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Bíblia em um ano Dia 194/365

Dia 194

Jr 4–5 · Rm 10 · Sl 107 (108) · cerca de 12 min

  1. Antigo TestamentoJr 4–5
  2. Novo TestamentoRm 10
  3. Salmos e ProvérbiosSl 107 (108)
Destaque da leitura de hoje“Irmãos, por certo que o bom desejo do meu coração, e a minha oração a Deus, é para que êles consigam a salvação.”Romanos 10,1

Antigo TestamentoJr 4–5

Jeremias 4

1Se tu, Israel, voltares, diz o Senhor, converter-te-ás a mim: Se tu tirares de diante da minha face os teus tropeços, não experimentarás abalo. 2E jurarás: Vive o Senhor, em verdade, e em juízo, e em justiça: E o bendirão as gentes, e lhe darão louvor. 3Porque isto diz o Senhor, ao varão de Judá e de Jerusalém: Arroteai para vós o pousio, e não semeeis sôbre espinhos: 4Circuncidai-vos ao Senhor, e tirai os prepúcios de vossos corações, varões de Judá e habitadores de Jerusalém: Para que não suceda que de repente saia como fogo a minha indignação, e se acenda e não haja quem a apague, tudo por causa da malignidade dos vossos pensamentos. 5Anunciai em Judá e fazei ouvir em Jerusalém: Falai e publicai ao som da trombeta na terra, gritai em alta voz e dizei: Ajuntai-vos todos e entremos nas cidades fortificadas, 6levantai o estandarte em Sião. Esforçai-vos, não estejais parados, porque eu faço vir do Aquilão um mal e uma grande assolação. 7Saiu o leão do seu covil. e levantou-se o roubador das gentes: Saiu do seu país, para reduzir a tua terra a um deserto: As tuas cidades serão destruídas, sem que nelas fique algum habitador. 8Pelo que cobri-vos de cilícios, chorai, e pranteai: Porque se não apartou de nós a ira do furor do Senhor. 9E acontecerá isto naquele dia, diz o Senhor: Desfalecerá o coração do rei e o coração dos príncipes: E pasmarão os sacerdotes e os profetas serão consternados. 10E eu disse: Ai, ai, ai, Senhor Deus. E” possível que enganastes a êste povo e a Jerusalém, dizendo-lhes: Vós tereis paz: E eis agora lhes chega a espada até à alma. 11Naquele tempo dir-se-à a êste povo e a Jerusalém: Um vento abrasador 'assopra nos caminhos que do deserto conduzem à filha do meu povo, não para aventar, nem para limpar. 12Dêstes me virá um vento impetuoso: E eu agora falarei os meus juízos com eles. 13Eis-aí subirá como uma nuvem e como tempestade o seu carro: Mais velozes que águias os seus cavalos: Ai de nós porque somos destruídos. 14Lava, ó Jerusalém, o teu coração de tôda a maldade para que sejas salva: Até quando permanecerão em ti pensamentos pecaminosos? 15Porque uma voz vinda de Dan nos anuncia e faz saber que é chegado o ídolo, que vem do monte de Efraim. 16Dizei às nações: Eis-aí se ouviu dizer em Jerusalém, virem gentes de guerra dima terra remota ce darem o seu brado sôbre as cidades de Judá. 17Puseram-se sôbre ela ao redor, como guardas de campo: Porquanto ela me provocou a ira, diz o Senhor. 18Os teus caminhos e os teus pensamentos te trouxeram estas coisas: Essa tua malícia, porque é amarga, pois chegou até o teu coração. 19Em minhas entranhas, em minhas entranhas sinto dor, os afetos do meu coração se têm turbado em mim: Não me calarei porque a minha alma ouviu a voz da trombeta, um alarido de batalha. 20Tormento sôbre tormento foi chamado e assolada foi tôda a terra: De improviso têm sido destruídas as minhas tendas, subitamente as minhas peles. 21Até quando o verei fugir, ouvirei a voz da buzina? 22Porque o meu néscio não me conheceu: Filhos insensatos são, e sem prudência: Sábios são para fazer -o mal: Mas não souberam fazer o bem. 23Olhei para a terra, e eis-que estava vazia, e era nada: E para os céus, e não havia nêles luz. 24Vi os montes, e eis-que se moviam: E todos os outeiros tremiam. 25Olhei, e não havia homem: E tôdas as aves do céu se haviam retirado. 26Olhei, e eis-que estava deserto o Carmelo: E tôdas as suas cidades foram destruídas na presença do Senhor, e na presença da ira do seu furor. 27Porque isto diz o Senhor: Deserta ficará tôda a terra, porém contudo eu a não destruirei de todo. 28Chorará a terra, e entristecer-se-ão os céus de cima: Porque falei, considerei e não me arrependi nem desisti disso. 29À voz do cavaleiro e do que despede a seta fugiu" tôda a cidade: Entraram pelas asperezas e subiram pelos rochedos: Tôdas as cidades foram geralmente desampa-Tadas e nelas não habita nem um homem. 30E tu devastada que farás? Quando te vestires de púrpura, quando te adornares de colares de ouro e pin-tares os teus olhos com o antimônio, em vão te enfeitarás: Desprezaram-te os teus amantes, buscaram a tua morte. 31Porque ouvi uma como voz de mulher que está de parto, angústias como de puérpera: Voz da filha de Sião que está moribunda, estendendo as suas mãos: Ai de mim que desmaiou a minha alma por causa dos mortos.

Jeremias 5

1Dai volta às ruas de Jerusalém, e vêde, e considerai, e andai procurando nas suas praças, a ver se achais um. homem, que faça justiça, e busque a verdade: E eu lhe perdoarei a ela. 2E se até disserem, vive o Senhor: Ainda assim jurarão falso. 3Senhor, os teus olhos olham para a fidelidade: Tu os feriste, e êles o não sentiram: moeste-os a golpes, e êles recusaram aceitar a correção: Endureceram as suas faces mais que uma pedra, e não quiseram voltar. 4Mas eu disse: Talvez são os pobres e insensatos os que ignoram o caminho do Senhor, o juízo do seu Deus. 5Irei ter pois com os grandes, e falar-lhes-ei: Porque êstes conheceram o caminho do Senhor, o juízo do seu Deus: E eis-aqui está que êstes juntos quebraram mais o jugo, romperam as prisões. 6Por isso o leão do bosque os feriu, o. lôbo de noite os destruiu, o leopardo andou vigilante sôbre as suas cidades: Todo aquêle, que deles sair, será prêso: Porque se têm multiplicado as suas prevaricações, têm-se endurecido as suas apostasias. 7Sôbre que te poderei eu ser propício? teus filhos me abandonaram. e juram por aquêles que não são deuses: Fartei-os, e adulteraram, e satisfaziam a sua paixão em casa de meretriz. 8Tornaram-se cavalos de lançamento, quando estão no maior ardor: Cada um rinchava à mulher do seu próximo. 9Pois não hei de castigar eu estas coisas? diz o Senhor, e numa gente como esta não se há de vingar a minha alma? 10Escalai os seus muros e derribai-os, mas não a acabeis de todo: Extingui-lhes os troncos das suas famílias, porque não são do Senhor. 11Porque tem com prevaricação prevaricado contra mim a casa de Israel, e a casa de Judá, diz o Senhor. 12Negaram ao Senhor, e disseram: Não é êle: Nem virá mal sôbre nós: Não veremos a espada, nem a fome. 13Os profetas falaram ao vento, e não lhes foi dada resposta: Estas coisas pois lhes virão. 14Isto diz o Senhor Deus dos exércitos: Porque haveis proferido esta palavra: Eis-aqui dou eu as minhas palavras na tua bôca por fogo, e a êste povo por lenha, e aquêle os devorará. 15Eis-aqui está que eu trarei sôbre vós uma gente de longe, casa de Israel, diz o Senhor: Uma gente robusta, uma gente antiga, uma gente, cuja língua não saberás, nem entenderás o que ela fala. 16A sua aljava será como um sepulcro aberto, todos êles geralmente serão fortes. 17E ela comerá as tuas searas, e o teu pão: Devorará os teus filhos, e as tuas filhas: Nutrir-se-á dos teus rebanhos, e das tuas vacadas: Comerá as tuas vinhas e as tuas figueiras: E destruirá com o ferro as tuas cidades fortificadas, nas quais tu tens a confiança. 18Com tudo isso, naqueles dias, diz o Senhor, não acabarei duma vez convosco. 19E se disserdes: Por que nos fêz o Senhor nosso Deus tôdas estas coisas? lhes dirás a êles: Assim como me haveis abandonado e haveis servido a um Deus estranho na vossa terra, assim servireis aos estrangeiros em terra não vossa. 20Anunciai isto à casa de Jacó, e fazei-o ouvir em Judá, dizendo: 21Ouve, povo insensato, que não tens coração: Vós, que tendes olhos não vêdes: E que tendes ouvidos, e não escutais. 22Pois que, não me temereis a mim, diz o Senhor: e na minha presença não vos arrependereis? Eu que pus a areia por limite do mar, mandamento perduravel, que não acabará: E levantar-se-ão as suas ondas, e não prevalecerão: E empolar-se-ão e não passarão fora das suas balizas: 23Mas a êste povo se lhe tem feito o seu coração incrédulo e rebelde, êles se apartaram e apostataram. 24E não disseram no seu coração: temamos o Senhor nosso Deus, que nos dá a seus tempos a chuva do cedo e do tarde: Conservando-nos a fértil abundância duma anual colheita. 25As vossas iniquidades desviaram estas coisas: E os vossos pecados apartaram de vós o bem: 26Porque no meu povo se acharam ímpios, que armavam ciladas, como os caçadores de aves, pondo laços e rêdes, para apanhar os homens. 27Como gaiola cheia de aves, assim são as suas casas cheias de dolo: Por isso se têm engrandecido e enriquecido. 28Engordaram e engrossaram: E transgrediram as minhas palavras perversissimamente. Não julgaram a caúsa da viúva, não encaminharam a causa do órfão, nem fizeram justiça aos pobres. 29Acaso não punirei eu êstes excessos? diz o Senhor, ou duma gente como esta não se vingará a minha alma? 30Coisas espantosas e estranhas se têm feito na terra: 31Os profetas profetizavam a mentira, e os sacerdotes os aplaudiam com as suas mãos: E o meu povo amou essas coisas: Que castigo não virá pois sobre esta gente no seu último fim?

Novo TestamentoRm 10

Romanos 10

1Irmãos, por certo que o bom desejo do meu coração, e a minha oração a Deus, é para que êles consigam a salvação. 2Pois eu lhes dou testemunho de que êles têm zêlo de Deus, mas não segundo a ciência. 3Porque, não conhecendo a justiça de Deus, e querendo estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à justiça de Deus. 4Porque o fim da lei é Cristo, para justificar a todo o que crê. 5Ora, Moisés acêrca da justiça que vem da Lei, escreveu que o homem que observar os seus mandamentos, achará a vida nêles. 6Mas a justiça que vem da fé, diz assim: Não digas no teu coração: Quem subirá ao Céu? isto é, a trazer do alto a Cristo. 7Ou quem descerá ao abismo? isto é, para tornar trazer a Cristo de entre os mortos. 8Mas que diz a Escritura? Perto está a palavra na tua bôca e no teu coração: Esta é a palavra da fé, que pregamos. 9Porque se confessares com. a tua bôca ao Senhor Jesus, e crêres no teu coração que Deus o ressuscitou de entre os mortos, serás salvo. 10Porque com o coração se crê para alcançar a justiça: Mas com a bôca se faz a confissão para conseguir a salvação. 11Porque, diz a Escritura: Todo o que crê nele, não será confundido. 12Porque não há distinção de judeu e de grego: Pôsto que um mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam. 13Porque todo aquele, quem quer que fôr, o que invocar o nome do Senhor, será salvo. 14Como invocarão pois aquele em quem não creram? Ou como crerão àquele que não ouviram? E como ouvirão sem pregador? 15Porém como pregarão êles, se não forem enviados? Assim como está escrito: Que formosos são os pés dos. que anunciam a paz, dos que anunciam os bens! 16Mas nem todos obedecem ao Evangelho. Porque Isaías diz: Senhor, quem creu ao que nos ouviu pregar? 17Logo a Fé é pelo ouvido, e o ouvido pela Palavra de Cristo. 18Mas pergunto: Acaso êles não têm ouvido? Sim, por certo, pois por tôda a terra saiu o som deles, e até aos limites da redondeza da terra, as palavras dêles. 19Pergunto mais: Acaso Israel não o soube? Moisés é o primeiro que lhes diz: Eu vos meterei em ciume com uma, que não é gente; eu vos provocarei a ira contra uma gente ignorante. 20E Isaías se atreve a mais, e diz: Fui achado dos que me não buscavam: Claramente me descobri aos que não perguntavam por mim. 21Ea Israel diz: Todo o dia abri as minhas mãos a um povo incrédulo, e rebelde.

Salmos e ProvérbiosSl 107 (108)

Salmo 107 (108)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 108.

1Cântico e salmo do mesmo Davi, 2Preparado está o meu coração, ó Deus, preparado está o meu coração, cantarei. e direi salmos na minha glória. 3Desperta, glória minha, desperta saltério e harpa: Levantar-me-ei ao romper d’alva. 4Louvar-te-ei no meio dos povos, Senhor: E te direi salmos entre as nações. 5Pois grande é sôbre os céus a tua misericórdia e a tua verdade se eleva até às nuvens. 6Exalta-te, ó Deus, sôbre os Céus, e resplandeça sôbre tôda a terra a tua glória: 7Para que sejam livres os teus escolhidos. Salva-me com a tua destra, e atende-me: 8Deus falou no seu santo: Regozijar-me-ei, e repartirei Siquém, e medirei o vale das tendas. 9Meu é Galaad, e meu é Manassés: E Efraim a segurança da minha cabeça. Judá meu rei: 10Moab vaso da minha esperança. Até à Iduméia estenderei o meu calçado: Os estrangeiros se me têm feito amigos. 11Quem me conduzirá à cidade fortificada? Quem me conduzirá até à Iduméia? 12Porventura não és tu, ó Deus, o que nos tens desamparado. e não sairás. ó Deus, na testa dos nossos exércitos? 13Dá-nos socorro na tribulação: Porque é vã a salvação que se espera da parte do homem. 14Em Deus faremos proezas: E êle reduzirá a um nada os nossos inimigos.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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