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Bíblia em um ano Dia 193/365

Dia 193

Jr 2–3 · Rm 9 · Sl 106,36-43 (107) · cerca de 15 min

  1. Antigo TestamentoJr 2–3
  2. Novo TestamentoRm 9
  3. Salmos e ProvérbiosSl 106,36-43 (107)
Destaque da leitura de hoje“Quem é sábio e guardará estas coisas? E compreenderá as misericórdias do Senhor?”Salmo 106,43 (107)

Antigo TestamentoJr 2–3

Jeremias 2

1E me foi dirigida a palavra do Senhor, a qual dizia: 2Vai, e grita aos ouvidos de Jerusalém, dizendo: Isto diz o Senhor: Eu me lembrei de ti, compadecendo-me da tua mocidade, e me lembrei do amor dos teus des-posórios, quando tu me seguiste no deserto, numa terra, que se não semeia. 3Israel consagrado ao Senhor, é como as primi-cias dos seus frutos: Todos os que o devoram, delin-quem: Sôbre êles virão males, diz o Senhor. 4Ouvi a palavra do Senhor, casa de Jacó, e tôdas as famílias da casa de Israel: 5Isto diz o Senhor: Que injustiça acharam em mim vossos pais, quando se alongaram de mim, e' foram após a vaidade, e se tornaram vãos? 6E não disseram: Onde está o Senhor, que nos fêz sair da terra do Egito: Que nos conduziu pelo deserto por uma terra despovoada e sem caminho, por terra de sêde, e imagem da morte, por terra, na qual não andou varão, nem habitou homem? 7E eu vos introduzi em uma terra que é um Carmelo, para que comeêsseis seus frutos, e o melhor dca: E depois de terdes assim entrado profanastes a minha terra e pusestes a minha herança em abominação. 8Os sacerdotes não disseram: Onde. está o Senhor? E os depositérios da lei não me conheceram, e os pastôres prevaricaram contra mim: E os profetas profetaram em nome de Baal, e seguiram os ídolos. 9Portanto ainda disputarei em juízo convosco, diz o Senhor, e argumentarei com vossos filhos. 10Passai às ilhas de Cetim, e vêde: E mandai a Cedar, e considerai bem: E vêde se tem acontecido coisa semelhante. 11Se trocou alguma gente a seus deuses, que certamente não são deuses: Mas o meu povo trocou a sua glória por um ídolo. 12Pasmai, céus, sobre isto: E ficai em total desolação, portas dêle, diz o Senhor. 13Porque dois males fêz o meu povo: Deixaram-me a mim, fonte de água viva, e cavaram para si cisternas, cisternas rôtas, que não podem reter as águas. 14Acaso é Israel algum escravo, ou filho de escrava? Por que razão logo foi êle exposto à prêsa? 15Sôbre êle rugiram os leões, e levantaram a sua voz, reduziram a sua terra a um deserto: As suas cidades foram queimadas, e não há quem habite nelas. 16Também os filhos de Meénfis e de Tafnes te afrontaram até ao alto da cabeça. 17Porventura não te tem acontecido isto, porque abandonaste ao Senhor teu Deus naquele tempo, em que te conduzia pelo teu caminho? 18E agora que vais tu buscar no caminho do Egito, para beberes uma água turva? E que tens tu com o camii-nho dos assírios, para beberes a água do rio? 19A tua malícia te argüirá, e a tua apostasia te increpará. Sabe, e vê que má e amarga coisa é o haveres tu deixado ao Senhor teu Deus, e o não haver em ti temor de mim, diz o Senhor Deus dos exércitos. 20Tu desde o principio quebraste o meu jugo. rompeste os meus laços, e disseste: Não servirei. Porque semelhante a uma mulher impudica, te prostituías em todo o outeiro elevado, e debaixo de tôda a árvore irondosa. 21Quanto a mim porém eu te plantei como vinha escolhida, tôda a semente da verdade. Como pois te me hás tornado em mal, vinha estrangeira? 22Ainda que tu te laves em água de nitro, e amontoes erva de borit sôbre ti, maculada estás na tua iniqüidade diante de mim, diz o Senhor Deus. 23Comio dizes tu: Eu não estou manchada, eu não andei após de Baalim? Vê os rastos de teus pés no vale, considera o que ali fizeste: Eras como dromedária ligeira, que frequenta os seus caminhos. 24Como asna silvestre acostumada ao deserto, que, abrasada no seu apetite, correu sempre ao cheiro do que ama: Ninguém a apartará: Todos os que a buscam não se fatigarão: Achá-la-ão nos seus mênstruos. 25Guarda o teu pé da desnudez, e a tua garganta da sêde. E disseste: Não me fica esperança, de nenhuma maneira o farei: Porque amei os estranhos, e após deles andarei. 26Como fica confundido o ladrão quando o apa-nham, assim têm sido confundidos os da casa de Israel, êles e os seus reis, os príncipes, e sacerdotes, e os seus profetas, 27os quais dizem a um pau: Tu és meu pai: E a uma pedra: Tu me geraste: Voltaram-me as costas, e não a cara, e dirão no tempo da sua aflição: Levanta-te, e livra-.--nos. 28Onde estão os teus deuses, que fabricaste para ti? Levantem-se e livrem-te no tempo da tua aflição: Por-. que os teus deuses, ó Judá, eram tantos em número como as tuas cidades. 29Por que quereis vós logo contender comigo em Juízo? Todos vós me abandonastes, diz o Senhor. 30Em vão castiguei os vossos filhos, êles não receberam a correção: A vossa espada devorou os vossos profetas; como um leão destruidor 31é a vossa geração. Atendei à palavra do Senhor. Porventura tenho eu sido para Israel um deserto ou terra tardia? Pois porque tem dito o meu povo: Nós nos temos retirado, não tornaremos mais para ti? 32Porventura esquecer-se-ã a donzela do seu ornato, ou a espôsa da faixa que lhe cinge o peito? Mas o meu povo esqueceu-se de mim por dias que não têm número. 33Por que forcejas tu por justificar o teu procedimento, a fim de eu me pôr bem contigo, se em cima de fazeres o mal, o ensinaste também aos outros, 34e nas orlas dos teus vestidos se achou o sangue das almas pobres e inocentes? Eu os achei não em algumas covas, mas em todos os lugares, de que acima falei. 35E disseste: Eu estou sem pecado, e inocente: E por esta causa aparte-se de mim o teu furor. Eis-aí pois entrarei eu em juízo contigo, por teres dito: Eu não pequei. 36Que desprezível te fizeste com tanto excesso, recaindo nos teus primeiros extravios! E assim serás confundida pelo Egito, bem como o fôste já por Assur. 37Porque não só daquele sairás, mas também as tuas mãos serão postas sobre a tua cabeça, e porque o Senhor quebrantou a tua confiança, nada favorável acharás nêle.

Jeremias 3

1Vulgarmente se diz: Se um espôso repudiar a sua espôsa, e separando-sc ela dêle, tomar outro marido: Porventura tornará mais êste a ela? Acaso não será considerada aquela mulher por êle como contaminada, e impura? Tu porém tens prostituído a muitos amantes: Ainda assim torna para mim, diz o Senhor, e eu te receberei. 2Levanta os teus olhos ao alto, e vê onde não te prostituíste: Tu estavas assentada nos caminhos, esperando-os como um ladrão em lugar solitário: E manchaste a terra com as tuas maldades. 3Esta é a causa por que a água do céu foi retida, e por que as chuvas da tarde não cairam: O descara-mento duma mulher meretriz se apoderou de ti, não quiseste ter vergonha. 4Logo ao menos chama-me agora dizendo: Tu és. meu pai, tu o guia da minha virgindade. 5Porventura, anojar-te-ás para sempre, ou perse-verarás até ao fim? Eis-aí está que falaste, e fizeste males, e saíste com a tua. 6E o Senhor me disse nos dias do rei Josias: Acaso não viste tu o que fêz a rebelde Israel? Ela se foi para. seu próprio mal acima de todos os altos montes, e por baixo de tôdas as árvores frondosas, e ali se deu às suas. infames devassidões. 7E eu depois que ela fêz tôdas estas coisas, lhe disse: Volta para mim: E não voltou. E viu a prevaricadora Judá sua irmã, 8que porque havia adulterado a pérfida Israel, a. tinha eu desamparado, e lhe havia dado libelo de divórcio: E não teve temor a prevaricadora Judá sua irmã, mas foi-se, e ela também se prostituiu. 9E pela facilidade da sua prostituição contaminou ela tôda a terra, e adulterou com a pedra e com q pau. 10E com tôdas estas coisas não se voltou a mim sua irmã a prevaricadora Judá de todo o seu coração, mas só fingidamente, diz o Senhor. 11E o Senhor me disse: Justificou a sua alma a pérfida Israel em comparação de Judá a prevaricadora. 12Vai e profere a vozes estas palavras contra O Aquilão, e dirás: Torna, pérfida Israel, diz o Senhor, e não apartarei a minha face de vós: Porque eu sou santo, diz o Senhor, e a minha ira não durará eternamente. (S) 13Mas contudo reconhece a tua maldade, porque contra o Senhor teu Deusprevaricaste: E tens pervertido os teus caminhos, aos estranhos, debaixo de tôdas as árvores frondosas, e não ouviste a minha voz, diz o Senhor. 14Convertei-vos a mim, filhos apóstatas, diz o Senhor: Porque eu sou vosso espôso: E eu vos tomarei um de cada cidade, e dois de cada família, e vos introduzirei em Sião. 15E vos darei pastôres segundo o meu coração, os quais vos apascentarão com a ciência e com a doutrina. 16E depois que vos multiplicardes, e crescerdes na terra naqueles dias, diz o Senhor: Não dirão mais: A arca do testamento do Senhor: Nem lhes virá ao pensamento, nem se lembrarão dela: Nem será visitada, nem mais se restabelecerá. 17Naquele tempo chamarão a Jerusalém trono do Senhor: E se reunirão nela tôdas as gentes em nome do Senhor em Jerusalém, e não andarão após da maldade do seu péssimo coração. 18Naqueles dias a casa de Judá irá à casa de Israel, e virão juntamente da terra do Aquilão para a terra, que eu dei a vossos pais. 19E eu disse: Como-te contarei entre os filhos, e te darei a terra desejável, a excelente herança dos exércitos das gentes? E disse: Chamar-me-ás pai, e não cessarás de ir após de mim. 20Mas do modo que uma mulher despreza ao seu amante, assim me desprezou a mim a casa de Israel, diz o Senhor. 21Uma voz se ouviu nos caminhos, um pranto e alarido dos filhos de Israel: Porque fizeram mau o seu caminho, esqueceram-se do Senhor seu Deus. 22Convertei-vos, filhos apóstatas, e eu sararei os vossos extravios. Aqui estamos que vimos a ti: Porque tu és o Senhor nosso Deus. 23Na verdade eram mentira os outeiros, e a multidão dos montes: Em verdade no Senhor nosso Deus está a salvação de Israel. 24A confusão consumiu o trabalho de nossos pais desde a nossa mocidade, os seus rebanhos e. as suas vacadas, os seus filhos, e as suas filhas. 25Dormiremos na nossa confusão, e viveremos cobertos da nossa ignomínia: Porque pecamos contra o Senhor nosso Deus, nós e nossos pais desde a nossa mocidade até êste dia: E porque não ouvimos a voz do Senhor nosso Deus.

Novo TestamentoRm 9

Romanos 9

1Eu digo a verdade em Cristo, não minto: Dando-me testemunho a minha consciência no Espírito Santo: 2Que tenho grande tristeza, e continua dor no meu coração. 3Porque eu mesmo desejara ser anátema por Cristo, por amor de meus irmãos, que são do mesmo sangue que eu segundo a carne. 4Que são os israelitas, dos quais é a adoção de filhos, e a glória, e a aliança, e a legislação, e o culto e as promessas: 5Cujos pais são os mesmos, de quem descende também Cristo segundo a carne, que é Deus sôbre tôdas as coisas, bendito por todos os séculos, Amém. 6E não que a palavra de Deus haja faltado. Porque nem todos os que são de Israel, êstes tais são israelitas. 7Nem os que são linhagem de Abraão, todos são seus filhos: Mas de Isaac sairá uma estirpe que há de ter o teu nome: 8Isto é, não os que são filhos da carne, esses tais são filhos de Deus: Mas os que são filhos da promessa, se reputam descendentes. 9Porque a palavra da promessa é esta: Por êste tempo virei: E Sara terá um filho. 10E não sômente ela: Mas também Rebeca de um ajuntamento que teve com Isaac, nosso pai, concebeu. 11Porque não tendo êles ainda nascido, nem tJendo ainda feito bem, ou mal algum (para que o decreto de Deus ficasse firme segundo a sua eleição), 12não por respeito às suas obras, mas por causa da vocação de Deus, lhe foi dito a ela. 13O mais velho pois servirá ao mais moço, segundo o que está escrito: Eu amei a Jacó, e aborreci a Esaú. 14Pois que diremos? Há porventura em Deus injustiça? E” certo que não. 15Porque êle disse a Moisés: Eu terei misericórdia com quem me aprouver ter misericórdia: E terei piedade com quem me aprouver ter piedade. 16Logo isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de usar Deus da sua misericórdia. 17Porque, diz a Escritura a Faraó: Para isto mesmo pois eu te levantei, para mostrar em ti o meu poder: E para que seja anunciado o meu nome por tôda a terra. 18Logo êle tem misericórdia de quem quer, e ao que quer endurece. 19Nêstes têrmos dir-me-ás tu agora. De que se queixa êle ainda? Porquanto, quem é o que resiste à sua vontade? 20Mas, ó homem, quem és tu, para replicares a Deus? Porventura o vaso de barro diz a quem o fêz: Por que me fizeste assim? 21Acaso não tem poder o oleiro para fazer por certo de uma mesma massa um vaso para honra e outro. para ignomínia? 22Do que te não deves queixar, se querendo Deus mostrar a sua ira e fazer manifesto o seu poder, sofreu com muita paciência os vasos de ira, aparelhados para a morte. 23A fim de mostrar as riquezas da sua glória sô- "bre os vasos de misericórdia, que preparou para a glória. 24Os quais somos nós, a quem êle também chamou não só dos judeus, mas ainda dos gentios. 25Assim como êle diz em Oséias: Chamarei povo meu ao que não era meu povo: E amado, ao que não era. amado: E que alcançou misericórdia, ao que não havia alcançado misericórdia. 26E acontecerá isto: No lugar em que lhes foi dito: Vós não sois povo meu: Ali serão chamados filhos de Deus vivo. 27E pelo que toca a Israel, dêle clama Isaías: Se for o número dos filhos de Israel como a areia do mar, as relíquias serão salvas. 28Porquanto a palavra será consumadora e abre-viadora em justiça: Porque o Senhor fará abreviada a palavra sôbre a terra: 29E assim como predisse Isaías: Se o Senhor dos exércitos nos não tivera deixado alguns da nossa geração, estaríamos nós feitos semelhantes a Sodoma e tais como Gomorra. 30Que diremos, pois? Que os gentios, que não seguiam a justiça, abraçaram a justiça, e a justiça que vem da fé. 31Mas Israel, que seguia a lei ela justiça, não chegou à lei da justiça. 32Por que causa? Porque não pela fé, mas como se ela se pudesse alcançar pelas obras: Porque tropeçaram na pedra do tropêço, 33conforme o que está escrito: Eis aí ponho eu em Sião o que é a pedra do tropêço, e a pedra de escândalo, e todo aquele que crê nele não será confundido.

Salmos e ProvérbiosSl 106,36-43 (107)

Salmo 106 (107)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 107.

36E estabeleceu ali aos famintos: E fundaram cidade para povoá-la. 37E semearam os campos e plantaram vinhas: E deram fruto nativo. 38E abençoou-os, e se multiplicaram em extremo: e não diminuiu o número dos seus animais. 39E foram depois reduzidos a poucos: E se viram quebrantados pela fôrça dos males, e com a dor. 40Caiu o desprêzo sôbre os príncipes: E os fêz andar errando fora do caminho, e por onde o não havia. 41E aliviou o pobre da sua miséria: E multiplicou as famílias como ovelhas. 42Vê-lo-ão os retos, e alegrar-se-ão: E tôda a maldade fechará a sua bôca. 43Quem é sábio e guardará estas coisas? E compreenderá as misericórdias do Senhor?

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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