Dia 305
Est 9–11 · Jo 4,20-38 · Pr 15,27-33 · cerca de 12 min
Destaque da leitura de hoje“Deus é espírito, e em espírito e verdade é que o devem adorar os que o adoram.”João 4,24
Antigo TestamentoEst 9–11
Ester 9
1Assim no dia treze do duodécimo mês, que nós já dissemos antes chamar-se Adar, quando se destinava a matança de todos os judeus, e quando os seus inimigos estavam ansiosos do seu sangue, os judeus pelo contrário começaram a ser mais fortes, e a vingar-se dos seus adversários. 2E se ajuntaram em cada uma das cidades, povos e lugares, para atacarem os seus inimigos e perseguidores. E nenhum ousava resistir-lhes, porque o mêdo do seu poder se tinha apoderado de todos os povos. 3Porque tanto os juízes das províncias como os governadores e os intendentes, e todos os de qualquer dignidade, que em cada lugar presidiam às obras, punham os judeus nas nuvens, pelo temor que tinham de Mardoqueu: 4O qual êles sabiam ser o principal do palácio, e que tinha grande poder: E a fama do seu nome crescia de dia em dia, e andava voando pelas bôcas de todos. 5Fizeram pois os judeus grande carniçaria nos seus inimigos, e os mataram, retribuindo-lhes o mal que eles lhes tinham intentado fazer: 6A ponto tal que até em Susa mataram quinhentos homens, sem contar os dez filhos de Aman Agagita inimigo dos judeus: Cujos nomes são estes: 7Farsandata, e Delfon, e Esfata, 8e Forata, e Adalia, e Aridata, 9e Fermesta, e Arisai, e Aridai, e Jezata. 10Tendo-os morto, não quiseram os judeus tocar no despôjo de seus bens. 11E logo se referiu ao rei o número dos que tinham sido mortos em Susa. 12E êle disse à rainha: Na cidade de Susa mataram os judeus quinhentos homens, fora os dez filhos de Aman: Que grande cuidas tu que será a mortandade que eles fazem em tôdas as províncias? Que mais me pedes, e que queres tu que eu mande se faça? 13E ela lhe respondeu: Se ao rei assim lhe apraz, dê-se poder aos judeus de fazerem ainda amanhã em Susa o que fizeram hoje, e os dez filhos de Aman sejam pendurados em patíbulos. 14E o rei mandou que assim se fizesse. E logo foi afixado em Susa o edito, e os dez filhos de Aman foram pendurados. 15E juntos os judeus no dia catorze do mês de A dar, foram mortos trezentos homens em Susa: Porém êlcs não lhes saquearam os seus bens. 16E da mesma sorte por tôdas as províncias, que estavam sujeitas ao império do rei, se puseram os judeus em defesa das suas vidas, matando os seus inimigos e perseguidores: Em tanto número, que chegaram os mortos a setenta e cinco mil homens, e nenhum pôs a mão em coisa alguma de seus bens. 17E no dia treze do mês de Adar começou a: matança em tôda a parte, e cessou no dia catorze. O qual êles ordenaram que fôsse solene, que se celebrasse por todos os séculos seguintes com banquetes, júbilos e festins. 18E os que haviam executado a mortandade na cidade de Susa, empregaram nela o dia treze e catorze do mesmo mês: E cessaram de matar no dia quinze. E por esta razão estabeleceram que se solenizasse o mesmo dia com banquetes e regozijos. 19Os judeus porém, que assistiam nas vilas não muradas e nas aldeias, decretaram o dia catorze do mês de Adar, para os banquetes e regozijo, de modo que neste dia fazem grandes divertimentos, e mandam uns aos outros alguma coisa dos seus banquetes, e iguarias. 20Mardoqueu pois escreveu tôdas estas coisas, e resumindo-as numa carta a mandou aos judeus, que habitavam em tôdas as províncias do rei, tanto nas mais próximas como nas mais remotas, 21a fim de que o dia catorze e o dia quinze do mês de Adar fôssem para êles dias de festa, e que os celebrassem todos os anos para sempre com solenes honras: 22Porque nestes dias se vingaram os judeus dos seus inimigos, e o seu luto e tristeza se mudou em alegria e gôsto, e que estes dias fôssem de banquete e de regozijo, e neles mandassem uns aos outros porções das suas iguarias, e fizessem seus prcscntinhos aos pobres. 23E os judeus admitiram entre os seus ritos solenes tudo o que começaram a fazer naquele tempo, e que Mardoqueu na sua carta lhes mandou que fizessem. 24Porque Aman, filho de Amadati, da raça de Agag, inimigo e adversário dos judeus, formou contra êles o mau projeto de os matar, e de os extinguir: E lançou sôbre isto fur, que na nossa língua significa o mesmo que sorte. 25Mas Ester depois foi ter com o rei, suplicando-lhe que previna os desígnios de Aman com uma carta do rei e que faça cair sôbre a sua cabeça o mal que êle tinha projetado contra os judeus. Com efeito os pregaram numa cruz a êle e a seus filhos, 26e desde aquêle tempo estes dias se chamaram furim, isto é, das sortes: Porque o fur, ou a sorte foi lançada na urna. E tôdas as coisas, que passaram se contêm no volume de uma carta, isto é, deste livro. 27E em memória do que padeceram, e da mudança que depois houve, os judeus tomaram a seu cargo, e dos seus descendentes, e de todos os que quiseram agregar-se à sua religião, que a nenhum fôsse lícito passar estes dois dias sem solenidade: Os quais se notam nesta escritura, e se observam em certos tempos, pelos anos que se hão de seguir perpètuamente. 28Êstes são uns dias, que nunca se apagarão da memória dos homens: E aos quais tôdas as províncias de geração em geração celebrarão por tôda a terra: E não há cidade alguma, onde os dias de furim, isto é, das sortes, não sejam guardados pelos judeus, e por seus filhos que estão obrigados a estas cerimônias. 29Porque a rainha Ester, filha de Abiail, e Mardoqueu judeu, escreveram ainda segunda carta, para que com o maior cuidado ficasse estabelecido esse dia solene para o futuro: 30E mandaram dizer a todos os judeus, que moravam nas cento e vinte e sete províncias do rei Assuero, para que tivessem paz, e recebessem a verdade, 31observando os dias das Sortes, e celebrando-os a seu tempo com grande alegria: Assim como o haviam ordenado Mardoqueu e Ester, e eles se obrigaram por si, e pela sua descendência, a guardar os: jejuns, e clamores, e dias das Sortes. 32e tudo o que se contém na história deste livro, que se chama Ester.
Ester 10
1E o rei Assuero havia feito tributária tôda a terra, e tôdas as ilhas do mar: 2E no livro dos medos, e dos persas se acha escrito qual foi o seu poder, e o seu domínio e a sublimidade de grandeza a que êle elevou Mardoqueu: 3E de que modo Mardoqueu, judeu de nação, veio a ser o segundo depois do rei Assuero: E grande entre os judeus e amado do comum de seus irmãos, procurando bens ao seu povo e falando aquilo que conduzia à tranquilidade da sua nação. Com tôda a fidelidade trasladei o que se acha no Hebraico. Mas o que se segue, o achei escrito na edição Vulgata, como se contém nos exemplares gregos: E entretanto no fim do livro estava posto este capítulo: 4E disse Mardoqueu: Deus é quem fêz isto. 5Lembro-me de um sonho que vi, que significa isto mesmo: E nada dele tem ficado sem se cumprir. 6A pequena fonte, que cresceu até se fazer um rio, e que foi convertida em luz, e em sol, e derramou águas em grandíssima abundância: E” Ester, a qual o rei tomou por mulher, e quis que fôsse rainha. 7Os dois dragões: Sou eu, e Aman. 8As gentes que se ajuntaram: São aqueles que intentaram apagar o nome dos judeus. 9E o meu povo é o de Israel, o qual clamou ao Senhor, e o Senhor salvou o seu povo: E nos livrou de todos os males, e fêz grandes demonstrações e portentos no meio das nações: 10E mandou que houvesse duas sortes, uma para o povo de Deus e outra para tôdas as gentes. 11E uma e outra sorte saiu para tôdas as gentes diante do Senhor no dia sinalado já desde aquele tempo: 12E o Senhor se lembrou do seu povo: E teve misericórdia da sua herança. 13E se observarão estes dias no mês de Adar, o dia catorze e o quinze do mesmo mês, com tôda a devoção, e jubilo do povo que se congregará em um ajuntamento perpetuam ente por tôdas as gerações do povo de Israel.
Ester 11
1No ano quarto reinando Ptolomeu, e Cleópatra, Dositeu, que se dizia ser sacerdote, e da linhagem de Levi, e Ptolomeu seu filho trouxeram esta carta de furim, que disseram haver sido traduzida em Jerusalém por Lisímaco, filho de Ptolomeu. Êste princípio estava também na edição Vulgata, o qual não se acha nem no hebreu nem tampouco em algum dos intérpretes. 2No ano segundo, reinando o mui grande Artaxerxes, no primeiro dia do mês de Nisan, viu um sonho Mardoqueu filho de Jair, filho de Semei, filho de Cis, da tribo de Benjamim: 3Homem judeu, que morava na cidade de Susa, varão grande, e dos primeiros da côrte do rei. 4E era do número dos cativos que Nabucodonosor rei de Babilônia havia trazido de Jerusalém com Jeconias rei de Judá: 5E o seu sonho foi êste: Pareceu-lhc ouvir vozes, e estrondos, e trovões, e terremotos, e perturbação sôbre a terra: 6E eis que apareceram dois grandes dragões a ponto de combater: um contra outro. 7Ao estrépito dêles se moveram todas as nações, para fazer guerra contra a nação dos justos. 8E foi aquele um dia de trevas e de perigo, de tribulação e de angústia, e houve grande temor sôbre a terra. 9E conturbou-se a nação dos justos temendo os seus males, e preparada para morrer. 10E clamaram a Deus: E quando eles levantavam o grito, uma pequena fonte se fêz um rio muito grande, e derramou águas em grandíssima abundância. 11Nasceu a luz e o sol, e os humildes foram exaltados, e devoraram aos grandes. 12Quando Mardoqueu viu isto, levantou-se de seu leito, e andava considerando no que queria Deus fazer: E levava isto gravado no seu coração desejando saber que poderia significar o sonho.
Novo TestamentoJo 4,20-38
João 4
20Nossos pais adoraram sôbre êste monte, e vós outros dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar. 21Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me, que é cnegada a hora em que vós não adorareis o Pai, nem neste monte, nem em Jerusalém. 22Nós adorais o que não conheceis: Nós adoramos o que conhecemos, porque dos judeus é que vem a salvação. 23Mas a hora vem, e agora é, quando os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade. Porque tais quer também o Pai que sejam os que o adorem. 24Deus é espírito, e em espírito e verdade é que o devem adorar os que o adoram. 25Disse-lhe a mulher: Eu sei que está a chegar o: Messias (o que se chama o Cristo); quando pois êle vier então nos anunciará tôdas as coisas. 26Disse-lhe Jesus: Eu sou, que falo contigo. 27E nisto vieram seus discípulos: Os quais se maravilharam de que êle estivesse falando com uma mulher. Nenhum contudo lhe disse: Que é o que perguntas, ou que falas com ela? 28A mulher pois deixou o seu cântaro, e foi-:, e a cidade, e disse aqueles homens: 29Vinde, e vêde um homem, que me disse tudo o que eu tenho feito; será êste porventura o Cristo? 30Saíram pois da cidade, e vieram ter com êle, 31Entretanto seus discípulos o rogavam, dizendo: Mestre, come. 32Mas êle lhes respondeu: Eu para comer tenho um manjar, que vós não sabeis. 33Pelo que diziam os discípulos uns para os outros: Será caso que alguém lhe trouxesse de comer? 34Disse-lhes Jesus: A minha comida é fazer eu a vontade daquele que me enviou, para cumprir a sua obra. 35Não dizeis vós, que ainda há quatro meses até à ceifa? Mas eu digo-vos:. Levantai os vossos olhos, e olhai para essas terras, que já estão branquejando próximas à ceifa. 36E o que sega, recebe galardão, e ajunta fruto para a vida eterna: Para que assim o que semeia, como o que sega, juntamente se regozijem. 37Porque nisto é verdadeiro o ditado: Que um é o que semeia, e outro o que sega. 38Eu enviei-vos a segar o que vós não trabalhas-tes: Outros foram os que trabalharam, e vós entrastes nos seus trabalhos.
Salmos e ProvérbiosPr 15,27-33
Provérbios 15
27Aquêle que vai atrás da avareza, perturba a sua casa: O que porém aborrece as dádivas viverá. Os pecados purificam-se pela misericórdia e pela fé: E todo o homem evita o mal por meio do temor do Senhor. 28A alma do justo medita a obediência: A bôca dos ímpios trasborda em males. 29O Senhor está longe dos ímpios: E êle atenderá às orações dos justos. 30A luz dos olhos alegra a alma: A boa reputação engorda os ossos. 31O ouvido que ouve as repreensões salutares terá a sua morada no meio dos sábios. 32Aquêle que rejeita a disciplina, despreza a sua alma: Mas o que está pelas repreensões, é possuidor do seu coração. 33O temor do Senhor é a disciplina da sabedoria: E a humildade precede a glória.