoje“Os meus olhos só olhavam para os fiéis do país para que se assentassem comigo: O.que andava em caminho de inocência, êsse me servia.”Salmo 100,6 (101)
Antigo TestamentoIs 16–19
Isaías 16
1Envia, Senhor, o cordeiro dominador da terra, mandado da pedra do deserto, ao monte da filha de Sião. 2E acontecerá isto: Que assim como é a ave que foge, e os passarinhos que voam do ninho, assim serão os filhos de Moab na passagem do Arnon. 3Toma conselho, convoca uma junta: Põe como noite a tua sombra no meio-dia: Esconde os que fogem, e não entregues os vagabundos. 4Contigo habitarão os meus fugitivos: Tu, ó Moab, serve-lhes de guarida em que se escondam da presença do devastador: Porquanto feneceu o pó, consumido ficou o miserável: Acabou já o que pisava a terra. 5E será estabelecido um trono em misericórdia, e sôbre êle se assentará em verdade no tabernáculo de Davi quem julgue e procure o juízo, e prontamente dê a cada um o que é justo. 6Temos ouvido a soberba de Moab, êle é soberbo em extremo: À sua soberba e a sua arrogância, e a sua indignação são maiores que a sua fortaleza. 7Por isso Moab uivará a Moab, todo êle universalmente dará urros: Aqueles apóstolos que se.jactam das suas muralhas de ladrilho cozido, anunciai as pragas que os ameaçam. 8Porque os arredores de Hesebon estão desertos, e os príncipes das nações talaram a vinha de Sábama: Às suas varas chegaram até Jazer: Elas andaram va-gabundas pelo deserto: Os seus arrebentos, que foram deixados, passaram à outra banda do mar. 9Por esta causa chorarei com o pranto de Jazer a vinha de Sábama: Embriagar-te-ei com as minhas lágrimas, Hesebon, e Eleále: Porque sôbre a tua vindima, e sôbre a tua messe arremeteu a voz dos pisadores. 10E será tirada a alegria e a exultação do Carmelo, e nas vinhas ninguém exultará nem mostrará júbilo. Não pisará vinho no lagar o que tinha costume de o pisar: Tirei já a voz dos pisadores. 11Por isto soará o meu ventre a Moab como cita-ra, e as minhas entranhas à muralha do ladrilho cozido. 12E acontecerá isto: Quando se deixar ver o que Moab trabalhou sôbre suas alturas, entrará nos seus santuários para orar, e nada alcançará. 13Esta é a palavra, que o Senhor falou a Moab desde então: 14E agora falou o Senhor, dizendo: Em três anos como se fôssem anos de mercenário será tirada a glória de Moab com todo o seu numeroso povo, e ficará pequeno e diminuído, de nenhum modo grande.
Isaías 17
1Desgraça de Damasco. Eis-que Damasco deixará de ser cidade, e será como um montão de pedras numa ruína. 2As cidades de Aroer serão abandonadas aos rebanhos, e êstes repousarão ali, e não haverá quem os espante. 3E cessará o adjutório da parte de Efraim e o reino depois da ruína de Damasco: E as relíquias da Síria serão como a glória dos filhos de Israel: Diz o Senhor dos exércitos. 4E acontecerá isto naquele dia: Ficará atenuada a glória de Jacó, e a gordura de sua carne emagrecerá. 5E será como o que na ceifa ajunta o que ficou por segar, e a sua mão colherá as espigas: E será como o que busca as mesmas espigas ao vale de Rafaim. 6E ficará nêle um como racimo de rabisco, e como quando. no varejo da oliveira restam na ponta de um ramo duas ou três azeitonas, ou quatro ou cinco dos seus frutos no alto da árvore: Diz o Senhor Deus de Israel. 7Naquele dia se humilharã o homem ao seu Criador, e olharão os seus olhos para o Santo de Israel: 8E não se inclinará diante dos altares, que fizeram as suas mãos: Nem tornará a olhar para os bosques e templos, obras que fabricaram os seus dedos. 9Naquele dia as cidades da sua fortaleza serão desamparadas como os arados, e as searas que foram abandonadas à vista dos filhos de Israel, e assim ficarás despovoada. 10Porque te esqueceste de Deus teu salvador, e não te lembraste do teu defensor: Por isso plantarás uma boa planta, e semearás um grão estrangeiro. 11No dia da produção do que plantares sair-te-ão labruscas e de manhã florescerá a tua semente: A messe te foi tirada no dia da herança, e doer-te-á isto gravemente. 12Ai da multidão de numerosos povos, semelhante ao estrondo do ressoante mar: E desgraçado o tumulto das gentes, que é bem como o sonido de muitas águas. 13Os povos soarão bem como o sonido das águas de inundação, e increpá-lo-á e fugirá para longe: E será arrebatado bem como a poeira dos montes pelo impulso do vento, e como um redemoinho diante da tempestade. 14No tempo da tarde eis-que também haverá turbação: No da manhã, igualmente não subsistirá. Esta é a herança daqueles que nos destruíram, e a sorte dos que nos saqueiam:
Isaías 18
1Ai da terra cimbalo de asas, que está além dos rios da Etiópia, 2do povo, que manda embaixadores por mar, e em vasos de junco sôbre as águas: Ide, anjos velozes, a uma gente arrancada, e despedaçada: A um povo terrível, depois do qual não há outro: A uma gente que está esperando, e é pisada dos pés, a quem os rios lhe roubaram a sua terra. 3Habitadores do Orbe, que morais na terra, quando fôr levantado o estandarte nos montes, vós todos o vereis e ouvireis o som da trombeta: 4Porque o Senhor me diz isto: Repousarei, e considerarei no meu lugar, como é clara a luz do meio-dia, e como a névoa de orvalho no tempo da messe. 5Porque antes da messe todo êle floresceu, e a madureza temporã lançará renovos, e os seus raminhos serão cortados com foices: E o que fôr deixado, será cortado, e sacudido. 6E ficarão servindo ao mesmo tempo de pasto às aves dos montes, e às alimárias da terra: E estarão sôbre êle os pássaros em todo o Estio, e sôbre êle invernarão tôdas as alimárias da terra. 7Naquele tempo serão levados presentes ao Senhor dos exércitos pelo povo arrancado e despedaçado: Pelo povo terrível depois do qual não houve outro, pela gente que está esperando, esperando e é pisada dos pés, a quem os rios lhe roubaram a sua terra, ao lugar do Nome do Senhor dos exércitos, o monte de Sião.
Isaías 19
1Desgraça do Egito. Eis-ai subirá o Senhor sôbre uma nuvem leve, e entrará no Egito, e os simulacros do Egito se comoverão diante da sua face, e o coração do Egito se mirrará no meio dele. 2E farei com que os egípcios se levantem contra os egípcios: E pelejará cada um contra seu irmão, e cada um contra seu amigo, uma Cidade contra outra Cidade, um reino contra outro reino. 3E rebentará o espírito do Egito nas suas entranhas, e precipitarei o seu conselho, e êles consultarão os seus simulacros, e os seus adivinhos, e pitões, e agoureiros. 4E entregarei o Egito na mão de senhores cruéis, e um rei forte os dominará, diz o Senhor Deus dos exércitos. 5E se irá extinguindo a água do mar, e o rio minguará, e se secará. 6E as ribeiras se esgotarão: As levadas por entre marachões diminuirão e se secarão: As canas e os juncos murcharão: 7O álveo dos regatos ficará descoberto desde o seu olheiro, e tôda a sementeira de regadio se secará, ir-se-á murchando, e não vingará. 8E entristecer-se-ão os pescadores e chorarão todos os que lançam anzol ao rio, e desmaiarão os que estendem rêdes sobre a tona dágua. 9Confundidos serão os que trabalham em linho, frisando e tecendo finas teias. 10E ficarão as suas terras de regadio assim fracas: Todos os que faziam lagoas para apanhar peixes. 11Os príncipes de Tanis mostraram ser estultos, os sábios conselheiros de Faraó deram um conselho insi-' piente: Como direis vós a Faraó: Eu sou filho dos sábios, filho de reis antigos? 12Onde estão agora os teus sábios? êles te anunciem, e apontem o que o Senhor dos exércitos tem resolvido sôbre o Egito. 13Loucos se tornaram os príncipes de Tanis, desa-nimados ficaram os príncipes de Meênfis, enganaram o Egito, ângulo dos povos dêle. 14O Senhor difundiu no meio dêle um espírito de vertigem: E êles fizeram errar o Egito em tôdas as suas obras, como o que vai fazendo cambetas, embriagado e vomitando. 15E não terá o Egito coisa que distinga a cabeça e a cauda, ao que encurva e ao que refreia. 16Naquele dia ficarão os egípcios como mulheres, e pasmarão, e temerão diante do movimento da mão de Senhor dos exércitos, a qual êle mesmoestenderá sôbre êles. 17E servirá de espanto ao Egito a terra de Judá: Todo o que se lembrar dela, encher-se-á de pavor à vista do desígnio do Senhor dos exércitos, que êle mesmo formou sôbre ela. 18Naquele dia haverá cinco cidades na terra do Egito, que falarão na língua de Canaã, e que jurarão pelo Senhor dos exércitos: Uma delas será chamada a cidade do sol. 19Naquele dia o altar do Senhor estará no meio da terra do Egito e o título do Senhor junto do seu têr 20Servirá de sinal, e de testemunho ao Senhor dos exércitos na terra do Egito. Porquanto clamarão ao Senhor à vista daquele que os atribula, e êle lhes enviará um salvador e um defensor que os livre. 21E será conhecido o Senhor pelo Egito, e conhecerão os egípcios ao Senhor naquele dia, e honrá-lo-ão com hóstias e ofertas. E farão ao Senhor votos, e os cumprirão. 22E ferirá o Senhor ao Egito com uma chaga, e a satará, e voltar-se-ão para o Senhor, e êle se lhes mostrará aplacado e os sarará. 23Naquele dia haverá caminho do Egito para os assírios, e entrará o assírio no Egito e o egípcio na Assi-ria, e servirão os egípcios com Assur. 24Naquele dia será Israel o terceiro para o egípcio e para o assírio: A bênção será no meio da terra, 25a qual o Senhor dos exércitos abençoou, dizendo: Bem-aventurado é o meu povo do Egito, e ao assírio: obra és de minhas mãos. Porém a minha herança é Israel.
Novo TestamentoAt 21,1-15
Atos dos Apóstolos 21
1E tendo-nos feito à vela depois que nos separa-mos dêles, fomos em direitura a Cóos, e no dia seguinte a Rodes e dali a Pátara. 2E como tivéssemos achado um navio, que passava à Fenícia, entrando nêle, nos fizemos à vela. 3E depois de estarmos à vista de Chipre, deixando-a à esquerda, continuamos a nossa derrota para as partes da Síria, e chegamos a Tiro: Porque aí se havia de descarregar o navio. 4E como achássemos discípulos, nos detivemos ali sete dias: Os quais inspirados pelo Espírito Santo diziam a Paulo que não subisse a Jerusalém. 5E passados poucos dias tendo partido dali iamos nosso caminho, acompanhando-nos todos com suas mulheres e com seus filhos até fora da cidade: E postos de joelhos na praia fizemos a nossa oração. 6E tendo-nos despedido uns dos outros, nos embarcamos: E êles voltaram para suas casas. 7Nós, porém, concluida a nossa navegação, de Tiro passamos a Ptolemaida: E havendo saudado aos irmãos, nos detivemos um dia com êles. 8E no dia seguinte, havendo partido dali, chegamos a Cesaréia. E entrando em casa de Filipe o evangelista, que era um dos sete, ficamos com êle. 9E tinha êle quatro filhas virgens. que profeta-vam. 10E como nos detivéssemos ali por alguns dias, chegou da Judéia um profeta, por nome Agabo. 11ste tendo vindo a nós, tomou a cinta de Paulo: E atando-se os pés e as mãos, disse: Isto diz o Espírito Santo: Assim atarão os judeus em Jerusalém ao varão, cuja é esta cinta, e o entregarão nas mãos dos gentios. 12Quando ouvimos isto, nós e os que eram daquele lugar, lhe rogamos que não fôsse a Jerusalém. 13Então Paulo a resposta que deu foi dizendo: Que fazeis chorando e afligindo-me o coração? Porque eu estou aparelhado não só para ser atado, mas até para morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus. 14E vendo que o não podíamos persuadir, não o importunamos mais, dizendo: Faça-se a vontade do Senhor. 15E depois dêstes dias, tendo-nos prevenido, subi-mos a Jerusalém.
Salmos e ProvérbiosSl 100 (101)
Salmo 100 (101)
Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 101.
1Salmo do mesmo Davi. Eu te cantarei, a ti, Senhor, a tua misericórdia, e a tua justiça. Direi salmos. 2E me aplicarei a conhecer o caminho da inocência, quando vieres a mim, Caminhava eu na inocência do meu coração, no meio da minha casa. 3Não punha diante dos meus olhos causa injusta: Aborrecia aos que faziam prevaricações. Não se unia a mim. 4Coração depravado: Ao malicioso que se afastava de mim não o conhecia, 5Ao que secretamente dizia mal do seu próximo a êste perseguia. Com homem de olhos soberbos, e de coração insaciável, com êsse não comia. 6Os meus olhos só olhavam para os fiéis do país para que se assentassem comigo: O.que andava em caminho de inocência, êsse me servia. 7Não habitará no meio da minha casa o que obra com soberba: O que fala coisas iníquas não entrou direito na vista dos meus olhos. 8Pela manhã entregava à morte todos os pecadores da terra: A fim de exterminar da cidade do Senhor a todos os que obravam maldade.