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Bíblia em um ano Dia 360/365

Dia 360

Eclo 35–37 · Ap 18,1-13 · Pr 30,14-18 · cerca de 12 min

  1. Antigo TestamentoEclo 35–37
  2. Novo TestamentoAp 18,1-13
  3. Salmos e ProvérbiosPr 30,14-18
Destaque da leitura de hoje“A misericórdia de Deus é recebida com alegria no tempo da tribulação, como a nuvem que se desfaz em chuva no tempo da sêca.”Eclesiástico 35,26

Antigo TestamentoEclo 35–37

Eclesiástico 35

1Aquêle que observa a lei multiplica as oblações. 2É um sacrifício saudável estar atento aos mandamentos, e apartar-se de tôda a iniquidade. 3E o retirar-se da injustiça é como oferecer propiciação de sacrifício pelas injustiças, e fazer uma deprecação pelos pecados. 4Aquêle que oferece a flor da farinha, recompensará o benefício: E o que exercita a misericórdia, oferece um sacrifício. 5É mui agradável ao Senhor o retirar-se da iniquidade: E é uma deprecação pelos pecados o retirar-se da injustiça. 6Não aparecerás com as mãos vazias diante do Senhor. 7Porque tôdas estas coisas se fazem por causa do mandamento de Deus. 8A oblação do justo faz pingue o altar, e é um cheiro de suavidade em presença do Altíssimo. 9O sacrifício do justo é aceito, e o Senhor não perderá a memória dêle. 10O De bom ânimo tributa glória a Deus: E não diminuas as primícias de tuas mãos. 11Em tôda a oferta mostra o teu rosto aprazível, e santifica os teus dízimos com regozijo. 12Dá ao Altíssimo segundo o que êle te tem dado, e oferece-lhe com bons olhos do que tiver adquirido a indústria das tuas mãos: 13Porque o Senhor é remunerador, e te recompensará isso tudo sete vêzes em dôbro. 14Não queiras oferecer-lhe donativos defeituosos, porque os não receberá. 15E não queiras pôr os olhos num sacrifício injusto, porque o Senhor é o Juiz, e não há para com êle respeito de pessoa. 16O Senhor não fará acepção de pessoa contra o pobre, e êle atenderá a deprecação do ofendido. 17Não desprezará os rogos do órfão: Nem a viúva, se derramar voz de gemido. 18Acaso não correm as lágrimas em fio à viúva pelas" faces abaixo, e não clama ela contra aquêle que lhas faz derramar? 19Porque elas do rosto da viúva sobem até o Céu, e o Senhor que a ouve não gostará de a ver chorar. 20Aquêle que adora a Deus com boa vontade, será dêle amparado, e a sua deprecação chegará até às nuvens: 21A oração do que se humilha, penetrará as nuvens e não se consolará enquanto lá não chegar: E não se retirará até que o Altíssimo ponha nêle os olhos. 22E o Senhor não deferirá o despacho por muito tempo, mas êle tomará a defensa dos justos, e lhes fará Justiça: E o fortíssimo não usará mais a respeito dêles da sua longa paciência, para quebrantar o-seu espinhaço: 23E às nações corresponderá com a sua vingança até desfazer a plenitude dos soberbos: E quebrar os ceptros dos iníquos: 24Até retribuir aos homens segundo as suas ações, é segundo as obras de Adão, e segundo a presunção dele mesirio, 25até fazer justiça ao seu povo, e assim encherá de alegria os justos com a sua misericórdia. 26A misericórdia de Deus é recebida com alegria no tempo da tribulação, como a nuvem que se desfaz em chuva no tempo da sêca.

Eclesiástico 36

1Tem piedade de nós, Deus de todas as coisas, e volta para nós os teus olhos, e mostra-nos a luz das tuas misericórdias: 2E espalha o teu temor sôbre as nações, que te não buscaram, para que elas se desenganem que não há outro Deus senão tu, e publiquem as tuas grandes maravilhas. 3Levanta a tua mão: sôbre as nações estranhas, para que experimentem o teu poder. 4Porque assim como tu diante deles tens sido santificado em nós, assim também diante de nós serás engrandecido nêle. 5Para que tenham de ti o devido conhecimento, assim como também nós temos conhecido que fora de ti, Senhor. não há outro Deus. 6Renova os teus prodígios, e faze novas maravilhas. 7Glorifica a tua mão, e o teu braço direito. 8Excita o teu furor, e derrama a tua ira. 9Destrói ao adversário, e aflige ao inimigo. 10Apressa o tempo, lembra-te do fim, para que os homens publiquem as tuas maravilhas. 11Na voracidade das chamas consumido seja o que fica salvo: E os que tiranizam o teu povo, caiam. na perdição. 12Quebra a cabeça. aos chefes dos inimigos; que dizem: Não há outro fora de nós. 13Ajunta tôdas as tribos de Jacó: Para que elas conheçam que não há outro Deus senão tu, e contém a grandeza das tuas maravilhas: E tu os herdarás, como desde o princípio. 14Tem misericórdia do teu povo, que foi apelidado do teu nome: E de Israel, a quem tu tens tratado como. a teu primogênito. 15Tem compaixão de Jerusalém, cidade da tua santificação, cidade do teu repouso. 16Enche a Sião das tuas palavras inefáveis, e ão teu povo da tua glória. 17Dá testemunho àqueles que desde o princípio são tuas criaturas e verifica as predições, que em teu nome proferiram os primeiros profetas. 18Dá o merecido galardão aos que te esperam com paciência, para que os teus profetas sejam achados fiéis: E atende às orações dos teus servos, 19segundo a bênção de Aarão sôbre o teu povo, e encaminha-nos pela estrada da justiça, e saibam todos os que habitam a terra que tu és o Deus inspetor dos séculos. 20O estômago receberá tôda a casta de viandas, mas entre os alimentos um é melhor do que outro. 21O paladar discerne pelo gôsto as carnes da mon-taria, e o coração ilustrado, as palavras mentirosas. 22O coração depravado causará tristeza, e o homem experimentado lhe resistirá. 23A mulher tomará por espôso a qualquer varão, mas entre as filhas uma é melhor que outra. 24A formosura da mulher alegra o rosto de seu marido e lhe insinua um desejo superior a tôda a concupiscência do homem. 25Se a sua língua é de saúde, se é também de brandura e de condolência: O marido dela não tem comparação alguma com os filhos dos homens. 26O que possui uma mulher boa dá princípio a uma possessão: Nela tem um ajutório que lhe é semelhante, e uma coluna como firme descanso. 27Onde não há sebe, será roubada a fazenda: E onde não há mulher suspira o homem na indigência. 28Quem é que se fia daquele que não tem ninho e que faz noite onde quer que ela o haja colhido, como salteador escoteiro, que andando a: monte vagueia de cidade em cidade?

Eclesiástico 37

1Todo o amigo dirá: Eu também tenho contraido amizade. Mas há um amigo que só é amigo no nome. Acaso não é esta uma tristeza que dura até à morte? 2Ora um companheiro e amigo se converterá em inimigo. 3O” perversissima invenção! De onde tomaste tu a tua origem para vires cobrir a terra de tal malícia, e da tua perfídia? 4O companheiro alegra-se com o amigo nas ocasiões de prazer, e no tempo da tribulação será seu adversário. 5Um companheiro se condói do seu amigo por causa do ventre, e contra o inimigo embraçará o escudo. 6Não apagues dentro do teu coração a memória do teu amigo, e não te faças esquecido dêle no meio das tuas riquezas. 7Não queiras tomar conselho com aquêle que te arma. traições, e esconde o teu desígnio dos que te têm inveja. 8Todo homem consultado dá o seu conselho, mas há conselheiro que só atende a si mesmo. 9Guarda a tua alma do conselheiro: Informa-te primeiro sôbre qual seja a sua necessidade: Porque até êle mesmo dentro no seu coração estenderá o pensamento à própria conveniência: 10Para que não suceda, talvez. que finque na terra uma estaca, e te diga: 11O teu caminho é bom: E ao mesmo tempo se ponha da outra parte para ver o que te acontece. 12Vai tratar de santidade com um homem sem religião, e com um injusto sobre a justiça, e com uma mulher sôbre outra de quem ela tem ciúme: Com o covar-de a respeito da guerra: Com o negociante acêrca do tráfico das mercadorias, com o comprador sôbre a venda, com o homem invejoso sôbre o mostrar-se agradecido, 13com o ímpio sôbre a piedade, com o desonesto sobre a honestidade, com o operário do campo sôbre qualquer trabalho, 14com o jornaleiro por ano sôbre a obra que se há-de concluir no tal ano, com o servo preguiçoso a respeito da muita lida: Não atendas a êstes em nenhum dos mencionados conselhos. 15Mas acha-te de continuo com o varão santo, qualquer que tu conheceres que observa o temor de Deus, 16cuja alma é segundo a tua alma: E que se condoerá de ti, quando andares titubeando em trevas. 17Forma dentro de ti um coração de bom conselho: Pois não tens outra coisa de maior preço do que êle. 18A alma dum homem santo descobre algumas vêzes melhor a verdade, do que sete sentinelas assentadas no alto para atalaiar o que se passa. 19Mas em tôdas estas coisas, pede ao Altíssimo que dirija o teu caminho em verdade. 20Antes de tôdas as tuas obras vá adiante de ti a palavra verídica, e antes de tôda a ação um conselho estável. 21Uma palavra má transtornará o coração: Dele nascem quatro coisas, o bem e o mal, a vida e a morte, e sôbre elas quem domina de continuo é a língua. Há homem sagaz que ensina a muitos, e para a sua alma é inútil. 22Um homem perito instruiu a muitos, e para a sua alma é suave. 23Aquêle que usa duma linguagem sofística, é digno de que o aborreçam: Êste tal em tôda a coisa ficará defraudado. 24Não lhe foi dada pelo Senhor a graça: Pois se acha destituído de tôda a sabedoria. 25É sábio o que sabe para a sua alma: E o fruto da sua sabedoria é louvável. 26O homem sábio instrui o seu povo e os frutos da sua sabedoria são fiéis. 27O homem sábio cheio será de bênçãos, e louvá-lo-ão os que o virem. 28À vida do homem se encerra num certo número de dias: Porém os dias de Israel são inumeráveis. 29O sábio adquirirá para si honra entre o povo, e o seu nome viverá eternamente. 30Filho, prova a tua alma na tua vida: E se ela fôr má, não lhe dês liberdade: 31Porque nem tôdas as coisas convêm a todos, nem a tôda a alma agrada o exercício das mesmas coisas. 32Não queiras ser glutão em banquete algum, e não te lances a todos os pratos: 33Porque nas muitas viandas estará a doença, e a glutoneria chegará até à cólera. 34Por causa da intemperança morreram muitos: Porém o que é abstinente acrescentará a vida.

Novo TestamentoAp 18,1-13

Apocalipse 18

1E depois disto vi descer do Cén outro Anjo, que tinha um grande poder: E a terra foi iluminada da sua glória. 2E exclamou fortemente, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia: E se converteu em habitação de demônios, e em retiro de todo o espírito imundo, e em guarida de tôda a ave hedionda e abominável. 3Porque tôdas as nações beberam do vinho da ira da sua prostituição: E os reis da terra se corromperam com ela: E os mercadores da terra se fizeram ricos. com o excesso das suas delícias. 4Depois ouvi outra voz do Céu, que dizia: Saí dela, povo meu: Para não serdes participantes dos seus delitos, e para não serdes compreendidos nas suas pragas. 5Porque os seus pecados chegaraim até ao Céu, e o Senhor se lembrou das suas iniquidades. 6Tornai-lhe assim como ela também vos tornou: E pagai-lhe em dôbro, conforme as suas obras: No cálice que ela vos deu a beber, dai-lhe a beber dobrado. 7Quanto ela se tem glorificado e tem vivido em deleites, tanto lhe dai de tormento e pranto: Porque diz no seu coração: Eu estou assentada como Rainha: E não sou viúva: E não verei o pranto. 8Por isso num mesmo dia virão as suas pragas, a: morte, e o pranto, e a fome, e ela será abrasada em fogo: Porque é forte o Deus que a há de julgar. 9E chorarão, e ferirão os peitos sobre ela os reis da terra, que fornicaram com ela, e viveram em deleites, quando êles virem o fumo do seu incêndio: 10Estando longe por mêdo dos tormentos dela, dirão: Ai, ai daquela grande cidade de Babilônia, aquela.cidade forte: Porque num momento veio a tua condenação. 11E os negociantes da terra chorarão, e se lamentarão sôbre ela: Porque ninguém comprará mais as suas mercadorias: 12Mercadorias de ouro, e de prata, e de pedras preciosas, e de pérolas, e de linho finíssimo, e de escarlata, e de séda, e de grã, e tôda a madeira odorifera, e todos os móveis de marfim, e todos os móveis de pedras preciosas, e de cobre, e de ferro, e de mármore. 13E de cinamomo, e de cheiros, de bálsamos, e de incenso, e de vinho, e de azeite, e de flor da farinha, e de trigo, e de bêstas de carga, e de ovelhas, e de cavalos, e de carroças, e de escravos, e de almas de homens.

Salmos e ProvérbiosPr 30,14-18

Provérbios 30

14Há uma progênie, que em lugar de dentes tem espadas, e mastiga com os seus queixais, para devorar os que não têm nada na terra, e que são pobres entre os homens. 15Duas são as filhas da sanguessuga, que dizem: Traze, traze. Há três coisas, que são insaciáveis, e uma quarta que nunca diz: Basta. 16O inferno, e a bôca da madre, e a terra, que se não farta de água: Do mesmo modo o fogo nunca diz: Basta: 17Quanto ao ôlho do que escarnece de seu pai, e do que despreza a paridura de sua mãe, arranquem-no os corvos, que andam à borda das torrentes, e comam-no os filhos da águia. 18Três coisas me são dificultosas de entender, e uma quarta eu a ignoro inteiramente:

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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