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Bíblia em um ano Dia 174/365

Dia 174

Is 30–32 · At 23,18-35 · Sl 102,1-9 (103) · cerca de 12 min

  1. Antigo TestamentoIs 30–32
  2. Novo TestamentoAt 23,18-35
  3. Salmos e ProvérbiosSl 102,1-9 (103)
Destaque da leitura de hoje“Bendiz, ó alma minha, ao Senhor: E não queiras esquecer-te de todos os seus benefícios.”Salmo 102,2 (103)

Antigo TestamentoIs 30–32

Isaías 30

1Ai, filhos desertores, diz o Senhor, para que to-másseis um conselho, e não de mim: E urdísseis uma teia e não pelo meu espírito, para que assim acrescentás-seis pecado sôbre pecado: 2Que estais postos a caminho para descer ao Egito, e não tendes consultado o meu Oráculo, esperando o auxílio na fortaleza de Faraó, e tendo confiança na sombra do Egito. 3E tornar-se-á para vós a fortaleza de Faraó em confusão, e a confiança da sombra do Egito em igno-minia. 4Porque os teus príncipes estavam em Tanis, e os embaixadores chegaram até Hanes. 5Todos ficaram afrontados à vista dum povo que lhes não pode ser de proveito: Não lhes serviram de auxílio nem de utilidade alguma senão de confusão e de opróbrio. 6Opressão dos jumentos do Meio-dia: Ei-los aí vão por uma terra de tribulação e angústia de onde saem a leoa, e o leão, a víbora e o basalisco volante levando sôbre os ombros de jumentos as suas riquezas e sôbre o espinhaço giboso de camelos os seus tesouros, a um povo que lhes não poderá prestar para coisa alguma. 7Porque o Egito debalde e em vão dará socorro: Por isso eu gritando sôbre isto, disse: Ali só há soberba, descansa. 8Agora pois tendo tu entrado, escreve isto sôbre o buxo em sua presença, e registra-o com cuidado num livro, e no último dia servirá de um testemunho indelével para sempre: 9Porque é um povo que está provocando a ira, e são uns filhos mentirosos, uns filhos que não querem ouvir a lei de Deus, 10que dizem aos que vêem: Não vejais: E aos que olham: Não olheis em proveito nosso para as coisas que são retas: Falai-nos coisas agradáveis, vêde para nós en-ganadoras lisonjas. 11Alongai de mim o caminho, apartai de mim a vereda, cesse de se repetir diante da nossa face o Santo de Israel. 12Por cujo motivo diz isto o Santo de Israel: Porquanto vós rejeitastes esta palavra, e tendes esperado na calúnia e no tumulto, e aí fizestes a vossa firmeza: 13Por isso esta iniquidade será para vós uma como abertura numa alta muralha que está para cair, e é procurada, porque subitamente, quando se não espera virá a sua ruína. 14E será feita em pedaços como se quebra de uma fortíssima pancada uma quarta de barro: E não se achará das suas migalhas um caco, em que se leve uma brasi-nha num fogão, ou se tire uma pouca de água dum poso. 15Porque o Senhor Deus, o Santo de Israel, diz assim: Se vós voltardes e vos deixardes estar em paz, sereis salvos: A vossa fortaleza estará no silêncio e na esperança. E vós o não quisestes: 16Antes dissestes: De nenhuma sorte, mas recorre-remos aos cavalos: Por isso mesmo é que vós fugireis. E montaremos em ligeiros: Por isso serão mais ligeiros aquêles que vos hão de perseguir. 17Mil homens fugirão da vista do terror de um só: E à vista do terror de cinco deitareis a fugir, até que fiqueis como mastro de navio no cume de um monte, e estandarte sobre um outeiro. 18Por isso o Senhor espera para ter misericórdia de vós: E por isso êle será exaltado perdoando-vos: Porque o Senhor é um Deus de equidade: Ditosos todos os que o esperam. 19Porque o povo de Sião habitará em Jerusalém: Tu de nenhuma sorte derramando lágrimas chorarás, êle com muita comiseração se compadecerá de ti: Logo que ouvir a voz do teu clamor, te responderá. 20E o Senhor vos dará um pão apertado, e água pouca: E dali em diante não fará desaparecer para longe de tio teu doutor: E os teus olhos estarão vendo o teu mestre. 21E os teus ouvidos ouvirão a palavra dêle, advertindo-te por detrás de ti: Este é o caminho, andai por êle: E não declineis nem para a direita nem para a esquerda. 22E desprezarás como coisas contaminadas as lã-minas dos ídolos feitos da tua prata, e a sua vestidura do teu ouro fundido, e arrojá-las-ás bem assim como a imundície duma menstruada. Sai daqui, lhe dirás tu. 23E dar-se-á chuva para o teu grão, onde quer que o semeares na terra: E o pão dos frutos da terra será abundantíissimo e pingue: Naquele dia será o cordeiro apascentado em espaçosa extensão na tua herdade. 24E os teus touros, e jumentinhos, que lavram a terra, comerão tôda a mistura de grãos como êles foram padejados na eira. 25E sobre todo o monte alto, e sôbre todo o outeiro elevado haverá arroios dáguas correntes no dia da mortandade de muitos, quando cairem as tôrres. 26E a luz da lua será como a luz do sol, e a luz do sol será sete vêzes maior, como seria a luz de sete dias juntos no dia em que o Senhor atar a ferida do seu povo, e curar o golpe da sua chaga. 27Eis-ai que o nome do Senhor vem de longe, o seu furor ardente e grave de suportar: Os seus lábios estão cheios de indignação, e a sua língua é como um fogo devorante. 28O seu assôpro é como uma torrente que inundando chega até o meio do pescoço para perder as nações com uma aniquilação, e o freio do êrro, que estava nos queixos dos povos. 29O vosso cântico será como na noite da santificada solenidade, e a alegria do coração como o que vai caminhando ao som da flauta, para entrar no monte do Senhor ao forte de Israel. 30E o Senhor fará ouvir a glória da sua voz, e mostrará o terror do seu braço nas ameaças do seu furor, e com as chamas dum fogo devorante: Quebrará tudo com torvelhinho, e com pedra de saraiva. 31Porque à voz do Senhor ficará cheio de pavor Assur, ferido com a sua vara. 32E será perdurável a passagem da vara, que o Senhor fará descansar sôbre êle com tambores e citaras: E num assinalado combate os vencerá. 33Porquanto aparelhado está o lugar de Tofet desde ontem, aparelhado pelo rei, profundo, e dilatado. As suas acendalhas são o fogo e muita lenha: O assôpro do Senhor como uma torrente de enxofre é o que o acende.

Isaías 31

1Ai dos que descem ao Egito a buscar socorro, esperando nos cavalos, e tendo confiança nas quadrigas, porque são muitas: E nos cavaleiros, porque são mui valentes em extremo: E não confiaram no santo de Israel, nem buscaram ao Senhor. 2Êle mesmo porém sendo sábio fêz vir o mal, e não deixou de cumprir as suas palavras: E levantar-se-á contra a casa dos péssimos, e contra o auxílio dos que obram a iniqüidade. 3O Egito é um homem, e não um deus: E os seus cavalos são carne e não espirito: E o Senhor estenderá a sua mão, e dará consigo em terra o auxiliador, e cairá aquêle a quem se dá o auxílio, e todos juntamente serão consumidos. 4Porque isto me diz o Senhor: Assim como o leão, e o cachorro do leão ruge sôbre a sua prêsa, e quando se lhe puser diante um tropel de pastôres, não se aterrará ao seu alarido, nem se espantará da sua multidão: Assim: descerá o Senhor dos exércitos para pelejar sobre o monte Sião, e sôbre o seu outeiro. 5Como as aves que voam, assim protegerá a Jerusalém o Senhor dos exércitos, protegendo e livrando, passando e salvando. 6Convertei-vos, filhos de Israel, assim como até o profundo vos tínheis rebelado. 7Porque naquele dia cada um lançará fora os seus ídolos de ouro, que vos fabricaram as vossas mãos para pecardes. 8E Assur cairá morto à espada não de varão, e devorá-lo-á uma espada não de homem, e êle fugirá não do fio da espada: E os seus mancebos ficarão sendo tributários: 9E esvaecer-se-á de terror a sua fortaleza, e os seus príncipes fugirão espavoridos: Disse o Senhor: Cujo fogo está em Sião, e a sua fornalha em Jerusalém.

Isaías 32

1Eis-aí está que reinará um rei com justiça, e que presidirão os príncipes com retidão. 2E será êste varão como um refúgio para o que se abriga do vento, e da tempestade, como arroios de águas na sêde, e sombra de pedra sobressaída em terra deserta. 3Não se ofuscarão os olhos dos que vêem, e os ouvidos dos que ouvem atentamente escutarão. 4E o coração dos insensatos entenderá a ciência, e a língua dos tartamudos se exprimirá com prontidão e clareza. 5Não será mais chamado príncipe aquêle que é insipiente: Nem o fraudulento será intitulado maioral: 6Porque o insipiente dirá fatuidades, e o seu coração praticará a iniqüidade, para concluir a simulação, é falar ao Senhor com uma língua fraudulenta, e deixar vazia a alma do faminto, e tirar a bebida ao sequioso. 7As armas do fraudulento são péssimas: Porque sempre êle forjou pensamentos para perder os mansos com um discurso mentiroso, quando o pobre falava conforme a justiça. 8Porém o príncipe cuidará naquelas coisas que são dignas de um príncipe, e êle mesmo estará vigilante sôbre os chefes. 9Mulheres opulentas, levantai-vos, e ouvi a minha voz: Filhas confiadas, percebei aplicando os ouvidos às minhas expressões. 10Porque depois de dias e de ano vós as confiadas sereis postas em turbação: Porque a vindima está consumada, não virá mais a colheita. 11Pasmai, ó opulenta, ficai cheias de turbação, ó confiadas: Despi-vos, e envergonhai-vos, cingi os vossos lombos. 12Feri os vossos peitos, chorai sôbre uma região apetecível, sôbre uma vinha fértil. 13Os espinhos e os abrolhos virão sôbre a terra do meu povo: Quanto mais sôbre tôdas as casas de prazer duma cidade de exultação? 14Porque a casa foi deixada, a multidão da cidade ficou desamparada, as trevas e essas palpáveis se puseram sôbre as cavernas para sempre. Ali serão a folga dos asnos monteses, os pastos dos rebanhos, 15até que sôbre nós se derrame o Espírito lá do alto: E o deserto se tornará em Carmelo, e o Carmelo será reputado por um bosque. 16E habitará na solidão o juízo, e a justiça terá o seu assento no Carmelo. 17E a paz será a obra da justiça, e a cultura da justiça o silêncio, e a segurança desde então para sempre. 18E assentar-se-á o meu povo na formosura da paz, e nos tabernáculos da confiança, e num descanso opulento.: 19Mas a saraiva cairá na descida do bosque, e a cidade com profundo abatimento será humilhada. 20Bem-aventurados vós, os que semeais sôbre tôdas as águas, metendo nelas o pé do boi e do asno.

Novo TestamentoAt 23,18-35

Atos dos Apóstolos 23

18E nesta conformidade tomando-o êle consigo, o. Ievôu ao tribuno, e disse: O prêso Paulo me rogou que trouxesse eu a tua presença êste moço, que tem coisa que: dizer-te. 19E o tribuno tomando-o pela mão, o'tirou à parte, e lhe perguntou: Que é o que tens que me dizer? 20E êle disse: Os judeus têm concertado rogar-te que amanhã apresentes Paulo ao conselho, como para haverem de inquirir dele alguma coisa mais ao certo: 21Mas tu não os creias, porque há mais de quarenta deles que lhe armam traição, os quais têm jurado, sob pena de maldição, que não comerão, nem beberão, enquanto o não matarem: E para isto estão já prestes, esperando que tu faças o que êles desejam. 22Então o tribuno despediu o moço, mandando-lhe que a ninguém dissesse que lhe havia dado aviso disto. 23E chamando a dois centuriões, lhes disse: Tende prontos duzentos soldados, que vão até Cesaréia, e setenta a cavalo, e duzentas lanças, desde a hora terceira da noite: 24E aparelhai cavalgaduras, para que fazendo-o montar a Paulo o chegassem a levar com segurança ao presidente Félix, 25(porque temeu não se desse caso que os judeus o arrebatassem, e o matassem, e depois disto fôsse êle acusado como guemhavia de receber dinheiro por lho entregar). 26Escrevendo uma carta nestes têrmos: CLÁUDIO Lísias ao ótimo presidente Félix, saúde. 27A êste homem, que foi prêso pelos judeus, e que estava a ponto de ser por êles morto, sobrevindo eu com a tropa o livrei tendo sabido já que é romano. 28E querendo saber o delito de que o acusavam, o levei ao conselho deles. 29Achei que êle era acusado sôbre questões da lei dos mesmos, sem haver nêle delito algum que merecesse morte, ou prisão. 30E como tivesse chegado a mim notícia das traições que êles judeus lhe tinham aparelhado, to remeti, intimando também aos acusadores que recorram a ti. Adeus. 31Os soldados pois, conforme a ordem que tinham, tomando a Paulo, o levaram de noite a Antipátride, 32E ao dia seguinte deixando aos de cavalo que fossem com êle, voltaram para a guarnição. 33Os quais, tendo chegado a Cesaréia, e depois de entregarem ao presidente a carta que levavam, apresentaram diante dêle também a Paulo. 34le, porém, depois de a ler, e perguntar de que província era, e sabendo que era de Cilícia, 35ouvir-te-ei, lhe disse, quando chegarem os teus acusadores. E mandou que Paulo fôsse pôsto em cus-todia no pretório de Herodes.

Salmos e ProvérbiosSl 102,1-9 (103)

Salmo 102 (103)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 103.

1Do mesmo Davi. - Bendiz, ó alma minha, ao Senhor: E tôdas as coisas que há dentro de mim bendigam ao seu santo Nome. 2Bendiz, ó alma minha, ao Senhor: E não queiras esquecer-te de todos os seus benefícios. 3O que perdoa tôdas as tuas maldades: O que sara tôdas as tuas enfermidades. 4O que redime da morte a tua vida: O que te coroa da sua misericórdia, e das suas graças. 5O que enche de bens o teu desejo: Renovar-se-á como a da águia a tua mocidade. 6O Senhor que faz misericórdias: E justiça a todos os que sofrem agravos. 7Fêz conhecer a Moisés os seus caminhos, aos filhos de Israel as suas vontades. 8E” benigno, e misericordioso o Senhor: Magnânimo e de muita misericórdia. 9Não estará irado para sempre: Nem ameaçará eternamente.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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