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Bíblia em um ano Dia 304/365

Dia 304

Est 5–8 · Jo 3,19-36; Jo 4,1-19 · Pr 15,18-26 · cerca de 15 min

  1. Antigo TestamentoEst 5–8
  2. Novo TestamentoJo 3,19-36; Jo 4,1-19
  3. Salmos e ProvérbiosPr 15,18-26
Destaque da leitura de hoje“O Senhor demolirá a casa dos soberbos, e firmará os limites do campo da viúva.”Provérbios 15,25

Antigo TestamentoEst 5–8

Ester 5

1Ao terceiro dia tomou Ester vestidos reais, e apresentou-se no quarto interior do palácio real, defronte da sala do rei: E êle estava sentado sôbre o seu trono no fundo do palácio defronte da porta da sala. 2E tendo visto parada a rainha Ester, ficou dela agradado, e estendeu para ela o cetro de ouro, que tinha na mão. E chegando-se Ester, beijou a ponta do seu cetro. 3E o rei lhe disse: Que é o que queres, rainha Ester? Que petição é a tua? Ainda quando tu me peças metade do reino, se te dará. 4E ela respondeu: Se agrada ao rei, suplico que venhas hoje ao meu quarto, e Aman contigo a um banquete, que tenho disposto. 5E o rei sem mais demora disse: Chamai logo a Aman para que obedeça à vontade de Ester. Vieram pois o rei e Aman ao banquete, que a rainha lhes havia aparelhado. 6E o rei lhe disse, depois de bem farto de vinho: Que desejas tu que eu te dê? E que é o que me pedes? Ainda que tu me peças a metade do meu reino, a alcançarás. 7E Ester lhe respondeu: A minha petição, e os meus rogos são estes: 8Se tenho achado graça diante do rei, e se ao rei lhe apraz conceder-me o que peço, e cumprir a minha petição: Venha o rei e Aman ao banquete que lhes tenho aparelhado, e amanhã declararei ao rei a minha vontade. 9Saiu pois Aman aquele dia alegre e contente. E havendo visto a Mardoqueu sentado às portas do palácio, e que não só não se havia levantado para o cortejar, senão que nem sequer se havia movido do seu assento, se irritou em extremo: 10E dissimulando a ira, voltou para sua casa e convocou Os seus amigos, e a Zarés sua mulher: 11E patenteou-lhe a grandeza das suas riquezas, e o grande número de seus filhos, e a alta glória a que o rei o tinha elevado sôbre todos os grandes e seus cortesãos. 12E acrescentou depois disto: A rainha Ester a nenhum outro chamou para o banquete com o rei, senão a mim: E amanhã tenho de comer também no seu quar-to com o rei. 13Mas ainda que tenho tudo isto, nada me parece ter, enquanto vir o judeu Mardoqueu assentado diante das portas do palácio. 14E Zarés sua mulher, e os outros amigos lhe responderam: Manda levantar uma viga bem grande, que tenha cinquenta côvados de altura, e dize pela manhã ao rei que faça pendurar nela a Mardoqueu, e assim irás alegre para o banquete com o rei. Agradou-lhe o conselho, e mandou que se preparasse uma cruz bem alta.

Ester 6

1Passou o rei aquela noite sem dormir, e mandou que lhe trouxessem as histórias e os anais dos tempos precedentes. E quando êles se liam diante dêle, 2chegou-se àquele lugar onde estava escrito como Mardoqueu tinha avisado da conjuração dos eunucos Bagatan e Tarés, que haviam intentado assassinar o rei Assuero. 3O que tendo ouvido o rei, disse: Que honra e que recompensa recebeu Mardoqueu por esta fidelidade? Os seus servos e ministros lhe disseram: Não tem recebido a menor recompensa. 4E o rei imediatamente disse: Quem está na ante-câmara? Porque Aman havia entrado no quarto interior da casa real, para sugerir ao rei que mandasse pôr a Mardoqueu no patíbulo, que lhe tinha preparado. 5Responderam os criados: Aman está na ante-câmara. E disse o rei: Entre. 6E havendo entrado, lhe disse: Que deve fazer-se com aquele homem, a quem o rei deseja honrar? E Aman pensando no seu coração, e crendo que o rei a nenhum outro queria honrar, senão a êle, 7respondeu: O homem, a quem o rei deseja honrar, 8deve ser adornado de vestiduras reais, e montar sobre um cavalo, dos de que se serve õ rei, e levar sôbre a sua cabeça a coroa real, 9e que o primeiro dos príncipes, e dos grandes do rei leve pelas rédeas o seu cavalo, e indo pela praça da cidade, diga em alta voz: Assim é que será honrado todo aquele a quem o rei quiser honrar. 10E disse-lhe o rei: Vai depressa, e tomando o manto real, e o cavalo, faze tudo que tens dito ao judeu Mardoqueu, que está assentado diante das portas do palácio. Vê não deixes de fazer coisa alguma das que disseste. 11Tomou pois Aman o manto real, e o cavalo, e tendo vestido a Mardoqueu na praça da cidade, e depois de o montar a cavalo, ia êle diante, e clamava: De tal honra é digno aquele a quem o rei quiser honrar. 12E voltou Mardoqueu para a porta do palácio: E Aman se recolheu a tôda a pressa para sua casa, chorando e com a cabeça coberta: 13E contou a Zarés sua mulher, e aos amigos tudo o que lhe tinha acontecido. E os sábios, com quem êle se aconselhava, e sua mulher lhe responderam: Se êste Mardoqueu, diante do qual tu começaste a cair, é da linhagem dos judeus, tu não lhe poderás resistir, mas cairás. diante dêle. 14Ao tempo que êles ainda falavam, chegaram os: eunucos do rei, e o obrigaram a ir à pressa ao banquete,. que a rainha havia preparado. VI.

Ester 7

1Entrou pois o rei e Aman, para beber com a rainha. 2E clisse-lhe o rei também neste segundo dia, depois de se ter aquecido com o vinho: Que é o que tu me pedes, para que se te conceda? E que queres que se faça? Ainda que peças a metade do meu reino, a terás. 3Ester lhe respondeu: O” rei, se eu achei graça aos teus olhos, e assim te apraz, concede-me a minha vida, pela qual te rogo, e a do meu povo, pelo qual intercedo. 4Porque nós fomos entregues eu e o meu povo, a sermos destroçados, degolados e perecer. E oxalá fôssemos ao menos vendidos por escravos e por escravas: Êste mal seria suportável, e lastimando me calaria: mas agora há um nosso inimigo, cuja crueldade redunda sobre o mesmo rei. 5E respondendo o rei Assuero disse: Quem é esse, e qual é o seu poder, para que tenha a ousadia de fazer isso? 6E disse Ester: O nosso inimigo e perseguidor é êste malvado Aman. Êle ouvindo isto ficou logo aturdido, não podendo suportar nem o aspecto do rei nem da rainha. 7E o rei se levantou irado, e do lugar do convite entrou em um jardim plantado de árvores. Aman se levantou também, para rogar à rainha Ester pela própria vida, porque conheceu que o rei lhe havia disposto a ruína. 8Tendo Assucro voltado do jardim plantado de árvores, e tendo entrado no lugar do banquete achou que Aman se tinha lançado no leito, em que estava Ester, e disse: Até estando eu presente, quer na minha mesma casa fazer violência à rainha. Ainda não havia saído da bôca do rei esta palavra, quando logo lhe cobriram a cara. 9E disse Harbona, um dos eunucos, que era do serviço ordinário do rei: Sabei que em casa de Aman está levantado um madeiro, que tem cinquenta côvados de altura, que tinha preparado para Mardoqueu, que falou em defesa do rei. E o rei lhe disse: Pendurai-o nele. 10Foi Aman pois pendurado no patíbulo que êle tinha preparado para Mardoqueu: E a ira do rei se aplacou.

Ester 8

1No mesmo dia doou o rei Assucro à rainha Ester a casa de Aman inimigo dos judeus, e Mardoqueu foi apresentado ao rei. Porque Ester lhe tinha confessado que êle era seu tio paterno. 2E o rei tomou o anel, que tinha mandado tirar a Aman, e o deu a Mardoqueu. Ester fêz também a Mardoqueu intendente da sua casa. 3E não contente com isto, ela se lançou aos pés do rei, e com lágrimas lhe falou e lhe pediu, que desse ordem, para que não tivesse efeito o mau desígnio de Aman, filho de Agag, nem as suas iníquas maquinações, que havia excogitado contra os judeus. 4E o rei, segundo o costume, estendeu com a sua mão para ela o cetro de ouro, para lhe dar mostras de clemência: E levantando-se ela se pôs em pé diante do rei, 5e disse: Se assim apraz ao rei, e se tenho achado graça nos seus olhos, e não lhe parece ser injusto o meu rogo, suplico, que com novas cartas, sejam revogadas as primeiras de Aman, perseguidor e inimigo dos judeus, com as quais mandava que fôssem estes exterminados em tôdas as províncias do rei. 6Porque como poderei eu sofrer a matança e estrago do meu povo? 7E o rei Assuero respondeu à rainha Ester, e ao judeu Mardoqueu: Eu doei a Ester a casa de Aman, e a êle mandei-o pregar numa cruz, porque se atreveu a estender a sua mão contra os judeus. 8Escrevei pois aos judeus em nome do rei, como bem vos parecer, e selai as cartas com o meu anel. Porque êste era o costume, que ninguém se atrevia a opor-se às cartas, que se enviavam em nome do rei, e eram seladas com o seu anel, 9E chamados os secretários e escrivães do rei, (e como então era o terceiro mês, que se chama Siban) e o dia vinte e três do mesmo mês foram escritas as cartas, da maneira que quis Mardoqueu, e dirigidas aos judeus, e aos príncipes, e aos governadores e aos juízes, que presidiam a cento e vinte sete províncias do reino, desde a Índia até à Etiópia, província por província, e povo por povo, conforme as suas línguas e caracteres, e aos judeus, para que pudessem lê-las e entendê-las. 10E estas cartas, que se enviavam em nome do rei, foram seladas com o seu anel, e levadas pelos seus postilhões: Os quais, discorrendo com diligência por tôdas as províncias, prevenissem as primeiras cartas com estas segundas ordens. 11O rei lhes mandou ao mesmo tempo que em cada cidade buscassem os judeus, e lhes ordenassem que se ajuntassem e se aprontassem todos, para defender as suas vidas, e para matarem e exterminarem os seus inimigos, com as suas mulheres e filhos e tôdas as suas casas, e que saqueassem os seus despojos. 12E assinou-se a tôdas as províncias um mesmo dia para a vingança, a saber, o dia treze do duodécimo mês chamado Adar. 13E a substância da carta foi esta, que se notificasse em tôdas as terras e povos sujeitos ao domínio do rei Assuero, que os judeus estavam prontos para tomarem vingança de seus inimigos. 14E partiram incontinenti os postilhões levando os avisos, e o edito do rei foi afixado em Susa, 15Mardoqueu, pois, saindo do palácio, e da presença do rei, resplandecia com a real opa côr de jacinto e de azul celeste, levando uma coroa de ouro na cabeça, e vestido de um manto de seda e de púrpura. E tôda a cidade se encheu de regozijo e de alegria. 16E aos judeus parecia-lhes ter-lhes nascido uma nova luz, gôsto, honra e alvoroço. 17Em todos os povos, cidades e províncias, onde chegaram as ordens do rei, havia uma alegria extraordinária, banquetes e convites, e dias de festas: De tal sorte que muitos das outras nações e seitas abraçaram a sua religião e cerimônias: Porque o nome do povo judaico tinha enchido dum grande terror a todos os espíritos.

Novo TestamentoJo 3,19-36; Jo 4,1-19

João 3

19E a causa desta. condenação é: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz: Porque eram más as suas obras. 20Porquanto todo aquele que obra mal, aborrece a luz, e não se chega para a luz, para que não sejam argui-das as suas obras. 21Mas aquele que obra verdade, chega-se para a. luz, para que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus. 22Passado isto veio Jesus com seus discípulos para ª. terra de Judéia: E ali se demorava com êles, e batifaYa. 23E João batizava também em Enon, junto a Salim: Porque havia ali muitas águas, e eram muitos os que vinham, e eram batizados. 24Porque ainda João não tinha sido pôsto no cárcere. 25Excitou-se pois uma questão entre os discípulos de João e os judeus, acerca da purificação. 26E foram ter com João, e lhe disseram: Mestre, o que estava contigo da banda dalém do Jordão, de quem tu deste testemunho, ei-lo aí está batizando, e todos vêm a êle. 27Respondeu João, e disse: O homem não pode receber coisa alguma, se do Céu lhe não fôr dada. 28Vós outros mesmos me sois testemunhas de que eu vos disse: Eu não sou o Cristo mas sou enviado adiante dêle. 29O que tem a espôsa, é o espôso: Mas o amigo do espôso, que está com êle, e o ouve, se enche de gôsto com a voz do espôso. Pois já êste meu gôzo é cumprido. 30Convém que êle cresça, e que eu diminua. 31O que vem lá de riba, é sôbre todos. O que é da terra, é da terra, e fala da terra. O que vem do Céu, é sôbre todos. 32E o que viu, e ouviu, isso testifica: E ninguém recebe o seu testemunho. 33O que recebeu o seu testemunho, confirmou que Deus é verdadeiro. 34Porque aquele a quem Deus enviou, êsse fala palavras de Deus: Porque não lhe dá Deus o espirito por medida. 35O Pai ama ao Filho: E tôdas as coisas pôs na sua mão. 36O que crê no Filho, tem a vida eterna: O que porém não. crê no Filho, não verá a vida, mas sobre êle; permanece a ira de Deus.

João 4

1E quando Jesus entendeu que os fariseus tinham ouvido que êle Jesus fazia mais discípulos, e batizava mais pessoas do que João, 2(sendo assim que não era Jesus o que batizava, mas seus discípulos). 3deixou a Judéia, e foi outra vez para Galiléia: 4EL importava que êle passasse por Samaria. 5Veio pois a uma cidade de Samaria, que se chamava Sicar, junto da herdade que tinha dado Jacó a seu filho José. 6Ora, ali havia um poço, chamado a fonte de Jacó. Fatigado pois do caminho, estava Jesus assim sentado sôbre a borda do poço. Era isto quase à hora sexta. 7Veio uma mulher de Samaria a tirar água. Jesus lhe disse: Dá-me de beber. 8(Porque seus discípulos tinham ido à cidade a comprar mantimento). 9Mas aquela mulher samaritana lhe disse: Como sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana? Porque os judeus não se comunicam com. os samaritanos. 10Respondeu Jesus, e disse-lhe: Se tu conheceras o dom de Deus, e quem é o que te diz: Dá-me de beber: Tu certamente lhe pediras, e êle te daria a ti da água viva: 11Disse-lhe a mulher: Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde tens logo essa água viva? 12És tu porventura maior do que nosso pai Jacó, que foi o que nos deu êste poço, do qual também êle mesmo bebeu, e seus filhos e seus gados? 13Respondeu Jesus, e disse-lhe: Todo aquele que bebe desta água tornará a ter sede; mas o que beber da água que eu lhe hei de dar, nunca jamais terá sêde. 14Mas a água que eu lhe der virá a ser nele uma fonte dágua, que salte para a vida eterna. 15Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água para eu não ter mais sêde, nem vir aqui tirá-la. 16Disse-ihe Jesus: Vai, chama a teu marido, e vem cá. 17Respondeu a mulher, e disse: Eu não tenho marido. Jesus lhe disse: Bem disseste, não tenho marido. 18Porque cinco maridos tiveste, e o que agora tens não é teu marido: Isto disseste com verdade. 19Disse-lhe a mulher: Senhor, pelo que vejo, tu és profeta.

Salmos e ProvérbiosPr 15,18-26

Provérbios 15

18O homem iracundo provoca reixas: O que é paciente aplaca as que tem já excitado. 19O caminho dos preguiçosos é como uma sebe de espinhos: O caminho dos justos é sem tropeço. 20O filho sábio alegra a seu pai: E o homem insensato despreza a sua mãe. 21A loucura é gôsto para o insensato: E o varão prudente mede os seus passos. 22Os pensamentos dissipam-se onde não há conselho: Mas onde há muitos conselheiros, se confirmam. 23Alegra-se o homem na sentença da sua bôca: Mas a palavra oportuna é a melhor. 24A vereda da vida está acima do homem instruído, para se desviar do mais profundo do inferno. 25O Senhor demolirá a casa dos soberbos, e firmará os limites do campo da viúva. 26Os maus pensamentos são a abominação do Senhor: E a palavra pura como muito agradável, será por êle aprovada.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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