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Bíblia em um ano Dia 346/365

Dia 346

Sb 16–17 · Ap 3 · Pr 26,22-28 · cerca de 12 min

  1. Antigo TestamentoSb 16–17
  2. Novo TestamentoAp 3
  3. Salmos e ProvérbiosPr 26,22-28
Destaque da leitura de hoje“Eis ai estou eu à porta, e bato: Se algum ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei eu em sua casa, e cearei com êle, e êle comigo.”Apocalipse 3,20

Antigo TestamentoSb 16–17

Sabedoria 16

1Por amor destas coisas e por outras assim semelhantes merecidamente padeceram tormentos e foram exterminados por uma multidão de sevandijas. 2Em lugar destas penas, trataste amigavelmente o teu povo, a quem deste a satisfação do apetite do seu gôsto quanto a um novo sabor, aparelhando-lhe por iguaria crescidas codornízes: 3Para que estando aquêles por certo com vontade de comer, por causa das pragas, que se lhes mostraram e enviaram, ficassem com antôjo até à comida necessária. Mas êstes postos em necessidade por pouco tempo, gostaram um novo manjar. 4Porque importava que sobreviesse uma ruína inevitável aqueles que exercitavam a tirania: E mostrar só a êstes de que modo eram exterminados os seus inimigos. 5Porque quando veio sobre êles a cruel ira dos animais, eram mortos pelas mordeduras. de cobras astu-ciosas. 6Porém a tua ira não durou para sempre, mas eles só por pouco tempo estiveram nesta turbação, para ela lhes servir de advertência, tendo um sinal de salvação para os fazeres lembrar dos mandamentos da tua lei. 7Porque aquêle que se voltava para o referido sinal, não era curado, porque o via, mas sim por ti que és o Salvador de todos os homens, 8e nesta ocasião fizeste tu ver aos teus inimigos, que tu és o que livras de todo o mal. 9Porquanto àqueles mataram as mordeduras dos gafanhotos, e das môscas, e não se achou saúde para a sua alma: Porque eram dignos de serem assim exterminados. 10Mas nem aos teus filhos venceram os dentes de dragões venenosos: Porque sobrevindo a tua misericórdia - os sarava. 11Pois eram provados na memória dos teus preceitos, e logo ficavam salvos, para que não sucedesse que caindo êles num profundo esquecimento, não pudessem utilizar-se de teu ajutório. 12Porquanto nem foi erva a que os sarou, nem algum lenitivo, mas sim a tua palavra, Senhor, que sara tôdas as coisas. 13Porque tu, Senhor, és o que tens o poder da vida e da morte, e o que nos levas às portas da morte, e o que daí nos tiras: 14E verdadeiramente pode um homem por mali-cia matar a outro, mas quando tiver saído o espírito não voltará, nem fará tornar a alma que já foi recebida: 15Porém o escapar da tua mão é coisa impossível. 16Por isso dizendo os ímpios que te não conheciam, pela fortaleza do teu braço foram açoitados:, Tendo padecido perseguição por águas novas, e saraivas, e chuvas tempestuosas, e consumidos pelo fogo. 17E o que nisto havia de admirável era que o fogo se ateava ainda mais na mesma água, que tudo extingue: Porque o universo é vingador dos justos. 18Pois em um tempo se amansava o fogo, para se não queimarem os animais, que tinham sido enviados contra os ímpios: E isto para que vendo êles uma tal maravilha, reconhecessem que por um juízo de Deus é que padeciam esta perseguição. 19E noutro tempo ardia o fogo na água de tôdas as partes, chegando a exceder o seu natural, para acabar de todo com as produções duma terra iníqua. 20Em contraposição de tudo isto alimentaste o teu povo com o mantimento dos anjos, e lhe deste pão vindo do céu, preparado sem trabalho, que tinha em si tôda a delícia, e a suavidade de todo o sabor. 21Porque êste alimento mostrava a doçura que tens para com teus filhos: Porque, acomodando-se à vontade de cada um, ela se transmutava no que cada um queria. 22E a neve, e o gêlo aturavam a violência do fogo e não se derretiam: Para que soubessem que destruia os frutos dos inimigos um fogo, que ardia no meio da saraiva e que cintilava por entre a chuva. 23Mas êste fogo, para que fôssem sustentados os justos, como que abandonou a sua própria fôrça. 24Porque a criatura, servindo-te a ti seu Criador, se inflama para atormentar os injustos: E se torna mais benigna para fazer bem a favor daqueles que em ti confiam. 25Por causa disto ela, transformada de tôdas as formas, servia à tua graça, que tudo sustenta, para satisfazer a vontade daqueles que de ti a desejavam: 26Para que soubessem os teus filhos, a quem amaste, Senhor, que não são os frutos, que a terra produz, os que sustentam aos homens: Mas que a tua palavra é a que conserva aquêles que em ti crerem. 27Porque o que pelo fogo não podia ser devorado, aquecido por um escasso raio do sol imediatamente se desfazia: 28Para que a todos fôsse notório que importa prevenir o nascer do sol para te bendizer, e que deve cada um adorar-te logo ao raiar da manhã. 29Porque a esperança do ingrato se derreterá como o gêlo do inverno, e se perderá como uma água inútil.

Sabedoria 17

1Grandes são pois, Senhor, os teus juízos, e inefá-, eis as tuas palavras: Por isso as almas indisciplinadas se desgarraram. 2Pois enquanto os iniguos se persuadem que podiam dominar a uma santa nação ligados com as prisões das trevas, e duma longa noite, encerrados em suas casas, ficaram os fugitivos da perpétua providência. 3E quando êles cuidam estarem escondidos na obscuridade dos seus pecados, foram dispersos com um véu tenebroso de esquecimento, horrendamente espavoridos, e com assombro excessivo perturbados. 4Pois nem a cova, em que estavam, os guardava sem temor: Porquanto baixando sôbre êles um certo estrondo os perturbava, e aparecendo-lhes vários espectros medonhos de pavor os combatiam. 5E verdadeiramente nenhuma atividade de fogo lhes podia dar luz, nem as puras chamas das estrêlas podiam esclarecer aquela horrorosa noite. 6Mas de repente lhes aparecia fuzilando um clarão de fogo, que infundia temor: E sobressaltados com o mêdo daquele objeto, que mal se divisava, julgavam serem mais formidáveis do que eram, as coisas que a seus olhos se ofereciam: 7Então é que todas as ilusões da arte mágica ficaram com ludíbrio desacreditadas, e a vanglória da sua sabedoria convencida com ignomínia. 8Porque os que prometiam expelir os temores, e turbações da alma desfalecida, êsses eram os que estavam ridiculamente languidos pelo espanto, que de todo os ocupava. 9Porquanto ainda que nenhum dos espectros os turbava: Assustados com a passagem dos animais, e com os silvos das serpentes, pereciam tremendo de mêdo: E recusando ver o ar, que ninguém de modo algum poderia evitar. 10Porque sendo medrosa a maldade, ela dá testemunho da sua condenação: Pois sempre uma consciência perturbada presume coisas cruéis. 11Pelo que o temor não é outra coisa mais do que a turbação da alma que se crê destituida de todo o socorro. 12E enquanto ela dentro em si tem menos esperança de auxílio, por mais formidável reputa aquela incóg-nita causa, que a atormenta. 13Aquêles pois que numa noite verdadeiramente irresistível, e vinda do mais baixo e profundo dos infernos, dormiam um mesmo sono, 14umas vêzes eram agitados pelo temor dos monstros, outras desmaiavam pelo desfalecimento do seu espirito: Porque os sobressaltava um repentino e não esperado temor. 15Depois disto se algum dêles tinha caído, ficava como prêso em um cárcere encerrado sem ferro. 16Porque se o que era camponês, ou pastor, ou O que se ocupava nos trabalhos do campo, tinha sido apanhado, sofria uma necessidade inevitável. 17Porque todos estavam ligados com uma mesma cadeia de trevas. Ou fôsse o vento quando assoprava, ou o suave canto dos passarinhos entre os espessos ramos das árvores, ou a violência da água correndo com ímpeto, 18ou o grande ruído que faziam as pedras, quando se precipitavam, ou a carreira dos animais que retouça-vam juntos, sem êles os poderem ver, ou a forte voz das feras que bramavam, ou O eco, que dos mais altos montes retumbava: Tudo isto lhes fazia ter mortais delíquios de temor. 19Porque todo o resto do mundo estava alumiado com uma clara luz, e se ocupava nos seus trabalhos sem impedimento algum. 20Mas sôbre êles só estava posta uma carregada noite, imagem das trevas, que lhes havia de sobrevir. Por onde êles a si mesmos eram mais insuportáveis do que as próprias trevas.

Novo TestamentoAp 3

Apocalipse 3

1Escreve. também ao anjo da Igreja de Sardes: Isto diz aquele que tem os sete espíritos de Deus e as sete estrêlas: Iu sei as tuas obras, que tens a reputação de que vives e tu estás morto. 2Sê vigilante, e confirma os restos que estavam para morrer. Pois que não acho as tuas obras completas diante do meu Deus. 3Lembra-te pois do que recebeste e ouviste, e guarda-o, e faze penitência. Porque se tu não vigiares, virei a ti como um ladrão, e tu não saberás a que hora eu virei a ti. 4Mas tens algumas pessoas em Sardes que não têm contaminado os seus vestidos: Os quais andarão comigo em vestiduras brancas, porque são dignos disso. 5Aquele que vencer, será assim, vestido de vestiduras brancas, e eu não apagarei o seu nome do livro da vida, e confessarei o seu nome diante de-meu Pai, e diante dos seus anjos. 6Aquele que tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas. 7Escreve também ao anjo da igreja de Filadelfia: Isto diz o santo, e o verdadeiro, que tem a chave de Davi, que abre e ninguém fecha: Que fecha e ninguém abre. 8Eu conheço as tuas obras. Eis aqui pus diante de ti uma porta aberta, que ninguém pode fechar: Porque tens pouca fôrça, e guardaste a minha palavra, e não tens negado o meu nome. 9Eis aqui apresentarei alguns da sinagoga de sa- 'tanás, e que dizem que são judeus, e não o são, mas men-tem: Eis aqui farei com que êles venham, e que se prostrem a teus pés. E êles conhecerão que eu te amei: 10Porque tu guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação, que virá a todo o Universo, para provar aos que habitam na terra. 11Vê, que venho logo: Guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa. 12Ao que vencer, fá-lo-ei coluna nd templo do meu Deus. e não sairá jamais fora: E escreverei sôbre êle o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do Céu vinda do meu Deus, 'e o meu novo nome. 13Aquele que tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às T grejas. 14Escreve igualmente ao Anjo da Igreja de Laodicéia: Isto diz aquele que é a mesma verdade, a testemunha fiel e verdadeira, o que é princípio da criatura de Deus. 15Seias tuas obras, que não é nem frio, nem quente; oxalá que tu fóras ou frio, ou quente. 16Mas porque tu és môrno, e nem és frio, nem quente, começar-te-ci a vomitar da minha bôca. 17Porque dizes: Rico sou pois, e estou enriquecido, e de nada tenho falta: E não conheces tu que és um coitado, e miserável, e pobre, e cego, e nu. 18Eu te aconselho a que me compres ouro retem-perado no fego para te fazeres rico, e te vestires de roupas brancas, e não se descubra a vergonha da tua desnudez, e unge os teus olhos com colírio para que vejas. 19Eu aos que amo, repreendo e castigo. Arma-te pois de zêlo, e faze penitência. 20Eis ai estou eu à porta, e bato: Se algum ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei eu em sua casa, e cearei com êle, e êle comigo. 21Aquele que vencer, eu o farei assentar comigo no meu Trono, assim como eu mesmo também depois que venci, me assentei igualmente com meu Pai no seu Trono. 22Aquele que te ouvidos; ouça o que o Espírito diz as Igrejas.

Salmos e ProvérbiosPr 26,22-28

Provérbios 26

22As palavras dos mexeriqueiros parecem singelas, mas elas penetram até o intimo das entranhas. 23Os lábios inchados juntos a um coração péssimo, são tanto monta como se quiseras adornar com prata baixa um vaso de barro. 24Pelos seus lábios se dá a conhecer o inimigo, quando no coração tramar enganos. 25Quando êle te falar num tom humilde, não te fies nêle, porque tem sete malícias no seu coração. 26Aquêle que oculta o seu ódio debaixo duma aparência fingida, será descoberta a sua malícia na assembléia pública. 27Aquêle que abre a cova, cairá nela: E a pedra virá rolando sôbre aquêle que boliu nela. 28A língua enganadora não ama a verdade: E a bôca lúbrica é causa de ruínas.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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