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Bíblia em um ano Dia 171/365

Dia 171

Is 20–23 · At 21,16-40 · Sl 101,1-10 (102) · cerca de 14 min

  1. Antigo TestamentoIs 20–23
  2. Novo TestamentoAt 21,16-40
  3. Salmos e ProvérbiosSl 101,1-10 (102)
Destaque da leitura de hoje“Oração do pobre, que estiver em tribulação, e derramar as suas preces na presença do Senhor.”Salmo 101,1 (102)

Antigo TestamentoIs 20–23

Isaías 20

1No ano em que Tartan entrou em Azot, depois de o ter enviado Sargon, rei dos assírios, e pelejado contra Azot, e havendo-a já tomado: 2Naquele tempo falou o Senhor por mão de Isaías, filho de Amós, dizendo: Vai, desata de teus lombos o saco, e tira o próprio calçado dos teus pés. E fê-lo assim indo nu, e descalço. 3E disse o Senhor: Assim como meu servo Isaías andou nu, e descalço, para ser um sinal e um prognóstico de três anos sôbre o Egito, e sobre a Etiópia, 4assim levará diante de si o rei dos assírios o cativeiro do Egito e a transmigração da Etiópia, de moços e velhos, nus, descalços e descompostos para ignomínia do Egito. 5E temerão os israelitas, e se envergonharão de ter pôsto a sua esperança na Etiópia e a sua glória no Egito. 6E dirá o habitador desta ilha naquele dia: Eis-aqui tendes qual era a nossa esperança, a que homens recorremos nós implorando socorro, para nos livrarem da violência do rei dos assírios: E como poderemos nós escapar?

Isaías 21

1Desgraça do deserto do mar. Como vêm os tu-fões da parte do Áfrico, assim a assolação vem do deserto, de uma terra horrível. 2Anunciada me foi uma dura visão: O que é incrédulo, pèrfidamente obra: E o que é assolador, tudo devasta. Marcha Elam, sitia medo: Já fiz cessar todo o seu gemido. 3Por esta causa se encheram de dor os meus lombos, a angústia se apoderou de mim como angústia de mulher na hora do parto: Cai desfalecido quando tal ouvi, fiquei de todo perturbado quando o vi. 4O meu coração se murchou, as trevas me fizeram pasmar: A minha amada Babilônia se tornou para mim em assômbro. 5Põe a mesa, contempla de uma guarita os que comem e bebem: Levantai-vos, príncipes, arrebatai o escudo. 6Porque o Senhor me disse estas coisas: Vai e põe uma sentinela: E a mesma te anuncie tudo quanto 7E viu um carro de dois homens a cavalo, um montado num asno, e outro montado num camelo: E pôs-se a contemplar atentamente isto com grande mira-mento. 8E gritou o leão: Sôbre a atalaia do Senhor eu me acho, estando em pé continuamente de dia: E sôbre a minha guarda eu me acho, estando em pé noites inteiras: 9Eis-que chega um e outro assim montado, cada «qual fazendo parelha com o seu carro, e respondeu, e disse: Caiu, caiu Babilônia, e todos os simulacros dos seus deuses se fizeram pedaços arremessados em terra. 10Debulha minha, e filhos da minha eira, o que eu ouvi ao Senhor dos Exércitos, ao Deus de Israel, isso mesmo vos tenho anunciado. 11O opróbrio de Duma me brada desde Seir: Guarda, que viste de noite? Guarda, que viste de noite? 12O guarda respondeu: Chegou a manhã e a noite: Se buscais, buscai: Convertei-vos, vinde. 13Desolação na Arábia. Vós dormireis à tarde no bosque, nas veredas de Dedanim. 14Vós os que habitais a terra do Meio-Dia, saindo ao encontro do sequioso, trazei-lhe água, socorrei com: pão ao que foge. 15Porque êles fugiram de diante das espadas, de diante da espada iminente, de diante do arco armado, de diante da sanguúinolenta refrega: 16Porque o Senhor me diz estas coisas: Ainda se conservará no espaço de um ano, como em ano de mercenário, e depois será tirada tôda a glória de Cedar. 17E êstes restos do número dos fortes frecheiros dos filhos de Cedar se diminuirão: Porque o Senhor Deus de Israel falou.

Isaías 22

1Opróbrio do Vale da Visão. Que é o que tu também tens, pois ainda tu com todos os teus subiste aos telhados?. 2Vale cheio de clamor, cidade populosa, cidade triunfante de prazer: Os teus mortos não foram mortos à espada, nem mortos em guerra. 3Os teus príncipes fugiram todos juntos, e foram atados com duras cadeias: Todos os que se acharam foram presos juntamente, sem embargo de terem fugido para longe. 4Por isso disse eu: Apartai-vos de mim, eu amargamente chorarei: Não tomeis a peito o consolar-me sôbre a ruína da filha do meu povo. 5Porque êste é um dia de carnagem, e de pisadura debaixo dos pés, e de prantos, destinados ao Vale da Visão pelo Senhor Deus dos exércitos reconhecendo a muralha, e ostentando-se magnífico sôbre o monte. 6E Elam tomou a aljava, o carro para o soldado de cavalo, e deixou o escudo a parede tôda despida. 7E ficarão os teus vales escolhidos cheios de quadrigas, e a cavalaria porá os seus quartéis à tua porta. 8E será descoberta à cobertura de Judá, e verás naquele dia o arsenal da casa do bosque. 9E vereis as brechas da cidade de Davi, pois elas se multiplicaram: E juntastes as águas da piscina de baixo, 10e contastes as casas de Jerusalém, e demolistes as casas para fortificar a muralha. 11E fizestes um lago entre dois muros para a água da piscina velha: E não levantastes os olhos para aquêle, que a tinha feito, e nem ainda de longe olhastes para o seu Opifice. 12E convidar-vos-á o Senhor Deus dos exércitos naquele dia ao gemido, e ao pranto, à rapadura da cabeça, e ao cingidouro do saco: 13E eis que se não verá mais que prazer e alegria, matar novilhos, e degolar carneiros, comer carnes, e beber vinho: Comamos e bebamos: Porque amanhã morreremos. 14E foi revelada esta voz do Senhor dos exércitos nos meus ouvidos. Não se vos perdoará por certo esta iniquidade até que morrais, diz o Senhor Deus dos exércitos. 15Estas coisas diz o Senhor Deus dos exércitos: Vai, entra a falar com aquêle que habita no Tabernáculo, com Sobna, prefeito do templo, dir-lhe-ás: 16Que fazes tu aqui? Ou que figura és tu aqui? Pois que te lavraste aqui um sepulcro, lavraste com diligência em lugar elevado um monumento, um domicílio para ti em pedra. 17Eis-que te fará o Senhor transportar como se transporta um galo, e como ao vestido assim te levará suspenso. 18Êle te coroará com uma coroa da tribulação, atirará contigo como péla a um campo largo e espaçoso: Ali morrerás, e a isso se reduzirá o cargo da tua glória, desonra da casa de teu Senhor. 19E te deitarei fora do teu pôsto e te deporei do teu ministério. 20E acontecerá isto naquele dia: Chamarei ao meu servo Eliacim, filho de Helcias, 21e vesti-lo-ei da tua túnica, e confortá-lo-ei com o teu cinto e porei na sua mão o teu poder: E será como pai para os habitantes de Jerusalém, e para a casa de Judá. 22E porei a chave da casa de Davi sôbre os seus ombros: E êle abrirá e não haverá quem feche: E fechará e não haverá. quem abra. 23E fincá-lo-ei como estaca em lugar firme, e êle será como um trono de glória para a casa de seu pai. 24E deixarão pendentes dele tôda a glória da casa de seu pai, diversas castas de vasos, todo o vaso pequenino, desde os de beber até todo o instrumento músico. 25Naquele dia diz o Senhor dos exércitos: Será tirada a estaca que tinha sido fincada num lugar firme: E será quebrada, e cairá e perecerá o que estava pendurado nela, porque o Senhor falou.

Isaías 23

1Opróbrio de Tiro: Uivai, naus do mar: Porque devastada foi a casa de onde tinham por costume vir: Da terra de Cetim lhes foi isto revelado. 2Calai-vos os que habitais na ilha: Os negociantes de Sidônia, passando o mar, te encheram. 3À sementeira que cresce pelas muitas águas do Nilo, a messe produção dêste rio eram frutos dela: E assim se veio a fazer uma escala franca das nações. 4Envergonha-te, Sidônia: Porque isto diz o mar: A fortaleza do mar está dizendo: Não estive de parto, nem pari, nem criei mancebos, nem eduquei donzelas até a idade adulta. 5Quando se ouvir esta notícia no Egito doer-se-ão os homens logo que ouvirem publicar de Tiro. 6Atravessai os mares, uivai os que habitais na ilha: 7Porventura não é esta aquela vossa cidade, que desde os primeiros dias se gloriava da sua antiguidade? Levá-la-ão os seus pés para longe andarem peregrinando. 8Quem formou êste desígnio sôbre Tiro, noutro tempo coroada, cujos comerciantes eram príncipes, seus negociantes os ínclitos da terra? 9O Senhor dos exércitos formou êste desígnio para cerribar a soberba de tôda a glória e para reduzir a ignomínia todos os ínclitos da terra. 10Sai da tua terra como um rio, filha do mar, já daqui por diante não tens cinto. 11O Senhor estendeu a sua mão sôbre o mar, êle abalou os reinos, o Senhor deu as suas ordens contra Canaã para esmigalhar os seus valentes, 12e disse: Não continuarás a te gloriar daqui por diante, sofrendo violência, virgem filha de Sidônia: Levantando-te, passa-te por mar a Cetim, aí também não terás descanso. 13Eis-aí está que não houve povo tal como a terra dos caldeus. Assur a fundou: Levaram para o cativeiro os seus robustos, derrubaram as suas casas, deixaram-na posta em ruína. 14Uivai, naus do mar, porque devastada foi a vossa fortaleza. 15E acontecerá isto naquele dia: Ficarás em esquecimento, ó Tiro, setenta anos como os dias de um rei: Mas depois dos tais setenta anos será Tiro como o cântico de uma meretriz. 16Toma a cítara, corre em tôrno da cidade, meretriz entregue ao esquecimento: Canta bem, repete a ária, para que haja memória de ti. 17E acontecerá isto depois dos setenta anos: Visitará o Senhor a Tiro e reduzi-la-ã às sua ganâncias: E comerciará de novo com todos os reinos da terra sôbre a face da terra. 18E serão as suas negociações e as suas ganâncias consagradas ao Senhor: Não serão guardadas, nem ente-souradas: Porque a sua negociação será para aquêles que habitarem diante do Senhor, para que comam até se saciarem e se vistam até à velhice.

Novo TestamentoAt 21,16-40

Atos dos Apóstolos 21

16E alguns dos discípulos vieram também conosco desde Cesaréia, os quais levavam consigo a um Mnason de Chipre, discípulo antigo, para nos hospedarmos em sua casa. 17E chegados que fomos a Jerusalém, os irmãos nos receberam de boa vontade. 18E no seguinte dia foi Paulo em nossa companhia à casa de Tiago, onde se tinham congregado todos os anciãos. 19Havendo-os saudado, lhes contou uma por -uma tôdas as coisas que Deus tinha obrado entre os gentios por seu ministério. 20Êles porém depois que o ouviram, engrandeceram a Deus e lhe disseram: Bem vês, irmão, quantos milhares de judeus são os que têm crido, e todos são zeladores da lei. 21E têm ouvido dizer de ti, que ensinas ao judeus, que estão entre os gentios, que deixem a Moisés, dizendo que êles não devem circuncidar a seus filhos, nem andar segundo o seu rito. 22Pois que se há de fazer? certamente é necessário que a multidão se ajunte, porque ouvirão que tu és chegado. 23Faze pois o que te vamos a dizer: Temos aqui quatro varões, que têm voto sôbre si. 24Depois de haveres tomado êstes contigo, santifica-te com êles: E faze-lhes os gastos da cerimônia, para que rapem as cabeças: E saberão todos que é falso quanto de ti ouviram, e que pelo contrário segues o teu caminho guardando a lei. 25E acerca daqueles que creram dentre os gentios, nós temos escrito, ordenando que se abstenham do que fôr sacrificado aos ídolos, e de sangue, e de sufocado, e da fornicação. 26Então Paulo, depois de tomar consigo aquêles varões, purificado com êles, no seguinte dia entrou no templo, fazendo.saber o cumprimento dos dias da purificação, até que se fizesse a oferenda por cada um dêles. 27Mas quando estavam a findar os sete dias, aquêles judeus que se achavam ali da Ásia, tendo-o visto no Templo, amotinaram todo o povo e lhe lançaram as mãos, gritando: 28Varões de Israel, socorro: Êste é aquêle homem, que por tôdas as partes ensina a todos contra o povo e contra a lei, e contra êste lugar, até de mais a mais meteu os gentios no Templo e profanou êste santo lugar. 29Porque tinham visto andar com êle pela cidaue a Trófimo de Éfeso, creram que Paulo o havia introduzido no Templo. 30E se comoveu tôda a cidade, e se ajuntou um grande concurso de povo. E lançando mão de Paulo o arrastaram para fora do Templo e logo foram fechadas as portas. 31E procurando êles matá-lo, chegou aos ouvidos cio tribuno da coorte: Que tôda a Jerusalém estava amo-tinada. 32Êle havendo logo tomado soldados e centuriões correu a êles. Os quais, tendo visto ao tribuno e aos soldados, cessaram de ferir a Paulo. 33Então chegando-se o tribuno lançou mão dêle, e o mandou-atar com duas cadeias, e lhe perguntou quem era e o que havia feito. 34Mas nesta confusão de gente, uns gritavam duma sorte, outros doutra; e como por causa do tumulto não podia vir no conhecimento de coisa alguma ao certo, mandou que o levassem à cidadela. 35E quando Paulo chegou às escadas, foi necessário tomarem-no os soldados, êle grande que era a violência do povo. 36Porque era grande a aluvião que o seguia, dizendo a gritos: Mata-o. 37E quando começavam já a meter a Paulo na cidadela, disse ao tribuno: Desejara saber se me é permitido dizer-te duas palavras? O qual lhe respondeu: Sabes o grego? 38Porventura não és tu aquêle egípcio que os dias passados levantaste um tumulto e conduziste ao deserto quatro mil homens assassinos? 39E Paulo lhe disse: Eu na verdade sou homem judeu, natural de Tarso na Cilícia, cidadão desta não desconhecida cidade. Mas rogo-te que me permitas falar ao povo. 40E quando lho permitiu o tribuno, pondo-se Paulo em pé sôbre os degraus, fêz sinal ao povo com a mão, e tendo ficado todos num grande silêncio, falou então em língua hebraica, dizendo:

Salmos e ProvérbiosSl 101,1-10 (102)

Salmo 101 (102)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 102.

1Oração do pobre, que estiver em tribulação, e derramar as suas preces na presença do Senhor. 2Senhor, ouve a minha oração: E chegue a ti o meu clamor. 3Não apartes o teu rosto de mim: Em qualquer dia em que me achar atribulado, inclina para mim o teu ouvido. Em qualquer dia que te invocar, ouve-me prontamente: 4Porque foram dissipados como fumo os meus dias: E os meus ossos assim como acendalhas se secaram. 5Fui ferido como feno, e o meu coração se secou: Porque me esqueci de comer o meu pão. 6À voz do meu gemido se pegaram os meus ossos à minha carne. 7Tornei-me semelhante ao pelicano do deserto: Cheguei a ser como a coruja em seu albergue. 8Vigiei, e estou feito como pássaro solitário no telhado. 9Todo o dia me improperavam os meus inimigos: E os que me louvavam se conjuravam contra mim. 10Porque comia a cinza com pão, e misturava a minha bebida com pranto.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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