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Bíblia em um ano Dia 307/365

Dia 307

Est 16; 1Mc 1 · Jo 5,18-47 · Pr 16,9-16 · cerca de 15 min

  1. Antigo TestamentoEst 16; 1Mc 1
  2. Novo TestamentoJo 5,18-47
  3. Salmos e ProvérbiosPr 16,9-16
Destaque da leitura de hoje“O coração do homem dispõe o seu caminho: Mas da parte do Senhor está dirigir os seus passos.”Provérbios 16,9

Antigo TestamentoEst 16; 1Mc 1

Ester 16

1O grande Artaxerxes rei desde a Índia até à Etiópia aos governadores e príncipes das cento e vinte. e sete províncias que estão sujeitas ao nosso império, saúde. 2Muitos têm abusado da bondade dos príncipes e das honras, que deles têm recebido, para ensoberbecer-se: 3E não só procuram oprimir os vassalos dos reis senão que não moderando êles a autoridade que receberam, armam traições contra os mesmos que lha deram. 4E não se contentam com serem ingratos aos benefícios, e com violar em si mesmo os direitos da humanidade, senão que presumem também poder escapar do juízo de Deus que tudo vê. 5E chegam a tal grau de loucura, que aos que cumprem exatamente com os cargos que lhes têm sido confiados, e procedem em tudo de sorte que se fazem dignos do comum aplauso, intentam arruinar com máquinas de mentira, 6surpreendendo com cautelosa sagacidade os sinceros ouvidos dos príncipes, que julgam dos outros como de si mesmos. 7O que se comprova já com as histórias antigas, já também com o que acontece cada dia, de modo que as. boas inclinações dos reis se pervertem pelas más sugestões de alguns. 8De onde se deve dar providência à paz de tôdas as províncias. 9Nem entendais, que se variamos as ordens, nasce isto da ligeireza ou inconstância do nosso ânimo, senão que acomodamos os juízos à condição e necessidade dos tempos, como o pede o bem da república. 10E para que melhor entendais o que dizemos. Aman, filho de Amadati, macedônio de coração e de origem, e alheio do sangue dos persas, e que tem desacreditado a nossa piedade com a sua crueldade, sendo estrangeiro lhe demos acolhimento: 11E depois de haver experimentado para consigo tão grande humanidade, que era chamado nosso pai, e adorado de todos depois do rei: 12Êste chegou a tal extremo de arrogância, que intentou privar-nos do reino e da vida. 13Porque com inauditas e novas traças maquinou a morte a Mardoqueu, a cuja lealdade e benefício devemos a vida, e também à minha consorte no reino, Ester com tôda a sua nação. 14Tendo em vista depois de os matar, de armar ciladas à nossa soidade, e trasladar o reino dos persas para os macedônios. 15Porém nós não havemos achado a menor culpa nos judeus destinados a morrer pelo pior dos homens, antes pelo contrário seguem leis justas. 16E que são filhos do Deus Altíssimo, onipotente, e que vive para sempre por cujo benefício foi dado o reino a nossos pais, e a nós mesmos, e até ao dia de hoje nos é guardado. 17Pelo que deveis saber, que são de nenhum valor as cartas que êle expediu em nosso nome. 18Por cuja maldade o mesmo que as maquinou, e tôda a sua parentela foram postos em patíbulos às portas desta cidade, isto é, de Susa, dando-lhe Deus, e não nós outros o castigo que merecia. 19E este edito que agora enviamos se afixará em tôdas as cidades, para que seja permitido aos judeus guardar as suas leis. 20Aos quais deveis dar auxílio, para que no dia treze do mês duodécimo, que se chama Adar, possam dar morte: àqueles que estavam prevenidos para lha dar a eles: 21Pois o Deus onipotente lhes trocou em dia de alegria este, que o devia ser de tristeza e pranto. 22Pelo que vós outros contai também este dia entre os outros dias solenes, e celebrai-o com tôda a alegria, para que se saiba também para o futuro, 23como todos os que obedecem fielmente aos persas, recebem a recompensa digna pela sua fidelidade: E os que conspiram contra o seu reino, perecem pela sua culpa. 24E tôda a província ou cidade que não quiser ter parte nesta solenidade, perecerá a cutelo e a fogo, e será de tal maneira exterminada, que fique para sempre despovoada não só de homens, senão também de feras, para escarmento dos contumazes, e dos desobedientes.

1 Macabeus 1

1E aconteceu que depois que Alexandre, rei de Macedônia, filho de Filipe, que reinou primeiramente na Grécia, saiu do pais de Cetim, derrotou a Dario, rei dos persas e dos medos: 2Deu êle muitas batalhas, e tomou as mais fortes cidades de tôdas as nações, e matou os reis da terra. 3E passou até às extremidades do mundo: Lançou mão dos despojos de muitas gentes: IE tôda a terra emudeceu diante dêle. 4Então ajuntou Alexandre grandes tropas, e um exército em extremo forte: E o seu coração sc elevou, e ficou todo inchado: 5E se fêz Senhor das províncias, e dos reis das gentes: E lhe ficaram sendo tributários. 6E depois disto caiu enfermo, e conheceu que era chegada a sua morte. 7É chamou os grandes da sua córte, que sc tinham criado com êle desde a sua mocidade: E repartiu por êles o seu reino, estando ainda vivo. 8Reinou pois Alexandre doze anos, e morreu. 9E os grandes da sua córte se fizeram reis, cada um com o seu govêrno: 10E depois da morte de Alexandre puseram todos o diadema, e assim mesmo seus filhos depois dêles por muitos anos, e os males se multiplicaram sôbre a terra. 11E dêstes é que saiu aquela raiz do pecado, Antíoco o ilustre, filho do rei Antíoco, o qual em Roma tinha já estado em reféns: E reinou no ano cento e trinta e sete do reino dos gregos. 12Naqueles dias saíram de Israel uns filhos ini-quos, e deram a muitos êste conselho dizendo: Vamos, e façamos aliança com as gentes, que se acham em tôrno de nós: Porque desde o ponto em que nós nos apartamos delas, vieram sôbre nós muitos males. 13E pareceu bem êste conselho à seus olhos. 14E alguns do povo se resolveram, e foram ter com o rei: E êste lhes deu poder de viverem segundo os costumes dos gentios. 15E êles edificaram em Jerusalém um colégio conforme os ritos das nações: 16E tiraram de cima de si os sinais da sua circuncisão, e separaram-se da santa aliança, e ajuntaram-se com as nações, e deram-se em venda para fazerem o mal. 17E Antíoco se estabeleceu no seu reino e começou. a querer reinar na terra do Egito para ficar sendo rei de dois reinos. 18Com êste desígnio entrou no Egito à testa de um poderoso exército, com carroças, e ciefantes, e cavalaria, e grande número de naus: 19E fêz guerra a Ptolomeu, rei do Egito, e Ptolomeu teve mêdo diante dêle, e fugiu, e cairam feridos muitos dos seus. 20E Antíoco tomou as cidades mais fortes da terra do Egito: E pôs a saco a terra do Egito. 21E depois que assolou o Egito no ano cento e quarenta e três, deu volta Antíoco: E marchou contra Israel. 22E chegou a Jerusalém com um formidável exército. 23E entrou cheio de soberba no santuário, e tomou o altar de ouro, e o candeeiro dos lumes, e todos os seus vasos, e a mesa da proposição, e as bacias, e os copos, e os grais de ouro, e o véu, e as coroas, e o ornamento de ouro, que estava va fachada do Templo: E quebrou tudo. 24E tomou a prata e o ouro, e os vasos de apetite: E tomou os tesouros escondidos, com que êle foi dar: E tendo levado tudo, foi-se para o seu país. 25E fêz grande matança de homens, e falou com grande soberba. 26Então houve um grande pranto em Israel, e em todos os lugares dêles. 27E os príncipes, e os anciãos gemeram: As virgens, e os mancebos ficaram sem fôrças: E a formosura das mulheres tôda se mudou. 28Todos os maridos se entregaram ao chôro: E as mulheres que estavam assentadas sôbre o seu leito nupcial, derramavam lágrimas: 29E a terra se comoveu com a desolação dos seus habitantes, e tôda a casa de Jacó se cobriu de confusão. 30E depois no fim de dois anos completos enviou o rei por tôdas as cidades de Judá um superintendente dos tributos, que veio a Jerusalém com grande comitiva. 31E êle lhes falou palavras de paz com artifício: Assim os homens lhe deram crédito. 32Mas êle deu de repente sôbre a cidade, e fêz nela grande estrago, e matou grande número do povo de Tsrael. 33E tomou os despojos da cidade: E depois lhe pôs fogo, e destruiu as suas casas. e os seus muros que a cercavam: 34E levaram cativas as mulheres: E se fizeram senhores de seus filhos, e de seus gados. 35E fortificaram a cidade de Davi com um grande, e forte muro, e com boas tôrres, e fizeram dela fortaleza. 36E puseram ali uma raça de pecado, uns homens corrompidos que nela se fizeram fortes: E para ali trouxeram armas e vitualhas, e ajuntaram os despojos de Jerusalém: 37E os puseram ali de reserva: E dêste modo vieram a ser um pernicioso laço. 38E isto serviu para armarem traições a todos aquêles que vinham santificar-se, é foram como o mau demo de Israel: 39E derramaram o sangue inocente ao redor do santuário, e profanaram o santuário. 40E os habitantes de Jerusalém fugiram por causa dêles, e a cidade ficou sendo morada dos estrangeiros, e ela se tornou estranha aos seus naturais, e seus próprios filhos a deixaram. 41O seu santuário ficou desolado como um ermo, os seus dias de festa se mudaram em pranto, os seus sábados em opróbrio, as suas honras em nada. 42À proporção da sua glória se multiplicou a sua ignomínia: E a sua alta elevação foi mudada em luto. 43Então escreveu o rei Antíoco a todo o seu reino, «que todo o povo não fôsse mais que um: E que cada qual abandonasse a sua lei. 44E tôdas as nações consentiram nesta ordem do rei Antíoco: 45E muitos de Israel consentiram em darem esta sujeição a êle, e sacrificarem aos ídolos, e profanaram o sábado. 46E o rei dirigiu cartas suas por mãos de mensageiros a Jerusalém. e a tôdas as cidades de Judá: Mandando-lhes que seguissem as leis das nações da terra. 47E proibissem que no Templo de Deus se fizessem holocaustos, sacrifícios, e ofertas em expiação de pecado. 48E proibissem que se celebrasse o sábado, e os dias solenes: 49E mandou que se profanassem os lugares santos, co santo povo de Israel. 50Outrossim mandou que se edificassem altares, e templos, e que se levantassem ídolos, e que se sacrificassem carnes de porco, e rezes imundas. 51E que deixassem os seus filhos por circuncidar, e que contaminassem suas almas com tôda a casta de comeres imundos, e com tôdas as abominações, de sorte que se esquecessem da lei de Deus, e transtornassem tôdas as suas ordenanças. 52E que todos aquêles que não obrassem conforme a ordem do rei Antíoco, morressem. 53Por êste mesmo teor escreveu êle a todo o seu reino: E nomeou oficiais, que constrangessem o povo a cumprir isto. 54Eles pois mandaram às cidades de Judá, que sacrificassem aos ídolos. 55E muitos do povo se vieram ajuntar com aquêles que tinham abandonado a Lei do Senhor: E eles fizeram grandes males sôbre a terra: 56E obrigaram o povo de Israel a fugir para lugares escusos, e a buscar retiros, onde pudessem esconder-se na sua fugida. 57No dia quinze do mês de Casleu, ano cento e quarenta e cinco. pôs o rei Antíoco o abominável ídolo da desolação em cima do altar de Deus. e por tôda a parte edificaram altares em tôdas as cidades de Judá. 58E os homens ofereciam incenso, e sacrificavam diante das portas das casas, e no meio das ruas: 59E rasgando os livros da Lei de Deus, os deitaram no fogo: 60E a todo aquêle, em poder do qual se achavam os livros do Testamento do Senhor, e qualquer que observava a lei do Senhor, cruelmente o matavam, confor-me o edito do rei. 61Com êste poder que tinham tratavam assim o povo de Israel, que cada mês se achava junto em tôdas as cidades. 62E no dia vinte e cinco de cada mês sacrificavam sobre a ara, que estava oposta ao altar. 63E as mulheres, que circuncidavam seus filhos, eram cruelmente mortas, segundo o mandamento do rei Antíoco. 64E penduravam os meninos ao pescoço delas em tôdas as casas onde os achavam: E matavam desumana-mente os que os tinham circuncidado. 65Então muitos do povo de Israel resolveram consigo não comer nada que fôsse imundo: E escolheram antes morrer do que manchar-se com viandas imundas: 66E eles não quiseram violar a Santa Lei do Senhor, e foram desapicdadamente mortos: 67I£ então caiu sôbre o povo uma ira por extrema grande.

Novo TestamentoJo 5,18-47

João 5

18Por isso pois procuravam os judeus com maior ânsia matá-lo: Porque não sômente quebrantava o sábado, mas também dizia que Deus era seu Pai, fazendo-se igual a Deus. E assim Jesus lhes respondeu, e lhes disse: 19Em verdade, em verdade vos digo: Que o Filho não pode de si mesmo fazer coisa alguma, senão o que vir fazer ao Pai: Porque tudo o que fizer o Pai, o faz também semelhantemente o Filho. 20Porque o Pai ama ao Filho, e mostra-lhe tudo o que êle faz: E maiores obras do que estas lhe mostrará, até o ponto de vós ficardes admirados. 21Porque assim como o Pai ressuscita os mortos, e lhes dá vida: Assim também dá o Filho vida àqueles que quer. 22Porque o Pai a ninguém julga: Mas todo o juízo deu ao Filho.: 23A fim de que todos honrem ao Filho, bem como honram ao Pai: O que não honrar ao Filho, não honra ao Pai, que o enviou. 24Em verdade, em verdade vos digo, que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não incorre na condenação, mas passou da morte para a vida. 25Em verdade, em verdade vos digo, que vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus: E os que a ouvirem, viverão. 26Porque assim como o Pai tem a vida em si mesmo, assim também deu êle ao Filho ter vida em si mesmo. 27E lhe deu o poder de exercitar o juízo, porque é Filho do homem. 28Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que se acham nos sepulcros, ouvirão a voz do Filho de Deus: 29E os que obraram bem, sairão para a ressurreição da vida: Mas os que obraram mal, sairão ressuscitados para a condenação. 30Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma. Assim como oiço, julgo: E o meu juízo é justo: Por que não busco a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. 31Se eu dou testemunho de mim mesmo, não é verdadeiro o meu testemunho. 32Outro é o que dá testemunho de mim: E eu sei que é verdadeiro o testemunho que êle dá de mim. 33Vós enviastes mensageiros a João: E êle deu testemunho da verdade. 34Eu porém não é do homem que recebo o teste munho: Mas digo-uns estas coisas, a fim de que sejais salvos. 35Êle era uma lâmpada, que ardia e alumiava. E vós por algum tempo quisestes alegrar-vos com a sua luz. 36Mas eu tenho maior testemunho, que o de João. Porque as obras que meu Pai me deu que cumprisse: As mesmas obras que eu faço, dão por mim testemunho de que meu Pai é quem me enviou: 37E meu Pai, que me enviou, êsse é o que deu testemunho de mim: Vós nunca ouvistes a sua voz, nem vistes quem o representasse: 38E não tendes em vós permanente a sua palavra, porque não credes no que êle enviou. 39Examinai as Escrituras, pois julgais ter nelas a vida eterna: E elas mesmas são as que dão testemunho de mim: 40Mas vós não quereis vira mim, para terdes vida. 41Eu não recebo dos homens a minha glória. 42Mas bem vos conheço, que não tendes em vós a dileção de Deus. 43Eu vim em nome de meu Pai, e vós não me recebeis: Se vier outro em seu próprio nome. haveis de recebê-lo. 44Como podeis crer vós outros, que recebeis a glória uns dos outros: E que não buscais a glória, que vem só de Deus? 45Não julgueis que eu vos hei de acusar diante de meu Pai: O mesmo Moisés, em que vós tendes as esperanças, é o que vos acusa. 46Porque se vós crêsseis a Moisés, certamente acreditaríeis também em mim: Porque êle escreveu de mim. 47Porém se vós não dais crédito aos seus escritos, como dareis crédito às minhas palavras?

Salmos e ProvérbiosPr 16,9-16

Provérbios 16

9O coração do homem dispõe o seu caminho: Mas da parte do Senhor está dirigir os seus passos. 10A adivinhação se acha nos lábios do rei, a sua bôca não errará no juízo. 11Os juízos do Senhor são pêso e balança: E as suas obras são tôdas as pedras do saco. 12Os que obram impiamente são abomináveis ao rei: Porque o trono se firma com justiça. 13A vontade dos reis são os lábios justos: O que fala coisas retas, será amado. 14A indignação do rei são uns correios da morte: E o varão sábio a aplacará. 15Na alegria do semblante do rei está a vida: E a sua clemência é como a chuva seródia. 16Possui sabedoria, pois que ela é melhor do que o ouro: E adquire a prudência, pois que é mais preciosa do que a prata.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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