Dia 176
Is 36–37 · At 25 · Sl 103,1-9 (104) · cerca de 14 min
Destaque da leitura de hoje“Que fazes aos teus anjos espíritos e aos teus ministros fogo queimador.”Salmo 103,4 (104)
Antigo TestamentoIs 36–37
Isaías 36
1E aconteceu no ano décimo quarto do rei Ezequias, que Senaquerib, rei dos assírios, foi sobre tôdas as cidades fortificadas de Judá, e as tomou. 2E o rei dos assírios enviou a Rabsaces desde Láquis a Jerusalém, ao rei Ezequias com um formidável exército, e fêz alto ao pé do aqueduto da piscina de cima no caminho do campo do lavandeiro. 3E saiu para ir ter com êle Eliacim, filho de Helcias, que era mordomo-mor da casa do rei, e Sobna, secretário de estado, e Joaé, filho de Asaf, cronista-mor. 4E Rabsaces lhes disse: Dizei a Ezequias: Eis-aqui o que diz o grande rei, o rei dos assírios: Que confiança é essa, em que tu confias? 5Ou com que desígnio ou fôrças pretendes tu rebelar-te? Sôbre quem fundas tu a confiança, para te haveres apartado de mim? 6Já vejo que tu confias sôbre o Egito, sôbre êsse bordão de cana rachada, na qual se se firmar um homem, ela se lhe meterá pela mão, e a traspassará: Assim é Faraó, rei do Egito, para todos os que confiam nêle. 7E se me responderes: Nós confiamos no Senhor nosso Deus: Acaso não é êste aquêle mesmo, cujos altares destruiu Ezequias, e disse a Judá e a Jerusalém: Diante dêste altar adorareis? 8Agora pois rende-te ao rei dos assírios meu amo, e eu te darei dois mil cavalos, e não poderás entre os teus achar homens para montar nêles. 9Pois como suportarás tu a face de qualquer dos menores servos de meu amo, sendo o tal governador num só lugar? E se confias no Egito, nas quadrigas, e nos cavaleiros: 10Porventura vim eu também agora a esta terra sem ordem do Senhor para a perder? O Senhor é que me disse: Entra nessa terra, e destrói-a. 11E disse Eliacim, e Sobna, e Joaé a Rabsaces: Fala aos teus servos em língua siríaca: Porque nós a entendemos: Não nos fales na judaica, estando-nos a escutar o povo, que está em cima do muro. 12E Rabsaces lhes disse: Acaso é ao teu amo e a ti que meu amo me mandou, para dizer estas palavras: E não antes aos homens, que estão assentados no muro, para que comam os seus excrementos, e convosco bebam a urina dos seus pés? 13E Rabsaces se pôs em pé, e gritou em alta voz na língua judaica, e disse: Ouvi as palavras do grande rei, do rei dos assírios: 14Eis-aqui o que diz o rei: Não vos seduza Ezequias, porque êle vos não poderá livrar. 15E não vos infunda Ezequias confiança no Senhor, dizendo: O Senhor indubitâvelmente nos há de livrar, esta cidade não há de ser entregue na mão do rei dos assírios. 16Não queirais ouvir a Ezequias: Porque eis-aqui o que diz o rei dos assírios: Fazei comigo aliança, e vinde para mim, e comei vós cada um da sua vinha, e cada um da sua figueira: E bebei cada um da água da sua cisterna, 17até que eu venha e vos leve para uma terra, que é como a vossa terra, terra de grão e de vinho, terra de pães e de vinhas. 18Nem vos inquiete Ezequias com dizer: O Senhor nos livrará. Porventura os deuses das gentes livraram cada um a sua terra da mão do rei dos assírios? 19Onde está o deus de Emat, e de Arfad? Onde está o deus de Sefarvaim? Acaso livraram êles da minha mão a Samaria? 20Qual é dentre todos os deuses dessas terras, o que tinha livrado o seu país da minha mão, para que o Senhor possa também livrar a Jerusalém da minha mão 21E êles se puseram em silêncio, e não lhe responderam uma só palavra: Porquanto assim lho havia mandado o rei, dizendo: Não lhe respondais. 22E entrou Eliacim, filho de Helcias, que era mordomo-mor da casa do rei, e Sobna, secretário de estado. e Joaé, filho de Asaf, cronista-mor, para falar a Ezequias, rasgados os vestidos, e todos lhe relataram as palavras de Rabsaces.
Isaías 37
1E aconteceu que tendo ouvido a tal notícia o rei Ezequias, rasgou os seus vestidos, e cobriu-se de saco, e.entrou na Casa do Senhor. 2E mandou a Eliacim, que era mordomo-mor da sua casa, e a Sobna, secretário de estado, e aos mais anciãos de entre os sacerdotes, cobertos de sacos, ao profeta Isaías, filho de Amós. 3e lhe disseram: Eis-aqui o que diz Ezequias: Dia de tribulação, e de corrupção, e de blasfêmia é êste dia: Porque chegaram os filhos até o ponto de nascer, porém não há fôrça na mãe para que os faça vir à luz. 4O Senhor teu Deus é certo que de algum modo terá ouvido as palavras de Rabsaces, que enviou o rei dos assírios seu amo para blasfemar o Deus vivente, e afrontá-lo com os discursos, que o Senhor teu Deus ouviu: Eleva pois a tua oração por êste resto, que ainda se acha. 5E os servos do rei Ezequias foram ter com Isaías, 6e Isaías lhes respondeu: Direis a vosso amo o seguinte: Eis-aqui o que diz o Senhor: Não temas à vista das palavras que ouviste, com as quais os servos do rei dos assírios me blasfemaram. 7Eis-aqui estou eu que lhe darei um espírito, e êle ouvirá uma nova, e voltará para a sua terra, e fá-lo-ei cair morto à espada na sua terra. 8Voltou pois Rabsaces, e achou ap rei dos assírios pôsto em campanha contra Lobna. Porque tinha ouvido dizer que êle se tinha retirado de Láquis, 9ea respeito de Taraca, rei da Etiópia, ouviu aos -que assim diziam: Saiu para pelejar contra ti. O que - s. Jerônimo, tendo êle ouvido, enviou mensageiros a Ezequias dizendo: 10Isto direis a Ezequias, rei de Judá, quando lhe falardes: Não te engane o teu Deus, em quem tu confias, dizendo: Não será entregue Jerusalém na mão do rei dos assírios. 11Eis-aí que tu tens ouvido tôdas as coisas, que fizeram os reis dos assírios a tôdas as terras, que destrui-ram, e tu poderás livrar-te? 12Porventura os deuses das gentes livraram aquêles povos, que meus pais destruíram, Gozam, e Haram, e Resef, e os filhos de Éden, que estavam em Talagsar? 13Onde está o rei de Emat, e o rei de Arfad, e o rei da cidade de Sefarvaim, de Ana, e de Ava? 14E tomou Ezequias as cartas da mão dos mensageiros, e leu-as e subiu a Casa do Senhor, e as estendeu Ezequias diante do Senhor. 15E orou Ezequias ao Senhor, dizendo: 16Senhor dos Exércitos, Deus de Israel, que estás sentado sôbre os querubins: Tu só és o Deus de todos os reinos da terra, tu que fizeste o céu e a terra. 17Inclina, Senhor, o teu ouvido, e ouve: Abre, Senhor, os teus olhos, e vê, e ouve todas as palavras de Senaquerib, as quais êle mandou dizer para blasfemar o Deus vivente. 18Porquanto verdadeiramente, Senhor, que os reis dos assírios deixaram despovoadas as terras, e as suas regiões. 19E entregaram ao fogo os deuses delas: Porque êles não eram deuses, mas obras das mãos dos homens, pau e pedra: E os esmigalharam. 20Agora pois, Senhor nosso Deus, salva-nos da sua mão: E conheçam todos os reinos da terra, que só tu és Senhor. 21E mandou Isaías, filho de Amós, dizer a Ezequias: Eis-aqui o que diz o Senhor Deus de Israel: Pelo que diz respeito às rogativas que me fizeste acêrca de Senaquerib, rei dos assírios: 22Esta é a palavra, que sôbre êle falou o Senhor: Êle te desprezou, e te insultou, ó virgem filha de Sião: Êle por detrás de ti moveu a cabeça, ó filha de Jerusalém. 23A quem afrontaste, e a quem blasfemaste, e contra quem levantaste a voz, e tens elevado a altiveza de teus olhos? Contra o Santo de Israel. 24Por mão de teus servos tens afrontado ao Senhor: E disseste: Eu com a multidão das minhas quadrigas subi ao alto dos montes, aos cabeços do Líbano: É cortarei os elevados cedros dele, e as suas faias escolhidas, e entrarei na altura do seu cume, no bosque do seu Carmelo. 25Eu cavei, e bebi a água, e sequei com a planta de meus pés todos os arroios em prêsas retidos. 26Tu porventura não ouviste dizer o que noutro tempo eu lhe fiz? desde os dias antigos eu formei êste projeto: E agora o executei: E assim se fêz para extir-pação dos outeiros que pelejam todos juntos e das cidades fortificadas. 27Os habitadores delas tendo mãos curtas tremeram, e ficaram confundidos: Tornaram-se como o feno dos campos, e a relva do pasto, e a erva dos telhados, que se secou de amadurecer. 28Eu soube a tua habitação e a tua saída, e a tua entrada, e o teu desatino contra mim. 29Quando tu te enfurecias contra mim, a tua soberba subiu até os meus ouvidos: Eu te porei pois uma argola nos teus narizes, e um freio nos teus lábios, e te farei voltar pelo caminho por onde vieste. 30E tu terás isto por sinal: Come neste ano do que nasce espontâneamente, e no segundo ano sustenta-te de frutas: Mas no terceiro ano semeai, e segai, e plantai vinhas e comei o fruto delas. 31E isso que ficar salvo da casa de Judá, e o que dela resta, lançará raízes para baixo, e produzirá o seu fruto para cima: 32Porque de Jerusalém sairão as relíquias, e do monte Sião a salvação: Isto fará o zelo do Senhor dos Exércitos. 33Por cuja causa eis-aqui o que diz o Senhor a respeito do rei dos assírios: Êle não entrará nesta cidade, nem atirará contra ela setas, nem o escudo a investirá, nem levantará trincheiras ao redor dela. 34Pelo caminho por onde veio, por êsse voltará, e não entrará nesta cidade, diz o Senhor: 35E eu protegerei esta cidade, para a salvar por amor de mim, e por amor de Davi meu servo. 36Saiu pois o anjo do Senhor, e feriu cento e oitenta e cinco mil homens no campo dos assírios. E levantaram-se pela manhã, e eis-que todos estavam reduzidos a cadáveres. 37E se retirou dali Senaquerib, rei dos assírios, e se foi, e voltou, e habitou em Nínive. 38E aconteceu que adorando êle no Templo de Nesroc seu Deus, Adramelec, e Sarasar seus filhos, o feriram com as suas espadas: E fugiram para a terra de Ararat, e reinou Asaradon, seu filho, em seu lugar.
Novo TestamentoAt 25
Atos dos Apóstolos 25
1Tendo pois chegado Festo à província veio, passados três dias, de Cesaréia a Jerusalém. 2E os príncipes dos sacerdotes, e os principais dos judeus acudiram a êle contra Paulo, e lhe rogavam: 3Pedindo favor contra êle, para que o mandasse vir a Jerusalém, armando-lhe insídias, para o assassinarem no caminho. 4Mas Festo respondeu que Paulo se achava em custódia em Cesaréia: E que êle partiria para lá dentro de poucos dias. 5Por onde, os que dentre vós (disse êle) são os principais, vinde comigo, se algum crime há neste homem, acuserm-no. 6E havendo-se demorado entre êles não mais de oito, ou dez dias, baixou a Cesaréia, e o dia seguinte se assentou no Tribunal, e mandou trazer a Paulo. 7O qual depois de ser ali trazido, o rodearam os judeus que tinham vindo de Jerusalém, acusando-o de muitos e graves delitos, que não podiam provar. 8Dizendo Paulo em sua defesa: Em nada pois tenho pecado contra a lei dos judeus, nem contra o Templo, nem contra o César. 9Mas Festo querendo comprazer com os judeus,. respondendo a Paulo, disse: Queres subir a Jerusalém, e ser ali julgado destas coisas diante de mim? 10E Paulo disse:Ante o tribunal do César estou, onde convém que seja julgado: Nenhum mal tenho feito aos judeus, como tu melhor o sabes. 11E se lhes tenho feito algum mal, ou coisa digna de morte, não recuso morrer: Mas se nada há daquilo de que êstes me acusam, ninguém me pode entregar a êles: Apelo para o César. 12Então Festo, depois de haver conferido o negócio com o conselho, respondeu: Para o Cesar tens apelado? Ao César irás. 13E alguns dias depois o rei Agripa e Berenice vieram a Cesaréia a dar os emboras a Festo. 14E demorando-se ali muitos dias Festo deu noticia de Paulo ao rei, dizendo: Felix deixou aqui prêso a um certo homem. 15Por cujo respeito quando estive em Jerusalém, acudiram a mim os príncipes dos sacerdotes, e os anciãos dos judeus, pedindo que o condenasse. 16Aos quais respondi que não era costume dos romanos condenar homem algum antes do acusado ter presentes os seus acusadores, e antes de se lhe dar liberdade para êle se defender dos crimes que se lhe imputam. 17Tendo êles, pois, acudido aqui sem a menor dilação, ao outro dia assentando-me no meu tribunal, mandei trazer a êste homem. 18A quem, estando presentes os seus acusadores, nenhum delito opuseram dos que eu suspéitava: 19Mas tinham só contra êle algumas questões sôbre a sua superstição, e sobre um certo Jesus defunto, o qual Paulo afirmava viver. 20E duvidando eu de semelhante questão, lhe disse se queria ir a Jerusalém e ali ser julgado destas coisas. 21Mas apelando Paulo para que ficasse reservado ao conhecimento de Augusto, mandei que o guardassem até que o remeta ao César. 22Então Agripa disse a Festo: Eu também queria ouvir a êste homem. Amanhã, respondeu êle, o ouvirás. 23Ao outro dia, pois, tendo vindo Agripa e Berenice com grande pompa, e depois de entrarem na audiência com os tribunos e pessoas principais da cidade, foi trazido Paulo pór ordem que Festa dera. 24E disse Festa: Rei Agripa, e todos os varões que aqui estais conosco, aqui tendes êste homem, contra quem tôda a multidão dos judeus me fêz recurso em Jerusalém, pedindo e gritando que não convinha que êle vivesse mais. 25E eu tenho achado que êle não tem feito coisa alguma de morte. Mas havendo êle mesmo apelado para Augusto, tenho determinado remeter-lho. 26Do qual não tenho coisa certa que escrever ao senhor. Pelo que vo-lo tenho apresentado, e mormente a ti, ó rei Agripa, a fim de ter que escrever-lhe, depois de feita a informação. 27Porque me parece sem razão remeter um homem prêso, e não informar das acusações que lhe fazem.
Salmos e ProvérbiosSl 103,1-9 (104)
Salmo 103 (104)
Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 104.
1Do mesmo Davi. Bendiz, ó alma minha, ao Senhor: Senhor Deus meu, tu te tens engrandecido poderosamente. De glória, e de formosura te tens vestido: 2Coberto de lume como de vestidura: Que estendes o céu como um pavilhão: 3Que cobres com águas os seus mais altos lugares. Que pões uma nuvem para tua subida: Que andas sôbre as asas dos ventos. 4Que fazes aos teus anjos espíritos e aos teus ministros fogo queimador. 5Que fundaste a terra sôbre a sua própria estabilidade: Não se inclinará pelos séculos dos séculos. 6O abismo a cinge a ela, como um vestido: Sôbre os montes estarão as águas. 7À tua ameaça fugiram: À vòz do teu trovão temeram. 8Sobem os montes, e descem as campinas ao lugar que lhes estabeleceste. 9Têrmo lhes puseste, que não traspassaram e não voltaram a cobrir a terra.