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Bíblia em um ano Dia 10/365

Dia 10

Gn 25–26 · Mt 8 · Sl 9,1-9 (9–10) · cerca de 13 min

  1. Antigo TestamentoGn 25–26
  2. Novo TestamentoMt 8
  3. Salmos e ProvérbiosSl 9,1-9 (9–10)
Destaque da leitura de hoje“Eu te glorificarei, Senhor, com todo o meu coração, cantarei tôdas as tuas maravilhas.”Salmo 9,2 (9–10)

Antigo TestamentoGn 25–26

Gênesis 25

1Pelo tempo adiante tomou Abraão outra mulher chamada Cetura, 2a qual lhe pariu a Zamran, a Jecsan, a Madan, a Madian, a Jescó, e a Sué. 3Jecsan gerou a Saba, e a Dadan. Os filhos de Dadan foram Assurim, Latusim, e Loomim. 4De Madian saiu Efa, Ofer, Enoc, Abida, e. Eldáa. Todos êstes foram filhos de Cetura. 5Abraão deu a Isaac todos os seus bens, 6e fêz em sua vida presentes aos filhos das suâs concubinas, e os separou de seu filho Isaac, e os fêz ir para as partes do Oriente. 7E tendo Abraão vivido cento setenta e cinco anos, 8morreu de puro desfalecimento numa ditosa velhi- 'ce, numa idade mui avançada, e bem farto de viver; e foi unir-se ao seu povo. 9Isaac, e Ismael, seus filhos, o sepultaram na caverna de dois repartimentos, que era no campo de Efron, filho de Seor o Heteu, defronte de Mambre, 10a qual Abraão tinha comprado aos filhos de Het. Eis-aqui onde êle foi enterrado, como tinha sido Sara sua mulher. 11Depois da morte de Abraão abençoou Deus a Isaac seu filho, que habitava perto do Poço chamado do que vive, e do que vê. 12Eis-aqui a lista dos filhos de Ismael, filho de Abraão, e de Agar egiptana, escrava de Sara. 13E eis-aqui os nomes, que os filhos de Ismael deixaram aos seus descendentes. O primogênito de Ismael foi Nabajot, os outros foram Cedar, Abdeel, Mabsão, 14Masma, Duma, Massa, 15Hadar, Tema, Jetur, Náfis, e Cedma. 16Êstes são os filhos de Ismael, e êstes nomes, que êles deram aos seus castelos, e às suas cidades, tendo sido doze príncipes, chefes de outras tantas tribos. 17O tempo da vida de Ismael foram cento e trinta e sete anos; e, como lhe faltassem as forças, morreu, e foi unir-se ao seu povo. 18Êle habitou no país, que corre desde Hevilat até Sur, que olha para a banda do Egito, sôbre o caminho, que leva para os assírios; e morreu achando-se presentes todos os seus irmãos. 19Eis-aqui também qual foi a genealogia de Isaac, filho de Abraão. Abraão gerou a Isaac. 20Isaac, tendo quarenta anos, casou com Rebeca, filha de Batuel o assírio de Mesopotâmia, e irmã de Labão. 21Orou Isaac ao Senhor por sua mulher, porque ela era estéril; e o Senhor o ouviu, dando a Rebeca virtude de conceber. 22Mas os dois meninos, de que ela estava pejada, lutavam um contra o outro. E ela disse: Se assim tinha de ser, que necessidade havia que eu concebesse? Foi pois consultar o Senhor, 23o qual lhe respondeu: Duas nações estão no teu ventre, e dois povos sairão de ti. Um destes povos vencerá o outro, e o mais velho vencerá o mais moço. 24Chegado que foi o tempo de parir, achou-se ela mãe de dois gêmeos. 25O que saiu primeiro era todo vermelho e todo peludo; e foi-lhe pôsto o nome de Esaú. Saiu logo o outro, sustendo com a mão o pé do irmão; pelo que o chamaram Jacó. 26Tinha Isaac sessenta anos, quando lhe nasceram êstes dois filhos. 27Depois que êles foram grandes Esaú saiu um destro caçador; e exercitou a lavoura. Jacó porém era um homem simples, e vivia em casa. 28Isaac amava a Esaú, porque comia do que êle lhe trazia da caça: e Rebeca amava a Jacó. 29Um dia tendo Jacó feito cozer um prato de lentilhas, chegou Esaú do campo muito fatigado, 30e disse a Jacó: Dá-me dessa comida avermelhada, porque me sinto em extremo cansado. Por esta razão é que lhe foi pôsto o nome de Edom. 31Respondeu-lhe Jacó: Vende-me tu o teu direito de primogenitura. 32Continuou Esaú: Eu me sinto morrer: de que me servirá o meu direito de primogenitura? 33Pois jura-mo, lhe disse Jacó. Jurou-lho Esaú, e vendeu-lhe o seu direito de primogenitura. 34E assim tendo tomado do pão, e daquele prato de lentilhas, comeu, e bebeu, e depois foi-se, dando-se-lhe bem pouco de ter vendido o seu direito de primogenitura.

Gênesis 26

1Ora na terra houve uma grande fome, depois da que tinha havido em tempo de Abraão, e Isaac partiu para Abimelec rei dos palestinos, que habitava na cidade de Gérara. 2Porque o Senhor lhe tinha aparecido, e lhe tinha dito: Não desças ao Egito, mas fica na terra, que eu te direi, 3e passa lá algum tempo como estrangeiro. Eu serei contigo, e te abençoarei; porque eu darei aos teus descendentes todos êstes países, e cumprirei o juramento, que fiz a Abraão teu pai: 4Multiplicarei a tua raça como as estrelas do céu, e darei à tua posteridade tôdas estas terras, que vês; e tôdas as nações da terra serão -benditas naquele, que sairá de ti; 5pois que Abraão obedeceu à minha voz; e observou os meus preceitos, e as minhas ordenações, as minhas cerimônias, e as leis. 6Ficou pois Isaac em Gérara. 7E como os habitantes daquele país lhe perguntassem, que coisa lhe era Rebeca, êle lhes respondeu: É minha irmã. Porque temeu confessar-lhes que era sua mulher, pelo receio que tinha não o matassem, por causa da beleza da esposa. 8Como Isaac se demorou naquela cidade largo tempo, aconteceu que olhando uma vez Abimelec rei dos palestinos pela janela, viu que Isaac estava brincando com Rebeca sua mulher. 9E tendo-o mandado chamar, lhe disse: Está visto que ela é tua mulher. Por que mentiste tu, dizendo que era tua irmã? Respondeu Isaac: Tive mêdo me matassem por causa dela. 10Replicou Abimelec: Por que nos enganaste em semelhante matéria? Podia muito bem suceder, que algum do povo abusasse de tua mulher, e então imputar-nos-ias tu a nós esse grande pecado. Depois mandou passar esta ordem por todo o povo: 11Todo aquêle, que tocar a mulher deste homem, será punido de morte. 12Ora Isaac tendo semeado naquela terra, colheu no mesmo ano cento por um: porque o Senhor o abençoou. 13Ia enriquecendo, e os seus bens se aumentavam, e cresciam cada vez mais, de sorte que veio a ser muito possante. 14Tinha também muitos rebanhos de ovelhas e muitas manadas de bois, com muitos servos, e servas. Do que tendo-lhe os palestinos inveja, 15êles lhe entupiram todos os poços, que os escravos de seu pai Abraão tinham aberto, e os atulharam de terra. 16O mesmo Abimelec chegou a dizer a Isaac: Retira-te de viveres aqui conosco; pois que te tens feito muito mais poderoso do que nós. 17Isaac pois, deixando aquela terra, veio para a torrente de Gérara para ali habitar. 18Fêz despejar novamente outros poços, que os servos de seu pai ali tinham aberto, e que os filisteus depois da sua morte haviam também entupido: e pôs-lhes os mesmos nomes, que seu pai lhes havia pôsto antes. 19Cavaram também de novo no fundo da torrente, e acharam água viva. 20Mas ainda nesta ocasião houve contenda entre os pastores de Gérara, e os de Isaac, sustentando os primeiros que a água era sua. Por isso chamou Isaac a êste poço Calúnia, atendendo ao que lhe tinha acontecido. 21Abriu êle ainda outro, que foi uma nova ocasião de rixa: e Isaac o chamou Inimizade. 22Partido dali, abriu outro poço, acêrca do qual não houve contestação nenhuma. Por isso o chamou Isaac Largura, dizendo: Agora nos pôs o Senhor ao largo, e nos fêz crescer na terra. 23Dali voltou Isaac para Bersabé. 24E na noite seguinte lhe apareceu o Senhor, e lhe disse: Eu sou o Deus de Abraão teu pai, não temas, porque eu sou contigo. Eu te abençoarei, e eu multiplicarei a tua posteridade, em atenção a Abraão meu servo. 25Erigiu Isaac pois um altar naquele sítio; e tendo invocado o nome do Senhor, pôs a sua tenda, e mandou aos seus servos, que abrissem ali um poço. 26E como Abimelec e Ocozat seu amigo, e Ficol, general do seu exército, tivessem vindo de Gérara àquele lugar, 27Isaac lhes disse: A que viestes vós aqui ver um homem, que vós aborreceis, e que vós expulsastes da vossa companhia? 28Êles lhe responderam: Reparamos que o Senhor é contigo, e por isso dissemos: Façamos aliança recíproca, e tu promete-nos com juramento, 29que nos não hás-de fazer mal nenhum, assim como nós te não temos feito coisa, que te pudesse ofender; mas nós te despedimos em paz, cheio da bênção do Senhor. 30Isaac pois lhes deu um banquete; e depois de terem comido, e bebido, 31levantaram-se pela manhã, e juraram aliança entre si, Isaac lhes disse adeus; e êles voltaram em paz para sua casa. 32No mesmo dia vieram dizer a Isaac os seus servos, que êles tinham achado água no poço, que haviam aberto. 33Pelo que chamou Isaac a êste poço Abundância; e à cidade foi pôsto o nome de Bersabé, que ela conserva até o dia de hoje. 34Esaú tendo quarenta anos, tomou por mulheres a Judite filha de Beeri Heteu, e a Basemate filha de Elon, do mesmo país; 35ambas as quais deram muitos desgostos a Isaac, e a Rebeca.

Novo TestamentoMt 8

Mateus 8

1E depois que Jesus desceu do monte, foi muita a gente do povo que o seguiu: 2E eis-que vindo um leproso, o adorava, dizendo: Se tu queres, Senhor, bem me podes limpar. 3E Jesus estendendo a mão, tocou-o, dizendo: Pois eu quero. Fica limpo. E logo ficou limpa tôda a sua lepra. 4Então lhe disse Jesus: Vê não o digas a alguém: Mas vai, mostra-te ao sacerdote, e faze a oferta que ordenou Moisés, para lhes servir de testemunho a êles. 5Tendo porém entrado em Cafarnaum, chegou-se a êle um centurião, fazendo-lhe esta súplica, 6e dizendo: Senhor, o meu criado jaz em casa doente de uma paralisia, e padece muito com ela. 7Respondeu-lhe então Jesus: Eu irei, e o, curarei. 8E respondendo o centurião, disse: Senhor, eu não sou digno de que entres na minha casa: Porém manda-o só com a tua palavra, e o meu criado será salvo. 9Pois também eu sou homem sujeito a outro, que tenho soldados às minhas ordens e digo a um: Vai acolá, e êle vai: E a outro: Vem cá, e êle vem: E ao meu servo: Faze isto, e êle o faz. 10E Jesus, ouvindo-o assim falar, admirou-se e disse para os que o seguiam: Em verdade vos afirmo, que não achei tamanha fé em Israel. 11Digo-vos, Pegém, que virão muitos do Oriente, e do Ocidente, e que terão lugar com Abraão, e Isaac e Jacó no reino dos Céus. 12Mas que os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores: Ali haverá chôro, e ranger de dentes. 13Então disse Jesus ao centurião: Vai, e faça-sete segundo tu crêste. E naquela mesma hora ficou são o criado. 14E tendo chegado Jesus à casa de Pedro, viu que a sogra dele estava de cama, e com febre: 15E tocou-lhe na mão, e a febre a deixou, e ela se levantou, e se pôs a servi-los. 16Sôbre a tarde porém lhe puseram diante muitos endemoninhados: E êle com a sua palavra expelia os espíritos: E curou todos os enfermos: 17Para se cumprir o que estava anunciado pelo profeta Isaías, que diz: Êle mesmo tomou as nossas enfermidades: E carregou com as nossas doenças. 18Ora vendo-se Jesus rodeado de muito povo, mandou-lhes que passassem para a banda dalém do lago. 19Então chegando-se a êle um escriba, lhe disse: Mestre, eu seguir-te-ei para onde quer que fôres. 20Ao que Jesus lhe respondeu: As rapôsas têm covas, e as aves do Céu, ninhos: Porém o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça. 21E outro de seus discípulos lhe disse: Senhor, deixa-me ir primeiro a enterrar meu pai. 22Mas Jesus lhe respondeu: Segue-me e deixa que os mortos sepultem os seus mortos. 23E entrando êle numa barca, o seguiram seus discípulos: 24E eis-que sobreveio no mar uma grande tempestade, de modo que a barca se cobria das ondas, e entretanto êle dormia. 25Então se chegaram a êle seus discípulos, e o acordaram, dizendo: Senhor, salva-nos, que perecemos. 26E Jesus lhes disse: Por que temeis, homens de pouca fé? E levantando-se, pôs preceito ao mar, e aos ventos, e logo se seguiu uma grande bonança. 27E os homens se admiraram, dizendo: Quem é este que os ventos e o mar lhe obedecem? 28E quando Jesus passou à outra parte do lago, ao pais dos gerasenos, vieram-lhe ao encontro dois endemoninhados, que saiam dos sepulcros, em extremo furiosos, de tal maneira que ninguém ousava passar por aquêles caminhos. 29E gritaram logo ambos, dizendo: Que temos nós contigo, Jesus, Filho de Deus? Vieste aqui atormentar-nos antes de tempo? 30Ora em alguma distância dêles andava uma manada de muitos porcos pastando. 31E os demônios o rogavam, dizendo: Se nos lanças daqui, manda-nos para a manada dos porcos. 32E êle lhes disse: Ide. E saindo êles se foram aos porcos, e no: mesmo ponto tôda a manada correu impetuosamente por um despenhadeiro a precipitar-se no mar: E morreram afogados nas águas. 33E os pastôres fugiram: IE vindo à cidade, contaram tudo, e o sucesso dos que tinham sido endemoninhados. 34E logo tôda a cidade saiu a encontrar-se com Jesus: E quando o viram, pediram-lhe que se retirasse do seu têrmo.

Salmos e ProvérbiosSl 9,1-9 (9–10)

Salmo 9 (9–10)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 9–10.

1Ao regente do côro, no tom de Mouih Labbcn (morte do filho?) salmo de Davi. 2Eu te glorificarei, Senhor, com todo o meu coração, cantarei tôdas as tuas maravilhas. 3Alegrar-me-ei, e regozijar-me-ei em ti: Cama-rei o teu nome, ó Altíssimo. 4Porque fizeste pôr em fugida ao meu inimigo: Serão debilitados, e perecerão diante de ti. 5Porque julgaste e defendeste a minha causa: Assentaste-te sôbre o trono tu que julgas segundo a justiça. 6Tu repreendeste as nações, e o ímpio pereceu: Apagaste o nome dêle para sempre, e por todos os séculos dos séculos. 7As espadas do inimigo perderam a sua fôrça para sempre: E destruíste as suas cidades. A memória deles pereceu com ruído: 8E o Senhor permaneceu eternamente. Êle preparou o seu trono para exercer o juízo: 9E êle mesmo julgará tôda a teria em equidade, êle julgará os povos em justiça.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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