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Bíblia em um ano Dia 353/365

Dia 353

Eclo 16–18 · Ap 10 · Pr 28,16-22 · cerca de 13 min

  1. Antigo TestamentoEclo 16–18
  2. Novo TestamentoAp 10
  3. Salmos e ProvérbiosPr 28,16-22
Destaque da leitura de hoje“Aquêle que lavra a sua terra, terá fartura de pão: Mas o que ama a ociosidade, estará cheio de indigência.”Provérbios 28,19

Antigo TestamentoEclo 16–18

Eclesiástico 16

1Não te regozijes com os filhos ímpios se se multiplicam: Nem ponhas nêles a tua complacência, se nêles não há temor de Deus. 2Não te confies na sua vida, nem olhes para os seus trabalhos. 3Porque mais vale um temente a Deus do que mil, filhos ímpios. 4E mais útil é morrer sem filhos do que deixar filhos ímpios. 5Por um só homem de juízo será povoada a pátria, uma tribo de ímpios virá a ficar deserta. 6Eu vi com os meus olhos muitos exemplos dêstes, e com os meus ouvidos ouvi outros ainda maiores. 7O fogo acender-se-á no congresso dos pecadores, ea ira inflamar-se-á na gente incrédula.: 8Não obtiveram perdão dos seus pecados os antigos gigantes, que foram destruídos por confiarem na sua fortaleza: 9E Deus não perdoou à cidade, em que ló morava como estrangeiro, ce teve em execração os seus habitantes por causa da sua insolência. 10Êle não teve compaixão dêles, perdendo tôda esta nação, que até se elevava com vanglória nos seus pecados. 11Êle também da mesma sorte perdeu os seiscentos mil homens de pé, que conspiraram entre si na dureza do seu coração: E se um só fôra contumaz, seria grande maravilha, se tivesse ficado sem castigo: 12Porque a misericórdia e a ira sempre o acompanham. Êle é poderoso para perdoar, e também o é para derramar a sua ira: 13Os seus castigos igualam a sua misericórdia, êle julga o homem segundo as suas obras. 14Não escapará o pecador na sua rapina, e a paciência do que usa de misericórdia não tardará em ser recompensada. 15Tôda a ação de misericórdia fará colocar a cada um no seu lugar, segundo o merecimento das suas obras, e segundo a prudência com que êle tiver vivido como peregrino na terra. 16Não digas: Eu me furtarei aos olhos de Deus. E quem se lembrará de mim lá dos altos Céus? 17Eu não serei conhecido entre um grande povo: Pois que coisa é a minha alma entre o número sem número de tôdas as criaturas? 18Eis-aí que o céu e o céu dos céus, o abismo, e tôda a extensão da terra, e tudo o que neles se contém, tremerá à sua vista, 19os montes igualmente, e os outeiros, e os fundamentos da terra: Quando Deus lhes puser os olhos todos de tremor serão abalados. 20E no meio de tudo isto ainda está insensato O coração do homem: Porém todo o coração é entendido por Deus: 21E quem é o que compreende os seus caminhos e a tempestade, que o ôlho do homem nunca verá? 22Porque um avultadissimo número das suas obras são escondidas: Mas quem poderá exprimir as obras da sua justiça: Ou quem as poderá suportar? Porquanto os seus decretos estão longe de alguns, e o exame de tôdas as coisas é na consumação. 23O imprudente tem pensamentos vãos: E o homem indiscreto e extraviado pensa loucuras. 24Ouve-me, filho, e aprende a disciplina dos bons sentimentos, e está atento em teu coração às minhas palavras, 25e eu te darei documentos de equidade, e manifestar-te-ei os arcanos da sabedoria, e está atento às minhas palavras em teu coração, e já daqui te digo com retidão de espírito as virtudes, que desde o princípio tem Deus feito reluzir nas suas obras, e te declaro em verdade a sua ciência. 26Deus formou com sabedoria desde o princípio as suas obras e desde a sua mesma criação as distinguiu em partes, e as principais delas segundo as suas classes. 27Êle adornou para sempre as suas operações, nem elas têm desfalecido com fome, nem com algum cansaço, e não têm cessado jamais nos seus ofícios. 28Nem uma só de tôdas elas porá jamais a outra em apêrto. 29Não sejas incrédulo à palavra do Senhor. 30Depois disto olhou Deus para a terra, e a encheu dos seus bens. 31Assim o tem declarado tôda a alma vital ante a face da terra, e para a mesma outra vez será a sua tornada.

Eclesiástico 17

1Deus criou o homem de terra, e o formou segundo a sua imagem. 2E êle o fêz de novo converter depois na mesma terra, e o revestiu de fôrça segundo a sua natureza. 3Êle lhe constituiu o tempo, e o número dos seus dias, e lhe deu poder sôbre tudo o que há na terra. 4Êle o fêz ser temido de tôda a carne, e lhe deu o império sôbre os animais e sôbre as aves. 5Êle criou da sua mesma substância uma ajuda semelhante a êle: Deu-lhes discernimento, e língua, e olhos, e ouvidos, e espirito para cogitar: E encheu-os da luz da inteligência. 6Criou nêles a ciência do espírito, encheu de senso os seus corações, e mostrou-lhes os males e os bens. 7Pôs o seu ôlho sôbre os seus corações: Para lhes fazer ver as maravilhas das suas obras. 8E isto a fim de que êles com os seus louvores engrandecessem a santidade do seu nome: E de que o glorificassem por causa das suas maravilhas, de que publi-cassem a magnificência das suas obras. 9Acrescentou-lhes a disciplina, e deu-lhes em herança a lei da vida. 10Fêz com êles um pacto eterno, e lhes mostrou a sua justiça e os seus juízos. 11E com os seus próprios olhos viram eles as grandezas da sua glória, e seus ouvidos ouviram a majestade da sua voz, e êle lhes disse: Guardai-vos de tôda a iniquidade. 12E lhes ordenou que cada um deles tivesse cuidado -no seu próximo. 13Os caminhos dêles perante êle estão sempre, não foram nunca escondidos a seus olhos. 14Êle estabeleceu a cada nação seu príncipe, que a governasse: 15Mas Israel foi visivelmente a porção que Deus tomou para si. 16E tôdas as suas obras apareceram tão claramente diante de Deus como o sol: E os seus olhos se aplicam sem intermissão a considerar os seus caminhos. 17A sua aliança não ficou escurecida pela maldade dêles, e à vista de Deus foram patentes as suas iniquidades. 18A esmola do homem é diante do mesmo Deus como um sêlo, e êle conservará o bem-fazer do homem como a menina do ôlho: 19E levantar-se-á depois, e lhes dará a sua retribuição, conforme o próprio: merecimento de cada um, e precipitá-los-à até às partes interiores da terra. 20Aos penitentes porém concedeu êle o caminho da justiça, e confortou os pusilânimes para vencerem a tentação, e lhes destinou a sorte da verdade. 21Converte-te ao Senhor, e deixa os teus pecados: 22Faze as tuas deprecações ante a face do Senhor, e diminui os tropeços. 23Torna para o Senhor, e aparta-te da tua injustiça, e aborrece no extremo a execração: 24E conhece as justiças e os juízos de Deus e persevera na sorte que te foi proposta, na invocação do Deus Altíssimo. 25Vai incorporar-te na porção do século santo, com os vivos, e com os que dão louvor a Deus. 26Não te demores no êrro dos ímpios, e louva a Deus antes da morte. O louvor, depois do homem estar morto, fenece, tornando-se cómo num puro nada. 27Confessá-lo-ás vivendo, vivo e são confessarás. e louvarás a Deus, e te gloriarás nas suas misericórdias. 28Quão grande é a misericórdia do Senhor, e a sua piedade para com todos os que a êle se convertem! 29Porque nos homens não se pode achar tudo, visto que os filhos dos homens não são imortais, e que êles põem a sua complacência na vaidade da malícia. 30Que coisa há mais luminosa do que o sol? e contudo êle padecerá seus delíquios. Ou que coisa pior do que tudo quanto excogitou a carne e o sangue? e ainda assim esta malignidade será punida. 31O mesmo sol contempla o poder da elevação do Céu: Mas os homens todos não são mais do que terra e cinza.

Eclesiástico 18

1Aquêle que vive eternamente, criou tôdas as coisas juntas. Só o Senhor será reconhecido justo, e êle é o rei invencível que subsiste para sempre. 2Quem é capaz de contar miudamente as suas obras? 3Porquanto quem investigará as suas maravilhas? 4E quem declarará o poder da sua grandeza? ou quem empreenderá explicar a sua misericórdia? 5Não há que diminuir, nem que acrescentar, nem é possível alcançar as maravilhas de Deus. 6Quando o homem tiver acabado, então começará êle: E depois de se ter aplicado por muito tempo, o que daí lhe ficará, será um profundo espanto. 7Que é o homem, e para que presta êle? E que bem, ou que mal pode êle fazer? 8O número dos dias do homem: quando muito são cem anos: Êstes são reputados como uma gôta de água do mar: E assim como é um grão de areia, do mesmo modo são poucos os anos no dia da eternidade. 9Por isso é que o Senhor se mostra paciente com êles, e derrama sôbre êles a sua misericórdia. 10Êle viu a presunção do seu coração que é má, e conheceu a ruína dêles que é perversa. 11Por isso é que sôbre êles derramou as fontes da sua propiciação, e lhes mostrou o caminho da equidade. 12A misericórdia do homem tem por objeto o seu próximo: Mas a misericórdia de Deus estende-se a tôda a carne. 13Êle como cheio que é de comiseração, ensina, e castiga os homens como um pastor faz ao seu rebanho. 14Êle se compadece daquele que recebe a doutrina da sua misericórdia, e do que se dá pressa a se submeter aos seus mandamentos. 15Filho, no bem que fazes a outrem não dês motivo de queixa, e em tôda a tua dádiva não ocasiones tristeza com palavra má. 16Porventura o orvalho não refrigerarã o ardor da calma? Assim também vale mais a palavra doce do que a dádiva. 17Acaso não vês que a palavra se remonta sôbre' um bom dom? Mas uma e outra coisa anda com o homem justificado. 18O insensato improperará acremente, e o dom do indisciplinado faz mirrar os olhos. 19Trabalha por adquirir para ti a justiça antes que Julgues, e aprende antes que fales. 20Antes da enfermidade aplica a medicina, e pergunta-te a ti mesmo antes do juízo, e diante de Deus acharás propiciação. 21Humilha-te antes de caíres na doença, e mostra o teu bom modo de proceder no tempo da enfermidade. 22Nenhuma coisa te embarace orar sempre, e não te envergonhes de te justificar até à morte: Porque a recompensa de Deus dura para sempre. 23Prepara a tua alma antes da oração: E não sejas como um homem que tenta a Deus. 24Lembra-te da ira no dia da consumação, e do tempo da recompensa quando Deus voltar o rosto. 25Lembra-te da pobreza no tempo da abundância, e das necessidades da pobreza no dia das riquezas. 26Da manhã até à tarde se mudará' o tempo, e tudo isto se faz num momento aos olhos de Deus. 27O homem sábio andará com temor em tudo, e nos dias dos delitos se guardará da preguiça. 28Todo o homem astuto conhece a sabedoria, e dará louvor ao que a acha. 29Os homens sisudos nas palavras também obrarão efetivamente com sabedoria: E entenderão a verdade e a justiça, e derramarão como chuva provérbios e sentenças. 30Não te deixes ir atrás das tuas concupiscências, e aparta-te da tua própria vontade. 31Se tu condescenderes com a tua alma no que ela deseja, ela te fará ser o gosto dos teus inimigos. 32Não te comprazas de ir às assembléias de grande tumulto, nem ainda às pequenas: Porque ali são fre-arentes os pecados que se cometem. 33Não te reduzas a pobreza, pedindo' dinheiros a juro para contribuíres como os outros para banquetes, quando tu não tens nada na bôlsa: Porque assim tirarás com inveja a ti mesmo o meio de viver.

Novo TestamentoAp 10

Apocalipse 10

1Então vi outro Anjo forte, que descia do Céu, vestido duma nuvem, e com o arco-iris sôbre a sua cabeça, e o seu rosto era como o Sol, e os seus pés como colunas de fogo. 2E tinha na sua mão um pequeno livro aberto, e pôs o seu pé direito sôbre o mar, e o esquerdo sobre a terra. 3E gritou em alta voz, como um leão quando ruge. E depois que gritou, fizeram sete trovões soar as suas vozes. 4E como os sete trovões tivessem feito ouvir as suas vozes, eu me punha já a escrevê-las, mas ouvi uma voz do Céu, que me dizia: Sela as palavras dos sete trovões e não as escrevas. 5Eo Anjo que eu vira, que estava em pé sôbre o mar, e sôbre a terra levantou a sua mão para o Céu. 6E jurou por aquele que vive por séculos de séculos, que criou o Céu, e tudo o que nele há, e a terra, e tudo o que há nela, e o mar, e tudo o que nele há, jurou, digo: Que não haveria mais tempo. 7Mas nos dias da voz do. sétimo Anjo, quando começasse a soar a trombeta, se cumpriria o mistério de Deus, como êle o anunciou pelos profetas seus servos. 8E ouvi a voz do Céu, que falava outra vez comigo, e que dizia: Vai, e toma o livro aberto da mão do Anjo, que está em pé sôbre o mar, e sôbre a terra. 9E fui eu ter com o Anjo, dizendo-lhe que me desse o livro. E êle me disse: Toma o livro e come-o, e êle te causará amargor no ventre, mas na tua bôca será doce como mel. 10E tomei o livro da mão do Anjo, e traguei-o: E na minha bôca era doce como mel, mas depois que o traguei, êle me causou amargor no ventre. 11Então me disse: Importa que tu ainda profetes a muitas gentes, e povos, e homens de diversas línguas, e reis.

Salmos e ProvérbiosPr 28,16-22

Provérbios 28

16Um príncipe falto de prudência oprimirá a muitos pelas suas calúnias: Mas os dias do que aborrece a avareza, serão prolongados. 17Se o homem que por calúnia derrama o sangue de qualquer pessoa, fugir até se arremessar no fôsso, ninguém o sustém. 18Aquêle que anda em simplicidade, será salvo: O que anda por caminhos perversos, cairá por uma vez. 19Aquêle que lavra a sua terra, terá fartura de pão: Mas o que ama a ociosidade, estará cheio de indigência. 20O homem fiel será muito louvado: Mas o que dá pressa a se enriquecer, não será inocente. 21Aquêle que quando julga guarda respeito à pessoa, não faz bem: Um tal homem até desampara a verdade por um bocado de pão. 22O homem que se apressa por enriquecer, e tem inveja aos outros, não sabe que há-de vir sôbre êle a pobreza.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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