Dia 173
Is 28–29 · At 23,1-17 · Sl 101,21-29 (102) · cerca de 11 min
Destaque da leitura de hoje“Quando os povos se juntarem, e os reis para servirem ao Senhor.”Salmo 101,23 (102)
Antigo TestamentoIs 28–29
Isaías 28
1Ai da coroa de soberba, dos embriagados de Efraim, da flor caduca, glória da sua exultação, dos que estavam no cume do vale fertilíssimo, errantes por causa do vinho. 2Eis-aqui o Senhor valente e forte como o ímpeto duma chuva de pedra: Torvelhinho que tudo quebra, como ímpeto de muitas águas que inundam, e se espraiam sôbre uma espaçosa campina. 3Aos pés será pisada a coroa de soberba dos embriagados de Efraim. 4E a flor caduca da glória da sua exultação, que está sôbre o cume do vale mui pingue, será como o fruto temporão, que chega a amadurecer antes do Outono: O qual se algum pondo nêle os olhos o vir, logo assim que o tomar na mão, o devorará. 5Naquele dia o Senhor dos exércitos será a coroa de glória, e a grinalda de exultação, para o resto do seu povo: 6E o espirito de justiça para o que está assentado para bem julgar, e a fortaleza para os que voltarem da batalha para a porta. 7Mas também êstes por causa do vinho não enten- "deram, e por causa da embriaguez andaram sem se poderem ter: O sacerdote e profeta não entenderam por causa da embriaguez, foram absorvidos pelo vinho, andaram -cambaleando na embriaguez, não conheceram o Vidente, ignoraram a justiça. 8Porque tôdas as mesas se encheram de vômito e de asquerosidades, tanto assim que não havia já lugar que estivesse limpo. 9A quem ensinará a ciência? e a quem fará entender o que se ouviu? aos que já se lhes tirou o leite, aos que já foram desmamados. 10Porque manda, torna a mandar, manda, torna a mandar, espera, torna a esperar, espera, torna a esperar, um pouco aí, um pouco aí. 11Porquanto em outra linguagem de lábio, e em língua estranha êle falará a êste povo. 12Ao qual disse: Êste é o meu descanso, confortai ao cansado, e êste é o meu refrigério: E êles não quiseram ouvir. 13E ser-lhes-ã repetida esta palavra do Senhor: Manda, torna a mandar, manda, torna a mandar, espera, torna a esperar, espera, torna a esperar, um pouco ai, um -pouco aí: Para que vão, e caiam para trás, e fiquem esmigalhados, e metidos no laço, e presos. 14Por esta causa ouvi a palavra do Senhor, homens escarnecedores, que exerceis a vossa dominação sobre o meu povo, que está em Jerusalém. 15Porque vós dissestes: Nós fizemos um concerto com a morte, e fizemos um pacto com o inferno. Quando passar o flagelo de inundação, não virá sôbre nós: Porque temos pôsto a mentira por base da nossa esperança. e pela mentira fomos protegidos. 16Por isso estas coisas diz o Senhor Deus: Eis-aqui estou eu que vou a lançar nos fundamentos de Sião uma pedra, uma pedra aprovada, angular, preciosa, fundada no fundamento: Aquele que crer, não se apresse. 17E farei juízo com pêso, e justiça com medida: E a saraiva derribará a esperança da mentira: E as en-chentes das águas deixarão alagada a proteção. 18E será apagado o vosso concêrto com a morte, e o vosso pacto com o inferno não subsistirá: Quando passar o flagelo de inundação, êle vos terá por emprêgo da sua pisadura. 19Ao ponto que êle fôr passando, vos arrebatará: Porque de manhã cedo passará sem acabar de dia nem de noite, e só unicamente a vexação vos fará entender o que se ouviu. 20Porque estreita é a cama, de sorte que um dos dois há-de cair: E um cobertor curto não pode cobrir a um e outro. 21Porque o Senhor se levantará, como no Monte das Divisões: Lie se mostrará irado, como no Vale, que está em Gabaon: Para fazer a sua obra, uma obra alheia dele: Para fabricar a sua obra, uma obra dêle que lhe é estranha. 22Cessai pois já de fazer zombaria, para que não suceda que se apertem mais as vossas cadeias: Porque cu ouvi ao Senhor Deus dos exércitos que a consumação e abreviação de tudo isto mui cedo viria sôbre tôda a terra. 23Percebei aplicando os ouvidos, e escutai a minha voz, atendei, e ouvi as minhas expressões. 24Acaso o lavrador lavrará sempre a fim de semear, estará êle incessantemente estorroando e sachando a sua terra? 25Porventura depois de igualar a superfície dela não semeará a nigela, espalhará o cominho, e lançará o trigo a eito, e a cevada, e o milho, e alfarroba nos seus assinados lugares? 26E instrui-lo-á para fazer isto com juízo: O seu Deus o ensinará. 27Porque não será debulhada a nigela com trigo armado de dentes de ferro, nem rodará a roda de carro por cima dos cominhos: Mas será com uma vara sacudida a nigela, e os cominhos com um pau. 28E o trigo será esmiuçado: Mas na verdade não no debulhará sempre o que o debulha, nem o apertará debaixo de si a roda do carro, nem com as suas unhas o esmiuçará. 29E isto saiu do Senhor Deus dos exércitos, para fazer admirável o seu conselho, e engrandecer a sua justiça.
Isaías 29
1Ai Ariel, Ariel cidade, que Davi expugnou: Ajuntou-se um ano a outro ano: Correram as solenidades. 2E cercarei de trincheiras a Ariel, e ela estará triste e desconsolada, e será para mim como Ariel. 3E disporei bloqueio ao redor de ti, fazendo um como circulo fechado, e levantarei contra ti montanhas de terra, e porei baluartes para te assediar. 4Tu serás humilhada, falarás desde a terra, e desde o chão será ouvida a tua fala: E será -como de Pitão a tua voz saindo desde a terra, e desde o chão resmoni-nhará a tua fala. 5E será como pó miúdo a multidão dos que te acos-sam: E como a palha volante a multidão daqueles que prevaleceram contra ti: 6E isto acontecerá de repente num instante. Pelo Senhor será visitada com trovão, e abalo de terra, e com. grande zoada de torvelhinho e de tempestade, e de chama de fogo devorante. 7E será como o sonho duma visão noturna a multidão de tôdas as nações que pelejaram contra Ariel, e todos os que se lhe puseram em campo, e a sitiaram « prevaleceram contra ela. 8E bem como sonha o faminto que come, e quando «despertar se acha vazia a sua alma: E assim como sonha o sequioso que bebe, e depois que acordar, fatigado se sente ainda com sêde, e a sua alma está vazia: Assim será a multidão de tôdas as nações que pelejaram contra o monte Sião. 9Pasmai, e admirai-vos, flutuai, e vacilai: Embriagai-vos, mas não de vinho: Cambaleai, mas não de embriaguez. 10Porque o Senhor vos propinou um espírito de adormecimento, êle fechará os vossos olhos, cobrirá os vossos profetas e príncipes, que vêem as visões. 11E será para vós a visão de todos êles como as palavras dum livro selado que quando o derem ao que sabe ler, lhe dirão: Le esse livro: Êle responderá: Não posso, porque está selado. 12E dar-se-á o livro ao que não sabe ler, e se lhe dirá: Lê: E êle responderá: Não sei ler. 13E disse o Senhor: Pois que êste povo se chega para mim com a sua bôca, e com os seus lábios me glorifica, mas o seu coração está contudo longe de mim, e eles me deram culto movidos de ordenanças e doutrinas de homens: 14Por isso eis-aqui estou eu que acrescentarei uma coisa para excitar a admiração a êste povo com um grande e estupendo milagre: Porque perecerá a sabedoria dos seus sábios, e ficará escurecido o entendimento dos seus prudentes. 15Ai dos que sois profundos de coração, para ocul-tardes ao Senhor os vossos desígnios: Daqueles, cujas obras são feitas no meio das trevas, e dizem: Quem é que ros vê, e quem é o que nos conhece? 16Perverso é êste vosso pensamento: Vem êle a ser como se o barro tivesse intentos de se levantar contra o oleiro, e dissesse a obra ao seu artífice: Tu não és que me fizeste: É o vaso dissesse ao oficial que o fêz: Tu disto não entendes nada. 17Acaso dentro ainda de pouco tempo e em breve espaço não se converterá o Líbano em Carmelo, e o Carmelo não se reputará por um bosque? 18E naquele dia os surdos ouvirão as palavras do livro, e dentre as trevas e a escuridade verão os olhos dos cegos. 19E alegrar-se-ão cada vez mais os mansos no Senhor e exultarão os homens pobres no santo de Israel: 20Porque desfaleceu o que prevalecia, acabou o escarnecedor, e foram cortados todos os que vigiavam para fazer mal: 21Aquêles que faziam pecar os homens pelas suas palavras, e que armavam sancadilhas ao que os repreendia na porta, e os que sem causa se apartaram do justo. 22Por esta causa o Senhor que resgatou a Abraão, diz isto à casa de Jacó: Agora não será confundido Jacó, nem agora se envergonhará o seu rosto: 23Mas quando vir a seus filhos, obra das minhas mãos santificando no meio dele o meu nome, também êles santificarão ao santo de Jacó, e apregoarão o Deus de Israel, 24e os que estavam em êrro de espírito chegarão a ter claro entendimento, e os murmuradores aprenderão a lei.
Novo TestamentoAt 23,1-17
Atos dos Apóstolos 23
1Paulo pois, pondo os olhos no conselho, disse: Varões irmãos, eu até o dia-de hoje me tenho portado diante de Deus com tôda a boa consciência. 2E Ananias, príncipe dos sacerdotes, mandou aos que estavam junto dêle, que o ferissem na cara. 3Então lhe disse Paulo: Deus tc ferirá a ti, parede branqueada. Tu estás aí sentado para julgar-me a mim segundo a lei, e contra a lei mandas que eu seja ferido? 4T os que estavam ali disseram: Tu injúrias ao sumo sacerdote de Deus? 5E disse Paulo: Não sabia eu, irmãos, que é príncipe dos sacerdotes. Porque escrito está: Não dirás mal do príncipe do teu povo. 6Ora sabendo Paulo que uma parte era de saduceus, e outra de fariseus, disse em alta voz no conselho: Varões irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseus, acerca da esperança; e da ressurreição dos mortos eu sou julgado. 7E quando isto disse; se moveu uma grande dissensão entre os fariseus e os saduceus, e se dividiu a multidão. 8Porque os saduceus dizem que não há ressurreição, nem anjo, nem espírito: Ao mesmo tempo que os fariseus reconhecem um e outro. 9Houve pois grande vozeria. E levantando-se alguns dos fariseus, altercavam, dizendo: Não achamos mal algum neste homem;. quem sabe, se lhe falou algum espirito ou anjo? 10E como se tivesse originado daqui uma grande dissenção, temendo o tribuno que Paulo fôsse por êles despedaçado, mandou que descessem os soldados, e que o tirassem dentre êles, e o levassem à cidadela. 11E na seguinte noite, aparecendo-lhe o Senhor, lhe disse: Tem constância: Porque assim' como deste testemunho de mim em Jerusalém, assim importa que também mo dês em Roma. 12E quando chegou o dia, houve alguns dos judeus que fizeram liga entre si, e apostados se praguejaram dizendo que êles não haviam de comer, nem beber, enquanto não matassem a Paulo. 13E eram passante de quarenta pessoas, as que tinham entrado nesta conjuração. 14As quais se foram apresentar aos príncipes dos sacerdotes, e aos senadores, e disseram: Nós temo-nos obrigado por voto, sob pena de maldição, a não provar- "mos bocado até não matarmos a Paulo. 15Vós pois agora com o conselho fazei saber ao tribuno que quereis vo-lo produza, como para haverdes de tomar algum conhecimento mais ao certo da sua causa. E nós estaremos prestes para o matar, antes que êle chegue. 16Mas um filho ela irmã êle Paulo. tendo ouvido -esta conspiração, foi, e entrou na cidadela, e deu aviso a Paulo. 17t Então Paulo chamando a si um dos centuriões, disse: Leva êste moço ao tribuno, porque tem coisa que lhe cômunicar.
Salmos e ProvérbiosSl 101,21-29 (102)
Salmo 101 (102)
Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 102.
21Para ouvir os gemidos dos encarcerados: Para dar soltura aos filhos dos condenados à morte: 22Para que anunciem em Sião o nome do Senhor: E o seu louvor em Jerusalém. 23Quando os povos se juntarem, e os reis para servirem ao Senhor. 24Respondeu-lhe no caminho do seu vigor: Dize-me O curto número de meus dias. 25Não me chames na metade de meus dias: Os teus anos se estendem de geração em geração. 26No princípio tu, Senhor, fundaste a terra: E os céus são obra de tuas mãos. 27Êles perecerão, mas tu permaneces: E todos se envelhecerão como um vestido. E como roupa de vestido os mudarás, e serão mudados: 28Mas tu és sempre o mesmo, e os teus anos não se acabarão. 29Os filhos de teus servos habitarão: E a sua posteridade será dirigida eternamente.