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Bíblia em um ano Dia 306/365

Dia 306

Est 12–15 · Jo 4,39-54; Jo 5,1-17 · Pr 16,1-8 · cerca de 14 min

  1. Antigo TestamentoEst 12–15
  2. Novo TestamentoJo 4,39-54; Jo 5,1-17
  3. Salmos e ProvérbiosPr 16,1-8
Destaque da leitura de hoje“Descobre ao Senhor as tuas obras, e serão dirigidos os teus pensamentos.”Provérbios 16,3

Antigo TestamentoEst 12–15

Ester 12

1E morava então na córte do rei com Bagata e Tara eunucos do rei, os quais eram porteiros do palácio. 2E havendo entendido os seus pensamentos, e reconhecido exatamente os seus desígnios, averiguou que intentavam pôr a mão no rei Artaxerxes, e se avisou disso ao rei, 3O qual, feito o processo aos dois, depois de confessarem, os sentenciou à morte. 4E o rei fêz escrever nos Anais o que havia passado: E Mardoqueu o fêz também por escrito para memória do caso. 5E ordenou-lhe o rei, que vivesse em um quarto do palácio, dando-lhe presentes pelo aviso. 6Mas Aman, filho de Amadati bugeu, estava em grande crédito para com o rei, e quis arruinar a Mardoqueu, e ao seu povo por causa dos dois eunucos do rei, que haviam sido mortos. Até aqui o Proêmio. O que se segue estava posto naquele lugar do livro onde se acha escrito. E saquearam seus bens, ou suas riquezas. O que somente na edição Vulgata temos achado. E este era o traslado da carta.

Ester 13

1O mui grande rei Artaxerxes desde a Índia até à Etiópia, aos príncipes e governadores das cento e vinte e sete províncias, que estão sujeitas ao seu império, saúde. 2Tendo eu o império de muitíssimas nações, e havendo submetido.ao meu domínio tôda a terra, jamais quis em modo algum abusar da grandeza do meu poder. senão governar com clemência e com mansidão aos meus vassalos, para que, passando a vida com sossego sem mêdo algum, gozassem a paz que apetecem todos os mortais. 3E perguntando eu aos do meu conselho, como poderia isto conseguir-se, um que excedia aos demais em sabedoria, e fidelidade e era o segundo depois do rei, chamado Aman, 4me significou que havia um povo disperso por tôda a terra, que seguia umas novas leis, e que opondo-se ao costume de tôdas as gentes desprezava as ordens dos reis, e alterava com as suas discórdias a paz de tôdas as nações. 5Do que tudo tendo-nos nós inteirado, vendo que uma só nação contrária a todo o gênero de homens segue leis perversas, e se opõe a nossos mandamentos, e per-: turba a paz e concórdia das províncias que nos estão sujeitas, 6temos ordenado que todos os que sinalar Aman, que tem a inspeção de tôdas as províncias, e é o segundo depois do rei, e a quem honramos em lugar de pai sejam exterminados por seus inimigos juntamente com suas mulheres e filhos no dja catorze do mês duodécimo de Adar deste ano, sem que deles se compadeça alguém: 7Para que estes homens malvados perecendo em um mesmo dia, restituam ao nosso império a paz, que haviam perturbado. Até aqui o traslado da carta. O que se segue, o achei escrito naquele lugar, onde se lê: E foi Mardoqueu, e fêz tudo o que Ester lhe tinha mandado. Mas isto não se acha no texto hebraico, nem se refere em algum dos intérpretes. 8E Mardoqueu fêz oração ao Senhor, trazendo à memória tôdas as suas obras, 9e disse: Senhor, Senhor Rei Onipotente, porque no teu poder estão postas tôdas as coisas, e não há quem possa resistir à tua vontade, se tens determinado salvar Israel. 10Tu fizeste o Céu e a terra, e tudo quanto se contêm no âmbito do Céu. 11Tu és Senhor de tôdas as coisas, e não há quem resista à tua majestade, 12Tu túdo conheces, e sabes que não por soberba nem por desprêzo, nem por alguma cobiça de glória tenho feito isto, de não adorar ao altivo Aman, 13(porque pela salvação de Israel pronto estaria a beijar com gôsto os vestígios das suas pisadas), 14mas temi trasladar para um homem a honra de meu Deus, e adorar a outro algum, que não fôsse o meu Deus. 15E agora tu, ó Senhor Rei, Deus de Abraão, tem misericórdia do teu povo, porque nossos inimigos querem acabar e destruir a tua herança. 16Não desprezes a tua porção, que para ti resgataste do Egito. 17Escuta os meus rogos, e mostra-te propício ã tua sorte e herança, e muda o nosso pranto em gozo, para que vivendo louvemos, Senhor, o teu nome, e não feches a bôca dos que te louvam. 18E todo o Israel clamou do mesmo modo ao Senhor orando com um mesmo coração, porque uma morte inevitável os ameaçava.

Ester 14

1A rainha Ester, temendo o perigo que estava iminente, recorreu ao Senhor. 2E tendo deposto os vestidos reais, tomou um traje próprio de pranto e luto, em lugar de variedade de unguentos, cobriu a sua cabeça de cinza e de pó, e humilhou o seu corpo com jejuns: E todos os lugares em que antes costumava alegrar-se, encheu dos cabelos que arrancava. 3E orava ao Senhor Deus de Israel; dizendo: Meu Senhor, tu que só és nosso rei, socorre-me a mim desamparada, e que não tenho outro favorecedor fora de ti. 4O meu perigo está nas minhas mãos. 5Eu ouvi contar a meu pai, como tu, ó Senhor, tomaste a Israel de entre tôdas as nações, e a nossos pais de entre todos os seus maiores que haviam sido antes, para os possuíres por herança eterna, e obraste com eles assim como o havias prometido. 6Pecamos em tua presença, e por isso nos entregaste nas mãos de nossos inimigos: 7Porque temos adorado os seus deuses. Justo és, ó Senhor: 8E agora não se contentam só com oprimir-nos com uma escravidão mui dura, senão que atribuindo ao poder dos seus ídolos a fôrça das suas mãos, 9pretendem transtornar as tuas promessas, e destruir a tua herança, e fechar as bôcas dos que te louvam, e extinguir a glória do teu templo e do teu altar, 10para abrir as bôcas dos gentios, e que louvem o poder dos seus ídolos, e engrandeçam para sempre -a um rei mortal. 11Não entregues, Senhor, o teu cetro. - àqueles que não são nada, para que não escarneçam da nossa ruína: Mas volta contra eles os seus desígnios, e destrói aquele que tem começado a ser cruel contra nós. 12Lembra-te de nós, Senhor, e mostra-nos a tua face no tempo da nossa tribulação, e dá-me fôrça, Senhor rei dos deuses, e de tôdas as potestades: 13Põe na minha bôca palavras próprias na presença do leão, e muda o seu coração para que aborreça ao nosso inimigo, e que êste pereça, e os demais, que estão de acordo com êle. 14E livra-nos com a tua mão, e socorre-me, que não tenho outro auxílio, senão a ti, Senhor, que conheces tôdas as coisas, 15e sabes que aborreço a glória dos iníquos, e detesto o leito dos incircuncisos, e de todo o estrangeiro. 16Tu sabes a minha necessidade, e que abomino o distintivo da soberba e da minha glória, que levo sôbre a minha cabeça nos dias em que devo comparecer em público, que detesto como um pano asqueroso, e que não o levo, nos dias do meu silêncio. 17E que não tenho comido na mesa de Aman, nem me tem servido de gosto os convites do rei, nem tenho bebido vinho das libações: 18E que a tua serva, desde o dia em que foi trasladada para aqui até ao presente, nunca teve contentamento, senão em ti, Senhor Deus de Abraão. 19Deus forte sôbre todos, ouve a voz daqueles, que não têm nenhuma outra esperança, e livra-nos da mão dos iníquos, e livra-me do meu temor.

Ester 15

1E enviou a dizer-lhe (sem duvida que foi Mardoqueu a Ester) para que entrasse à presença do rei, e lhe rogasse pelo seu povo e pela sua pátria. 2Lembra-te (lhe disse) dos teus dias humildes, e de como fôste criada pela minha mão, pôsto que Aman, que é o segundo depois do rei, tem falado contra nós para nos fazer morrer: 3Tu pois invoca ao Senhor, e fala por nós ao rei, e livra-nos da morte. t E assim mesmo também o que se segue. 4E no dia terceiro deixou ela os vestidos em que ia, e adornou-se com os da sua glória. 5E brilhando neste traje real, e invocando a Deus, que é governador e Salvador de todos, tomou duas das suas criadas, 6e se ia firmando sôbre uma, como se por delicadeza e demasiada debilidade não pudesse suster seu corpo: 7E a outra criada ia detrás de sua.senhora, levando-lhe a cauda que ia arrastando pela terra. 8E ela banhado seu rosto em uma viva cor de. rosa, e com os olhos engraçados e brilhantes, ocultava a tristeza do seu coração, penetrado de um Vivo temor. 9E tendo. passado uma por uma tôdas as portas, sé pôs defronte do rei, onde êle estava sentado sobre o sólio do seu reino, vestido de manto real, e resplandecendo com o ouro, e pedras preciosas, e o seu aspecto era terrível, 10E havendo levantado o rosto, e manifestado em seus olhos cintilantes o furor de seu peito, desmaiou a rainha, e trocando-se a sua côr em palidez, deixou cair a sua cabeça vacilante sôbre a criada. 11Mas Deus trocou em clemência o coração do rei, e apressurado e temeroso saltou do trono, e sustendo-a com seus braços, até que tornou em si, a animava com estas palavras: 12Que tens, Ester? Eu sou o teu irmão, não temas. 13Não morrerás: Porque esta lei não foi estabelecida para ti, senão para todos. 14Chega-te pois, e toca o cetro. 15E como ela não falasse, tomou a vara de ouro, e pôs-lha sôbre o seu colo, e beijou-a, e disse: Por que não me falas a mim? 16Ela lhe respondeu: Eu te vi, Senhor, como um anjo de Deus, e o meu coração se turbou com o temor da tua majestade. 17Porque tu, Senhor, és em extremo admirável, e o teu rosto está cheio de graças. 18E estando ainda falando desmaiou de novo, e ficou quase sem sentidos. 19E o rei se perturbava, e todos os seus ministros a consolavam.

Novo TestamentoJo 4,39-54; Jo 5,1-17

João 4

39Ora, daquela cidade foram muitos os samaritanos que creram em Jesus, por causa da palavra da mulher, que dava êste testemunho: Êle me disse tudo quanto eu tenho feito. 40Vindo pois -ter com êle os samaritanos, pediram-lhe que se deixasse ficar ali com êles. E êle ficou ali dois dias. 41E foram então muitos mais. os que creram nele, pelo ouvirem falar. 42De sorte que diziam à mulher: Não é já sôbre o teu dito que nós cremos nele: Mas é porque nós mesmos, o ouvimos, e porque sabemos ser êste verdadeiramente o 43E passados dois dias, saiu Jesus dali, e foi para Galiléia. 44Porque Jesus mesmo deu testemunho de que um profeta não tem honra na sua pátria. 45Tendo pois vindo a Galiléia, receberam-no bem os galileus, porque tinham visto tôdas as coisas que Jesus fizera no dia da festa em Jerusalém: Pois êles também tinham ido à festa. 46Veio pois segunda vez a Caná de Galiléia, onde fizera da água vinho. Havia porém ali um régulo, cujo filho estava doente em Cafarnaum. 47ste tendo ouvido que Jesus tinha vindo de Judéia para Galiléia, foi ter com êle, e rogou-ó que viesse a sua casa curar a seu filho: Porque estava a morrer. 48Disse-lhe pois Jesus: Vós se não vêdes milagres e prodígios, não credes. 49Disse-lhe o régulo: Senhor, vem antes que meu filho morra. 50Disse-ihe Jesus: Vai, que teu filho vive. Deu o homem crédito ao que lhe disse Jesus, e foi-se. 51E quando êle já ia andando, vieram os seus criados sair-lhe ao encontro, e deram-lhe novas de que seu. filho vivia. 52E perguntou-lhes a hora em que o doente se achara melhor. E êles lhe disseram: Ontem pela sétima hóra o deixou a febre. 53Conheceu logo o pai ser aquela mesma a hora em que Jesus lhe dissera: Teu filho vive: E creu êle e tôda a sua casa. 54Foi êste o Segundo milagre que Jesus obrou, tendo vindo de Judéia para Galiléia.

João 5

1Depois disto era dia duma festa dos judeus, e Jesus subiu. a Jerusalém. 2Ora, em Jerusalém est á a piscina probática, que em hebreu se chama: Betsaida, a qual tem cinco alpen-dres. 3Neste jazia uma grande multidão de enfermos, de cegos, de coxos, dos que tinham os membros resseca-dos, todos os quais esperavam que se movesse a água. 4Porque um anjo do Senhor descia em certo tempo ao tanque: E movia-se a água. E o primeiro que entrava no tanque depois de se mover a água, ficava curado de qualquer doença que tivesse. 5Estava também ali um homem, que havia trinta e oito anos que se achava enfermo. 6Jesus; que o viu deitado, e que soube que tinha já muito tempo de enfermo, disse-lhe: Queres ficar são? 7O enfermo lhe respondeu: Senhor, não tenho homem que me meta no tanque, quando a água for movida: Porque enquanto eu vou, outro entra primeiro do que eu. 8Disse-lhe Jesus: Levanta-te, toma a tua cama, e anda. 9E no mesmo instante ficou são aquele homem: E tomou a sua cama, e começou a andar. E era aquele dia um dia de sábado. 10Pelo que diziam os judeus ao que havia sido, curado: Hoje é sábado, não te é lícito levar a tua cama. 11Respondeu-lhes êle: Aquele que me cúrou, êsse mesmo me disse: Toma a tua cama, e anda. 12Perguntaram-lhe então: Quem é êsse homem que te disse: Toma a tua cama, e anda? 13Porém o que havia sido curado, não sabia quem êle era: Porque Jesus se havia retirado do muito povo que estava naquele lugar. 14Depois achou-o Jesus no Templo, e disse-lhe: Olha que já estás são: Não peques mais, para que te não suceda alguma coisa pior. 15Foi aquele homem declarar aos judeus que Jesus era o que o havia curado. 16Por esta causa perseguiam cs judeus a Jesus, por êle fazer estas coisas em dia de sábado. 17Mas Jesus lhes respondeu: Meu Pai até agora não cessa de obrar, e eu obro também incessantemente.

Salmos e ProvérbiosPr 16,1-8

Provérbios 16

1Da parte do homem está o preparar a sua alma: E da parte do Senhor o governar-lhe a língua. 2Todos os caminhos do homem estão patentes aos seus olhos: O Senhor pesa os espíritos. 3Descobre ao Senhor as tuas obras, e serão dirigidos os teus pensamentos. 4Tudo fêz o Senhor por causa de si mesmo: Até ao ímpio para o dia mau. 5Todo o arrogante é a abominação do Senhor: Ainda quando estiver com uma mão sôbre outra, não é inocente. O princípio do caminho bom é praticar a justiça: E diante de Deus é mais aceita do que imolar hóstias. 6A iniquidade redime-se pela misericórdia e pela verdade: E o mal evita-se pelo temor do Senhor. 7Quando os caminhos do homem agradarem ao Senhor, até reduzirá à paz os seus inimigos. 8Melhor é o pouco com justiça, do que muitos frutos com iniquidade.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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