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Bíblia em um ano Dia 321/365

Dia 321

2Mc 1–2 · Jo 11,23-41 · Pr 20,8-15 · cerca de 14 min

  1. Antigo Testamento2Mc 1–2
  2. Novo TestamentoJo 11,23-41
  3. Salmos e ProvérbiosPr 20,8-15
Destaque da leitura de hoje“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida: -O que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá.”João 11,25

Antigo Testamento2Mc 1–2

2 Macabeus 1

1AOS IRMÃOS judeus, que estão espalhados pelo Egito, os judeus seus irmãos, que estão em Jerusalém, e que vivem no país da Judéia, lhes desejam saúde e boa paz. 2Deus vos encha de bens, e se lembre da sua aliança que fêz com Abraão, e Isaac, e Jacó, seus fiéis servos: 3E êle vos dê a todos um mesmo coração para que vós o adoreis, e façais a sua vontade com um coração grande, e um ânimo fervoroso. 4Êle abra o vosso coração para a sua lei, e para os seus preceitos, e êle vos dê a paz. 5Êle escute as vossas orações, e se reconcilie convosco, e vos não desampare no tempo mau. 6Pelo que nos diz respeito, nós aqui estamos agora ocupados em orar por vós. 7Sob o reinado de Demétrio, ano cento e sessenta e nove, nós outros judeus vos escrevemos na aflição, e violência dos males, que nos tinham sobrevindo êstes anos, desde que Jasão se retirou da Terra Santa, e do reino. 8Êles queimaram a porta e derramaram o sangue inocente: E nós fizemos oração ao Senhor, e fomos ouvidos, e oferecemos o sacrifício e a flor da farinha, e acendemos as lâmpadas, e pusemos os pães. 9Celebrai pois agora a festa dos tabernáculos do mês de Casleu. 10Ano cento e oitenta e oito, o povo, que está em Jerusalém, e na Judéia, e o senado e Judas, a Aristóbulo, mestre do rei Ptolomeu, que é da linhagem dos sacerdotes ungidos, e aos judeus que vivem no Egito, saúde e prosperidade. 11Livrados por Deus de grandes perigos, nós lhe rendemos grandiosas ações de graças, pela fortaleza que nos deu para pelejarmos contra um tal rei. 12Porque êle foi o que fêz sair da Pérsia aquela multidão de gentes, que pelejaram contra nós, e contra a cidade santa. 13Porquanto, achando-se na Pérsia o mesmo chefe, e com êle um exército imenso, pereceu no templo de Nanéia, enganado pelo fraudulento conselho dos sacerdotes da referida Nanéia. (S) 14Porque veio Antíoco em companhia de seus amigos ao seu templo, como para se desposar com ela, e para receber grandes somas de dinheiro a título de dote. 15E como os sacerdotes de N anéia lhe tivessem mostrado as tais somas, e êle houvesse entrado com uns poucos dentro do âmbito do templo fecharam logo o templo. 16Assim que entrou Antíoco: E depois de terem aberto uma oculta entrada do templo, arrojando pedras feriram o chefe, e os que com êle estavam, os esquarte-jaram, e cortadas as cabeças os deitaram fora. 17Em tudo e por tudo seja Deus bendito, que assim entregou os ímpios. 18Devendo nós pois celebrar no dia vinte e cinco do mês de Casleu a purificação do templo, julgamos que era necessário avisar-vos disso: Para que vós também celebreis tanto a festa dos Tabernáculos, como a festa do fogo que nos foi. dado quando Neemias, depois de ter edificado o templo e o altar, ofereceu nêle os sacrifícios. 19Porque quando nossos pais foram levados cativos para a Pérsia, os sacerdotes, que então eram tementes a Deus, tirando o fogo que estava sôbre o altar, o esconderam secretamente num vale, onde havia um poço alto, e sêco, e o guardaram ali, de sorte que a todos ficasse incógnito o lugar. 20Tendo-se passado pois muitos anos, foi Deus então servido que Neemias fôsse enviado à Judéia pelo rei da Pérsia: Mandou êle que os netos daqueles sacerdotes, que tinham escondido o fogo, o fôssem buscar: E não acharam fogo, como êles mesmos no-lo disseram, mas uma água crassa. 21Então mandou o sacerdote Neemias que tirassem êles desta água, e lha trouxessem: Ordenou-lhes que com a mesma água se fizessem aspersões sôbre os sacrifícios, que estavam postos em cima, e sôbre a lenha, e sôbre o que se achava pôsto em cima. 22E logo que se isto fêz, e veio o tempo em que raiou o sol, que havia estado antes nublado, se acendeu um grande fogo, de maneira que todos ficaram maravilhados. 23Entretanto todos os sacerdotes estavam fazendo oração, enquanto o sacrifício se consumava, principiando Jônatas, e respondendo os outros. 24E a oração que fazia Neemias, era desta maneira: SENHOR Deus, Criador de tôdas as coisas, terrível, e forte, justo, e misericordioso, que és o só bom rei. 25O só excelente, o só justo, e todo-poderoso, e eterno, que livras a Israel de todo o mal, que escolheste a nossos pais, e os santificaste: 26Recebe êste sacrifício por todo o teu povo de Israel, e guarda a tua herança, e santifica-a. 27Congrega a todos os nossos irmãos dispersos, livra os que estão debaixo da escravidão dos gentios, e olha favoravelmente para os que estão feitos um objeto de desprêzo, e de abominação: Para que as nações conheçam que tu és nosso Deus. 28Aflige os que nos oprimem, e os que nos ultrajam com soberba. 29Estabelece o teu povo no teu santo lugar, como o disse Moisés. 30Entretanto os sacerdotes cantavam hinos, até que o sacrifício fôsse acabado. 31E acabado que foi o sacrifício, ordenou Neemias. que com o que restava daquela água fôssem borrifadas as pedras maiores. 32O que depois de feito, se acendeu delas uma grande chama: Porém ela foi consumida pelo lume, que resplandeceu do altar. 33E tanto que êste sucesso se fêz público, contaram ao rei dos persas, como no lugar, onde os sacerdotes, que tinham sido levados cativos, haviam escondido o fogo, se tinha achado uma água, com a qual Neemias, e os que estavam com êle, tinham purificado os sacrifícios. 34E considerando nisto o rei, e examinando com. diligência o caso, fêz ali um templo, para memória do que tinha acontecido. 35E tendo-se assegurado dêste prodígio, deu aos sacerdotes muitos bens, e lhes fêz muitos e diversos presentes, que êle lhes distribuía por sua própria mão. 36E Neemias chamou a êste lugar Neftar, que quer dizer, Purificação. Mas há muitos que o chamam Nefi.

2 Macabeus 2

1Ora nas relações do profeta Jeremias se acha escrito que êle aos que iam da Judéia para um país estrangeiro, lhes mandou que tomassem o fogo: Como já ficou indicado, e como êle o prescreveu aos que eram levados cativos. 2E o mesmo profeta lhes deu a lei, para que êles se não esquecessem dos preceitos do Senhor, nem se ex-traviassem nos seus espíritos vendo os ídolos de ouro, e de prata, e os seus adornos. 3E dando-lhes outros avisos semelhantes a êstes os exortava a que não apartassem do seu coração a lei. 4Continha-se outrossim no mesmo escrito, como êste profeta por ordem particular que tinha recebido de Deus, mandou que levassem com êle o tabernáculo, e a arca, até que chegasse ao monte, a que Moisés tinha subido, e do qual êle viu a herança de Deus. 5E tendo ali chegado Jeremias, achou naquele lugar uma caverna: E meteu nela o tabernáculo, e a arca, e o altar dos perfumes, e tapou-lhe a entrada. 6Alguns porém dos que o seguiam, se chegaram juntos para notarem êste lugar: E não puderam achá-lo. 7E quando isto soube Jeremias, repreendendo-os, disse: Sabei que êste lugar ficará incógnito, até que Deus reuna a congregação do povo, e se lhe mostre propício: 8E então descobrirá o Senhor estas coisas e aparecerá a majestade do Senhor, e ver-se-á uma nuvem, como também se manifestava a Moisés, e assim como apareceu a Salomão quando pediu que o templo fôsse santificado pelo grande Deus. 9Porque então fazia êle resplandecer magnificamente a sua sabedoria: E êle ofereceu o sacrifício da dedicação, e da consumação do templo, como quem estava cheio de sabedoria. 10E assim como Moisés orava ao Senhor, e desceu, fogo do céu e consumiu o holocausto, por semelhante modo também orou Salomão, e desceu fogo do céu, que consumiu o holocausto. 11E Moisés disse pelo motivo de que se não comeu a hóstia que era oferecida pelo pecado, foi ela consumida. 12Também Salomão da mesma sorte celebrou por oito dias a dedicação. 13E estas mesmas coisas: se achavam nos escritos, e memórias de Neemias: E êle as descreveu como quem, formando uma biblioteca, ajuntará de diversos países livros, assim os dos profetas, como os de Davi, e as cartas dos reis, e o que tocava aos seus dons. 14E do mesmo modo também Judas Macabeu recolheu tudo o que se havia perdido durante a guerra, que nos sobreviera, e esta coleção nós a temos nas nossas mãos. 15Se vós pois desejais êstes escritos, mandai pessoas que vo-los possam levar. 16Nós pois vos escrevemos, estando a ponto de celebrar a purificação: E vós fareis bem se celebrardes esta festa. 17Porque Deus, que livrou o seu povo, e que restituiu a todos a herança, e o reino, e o sacerdócio, e o lugar santo, 18conforme o tinha prometido na lei, esperamos que cedo nos fará misericórdia, e nos tornará a ajuntar de todos os países, que estão debaixo do céu, no seu santo lugar. 19Pois que êle nos livrou de grandes perigos, e purificou o seu templo. 20Nós pois temo-nos proposto escrever o que toca a Judas Macabeu, e a seus irmãos, e sôbre a purificação do grande templo, e a respeito da dedicação do altar: 21E também acêrca das batalhas que se deram sob Antíoco, ilustre, e sob seu filho Eupator: 22E sôbre as manifestas aparições que tiveram do céu aquêles que pelejaram pelos judeus com tanto valor, que sendo poucos, se fizeram senhores de todo o país: E puseram em fugida um grande número de bárbaros. 23E recobraram o mais famoso templo que há em todo o mundo, e livraram a cidade da escravidão, restituíram ao seu vigor as leis, que tinham sido abolidas, tendo-se-lhes o Senhor mostrado propício com evidentes provas da sua bondade: 24E além disto o que Jasão de Cirene compreendeu em cinco livros, procuramos nós epitomar num só volume. 25Porquanto considerando a multidão de livros, e a dificuldade que encontram os que querem aplicar-se às narrações das histórias por causa da multidão dos sucessos, 26procuramos em benefício dos que desejarem com efeito ler esta nossa, que ela lhes servisse de recreação do espírito: E para comodidade dos estudiosos, que êles a pudessem entregar mais facilmente à memória, e pudesse geralmente ser útil a todos os que a folhearem. 27Mas na verdade pelo que diz respeito a nós, que nos encarregamos de fazer o resumo desta obra, não é ligeiro trabalho que temos tomado, antes porém uma emprêsa cheia de vigílias, e de suor. 28Como aquêles que dispõem um banquete, e procuram lisonjear o gôsto dos outros, assim nós, pelo proveito que daqui muitos podem tirar, levamos de boa vontade esta fadiga. 29E deixando correr a afirmação da verdade de cada um dos fatos por conta dos autores que os referem, nós com isso tomamos à nossa o resumi-los segundo foi nossa tenção. 30Porque assim como um arquiteto, que empreende edificar uma casa nova, deve pôr o cuidado em regular tôda a sua fábrica: E o que trata de a pintar, há de inquirir o que é acomodado para o seu ornato: Da mesma sorte se deve julgar também de nós. 31Porquanto quem compõe uma história, deve recolher diferentes espécies de que ela se teça, e distribuir cada uma delas por sua ordem, e examinar com indivi-duação cada uma de suas partes: 32Mas a quem faz um resumo, se deve permitir que siga a brevidade no que escreve, e fuja dilatar-se em longos discursos. 33Nós pois começaremos daqui a nossa narração: Para prefação baste só o que temos dito: Porque seria uma loucura sermos difusos na prefação da história, e sucintos no corpo dela.

Novo TestamentoJo 11,23-41

João 11

23Respondeu-lhe Jesus: Teu irmão há de ressurgir. 24Disse-lhe Marta: Eu sei que êle ha de ressurgir na ressurreição, que haverá no último dia. 25Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida: -O que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá. 26E todo o que vive e crê em mim, não morrerá eternamente. Crês isto? 27Ela lhe disse: Sim, Senhor, eu já estou na crença de que tu és o Cristo, Filho de Deus vivo, que vieste a êste mundo. 28E dito isto, retirou-se Marta, e foi chamar em “segredo a sua irmã Maria, a quem disse: E” chegado o Mestre, e êle te chama. 29Ela, como ouviu isto, levantou-se logo, e foi buscá-lo. 30Porque ainda Jesus não tinha entrado na aldeia: Mas estava ainda naquele mesmo lugar, onde Marta sairá a recebê-lo. 31Então os judeus, que estavam com ela em casa, -e a-consolavam, como viram que Maria se havia levantado tão depressa, e tinha saído; foram nas suas costas dizendo: Ela vai chorar ao sepulcro. 32Maria, porém, depois de chegar aonde Jesus estava, tanto que o viu, lançou-se aos seus pés, e disse-lhe: Senhor, se tu houveras estado aqui, não morrera meu irmão. 33Jesus, porém, tanto que viu chorar a ela, e choz rar os judeus, que tinham vindo com ela, afligira-se em seu espírito, e turbou-se a si mesmo. 34E perguntou: Onde o pusestes vós? Responderam-lhe eles: Senhor, vem e vê. 35Então chorou Jesus. 36O que foi causa de dizerem os judeus: Vejam como êle o amava. 37Mas alguns de entre êles disseram: Êste, que abriu os olhos ao que era cego de nascença, não podia fazer que êste outro não morresse? 38Jesus, pois, tornando a bramir em si mesmo, veio ao sepulcro: E era êste uma gruta: E em cima dela se havia pôsto uma campa. 39Disse Jesus: Tirai a campa. Respondeu-lhe Marta, irmã do defunto: Senhor, êle já cheira mal, porque é já de quatro dias. 40Disse-lhe Jesus: Não te disse eu, que se tu crêres verás a glória de Deus? 41Tiraram pois a campa: E Jesus levantando os olhos ao Céu, disse: Pai, eu te dou graças, porque me tens ouvido:

Salmos e ProvérbiosPr 20,8-15

Provérbios 20

8O rei, que está assentado no seu trono de justiça, dissipa todo o mal só com o olhar. 9Quem pode dizer: O meu coração está puro, eu estou isento de pecado? 10Um pêso, e outro pêso, uma medida e outra medida: São duas coisas abomináveis diante de Deus. 11Pelas suas inclinações se conhece no menino se as suas obras haverão de ser puras e retas. 12O ouvido que ouve, e o ôlho que vê, ambas estas coisas fêz o Senhor. 13Não queiras ser amigo do sono, para que a pobreza te não oprima: Abre os teus olhos, e sê farto de pão. 14Isto não vale nada, isto não vale nada, diz todo o comprador: E depois de se retirar, êle então se gloriará. 15Há ouro e grande quantidade de pedras preciosas: E os lábios da ciência são um vaso pi ecioso.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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