Receba o Santo do Dia e a Palavra de Deus no WhatsApp — grátis
‹ ›
Bíblia em um ano Dia 340/365

Dia 340

Jó 38–41 · 1Jo 4 · Pr 25,9-15 · cerca de 14 min

  1. Antigo TestamentoJó 38–41
  2. Novo Testamento1Jo 4
  3. Salmos e ProvérbiosPr 25,9-15
Destaque da leitura de hoje“Nisto é que se manifestou a caridade de Deus para conosco, em que Deus enviou a seu Filho unigênito ao mundo, para que nós vivamos por êle.”1 João 4,9

Antigo TestamentoJó 38–41

Jó 38

1E respondendo o Senhor a Jó, do meio de um redemoinho, disse: 2Quem é êste, que mistura sentenças com discursos ignorantes? 3Cinge os teus lombos como homem: Perguntar-te-ei, e responde-me. 4Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra? dize-mo, se é que tens inteligência. 5Quem deu as medidas para ela, se é que o sabes? ou quem lhe lançou o cordel? 6Sôbre que foram firmadas as suas bases? ou quem assentou a sua pedra angular, 7quando os astros da manhã me louvavam todos Juntos, e quando todos os filhos de Deus estavam transportados de júbilo? 8Quem pôs diques ao mar para o ter encerrado, quando êle transbordava saindo como do ventre de sua mãe: 9Quando lhe punha nuvem por vestidura, e o en-volviá em obscuridade, como com envolvedouro de infância? 10Eu o encerrei nos limites que lhe prescrevi, e lhe pus ferrolhos, e portas: 11E eu lhe disse: Até aqui chegarás, e não passarás mais longe, e aqui quebrarás as tuas empoladas ondas. 12Acaso cs tu o que depois do teu nascimento deste lei à estrela dalva, e o que mostraste à aurora o seu lugar? 13E tomaste a terra pelas suas extremidades, para fazê-la estremecer, e sacudir dela os ímpios? 14A figura impressa será restabelecida como o barro, e ficará como um vestido: 15Tirar-se-á aos ímpios a sua luz, e quebrar-se-á o seu excelso braço. 16Acaso entraste tu até o fundo do mar, e andaste passeando no mais profundo do abismo? 17Porventura abriram-se-te as portas da morte, e viste tu essas portas tenebrosas? 18Consideraste tôda a extensão da terra? declara-me. se sabes tôdas estas coisas. 19Em que caminho habita a luz, e qual é o lugar das trevas? 20Para que leves cada coisa aos seus lugares, e saibas as veredas da sua casa. 21Sabias tu então que havias de nascer? e tinhas averiguado o número dos teus dias? 22Entraste porventura nos tesouros da neve, ou viste os tesouros da saraiva? 23Que eu preparei para o tempo do inimigo, para o dia da guerra e da batalha? 24Por que caminho se difunde a luz, e se espalha o calor sôbre a terra? 25Quem deu curso à tempestade impetuosa, e passagem ao estampido do trovão, 26para que chovesse sôbre a terra sem homem, em deserto onde não mora nenhum dos mortais, 27para inundá-la, ainda que inacessível, e desolada, e que criasse as ervas com o seu verdor? 28Quem é o pai da chuva? ou quem produziu as gôtas do orvalho? 29De que seio saiu a geada? e quem gerou o gêlo do céu? 30As águas, se endurecem a modo de pedra, e a superfície do abismo se aperta. 31Acaso poderás tu ajuntar as brilhantes estrelas Plêiadas ou poderás impedir a revolução do Arcturo? 32Acaso és tu o que fazes aparecer a seu tempo o luzeiro, ou que se levante de tarde o Véspero sôbre os filhos da terra? 33Acaso entendes a ordem do céu, e darás tu disso a razão estando na terra? 34Levantarás porventura a tua voz até às nuvens, e te cobrirá um dilúvio de água? 35Porventura enviarás os relâmpagos, e irão, e te dirão quando voltarem: Aqui estamos? 36Quem pôs a sabedoria no coração do homem? ou quem deu inteligência ao galo? 37Quem contará o modo de proceder dos céus, e quem fará cessar a harmonia do céu? 38Quando se fundia o pó, em massa de terra, e se formavam os seus torrões? 39Porventura caçarás tu prêsa para a leoa, e saciarás a fome das suas crias, 40quando estas estão deitadas nos seus covis, e à espreita nas suas cavernas? 41Quem prepara ao corvo o seu sustento, quando os seus filhinhos, vagueando, gritam a Deus, por não terem que comer?

Jó 39

1Porventura sabes o tempo do parto das cabras montesas nos rochedos, ou tens observado quando parem as corças? 2Contaste tu os meses da sua prenhez, e sabes o tempo do seu parto? 3Encurvam-se para darem à luz a sua cria, e parem dando rugidos. 4Apartam-se seus filhos, e vão a pascer: Saem, e não voltam a elas. 5Quem deixou o asno montês em liberdade, e quem soltou as suas prisões? 6A êle lhe dei casa no deserto, e lugar onde albergar-se em terra estéril. 7Despreza a multidão da cidade, não ouve os gritos do exator. 8Olha para tôdas as partes, para os montes dos seus pastos, e anda buscando tudo quanto está verde. 9Acaso quererá o rinoceronte servir-te, ou ficará êle na tua ca vaiar iça? 10Prenderás tu porventura o rinoceronte ao teu arado para lavrar? ou será êle o que após ti estorroe os. vales?, 11Porventura terás confiança na sua grande fôrça, e lhe deixarás o cuidado da tua lavoura? 12Porventura fiarás dele que te torne o que semeaste, e que te encha a tua eira? 13A pena do avestruz é semelhante às penas da cegonha, e do falcão. 14Quando êle desampara em terra os seus ovos, acaso os aquentarás tu no pó? 15Não tem cuidado de que algum pé lhos pise, ou -de que algum animal do campo lhos quebre. 16É cruel com seus filhos como se não foram seus, trabalhou debalde sem que algum temor o obrigasse. 17Porque Deus lhe negou sabedoria, e não lhe deu inteligência. 18Ouando chega a ocasião, levanta ao alto as asas: E faz zombaria do cavalo, e do cavaleiro. 19Porventura darás fortaleza ao cavalo, ou cercarás de rincho o seu pescoço? 20Porventura o farás dar saltos como os gafanhotos? o fogoso respirar das suas ventas faz terror. 21Escava a terra com a sua unha, salta com brio: Corre ao encontro dos armados. 22Não conhece mêdo, nem cede à espada. 23Sôbre êle fará ruído a aljava, se vibrará a lança e o escudo. 24Arrojando espuma e rinchando, sorve a terra, e não faz caso do som da trombeta. 25Logo que houve a buzina, diz: Vai, cheira de longe a batalha, a exortação dos capitães, e o alarido do exército. 26Porventura cobre-se o falcão de penas pela tua sabedoria, estendendo as asas para o Austro? 27Porventura a teu mandado se remontará a águia, e porá o seu ninho em lugares altos? 28Nas brenhas faz a sua mansão, e nos penhascos escarpados mora, e nas rochas inacessíveis. 29Dali contempla a sua presa, os seus olhos descobrem muito ao longe. 30Os seus filhinhos chupam o sangue: E ela onde houver carne morta, logo se acha. 31E acrescentou o Senhor, e disse a Jó: 32Porventura o que disputa com Deus, tão fácil-mente o deixa? por certo o que argui a Deus deve responder-lhe, 33Jó respondendo ao Senhor, disse: 34Eu que tenho falado com leveza, que coisa posso responder? porei a minha mão sôbre a minha bôca. 35Uma coisa tenho falado, que oxalá não a houvera dito: E outra também, às quais nada mais acrescentarei.

Jó 40

1E respondendo o Senhor a Jó desde o redemoinho, disse: 2Cinge os teus lombos como homem: Eu te perguntarei: E me responderás. 3Porventura farás tu vão o meu juízo: E me condenarás a mim, por te justificares a ti? 4E se tu tens braço como Deus, e trovejas com voz semelhante?, 5Reveste-te de formosura, e levanta-te em alto, e atavia-te de glória, e adorna-te de magníficos vestidos. 6Dissipa os soberbos no teu furor, e humilha os insolentes com um só olhar. 7Põe os olhos em todos os soberbos, e confunde-os, e quebranta aos ímpios no seu lugar. 8Esconde-os no pó a um mesmo tempo: E mergulha no sepulcro as suas cabeças: 9E eu confessarei que poderá salvar-te a tua destra. 10Considera a Beemot que eu criei contigo, comerá feno como o boi. 11A sua fortaleza está nos seus lombos, e o seu vigor no umbigo do seu ventre. 12Aperta a sua cauda como cedro, os nervos dos seus testículos estão entrelaçados um no outro. 13Os seus ossos são como canas de bronze, e as suas cartilagens como umas lâminas de ferro. 14Êle é o princípio dos caminhos de Deus; aquele cjue o fêz, aplicará a sua espada. 15Os montes lhe produzem ervas: E tôdas as alimárias do campo virão ali retouçar. 16Dorme à sombra no esconderijo dos canaviais, e em lugares tímidos. 17As sombras cobrem a sua sombra, os salgueiros da torrente o rodearão. 18Êle absorverá um rio, e não o terá por excesso: E êle se promete que o Jordão entrará pela sua bôca. 19Nos seus olhos como um anzol o apanhará, e com paus agudos furará os seus narizes. 20Porventura poderás tirar com anzol o Levita, e ligarás a sua língua com uma corda? 21Porventura porás argola nos seus narizes, ou furarás a sua queixada com anel? 22Porventura multiplicará muitos rogos para contigo, ou te dirá palavras brandas? 23Porventura fará êle concertos contigo, e recebê-lo-ás tu por escravo para sempre? 24Porventura brincarás com êle como com um pássaro, ou o atarás para as tuas servas? 25Parti-lo-ão em troços os teus amigos, dividi-lo-ão os negociantes? 26Porventura encherás rêdes com a sua pele, e nassa de peixes com a sua cabeça? 27Põe a tua mão sobre êle: Lembra-te da guerra, e não continues mais a falar. 28Êle enfim se enganará nas suas esperanças, e será precipitado à vista de todos.

Jó 41

1Não como cruel o despertarei eu: Porque quem: pode resistir ao meu semblante? 2Quem me deu a mim antes, para que eu haja de retribuir-lhe? quanto há debaixo do céu, meu é. 3Não lhe terei respeito a êle nem às suas palavras eficazes, e compostas para rogar. 4Quem descubrirá a superfície do seu vestimento? e quem entrará no meio da sua bôca? 5Quem abrirá as portas do seu rosto? em roda dos seus dentes está o terror. 6O seu corpo é como escudos fundidos, apinhoa-dos de escamas que se apertam. 7Uma está unida à outra, de sorte que nem uni assopro passa por entre elas: 8Uma com a outra estará pegada, e juntas entre si de nenhuma maneira se separarão. 9O seu espírito é resplendor do fogo, e os seus olhos como as pestanas da aurora. 10Da sua bôca saem umas lâmpadas como tochas de fogo acesas. 11Dos seus narizes sai fumo, como o de uma panela incendida e que ferve. 12O seu hálito faz incender os carvões, e da sua bôca sai chama. 13No seu pescoço fará assento a fortaleza, e adiante dele vai a fome. 14Os membros do seu corpo bem unidos entre si: Enviará raios contra êle, e não o farão mover para outro lugar. 15O seu coração se endurecerá como pedra e se apertará como bigorna de ferreiro. 16Quando se elevar temerão os anjos, e espantados se purificarão. 17Ainda quando uma espada o alcançar, não valerá ela contra êle, nem lança nem couraça. 18Porque êle reputará o ferro como as palhas, e o metal, como um pau podre. 19Não o fará fugir homem frecheiro, as pedras da funda se tornarão em palhas. 20Reputará o martelo como uma aresta, e se rirá do vibrar da lança. 21Os raios do sol estarão debaixo dêle, e êle andará por cima do ouro como por cima do lôdo. 22Fará ferver o fundo do mar como uma panela, e o tornará como quando fervem os unguentos. 23A luz brilhará sôbre as suas pegadas, e reputará o abismo como cheio de cãs. 24Não há poder sôbre a terra, que se lhe compare. pois foi feito para que não temesse a nenhum. 25Todo o alto vê, êle é o rei de todos os filhos da soberba.

Novo Testamento1Jo 4

1 João 4

1Caríssimos, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus: Porque são muitos os falsos Profetas, que se levantaram no Mundo: 2Nisto se conhece o espírito que é de Deus: Todo o espirito que confessa que Jesus Cristo veio em carne, é de Deus: 3E todo o espírito que divide a Jesus, não é de Deus, mas êste tal é o Anticristo, do qual vós tendes ouvido que vem, e êle agora está já no mundo. 4Vós, filhinhos, sois de Deus, e vós o vencestes, porque o que está em vós outros, é maior que o que está no mundo. 5Eles do mundo são: Por isso falam do mundo, e o mundo os ouve. 6Nós outros somos êle Deus. Quem conhece a Deus, ouve-nos: O que não é de Deus, não nos ouve: Nisto conhecemos o espírito da Verdade e o espírito do êrro. 7Caríssimos, amemo-nos uns aos outros. Porque a caridade vem de Deus. E todo o que ama, é nascido de Deus e conhece a Deus. 8Aquele que não ama, não conhece a Deus: Porque Deus é caridade. 9Nisto é que se manifestou a caridade de Deus para conosco, em que Deus enviou a seu Filho unigênito ao mundo, para que nós vivamos por êle. 10Esta caridade consiste nisto: Em não termos nós sido os que amamos a Deus, mas em que êle foi o primeiro que nos amou a nós, e enviou a seu Filho como vitima de propiciação pelos nossos pecados. 11Caríssimos, se Deus nos amou assim: Devemos nós também amarmo-nos uns aos outros. 12Nenhúm jamais viu a Deus. Se nós nos amamos mutuamente, permanece Deus em nós, e a sua caridade é em nós perfeita. 13No em que nós conhecemos que estamos nele e êle em nós: E” em nos ter feito participantes do seu Espirito. 14E nós vimos, e nós testificamos, que o Pai enviou a seu Filho para ser o Salvador do mundo. 15Todo aquele pois que confessar que Jesus é Filho de Deus, permanece Deus nele, e êle em Deus. 16E nós temos conhecido e crido a caridade que Deus tem por nós. Deus é Caridade: E assim aquele que permanece na caridade, permanece em Deus e Deus nele. 17Por isso foi consumada em nós a caridade de Deus, para que tenhamos confiança no dia do juízo: Pois como êle mesmo é, assim somos nós outros neste mundo. 18Na caridade não há temor: Mas a caridade perfeita lança fora ao temor, porque o temor anda acompanhado de pena, e aquele que teme não é perfeito na caridade. 19Portanto, amemos nós a Deus, porque Deus nos amou primeiro. 20Se algum disser pois, eu amo a Deus, e aborrecer a seu irmão, é um mentiroso, Porque aquele que não ama a seu. irmão a quem vê, como pode amar a Deus a quem não vê? 21E nós temos de Deus êste mandamento: Que o que ama a Deus, ame também a seu irmão.

Salmos e ProvérbiosPr 25,9-15

Provérbios 25

9Trata o teu negócio com o teu amigo, e não descubras o teu segrêdo a um estranho: 10Porque não suceda que te insulte, logo que o ouvir, e não cesse de to lançar em rosto. A graça e amizade livram: Conserva-as para ti, para que não caias em desprêzo. 11Aquêle que profere a palavra a seu tempo, é como uns pomos de ouro em leitos de prata. 12Aquele que argúi ao sábio, e ao ouvido obediente, é como umas arrecadas de ouro, e uma brilhante pérola. 13O embaixador fiel é para quem o enviou, o que é a frieza da neve no tempo da ceifa: Êle dá descanso à alma do seu amo. 14O homem que se glória, e não cumpre as promessas, é como o vento, e as nuvens que não trazem chuva. 15O príncipe mitigar-se-ã pela paciência, e a língua branda quebrantará a dureza.

Convidar pelo WhatsApp

Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

WhatsApp