Dia 361
Eclo 38–39 · Ap 18,14-24 · Pr 30,19-26 · cerca de 12 min
Destaque da leitura de hoje“O caminho da águia no ar, o caminho da cobra sôbre a pedra, o caminho da nau no meio do mar, e o caminho do homem na sua mocidade.”Provérbios 30,19
Antigo TestamentoEclo 38–39
Eclesiástico 38
1Honra ao médico por causa da necessidade: Porque o Altíssimo é quem o criou. 2Porque tôda a medicina vem de Deus, e ela receberá do rei donativos. 3A ciência do médico exaltará a sua cabeça, e será louvado na presença dos magnates. 4O Altíssimo é o que produziu da terra todos os medicamentos, e o homem prudente não lhes terá opo-sição. 5Porventura não foi por meio dum lenho que se tornou doce a água amargosa? 6Ao conhecimento dos homens pertence a virtude daqueles, e o Altíssimo deu aos mencionados homens ciência, para ser por êles honrado nas suas maravilhas. 7Curando com êstes mitigará a dor, e o boticário fará perfumes suaves e comporá ungiientos saudáveis, e não terão fim as suas obras. 8Porque a paz de Deus se estende sôbre a face da terra. 9Filho, não te desprezes a ti mesmo na tua enfermidade, mas faze oração ao Senhor e êle te curará. 10Aparta-te do pecado, e endireita as tuas mãos, e purifica o teu coração de todo o delito. 11Oferece um cheiro suave, e a flor da farinha em memória, e faze pingue a tua oblação, e dá lugar ao Médico: 12Porque o Senhor é quem o criou: E não se aparte de ti, porque te é necessária a sua assistência. 13Porque lá vem tempo em que te chegue a ocasião de cair nas mãos deles: 14E êles mesmos rogarão ao Senhor que lhes dis-ponha o seu alívio, e saúde, para a convivência dêles mesmos. 15Aquêle que peca na presença de quem o criou, virá a cair nas mãos do médico. 16Filho, derrama lágrimas sôbre o morto, e começa a chorar como quem recebeu um grande golpe, e enterra o seu corpo segundo o juízo, e não desprezes a sua sepultura. 17Toma por êle um dia nojo apertado na amargura da tua alma, para evitar a maledicência, é admite. consolação, atendendo aos efeitos da. tristeza, 18e toma êste nojo segundo o merecimento da pessoa, um dia, ou dois para não dares lugar à detração. 19Porque da tristeza se vem apressando a morte, e ela sufoca o vigor, e a melancolia do coração faz dobrar a cerviz. 20Enquanto o levam permanece a tristeza: E a vida do pobre é segundo o seu coração. 21Não entregues o teu coração à tristeza, mas lança-a fora de ti: E lembra-te dos novíssimos, 22não te esqueças dêles: Porque não há regresso algum, e nada aproveitarás a êle, e a ti mesmo farás um grave dano. 23Lembra-te do estreito juízo por onde já passei: Porque assim o será também o teu: Ontem por mim, e hoje por ti. 24No repouso do morto faze tu repousar a sua memória, e consola-te a respeito dêle pelo trânsito do seu espirito. 25A sabedoria dum doutor adquire-se no tempo do ócio: E o que menos se distrai com outra qualquer ocupação, alcançará a sabedoria: De que sabedoria será cheio 26o que pega no arado, e que faz timbre da aguilhada, com o ferrão dela pica os bois, e se ocupa em seus trabalhos, e cuja conversação é sôbre novilhos da raça de touros. 27Êle aplicará o seu coração a revolver os regos, e o seu desvêlo se empregará em engordar as vacas. 28Assim todo o oficial e mestre, que passa trabalhando a noite como o dia, o que grava as figuras dos sinetes, e que todo se cansa em as variar: Aplicará o seu coração a imitar a pintura, e à fôrça do seu desvêlo completará a obra. 29Assim o ferreiro assentado ao pé da bigorna, e considerando a sua obra de ferro: O vapor do fogo queimará as suas carnes e ali está lutando com o calor da frágua: 30De contínuo fere os seus ouvidos o estrondo do. martelo, e os seus olhos ao modêlo da obra se põem atentos: 31file aplicará o seu coração a completar as suas obras, e com o seu desvêlo as aformoseará dando-lhes a última perfeição. 32Assim o oleiro, que assentado junto da sua obra, dá voltas à roda com seus pés, o qual está num contínuo cuidado pela sua obra, e tudo quanto faz é com muita conta. 33Com seu braço dará forma ao barro, e ante seus pés domará a sua fôrça. 34Êle aplicará o seu coração a vidiar a obra perfeitamente, e com o seu desvêlo madrugará para limpar o forno. 35Todos êstes puseram a esperança na indústria das suas mãos, e cada um é sábio na sua arte. 36Sem todos êstes não se edifica uma cidade. 37Mas êles não habitarão, nem passearão, e não entrarão no Ajuntamento. 38Êles não se assentarão em cadeira de Juiz, e não entenderão as leis de justiça, nem farão patentes as regras da Moral, nem do direito, e não se acharão ocupados na inteligência das parábolas: 39Mas só manterão as coisas que enfim passam com o tempo, e a sua rogativa será sôbre a obra da própria arte, empregando todavia a sua alma, ce fazendo estudo na lei do Altíssimo.
Eclesiástico 39
1O sábio investigará a sabedoria de todos os antigos e fará o seu estudo nos profetas. 2Êle conservará no seu coração os ditames dos homens de grande nomeada, e ao mesmo tempo. entrará nas subtilezas das parábolas. 3Indagará o recôndito dos provérbios, e ocupar-se-á no mistério das parábolas. 4Exercitará o seu ministério no. meio dos grandes, e aparecerá diante dos que presidem. 5Passará à terra de nações estranhas: Porque assim fará tentativa dos bens e males que há entre os homens. 6Aplicará o seu coração a velar de madrugada ante o Senhor, que o criou, e na presença do Altíssimo fará as suas deprecações. 7Abrirá a sua bôca para orar, e pedirá perdão de seus pecados. 8Porque se o Senhor grande assim o quiser, enchê-lo-á do espírito de inteligência: 9E êle derramará as expressões da sua sabedoria como chuveiros, e na oração louvará ao Senhor.. 10E êle mesmo regulará o seu conselho, e instruções, e consultará nas suas dúvidas. 11Êle fará pública a doutrina que aprendeu, e gloriar-se-á na lei da aliança do Senhor. 12Uniformemente louvarão muitos a sita -sabedoria, e nunca jamais ficará no esquecimento. 13Não se perderá a sua memória, e o seu nome se repetirá de geração em geração. 14As nações relatarão a sua sabedoria, e a Igreja publicará o seu louvor. 15Se continuar a viver, deixará depois maior reputação do que mil outros: E se repousar, aproveitar-lhe-á isso mesmo. 16Ainda irei prosseguindo com a intimação de outros avisos: Porque estou cheio como de um furor. 17Em declarado tom êle me diz: Ouvi-me vós, que sois uma prosápia divina, e como rosal plantado sôbre as correntes das águas, frutificai. 18Difundi um cheiro de suavidade como o Líbano. 19Dai viçosas flores, como lírio, e rescendei fragrante cheiro, e vestidos de engraçados ramos, e entoai cantos de louvor, e bendizei ao Senhor nas suas obras. 20Exaltai o seu nome com magníficos elogios, e glorificai-o com a voz dos vossos lábios, e com cânticos de lábios, e com citaras, e eis-aqui como haveis de dizer nos vossos louvores: 21Tôdas as obras do Senhor são muito boas. 22Em virtude da sua palavra se susteve a água como em montões: E pelo império da voz da sua bôca ficou êste elemento contido bem como em receptáculos de águas: 23Porque à vista da sua ordem, se executa o que lhe apraz, e não há desfalque algum na saúde que êle dá. 24Presentes lhes são as obras de tôda a carne, é não há nada escondido a seus olhos. 25Com a vista êle tudo alcança num século a outro século, e nada é maravilhoso na sua presença. 26Não lhe é necessário dizer: Que é isto, ou que é aquilo? Porque tôdas as coisas se descobrirão a seu tempo. 27A sua bênção foi sempre como um rio que inun-dou: 28Bem como o dilúvio embriagou a terra, assim a ira dêle será a sorte das gentes que o não buscaram. 29Bem como êle converteu as águas em secura, e a terra ficou enxuta: E os caminhos que êle fêz se dirigiram à sua passagem: Assim os pecadores têm motivos de queda na sua ira. 30Como desde o princípio foram criados os bens para os bons, assim os bens e maies para os malvadis-simos. 31O essencial do que é necessário para a vida dos homens, é a água, o fogo, e O ferro, o sal, o leite, e o pão da flor da farinha, e o mel e os cachos de uvas, e o azeite, e o vestido. 32Como tôdas estas coisas são um bem para os santos, assim para os ímpios e pecadores elas igualmente se converterão em mal. 33Há uns espíritos que foram criados para a vingança, e que pelo furor em que ardem têm assentado a sua pesada mão em atormentar os maus: 34No tempo da consumação êles empregarão a sua denodada fôrça: Aplacarão o furor daquele que os criou. 35O fogo, a saraiva, a fome, e a morte, tôdas estas coisas foram criadas para vingança: 36Como também os dentes das feras, e os escorpiões, e as serpentes, e o montante que toma vingança dos ímpios para seu extermínio. 37Elas se saborearão nas ordens dele, e estarão prestes sôbre a terra para as ocasiões necessárias, e a seus tempos competentes não passarão em claro uma só palavra. 38Por isso é que eu desde o princípio estou confirmado nestes pensamentos, e os tenho meditado, e considerado, e deixado por escrito. 39Tôdas as obras do Senhor são boas, e tôda a criatura, chegada a sua hora, fará o seu dever. 40Não se pode dizer: Isto é pior que aquilo: Porque tôdas as coisas serão achadas boas a seu tempo. 41Assim que, já desde agora de todo o coração e com a bôca louvai todos juntos, e bendizei o Nome do Senhor.
Novo TestamentoAp 18,14-24
Apocalipse 18
14E os frutos do desejo da tua alma se retiraram de ti, e tôdas as coisas pingues, e formosas te têm faltado e não as acharão jamais. 15Os mercadores destas coisas, que se enriqueceram, estarão longe dela por medo dos tormentos dela, chorando e fazendo pranto. 16E dizendo: Ai, ai daquela grande Cidade, que estava coberta de linho finíssimo é de escarlata, e de grã, e que se adornava de ouro, e de pedras preciosas, e de pérolas. 17Que em uma hora têm: desaparecido tantas riquezas; e todos os pilotos, e todos os que navegam no mar, e os marinheiros, e quantos negoceiam sôbre o mar, estiveram ao longe.: 18E vendo o lugar do incêndio dela, clamaram, dizendo: Que Cidade houve semelhante a esta grande Cidade? 19E lançaram pó sôbre as suas cabeças, e fizeram alaridos; chorando e lamentando diziam: Ai, ai daquela grande Cidade, na qual se enriqueceram todos os que tinham navios no mar, dos preços dela; que em uma hora foi desolada. 20Exulta sôbre ela, ó Céu, e vós, Santos Apóstolos e Profetas: Porque Deus julgou a vossa causa, quanto a ela. 21Eitão um forte Anjo levantou em alto uma pedra, como uma grande mó de moinho, e lançou-a no mar, dizendo: Assim com êste ímpeto será precipitada aquela. grande Cidade de Babilônia, de sorte que ela se não achará jamais. 22E não se ouvirá mais em ti nem a voz de tocadores de cítara, nem de miúsicos, nem de trcadores de flauta e de trombêta: Nem se achará mais em ti artífice algum de qualquer mister que seja: Nem se tornará mais a ouvir em ti o ruído da mó: 23E não luzirá mais em ti a luz das lâmpadas: Nem se ouvirá mais em ti a voz do espôso e da espôsa: Porque os teus mercadores eram uns príncipes da terra, porque nos teus encantamentos erraram tôdas as gentes. 24E nela foi achado o sangue dos Profetas, e dos Santos: E de todos os que foram mortos sôbre a terra.
Salmos e ProvérbiosPr 30,19-26
Provérbios 30
19O caminho da águia no ar, o caminho da cobra sôbre a pedra, o caminho da nau no meio do mar, e o caminho do homem na sua mocidade. 20Tal é também o caminho da mulher adúltera, a qual come, e alimpando a sua bôca, diz: Eu não fiz mal nenhum. 21A terra estremece com três coisas, e a quarta não a pôde ela suportar: 22Com um escravo, quando êste reinar: Com um insensato, quando estiver farto de comer: 23Com uma mulher odiosa, quando um homem a receber: E com uma escrava, quando esta vier a ficar herdeira de sua senhora. 24Quatro coisas há na terra, que são muito pequenas, e que são mais sábias do que os mesmos sábios. 25As formigas, aquêle fraco povo, que faz o seu provimento durante a messe: 26Os coelhos, aquela débil tropa, que faz a sua habitação nos rochedos: