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Bíblia em um ano Dia 175/365

Dia 175

Is 33–35 · At 24 · Sl 102,10-22 (103) · cerca de 11 min

  1. Antigo TestamentoIs 33–35
  2. Novo TestamentoAt 24
  3. Salmos e ProvérbiosSl 102,10-22 (103)
Destaque da leitura de hoje“Bendizei ao Senhor tôdas as suas obras: Em todo o lugar do seu senhorio, bendiz, ó alma minha, ao Senhor.”Salmo 102,22 (103)

Antigo TestamentoIs 33–35

Isaías 33

1Ai de ti, que roubas, porventura não serás também tu roubado? E tu que desprezas, porventura não serás também tu desprezado? Quando acabares de despoJar, serás despojado: Quando já cansado deixares de desprezar, serás desprezado. 2Senhor, tem misericórdia de nós: Porque nós te esperamos: Sê o nosso braço desde a manhã, e a nossa: saúde no tempo da tribulação. 3À voz do anjo fugiram os povos, e à tua exaltação foram dispersas as gentes. 4E ajuntar-se-ão os vossos despojos como se apa-nham os gafanhotos, como quando as covas estiverem cheias dêles. 5O Senhor foi engrandecido, porque habitou no alto: le encheu a Sião de juízo e de justiça. 6E a fé reinará nos teus tempos: A sabedoria e a ciência serão as riquezas da salvação: O temor do Se-' nhor êsse é o seu tesouro. 7Eis-aí que os que estiverem vendo clamarão de fora, os anjos da paz chorarão amargamente. 8Foram dissipados os caminhos, cessou o que passava pela vereda, ficou anulado o pacto, êle rejeitou as cidades, não teve em conta os homens. 9A terra chorou, e desfaleceu: O Líbano foi pôsto em confusão e num estado de vilipêndio, e Saron se tornou como um deserto: E Basan e o Carmelo foram sacudi dos. 10Agora me levantarei eu, diz o Senhor: Agora serei exaltado, agora serei pôsto em alto. 11Vós concebereis ardor, parireis palhas: O nosso espirito como fogo vos devorará. 12E serão os povos como a cinza, que fica dum incêndio, como espinhos atados num feixe arderão no fogo. 13Vós os que estais longe, ouvi o que eu fiz, e os que estais vizinhos conhecei a minha fortaleza. 14Os pecadores foram aterrados em Sião, o mêdo se ensenhoreou dos hipócritas: Qual de vós poderá habitar com o fogo devorante? Qual de vós habitará com os ardores sempiternos” 15Aquêle que anda em justiça, e fala verdade, o que arremessa longe de si a avareza enriquecida pela calúnia, e sacode as suas mãos de todo o presente, o que tapa os seus ouvidos para não ouvir sangue, e fecha os seus olhos para não ver o mal. 16Este tal habitará nas alturas, virão a ser as fortificações dum castelo roqueiro a sua elevação: Deu-se-lhe o pão, as suas águas são fiéis. 17Os seus olhos verão o rei no seu esplendor, verão a terra de longe. 18O teu coração meditará o temor: Onde está o letrado? onde o que pesa as palavras da lei? onde o mestre dos pequeninos? 19Tu não verás um povo impudente, um povo de alta linguagem: De modo que não possa entender a delicadeza da língua dêle, no qual não há sabedoria alguma. 20Olha para Sião, cidade da nossa solenidade: Os teus olhos verão a Jerusalém, aquela habitação opulenta, aquêle tabernáculo, que não poderá de modo algum ser transportado: Nem serão arrancadas as suas estacas por tôda a eternidade, nem corda alguma das suas se quebrará: 21Porque somente ali é que nosso Senhor se os-tenta na sua magnificência: Lugar de rios, canais larguis-simos e patentes: Não passará por êle baixel a remo, nem galé grande de três ordens de remos o atravessará. 22Porque o Senhor é o nosso juiz, o Senhor o nosso legislador, o Senhor o nosso rei: Êle mesmo nos salvará. 23As tuas enxarcias afrouxaram, e não agiúentarão: Estará em tal estado o teu mastro, que não possa estender a bandeira. Então se repartirão os despojos de muitas prêsas: Os coxos arrebatarão cada um sua parte daquele saco. 24E o vizinho não dirá: Eu já cansei: Quanto ao povo que mora para aquêles arredores, será dele tirada a iniquidade.

Isaías 34

1Chegai, gentes, e ouvi, e povos, atendei: Ouça a terra, e a sua: plenitude, o orbe, e tudo o que êle produz. 2Porque a indignação do Senhor está a cair sôbre tôdas as nações, e o seu furor sôbre tôda a milícia delas, matou-as, e entregou-as a uma violenta morte. 3Os seus desta maneira mortos serão arrojados: E levantar-se-á dos seus cadáveres um grande fétido: Os montes serão inficionados no sangue deles. 4E desfalecerá tôda a milícia dos céus, e os céus se enrolarão como um livro: E tôda a sua milícia cairá como cai a fôlha da vinha e da figueira. 5Porque a minha espada se embriagou no céu: Eis-aí vai ela a descarregar sôbre a Iduméia e sôbre um povo, que eu destinei para o matadouro, para exercer a minha justiça. 6A espada do Senhor está cheia de sangue, ela en-grossou com a gordura, pelo sangue dos cordeiros, e dos bodes, pelo sangue dos carneiros de bons tutanos: Porque a vítima do Senhor será em Bosra, e a grande matança na terra de Edom. 7E descerão com eles os unicórnios, e os touros com os poderosos: A terra se embriagará com o seu sangue, e o chão com a gordura dêles pingues: 8Porque é o dia da vingança do Senhor, o ano das retribuições de justiça acêrca de Sião. 9E converter-se-ão em pez as suas torrentes, e o seu chão em enxôfre: E a sua terra se tornará num pez ardente. 10De noite e de dia não se apagará, o seu fumo subirá para sempre: De geração em geração será assolada, pelos séculos dos séculos não haverá quem por ela passe. 11E possui-la-ão o onocrótalo, e o ouriço: A ibis, e o corvo habitarão nela: E estender-se-á a medida, para se reduzir a nada, e o nível para se arrazar de todo. 12Os seus nobres não ficarão aí: Mas antes invocarão o rei, e todos os seus príncipes serão aniquilados. 13E nascerão nas suas casas espinhos e urtigas, e nas suas fortalezas o azevinho: E ela virá a ser covil de dragões, e pastagem de avestruzes. 14E nela se encontrarão os demônios com os onocentauros e os bodes clamarão uns para os outros: Ali se deitou a lâmia, e achou para si descanso. 15Ali teve o ouriço a sua cova, e criou os seus filhinhos, e a abriu em roda, e à sombra dela os abrigou: Ali se ajuntaram os milhanos, uns ao pé dos outros. 16Buscai diligentemente no livro do Senhor, e lede: Uma só coisa destas não faltou, uma não buscou a outra: Porque o que sai da minha bôca, êle o mandou, e o seu mesmo espirito ajuntou estas coisas. 17E êle mesmo lhes lançou a sorte, e a sua mão lha repartiu a elas por medida: Desde então para sempre a possuirão, de geração em geração habitarão nela.

Isaías 35

1A terra deserta e sem caminho se alegrará, e a solidão exultará, e florescerá como a açucena. 2Lançando gérmens, ela copiosamente brotará, e com intensa alegria e muitos louvores, de prazer saltará: A glória do Líbano lhe foi dada: A formosura do Carmelo, e de Saron, os seus mesmos habitantes verão a glória do Senhor, e a magnificência do nosso Deus. - s. Jerônimo. 3Confortai as mãos fracas, e corroborai os joelhos débeis. 4Dizei aos pusilânimes: Tomai ânimo, e não temais: Eis-aqui trará o vosso Deus a vingança da retribuição: O mesmo Deus virá, e êle vos salvará. 5Então se abrirão os olhos dos cegos, e desimpedi-rão os ouvidos dos surdos. 6Então saltará o coxo como o cervo, e desatar-se-á a língua dos mudos: Porque da terra arrebentarão mananciais de águas no deserto, e torrentes na solidão. 7Ea terra que estava sêca se tornará em tanque, e a que ardia de sêde, em fontes de águas. Nas cavernas em que dantes habitavam os dragões, nascerá a verdura da cana e do junco. 8E haverá ali uma vereda e um caminho, que se chamará o caminho santo, não passará por êle o impuro, e êste será para vós um caminho direito, de sorte que por êle andem os loucos sem se perderem. 9Não se achará aí o leão, e a má besta não subirá por êle, nem se achará ali: E pelo mesmo andarão os que fôrem salvos. 10E os remidos pelo Senhor voltarão, e virão a Sião cantando os seus louvores: E uma alegria sempiterna fará assento sôbre a sua cabeça: Possuirão gôzo e alegria, e dêles fugirá a dor e o gemido.

Novo TestamentoAt 24

Atos dos Apóstolos 24

1E dali a cinco dias veio o príncipe dos sacerdotes, Ananias, com alguns anciãos, e com um certo Tertulo orador, todos os quais compareceram ante o presidente contra Paulo. 2E citado Paulo, começou Tertulo a acusá-lo nestes: têrmos: Como pela tua autoridade é que nós gozamos de uma profunda paz, e pela tua sábia providência se têm emendado muitos abusos: 3Nós o reconhecemos em todo o tempo e lugar, ótimo Felix, com a devida ação de graças. 4Mas por te não ter suspenso muito tempo, rogo-te que oiças com a tua equidade ordinária, o que te vamos a dizer em breves palavras. 5Nós temos achado que êste homem é pestífero, e que em todo o mundo excitá sedições entre todos os judeus, e que é da sediciosa seita dos Nazarenos: 6Que também intentou profanar o templo, de maneira que depois de prêso o quisemos julgar segundo a nossa lei. 7Mas sobrevindo o tribuno Lísias, êle no-lo tirou das mãos com grande violência, 8ordenando que 'os seus acusadores viessem comparecer diante de ti: Dêle poderás tu mesmo, julgando, tomar conhecimento de tôdas estas coisas, de que nos o acusamos. 9E também os judeus acrescentaram, dizendo ser isto assim. 10Mas Paulo (tendo-lhe o presidente feito sinal que falasse) respondeu: Sabendo que tu és juiz desta nação muitos anos há, com bom ânimo satisfarei por mim. 11Tu podes facilmente saber que não há mais que doze dias, que eu cheguei a Jerusalém a fazer a minha adoração: 12E nem me acharam no templo disputando com algum, nem fazendo concurso de gente, nem nas sinagogas. 13nem na cidade: Nem te podem provar as coisas de que agora me acusam. 14Porém confesso isto diante de ti que, segundo a seita que eles chamam heresia, sirvo eu a meu Pai, e Deus, crendo tôdas as coisas que estão escritas na lei, e nos profetas:. 15Tendo esperança em Deus, como êles mesmos também esperam, que há de haver a ressurreição dos justos, e dos pecadores. 16E por isso procuro ter sempre a minha consciência sem tropeço diante de Deus, e dos homens. 17E depois de muitos anos vim à minha gente a fazer esmolas, e oferendas, e votos: 18Nisto me acharam purificado no templo: Não com turba, nem com tumulto. 19E êstes foram uns judeus da Ásia, que deviam, comparecer diante de ti, e acusar-me se tivessem alguma coisa contra mim;. 20Ou estes mesmos digam se acharam em mim alguma maldade, quando eu compareci em conselho, 21senão só destas palavras, que proferi em alta, voz, estando no meio deles: Eu hoje pois sou julgado por vós acerca da ressurreição dos mortos. 22Félix, porém, que sabia perfeitissimamente as; coisas dêste caminho, os remeteu para outro tempo, dizendo: Quando vier o tribuno Lisias, então vos ouv'rei.: 23E mandou a um centurião que o tivesse em, custódia, mas sem tanto apêrto, e sem' proibir que os seus o servissem. 24E passados alguns dias, vindo Félix com sua mulher Drusila, que era judia, chamou a Paulo, e o esteve ouvindo falar da fé que há em Jesus Cristo. 25Mas como Paulo lhe falou em tom de disputa da justiça, e da castidade, e do' Juízo futuro, Felix todo atemorizado lhe disse: Por ora basta, vai-te: IE quando tiver vagar eu te chamarei. 26Esperando também ao mesmo tempo que Paulo lhe desse algum dinheiro, por cuja causa, mandando-o chamar ainda repetidas vezes, se entretinha com êle. 27Completos porém dois anos, teve Felix por sucessor a -Pórcio Festa. E querendo Felix ganhar a graça dos judeus, deixou à Paulo na prisão.

Salmos e ProvérbiosSl 102,10-22 (103)

Salmo 102 (103)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 103.

10Não nos há tratado a nós segundo os nossos pecados: Nem nos tem pago segundo as nossas maldades. 11Pois quanto a elevação do céu está remontada sôbre a terra: Tanto êle tem firmado a sua misericórdia sôbre os que o temem. 12Quanto dista o Oriente do Ocidente: Tanto êle tem apartado de nós as nossas maldades. 13Como o pai se compadece dos filhos, assim se tem compadecido o Senhor dos que o temem: 14Porque êle já tem conhecido a fragilidade da nossa origem. Lembrou-se que somos pó: 15O homem, cujos dias são como feno, assim se murchará como a flor do campo. 16Porque o espírito estará nêle de passagem, e êle não subsistirá: E não conhecerá dali em diante o seu lugar. 17Mas a misericórdia do Senhor está desde a eternidade e até à eternidade sôbre os que temem. E a sua justiça sôbre os filhos dos filhos, 18para com aquêles que guardam a sua aliança: E se lembram dos seus mandamentos, para obser-vá-los. 19O Senhor tem prevenido no céu o seu trono: E o seu reino dominará sôbre todos. 20Bendizei ao Senhor todos os anjos dêle: Poderosos em virtude, que sois executores da sua palavra, para obedecer à voz das suas ordens. 21Bendizei ao Senhor tôdas as virtudes dêle: Vós, ministros seus, que fazeis a sua vontade, 22Bendizei ao Senhor tôdas as suas obras: Em todo o lugar do seu senhorio, bendiz, ó alma minha, ao Senhor.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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