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Bíblia em um ano Dia 172/365

Dia 172

Is 24–27 · At 22 · Sl 101,11-20 (102) · cerca de 15 min

  1. Antigo TestamentoIs 24–27
  2. Novo TestamentoAt 22
  3. Salmos e ProvérbiosSl 101,11-20 (102)
Destaque da leitura de hoje“Tu levantando-te terás piedade de Sião: Porque é tempo de teres piedade dela, porque o prazo está já cumprido.”Salmo 101,14 (102)

Antigo TestamentoIs 24–27

Isaías 24

1Eis-aí dissipará o Senhor a.terra e a porá nua e afligirá a sua face e espalhará os seus habitadores. 2E assim como fôr o povo, assim será o sacerdote: E como o criado, assim o seu amo: Como a serva, assim a sua senhora: Como o que compra, assim é aquêle que vende: Como o que dá juro, assim o que toma emprestado: Como o que torna a pedir a dívida, como o que deve. 3A terra com total estrago será desolada e pela rapina saqueada. Porquanto o Senhor proferiu esta palavra. 4Chorou, e descaiu a terra e ficou desfalecida: Descaiu o Orbe, ficou desfalecida a altura do povo da terra. 5E ficou a terra inficionada pelos seus habitadores: Porque transgrediram as leis, mudaram o direito, romperam a aliança sempiterna. 6Por esta causa a maldição devorará a terra e pecarão os habitadores dela: E por isso enfatuar-se-ão os seus cultores e serão deixados poucos homens. 7Chorou a vindima, enfraqueceu a vide, gemeram todos os: que se alegravam de coração. 8Cessou o regozijo dos tambores, acabou a algazarra dos que estavam em alegria, calou-se a doçura da cítara. 9Não beberão vinho cantando árias: A bebida será amarga para os que a beberem. 10A cidade da vaidade está demolida, fechadas se acham tôdas as suas casas, não entrando nelas pessoa alguma. 11Nas ruas haverá clamor sôbre o vinho. Tôda a alegria ficou abandonada: Desterrou-se o prazer da terra. 12Ficou dentro na cidade uma solidão, e a calamidade oprimirá as suas portas. 13Porque estas coisas verificar-se-ão no meio da terra, no meio dos povos: Como se algumas poucas de azeitonas, que ficaram, se sacudirem da oliveira, e algum par de cachos do rabisco, depois de acabada a vindima. 14Êstes levantarão a sua voz, e cantarão louvores, darão rinchos desde o mar, quando o Senhor fôr glorificado. 15Por esta causa com as verdadeiras máximas da doutrina glorificai ao Senhor: Nas ilhas do mar ao nome do Senhor Deus de Israel. 16Desde as extremidades da terra nós ouvimos os louvores à glória do justo. E eu disse: O meu segrêdo para mim, o meu segrêdo para mim, ai de mim: Os prevaricadores têm prevaricado e com prevaricação de transgressores prevaricaram. 17Para ti, que és habitador da terra, está aparelhado. o susto e a cova e o laço. 18E acontecerá: Que o que fugir da voz do susto cairá na cova: E o que se desembaraçou da cova ficará. prêso no laço: Porque as cataratas lá das alturas foram abertas e serão abalados os fundamentos da terra. 19Com a ruptura de suas partes será a terra feita em pedaços, com o choque delas será a terra esmigalhada, com o seu abalo será a mesma terra desconjun-tada, 20pelo balanço será agitada a terra como um embriagado, e será tirada como a tenda duma noite: E carregará sôbre ela a sua iniqüidade, e cairá, e não tornará a levantar-se. 21E acontecerá: Que naquele dia virá o Senhor com a sua visita sôbre a milícia do céu lá no alto, e sobre os reis da terra que estão sôbre a terra. 22E serão atados todos juntos num feixe para serem lançados no lago e ficarão ali encerrados no cárcere: E depois de muitos dias serão visitados. 23E a lua se envergonhará e se confundirá o sol quando reinar o Senhor dos exércitos no monte Sião em Jerusalém e fôr glorificado na presença dos seus anciãos.

Isaías 25

1Senhor, tu és o meu Deus: Eu te exaltarei e apregoarei o teu nome: Porque tu fizeste maravilhas, declaraste por fiéis os teus antigos desígnios, amém. 2Porque tu reduziste a cidade a um túmulo, a cidade forte, a ruína, a casa dos estranhos: Para não ser cidade e para nunca jamais se reedificar. 3Por isso te louvará um povo forte, a cidade das nações robustas te temerá: 4Porque te fizeste fortaleza para o pobre, fortaleza para o necessitado na sua tribulação: Esperança contra o torvelhinho, sombra contra o calor. Porque o espírito dos robustos é como um torvelhinho que impele uma parede. 5Tu como o calor na sêde humilharás a insolência tumultuosa dos estranhos: E como com um calor que abrasa por entre nuvens, farás com que se vá murchando a descendência dos fortes. 6E o Senhor dos exércitos fará neste monte para todos os povos um banquete de manjares substanciais, um banquete de vinho de substanciais tutanos, dum vinho sem fezes. 7E neste monte quebrará a prisão do laço atado sôbre todos os povos e a teia que urdiu sôbre tôdas as nações. 8Êle precipitará a morte para sempre: E o Senhor Deus enxugará as lágrimas de tôdas as faces e tirará de cima de tôda a terra o opróbrio do seu povo: Porque o Senhor falou. 9E dirá naquele dia: Eis-aqui temos que êste é o nosso Deus, por êle esperamos e êle nos salvará: Êste é que é o Senhor, nós o esperamos longo tempo, nós exul-taremos e alegrar-nos-emos com a salvação que êle nos der. 10Porque neste monte repousará a mão do Senhor: E Moab será trilhado debaixo dêle, assim como se trilham as palhas debaixo dum carro. 11E estenderá as suas mãos por baixo dêle assim como as estende o nadador para nadar: E abaterá a sua glória com a esmigalhadura das mãos dêle. 12E as fortificações das tuas altas muralhas cairão, e se abaterão, e virão a terra até se reduzirem a pó.

Isaías 26

1Naquele dia se cantará êste cântico em a terra de Judá: Sião, cidade da nossa fortaleza, é o Salvador, êle será posto nela por mural e antemural. 2Abri as portas, e entre uma gente justa, que observa a verdade. 3Foi-se o antigo êrro: Tu conservarás a paz: A paz, porque em ti havemos esperado. 4Vós esperastes no Senhor por séculos eternos, no Senhor Deus forte para sempre. 5Porque encurvará aos que habitam no alto, humilhará a cidade altiva. Humilhá-la-á até à terra, fá-la-á descer até se tornar em pó. 6Pisá-la-ã o pé, os pés do pobre, os passos dos necessitados. 7A vereda do justo é direita, direito é o atalho do Justo para por êle se andar. 8E nós te esperamos, Senhor, na vereda dos teus juízos: O teu nome, e a tua memória são a saudade da nossa alma. 9A minha alma te desejou de noite: E até com o meu espírito nas minhas entranhas despertarei desde o ponto do dia para te buscar. Quando exercitares na terra os teus juízos, aprenderão a justiça os habitadores do Orbe. 10Compadeçamo-nos do ímpio, e êle não apren-derá a justiça: Na terra dos santos obrou iniqüidades, e não verá a glória do Senhor. 11Senhor, exalte-se a tua mão, e êles não vejam: Vejam, e sejam confundidos os que têm inveja do teu povo: E devore o fogo a teus inimigos. 12Senhor: Tu nos hás de dar paz: Porque tu és o que fizeste em nós tôdas as nossas obras. 13Senhor Deus nosso, uns amos sem ti nos possui-ram, somente em ti nos recordemos do teu nome. 14Não vivam os mortos, não ressuscitem os gigantes: Por isso é que tu os visitaste e fizeste em pó, e apagaste tôda a sua memória. 15Tu favoreceste esta nação, Senhor, tu a favoreceste: Porventura fôste tu glorificado? Tu a alongaste para as mais remotas partes da terra. 16Senhor, eles te buscaram na angústia, saudável lhes foi na tribulação do seu murmúrio a tua doutrina. 17Assim como a que concebe, quando estiver próxima ao parto, confrangendo-se dá gritos nas suas dores: Do mesmo modo nos tornamos nós, Senhor, diante da tua face. 18Nós concebemos, e como que estiverhos com dores de parto, e o que parimos foi vento: Não produzimos na terra frutos de salvação, por isso é que não cairam os habitadores da terra. 19Os teus mortos viverão, os meus a quem tiraram a vida ressuscitarão: Despertai, e cantai louvores, vós os que habitais no pó: Porque o teu orvalho será um orvalho de luz, e tu reduzirás à última ruína a terra dos gigantes. 20Vai, povo meu, entra nos teus quartos, fecha as tuas portas sôbre ti, deixa-te estar escondido um pouco por um momento, até que passe a indignação. 21Porque eis-aí sairá o Senhor do seu lugar, para visitar a iniquidade do habitador da terra contra êle: E a terra descobrirá o sangue de que está alagada, e não cobrirá mais de então por diante os seus violentamente mortos.

Isaías 27

1Naquele dia o Senhor armado com a sua espada dura, e grande, e forte, virá com a visita sôbre Leviatã, essa serpente como uma alavanca, e sôbre Leviatã serpente cheia de roscas, e matará a baleia, que está no mar. 2Naquele tempo a vinha que dá vinho puro lhe cantará louvores. 3Eu, o Senhor, que a conservo, de repente lhe darei de beber: Para que talvez se não execute algum dano contra ela, eu a guardo de noite e de dia. 4Eu não tenho indignação: Quem me fará silva e: espinho na peleja: Marcharei contra ela, incendiá-la-ei igualmente? 5Ou deterá ela antes a minha fortaleza, fará paz comigo, paz fará comigo? 6Apesar dos que investem com ímpeto a Jacó, florescerá e lançará gérmens Israel, e encherão de fruto a face do Orbe. 7Porventura feriu-o Deus a êle à propórção da chaga do que o fere? Ou assim como matou aos seus violentamente mortos, assim foi êle morto? 8Quando ela foi rejeitada, tu a julgarás contra-pondo uma medida a outra medida: Meditou no seu espírito de rigor para o dia da calma. 9Por isso a iniqüidade será dêste modo perdoada à casa de Jacó: E todo êste fruto se reduz a que seja tirado o seu pecado, quando puser tôdas as pedras do Altar como pedras de cal esmigalhadas, não ficarão em pé os bosques e os templos. 10Porque a cidade forte será assolada, a formosa será despovoada, e será deixada como um deserto: Ali será apascentado o novilho, e ali se recostará, e consumirá as pontas da sua verdura. 11As suas searas ficarão feitas em moinha pela secura, virão as mulheres e ensiná-la-ão: Porque não é povo ajuizado, por cuja causa não se compadecerá dêle o que o fêz: E não lhe perdoará o que o formou. 12E acontecerá: Que naquele dia ferirá o Senhor desde o álveo do rio até à torrente do Egito, e vós, filhos de Israel, sereis congregados a um e um. 13Também acontecerá: Que naquele dia soará uma grande trombeta, e os que tinham ficado perdidos virão da terra dos assírios, e os que se achavam desterrados na terra do Egito, e adorarão o Senhor no monte santo em Jerusalém.

Novo TestamentoAt 22

Atos dos Apóstolos 22

1Varões irmãos, e padres, ouvi a razão que presentemente vos dou de mim. 2E quando ouviram que lhes falava em língua hebraica, o escutaram com maior silêncio. 3E disse: Eu pelo que toca à minha pessoa sou judeu, que. nasci em Tarso de Cilícia, e me criei nesta cidade, instruído aos pés de Gamaliel, conforme a verdade da Lei de nossos pais, zelador da Lei, assim como todos vós também o sois no dia de hoje: 4Eu o que persegui êste caminho até à morte, prendendo, e metendo em cárceres a homens, e mulheres. 5Como o príncipe dos sacerdotes, e todos os anciãos me são testemunhas, dos quais havendo também. recebido cartas para os irmãos, ia a Damasco com o fim de os trazer dali presos a Jerusalém, para que fossem casti À 6Mas aconteceu que indo eu no caminho, e achando-me já perto de Damasco à hora do meio-dia, de repente me cercou uma grande luz do Céu: 7E caindo por terra, ouvi uma voz que me dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? 8E eu respondi: Quem és tu, Senhor? E o que falava-me disse: Eu sou Jesus Nazareno a quem tu persegues. 9E os que estavam comigo viram sim a luz, mas não ouviram a voz daquele que falava comigo. 10Então disse eu: Senhor, que farei? E o Senhor me respondeu: Levanta-te, vai a Damasco, e lá se te dirá tudo o que deves fazer. 11E como eu ficasse cego pelo intenso clarão daquela luz, tendo sido pelos que me acompanhavam levado pela mão, cheguei a Damasco. 12E um certo Ananias, varão segundo a Lei, que tinha o testemunho de todos os judeus que ali assistiam: 13Vindo ter comigo, e pondo-se-me diante me disse Saulo irmão, recebe a vista. E eu no mesmo ponto o vi a êle. 14E êle me disse: O Deus de nossos padres te predestinou para que conhecesses a sua vontade, e visses ao Justo, ouvisses a voz da sua bôca: 15Porque tu serás sua testemunha diante de todos os homens, das coisas que tens visto e ouvido. 16E agora para que te demoras? Levanta-te, e recebe o batismo, e lava os teus pecados, depois de invocar o seu nome. 17E aconteceu que voltando eu para Jerusalém, e orando no Templo, fui arrebatado fora de mim, 18e vi ao que me dizia: Da-te pressa, e sai logo de Jerusalém, porque não receberão o teu testemundo de mim. 19E eu disse: Senhor, êles mesmos sabem que eu era o que metia em cárceres, e açoutava pelas Sinagogas aos que criam em ti: 20E quando se derramava o sangue de Estêvão, testemunha tua, eu estava presente, e o consentia, e guardava os vestidos dos que o matavam. 21E êle me disse: Vai, porque cu te enviarei às nações de longe. 22E os judeus o haviam escutado até esta palavra, mas levantaram então a sua voz, dizendo: Tira do mundo a tal homem: Porque não é justo que êle viva. 23E como êles fizessem alaridos, e arrojassem de si os seus vestidos, e lançassem pó ao ar, 24mandou o tribuno metê-lo na cidadela, e que o açoutassem, e lhe dessem tormento para saber por que causa clamavam assim contra êle. 25Mas tendo-o liado com umas correias, disse Paulo a um centurião, que estava presente: É-vos permitido açoutar a um cidadão romano, e que não foi condenado? 26Tendo ouvido isto, foi o centurião ter com o tribuno, lhe fêz aviso, dizendo: Que determinas tu fazer? 27E vindo o tribuno, lhe disse: Dize-me se tu és romano? E êle disse: Sim. 28E respondeu o tribuno: A mim custou-me uma grande soma de dinheiro alcançar êste fôro de cidadão. Então lhe disse Paulo: Pois eu sou-o de nascimento. 29Logo ao mesmo tempo se apartaram dêle os que o haviam de pôr a tormento. Também o tribuno entrou em temor, depois que soube que era cidadão romano, e porque o tinha feito liar. 30E aô dia seguinte, querendo saber com mais in-dividuação a causa que tinham os judeus para acusá-lo, o: fêz desatar, e mandou que se ajuntassem os sacerdotes, e todo o conselho, e produzindo a Paulo, o apresentou diante dêles.

Salmos e ProvérbiosSl 101,11-20 (102)

Salmo 101 (102)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 102.

11À vista da tua ira e indignação: Porque levantando-me me arrojaste. 12Os meus dias como sombra passaram: E eu como feno me sequei. 13Mas tu, Senhor, permaneces para sempre: E a memória do teu Nome vai de geração em geração. 14Tu levantando-te terás piedade de Sião: Porque é tempo de teres piedade dela, porque o prazo está já cumprido. 15Porque as suas ruínas têm sido agradáveis aos teus servos: E êles se compadecerão da sua terra. 16E temerão as nações o teu nome, Senhor, e todos os reis da terra respeitarão a tua glória. 17Porquanto o Senhor edificou Sião: E será visto na sua glória. 18Atendeu à oração dos humildes: E não desprezou o seu rogo. 19Sejam escritas estas coisas a outra geração: E o povo, que há de ser criado, louvará o Senhor: 20Porque olhou desde o alto do Santuário: O Senhor desde o céu olhou para a terra:

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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