Dia 177
Is 38–40 · At 26,1-16 · Sl 103,10-18 (104) · cerca de 11 min
Destaque da leitura de hoje“Voz do que clama no deserto: Aparelhai o caminho do Senhor, endireitai na solidão as veredas do nosso Deus.”Isaías 40,3
Antigo TestamentoIs 38–40
Isaías 38
1Naqueles dias adoeceu Ezequias de uma enfermidade mortal: E Isaías profeta, filho de Amós, entrou onde êle estava, e lhe disse: Eis-aqui o que diz o Senhor: Dispõe da tua casa, porque tu morrerás, e não viverás. 2E voltou Ezequias o seu rosto para a parede. E orou ao Senhor, 3e disse: Esta é a rogativa que te faço, Senhor, lembra-te, eu te peço, de como tenho andado diante de ti em verdade, e com um coração perfeito, e fiz o que é bom aos teus olhos. E derramou Ezequias grande cópia de lágrimas. 4Então se dirigiu a palavra do Senhor a: Isaías, dizendo: 5Vai, e dize a Ezequias: Eis-aqui o que diz o Senhor Deus de Davi teu pai: Ouvi a tua oração, e vi as tuas lágrimas: Eis-aqui estou eu que acrescentarei sôbre os teus dias quinze anos: 6E livrar-te-ei da mão do rei dos assírios, a ti, e a esta cidade, e a protegerei. 7E ser-te-á dado êste sinal pelo Senhor que cumprirá esta palavra, que falou: 8Eis-aqui estou eu que farei com que a sombra das linhas, pelas quais ela tinha passado no relógio de Acaz em razão do giro do sol, volte dez linhas atrás. E retrocedeu o sol dez linhas pelos graus, por onde tinha descido. 9Cântico de Ezequias, rei de Judá, depois de ter estado doente, e havendo já convalescido da sua enfermidade. 10Eu disse: Na metade de meus dias irei para as portas do inferno. Busquei o resto de meus anos: 11Eu disse: Não verei ao Senhor Deus na terra dos viventes. Não verei mais a homem algum, nem a habitador do descanso. 12Tirou-se a minha geração: E ela se me enrolou como uma tenda de pastôres: A minha vida foi cortada como por um tecelão: Quando eu ainda a estava urdindo, êle ma cortou: Desde a manhã até à tarde tu me acabarás. 13Eu esperava até amanhã, êle como um leão assim esmigalhou todos os meus ossos: Desde a manhã até a tarde, tu me acabarás: 14Eu assim clamarei como o filhinho da andorinha, gemerei como a pomba: Os meus olhos cansaram, olhando para o alto: Senhor, eu padeço violência, responde tu por mim. 15Que direi eu, ou que me responderá êle a mim, quando êle mesmo é que o fêz? Repassei diante de ti pela memória todos os meus anos com amargura da minha alma. 16Senhor, se assim é que se vive, e se a vida do meu espírito se passa em tais coisas, tu me castigarás, e tu me farás viver. 17Eis-aqui na paz a minha amargura amargosis-sima: Tu porém livraste a minha alma para ela não perecer, lançaste para trás das tuas costas todos os meus pecados. 18Porque o inferno te não bendirá, nem a morte te louvará: Os que descem ao lago, não esperarão a tita verdade. 19O que vive, o que vive, êsse é o que te bendirá, como eu também o faço hoje: O pai fará notória aos filhos a tua verdade. 20Senhor, salva-me, e nós cantaremos todos os dias da nossa vida os nossos salmos na casa do Senhor. 21Ora Isaías mandou que tomassem uma massa de figos, e que feita dela uma cataplasma lha pusessem sôbre a chaga, e sararia. 22E Ezequias disse: Que sinal terei eu de que ainda subirei à casa do Senhor?
Isaías 39
1Naquele tempo enviou Merodac Baladan, filho de Baladan, rei de Babilônia, cartas e presentes a Ezequias: Porque tinha ouvido dizer que havia estado doente e que já tinha convalescido. 2E alegrou-se Ezequias com êstes enviados, e lhes mostrou o repositório dos aromas, e da prata e do ouro, e dos perfumes e das melhores confeições, e todos os gabinetes das suas alfaias, e em geral tudo o que se achava nos seus tesouros. Não houve nada no seu palácio, e de quanto estava debaixo do seu poder, que Ezequias lhes não mostrasse. 3Então entrou o profeta Isaías onde estava O rei Ezequias, e lhe disse: Que disseram êstes homens? E de onde vieram êles para te falar? E respondeu Ezequias: Vieram ver-me dum pais mui remoto, da Babilônia. 4E disse: Que viram êles em tua casa? E respondeu Ezequias: Viram tudo o que há em minha casa: Não houve nos meus tesouros coisa que eu deixasse de lhes mostrar. 5E disse Isaías a Ezequias: Ouve a palavra do Senhor dos exércitos. 6Eis-aí está que virão dias, e tôdas as coisas, que há na tua casa, e que teus pais entesouraram até o dia de hoje, serão tiradas para se conduzirem a Babilônia: Não ficará coisa alguma, diz o Senhor. 7E dos teus filhos, que saírem de ti, êles tomarão os que tiveres gerado, e servirão de eunucos em o palácio do rei de Babilônia. 8E disse Ezequias a Isaías: Justa é a palavra do Senhor, a qual êle proferiu. E acrescentou: Haja sômente paz, e verdade em meus dias.
Isaías 40
1Consolai-vos, consolai-vos, povo meu, diz o vosso Deus. 2Falai ao coração de Jerusalém, e chamai-a: Porque está acabada a sua malícia, está perdoada a sua iniquidade: Ela recebeu da mão do Senhor uma pena dobrada por todos os seus pecados. 3Voz do que clama no deserto: Aparelhai o caminho do Senhor, endireitai na solidão as veredas do nosso Deus. 4Todo o vale será alteado, e todo o monte e outeiro será rebaixado, e o que era torto se tornará em estrada direita, e o escabroso em caminhos planos. 5E a glória do Senhor se manifestará, e tôda a: carne verá ao mesmo tempo o que a bôca do Senhor falou. 6Scou uma voz de quem me dizia: Clama. E eu disse: Que hei de clamar? Tôda a carne é feno, e tôda a sua glória é como a flor do campo. 7Secou-se o feno, e caiu a flor, porque o hálito do Senhor assoprou nêle. Verdadeiramente o povo é feno: 8Secou-se o feno, e caiu a flor: Mas a palavra de Nosso Senhor permanece para sempre. 9Sobe a um alto monte, tu, que anuncias o Evangelho a Sião: Levanta com bem fôrça a tua voz tu, que anuncias o Evangelho a Jerusalém: Levanta-a, não temas. Dize às cidades de Judá: Eis-aí o vosso Deus: 10Eis-aí virá o Senhor Deus com fortaleza, e o seu braço dominará: Eis-aí virá com êle a sua paga, e diante dêle a sua obra. 11fle apascentará como pastor o seu rebanho: Ajuntará pela fôrça do seu braço os cordeiros, e os tomará no seu seio, êle mesmo levará sobre si as ovelhas que estiverem prenhes. 12Quem é que mediu as águas com o seu punho, e pesou os céus com o seu palmo? quem sustentou em três dedos tôda a massa da terra, e pôs em pêso os montes, e em balança os outeiros? 13Quem ajudou o Espirito do Senhor? ou quem foi o seu Conselheiro, que o dirigiu? 14Com quem tomou êle conselho, que o instruiu, e lhe ensinou a vereda da justiça e o aperfeiçoou na ciência, e lhe mostrou o caminho da prudência? 15Eis-aí está que são reputadas as gentes como uma pinga de água que cai dum balde, e como um grão de pêso na balança: Eis-aí estão as ilhas como pó miúdo. 16E não bastará o Líbano para queimar, e não bastarão os seus animais para um holocausto. 17Assim são na sua presença tôdas as gentes como se não fôssem, e por êle sempre foram reputadas por um nada e como uma coisa -vã. 18A quem pois tendes vós assemelhado a Deus? ou que imagem fareis dêle? 19Porventura não foi o artífice o que fundiu a está tua? Ou o ourives do ouro não a formou de ouro, e o ourives da prata não a cobriu com chapas de prata? 20O hábil artífice escolheu uma madeira forte e incorruptível: Procura ver o como há de assentar a estátua de modo que não dê de si. 21Acaso não o sabeis vós? acaso não o ouvistes? acaso não vos foi anunciado desde o princípio? acaso não tendes entendido os fundamentos da terra? 22Êle é o que está assentado sôbre a redondeza da terra, e os habitadores desta vêm a ser como gafanhotos: Êle o que estendeu os céus como um nada, e os desenrolou como tenda para habitar. 23Êle o que reduz os esquadrinhadores dos segredos a ficarem como se não foram, tornou como em coisa vã os juízes da terra: 24E na verdade o seu tronco nem foi plantado, nem semeado, nem arraigado na terra: Êle repentinamente assoprou nêles, e se secaram, e levá-los-á como palha o torvelhinho. 25E a quem me assemelhastes vós, e igualastes? diz o Santo. 26Levantai vossos olhos ao alto, e vêde quem criou êsses corpos celestes: Quem faz marchar em ordem o exército das estrêlas, e as chama a tôdas pelos seus nomes: Pela eficácia da sua fortaleza e fôrça e poder, nem uma só faltou. 27Porque dizes, ó Jacó, e falas, ó Israel: O meu caminho está escondido ao Senhor, e o meu juízo passou por alto ao meu Deus? 28Porventura não o sabes, ou não o ouviste? Deus é o sempiterno Senhor, que criou os têrmos da terra: Êle não desfalecerá, nem se fatigará, nem há investigação que alcance a sua sabedoria. 29Êle é o que dá fôrça ao cansado: E o que multiplica a fortaleza e o vigor àqueles que não são fortes. 30Desfalecerão os meninos, e fatigar-se-ão, e os mancebos cairão de fraqueza. 31Porém os que esperam no Senhor, terão sempre novas fôrças, tomarão asas como de águia, correrão e não se fatigarão, andarão e não desfalecerão.
Novo TestamentoAt 26,1-16
Atos dos Apóstolos 26
1Disse depois Agripa a Paulo: A ti se te permite falar em defesa de ti mesmo. Então Paulo estendendo a mão começou a dar a razão de si. 2Devendo eu fazer hoje a minha defensa na tua presença, ó rei Agripa, de tudo quanto me acusam os ju-deiis, me tenho por ditoso. 3Mormente sabendo tu todas as coisas e os costumes, e questões que há entre os judeus: Pelo que eu te su-.plico me oiças com paciência. 4E quanto à minha vida, desde a mocidade que eu observei desde aquele princípio entre a minha gente em Jerusalém, é certo que a sabem todos os judeus. 5Conhecendo-me desde os meus princípios (se quiserem dar disso testemunho) porque eu, segundo a seita mais segura da nossa religião, vivi fariseu. 6E agora sou acusado em juízo, por esperar a promessa que foi feita por Deus a nossos pais: 7A qual as nossas doze tribos, servindo a Deus de noite e de dia, esperam ver cumprida. Por esta esperança, ó rei, sou acusado dos judeus. 8Reputa-se no vosso conceito por alguma coisa incrível, que Deus ressuscite os mortos? 9E eu, na verdade, tinha para mim, que devia fazer a maior resistência contra o nome de Jesus Nazareno: Voo 10E assim o fiz em Jerusalém, e eu encerrei em cárceres a muitos santos, havendo recebido poder dos príncipes dos sacerdotes: E quando os faziam morrer, consenti. também nisso. 11E muitas vezes castigando-os por tôdas as sinagogas, os obrigava a blasfemar: E enfurecendo-me mais e mais contra êles, os perseguia até nas cidades estrangeiras. 12Levado dêstes intentos, indo a Damasco com poder e com missão dos príncipes dos sacerdotes, 13ao meio-dia vi, ó rei, no caminho uma luz do Céu que excedia o resplendor do sol, a qual me cercou a: mim e aos que iam comigo. 14E como todos nós caíssemos por terra, om i uma voz que me dizia em língua hebraica: Saulo, Saulo, por que me persegues? dura coisa te é recalcitrar contra o aguilhão. 15Então disse eu: Quem és tu, Senhor? E o Senhor me respondeu: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. 16Mas levanta-te e põe-te em pé: Porque eu por isso te apareci, para te fazer ministro e testemunha das coisas que viste, e de outras que te hei de mostrar em minhas aparições,
Salmos e ProvérbiosSl 103,10-18 (104)
Salmo 103 (104)
Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 104.
10Que fazes sair fontes nos vales: Por meio dos montes passarão as águas. 11Beberão todos os animais do campo: Suspirarão por elas os onagros na sua sêde. 12Sôbre elas morarão as aves do Céu: As quais do meio dos rochedos darão vozes. 13Que regas os montes das águas mais altas: Do fruto de tuas obras se saciará a terra: 14Que produzes feno para as alimárias, e erva para o serviço dos homens, Para fazer sair o pão do seio da ferra: 15E o vinho que alegra o coração do homem. O azeite para que o homem faça brilhar o seu rosto: E com o pão corrobore o seu coração. 16Saciar-se-ão as árvores do campo, e os cedros do Líbano que plantou: 17Ali farão ninho as aves. A casa da cegonha lhes serve de guia a elas: 18Os montes altos são refúgio aos cervos: Os penhascos para os ouriços cacheiros.