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Bíblia em um ano Dia 333/365

Dia 333

Jó 10–13 · Jo 19,1-15 · Pr 23,21-28 · cerca de 11 min

  1. Antigo TestamentoJó 10–13
  2. Novo TestamentoJo 19,1-15
  3. Salmos e ProvérbiosPr 23,21-28
Destaque da leitura de hoje“Compra a verdade, e não queiras vender a sabedoria, nem a doutrina, nem a inteligência.”Provérbios 23,23

Antigo TestamentoJó 10–13

Jó 10

1A minha alma tem tédio à minha vida, soltarei a minha língua contra mim, falarei na amargura da minha alma. 2Direi a Deus: Não me condenes: Mostra-me por que assim me julgas? 3Porventura parece-te bem caluniares-me e oprimires-me a mim que sou obra das tuas mãos, e favoreceres o desígnio dos ímpios? 4Acaso tens tu olhos de carne: ou vês tu as coisas, bem como as vê o homem? 5Acaso são os teus dias como os dias do homem, ou são os teus anos como os tempos do homem, 6para te informarés da minha iniquidade, e averiguares o meu pecado? 7Ainda que tu sabes que eu não cometi impiedade alguma, não havendo ninguém que possa arrancar-me da tua mão. 8As tuas mãos me fizeram, e me formaram todo em roda: E assim de repente me despenhas? 9Lembra-te, eu to peço, que como barro tu me formaste, e que me hás de reduzir a pó. 10Porventura não me mungiste como leite, e como queijo me coalhaste? 11De pele e de carne me vestiste: De ossos e de nervos me compuseste: 12Vida, e misericórdia me concedeste, e a tua assistência conservou o meu espírito. 13Ainda que tu escondas estas coisas em teu coração, eu sei todavia que tu te lembras de tudo. 14Se eu pequei, tu me perdoaste na mesma hora: Por que não permites tu que eu esteja limpo da minha iniquidade? 15Sê fôr mau, desgraçado de mim: Mas se fôr justo, não levantarei cabeça, farto de aflição e de miséria. 16E por causa da minha soberba, tu me apanharás como a uma leoa, e me tornarás a atormentar de um modo terrível. 17Tu renovas contra mim as testemunhas, e multiplicas contra mim a tua ira, e as penas combatem contra mim. 18Por que me tiraste tu do ventre de minha mãe? Oxalá que eu tivera perecido, para que nenhum ôlho me visse, 19Que tivera sido como se não fôra, desde o ventre trasladado para a sepultura. 20Porventura o pequeno número de meus dias não se acabará em breve? Deixa-me pois que eu chore um pouco a minha dor: 21Antes que vá para não tornar para aquela terra tenebrosa, e coberta da escuridade da morte: 22Terra de miséria, e de trevas, onde habita a sombra da morte, e não há nenhuma ordem, senão um sempiterno horror.

Jó 11

1Depois respondendo Sofar de Naamat, disse: 2Porventura o que fala muito, não ouvirá também? ou bastará a um homem ser grande falador para Justificar-se? 3Para ti só se hão de calar os homens? e depois de zombares dos outros, ninguém te há de confundir? 4Forque tu disseste: As minhas palavras são puras, e eu estou limpo na tua presença. 5E oxalá que Deus falasse contigo, e abrisse a sua bôca. 6para te descobrir os segredos da sua sabedoria, e que a sua lei é de muitas maneiras, e que entendesse que é muito menos o com que êle te castiga em comparação do que merece a tua maldade. 7Acaso alcançarás os caminhos de Deus, e conhecerás perfeitamente o Todo-Poderoso? 8Êle é mais elevado do que o céu e que farás tu? é mais profundo do que o inferno, e como o conhecerás? 9A sua medida é mais comprida do que a terra, e mais larga que o mar. 10Se êle destruir tôdas as coisas ou as apinhoar em uma, quem o contrastará? 11Por que êle conhece a vaidade dos homens, e vendo a iniquidade dêles, acaso a considera? 12O homem vão eleva-se em soberba, e julga ter nascido livre, como a cria do asno montês. 13Mas tu endureceste o teu coração, e levantaste a tua mão para Deus. 14Se lançares fora de ti a iniquidade, que está na tua mão, e se a injustiça não assistir na tua casa: 15Então poderás levantar o teu rosto sem mácula, e serás estável e não temerás. 16Também te esquecerás da tua miséria, e lembrar-te-ás delá como de águas, que passaram. 17E se levantará pela tarde sôbre ti uma luz como a do meio-dia: E quando te julgares consumido, nascerás como a estrela dalva. 18E terás firmeza na esperança, que te propuseste, e enterrado dormirás seguro. 19Repousarás, e não haverá quem te amedronte: e rogarão muitos a tua face. 20Mas os olhos dos ímpios desfalecerão, e não lhes ficará refúgio, e a esperança deles será abominação da sua alma.

Jó 12

1Mas respondendo Jó, disse: 2Logo só vós sois homens, e convosco morrerá a sabedoria? 3Eu também tenho entendimento, como vós, e não vos sou inferior: Pois quem ignora isto, que vós sabeis? 4Aquêle que é escarnecido pelo seu amigo como eu invocará a: Deus e êle o ouvirá: Porque se zomba da simplicidade do justo. 5E” lâmpada desprezada no conceito dos ricos, aparelhada para o tempo determinado. 6As casas dos ladrões abundam, e atrevidamente provocam a Deus, quando Êle lhes põe tudo nas suas mãos. 7Pergunta pois aos animais, e êles te ensinarão: E às aves do Céu, e elas to indicarão. 8Fala com a terra, e ela te responderá: E os peixes do mar te instruirão. 9Quem ignora que a mão de Deus fêz tôdas estas coisas? 10Na sua mão está a alma de todo o vivente, e o espírito de tôda a carne humana. 11Porventura o ouvido não julga das palavras, e o paladar de quem come não julga do sabor? 12A sabedoria acha-se nos velhos, e a prudência na vida dilatada. 13A sabedoria e a fortaleza está em Deus, êle possui o conselho e a inteligência. 14Se êle destruir, ninguém há que edifique: Se clausurar um homem, ninguém há que o solte. 15Se retiver as águas, tudo se secará: E se as largar, alagarão a terra. 16Nêle residem a fortaleza e a sabedoria: Êle conhece assim ao que engana, como ao que é enganado. 17Êle conduz aos conselheiros a um fim imprudente, e conduz à estupidez aos juízes. 18Êle desata o boldrié aos reis, e cinge os seus rins com uma corda. 19Deixa ir aos sacerdotes sem glória, e abate aos magnates, 20Muda a linguagem aos que amam a verdade, e tira dos velhos a doutrina. 21Derrama desprezo sôbre os príncipes, elevando outra vez aos que foram oprimidos. 22Êle tira das trevas o que estava escondido e põe em claro a sombra da morte. 23Êle multiplica as nações e as destrói, e depois de destruídas as restitui ao seu primeiro estado. 24Êle muda o coração dos príncipes do povo da terra, e os engana, para os fazer andar debalde por caminhos desviados: 25Andarão às apalpadelas como em trevas, e não em luz, e os fará desatinar como bêbados.

Jó 13

1Eis-aqui tôdas estas coisas viu o meu ôlho, e ouviu o meu ouvido, e as compreendi tôdas. 2Isso que vós sabeis, também eu o alcanço: E não vos sou inferior. 3Com tudo isso falarei ao Todo-Poderoso e com Deus desejo conversar: 4Fazendo antes ver que vós sois uns forjadores de mentiras, fautores de perversos dogmas. 5E oxalá que vós vos calásseis, para poderdes passar por sábios. 6Ouvi pois a minha correção, a atendei ao juízo dos meus lábios. 7Acaso necessita Deus das vossas mentiras, para que em sua defensa faleis dolosamente? 8Porventura olhais para o seu rosto, e vos esforçais a sentenciar a favor de Deus? 9Ou será isto do agrado daquele, a quem nada se pode ocultar? ou será êle surpreendido como: um homem, com os vossos enganos? 10Êle mesmo vos condenará, porque dissimuladamente olhais para o seu rosto. 11Logo que se mover, vos perturbará, e o seu terror cairá sôbre vós. 12A vossa memória será semelhante à cinza, e as vossas cabeças reduzir-se-ão como a lódo. 13Calai-vos por um pouco, para que cu vos diga tudo o que o meu espirito me sugerir. 14Por que razão despedaço eu as minhas carnes com os meus dentes, e por que trago eu a minha vida nas minhas mãos? 15Ainda quando êle me matasse, nele esperarei: Mas acusarei na sua presença os meus caminhos. 16E Êle mesmo será o meu salvador: Porque nenhum hipócrita ousará aparecer diante dos seus olhos. 17Ouvi as minhas palavras, e dai ouvidos aos meus enigmas. 18Se eu fôr julgado, sei que hei de ser achado justo. 19Quem há que queira ser julgado comigo? venha: Por que calando me consumo? 20Duas coisas ao menos não obres comigo, e então não me esconderei da tua face: 21Desvia a tua mão longe de mim, e não me consterne o teu terror. 22Chama por mim, e eu te responderei: Ou bem eu falarei, e tu responde-me. 23Quantas iniquidades e pecados tenho eu, mostra-me as minhas maldades e delitos. 24Por que escondes tu de mim o teu rosto, e por que me julgas tu teu inimigo? 25Contra uma fôlha, que é arrebatada do vento, ostentas o teu poder, e persegues a uma palha sêca: 26Pois escreves contra mim amarguras, e queres-me consumir pelos pecados da minha mocidade. 27Tu puseste os meus pés em um cêpo, e observaste tôdas as minhas veredas, e consideraste os vestígios de meus pés. 28E que como a podridão hei-de ser consumido, e como vestido que é comido da traça.

Novo TestamentoJo 19,1-15

João 19

1Pilatos pois tomou então a Jesus, e o mandou açoitar. 2E os soldados, tecendo de espinhos uma coroa. lha puseram sôbre a cabeça: E o vestiram dum manto de púrpura. 3Depois vinham ter com êle, e diziam-lhe: Deus te salve, rei dos judeus: E davam-lhe bofetadas. 4Saiu Pilatos ainda outra vez fora, e disse-lhes; Eis aqui vo-lo trago fora, para que vós conheçais que eu não acho nele crime algum. 5(Saiu pois Jesus trazendo uma coroa de espinhos, e um vestido de púrpura.) E Pilatos lhes disse: Eis aqui o homem. 6Então os príncipes dos sacerdotes, e os oficiais, tendo-o visto, gritaram, dizendo: Crucifica-o, crucifica-o. Disse-lhes Pilatos: Tomai-o vós outros, crucificai-o: Porque eu não acho nele crime algum. 7Responderam-lhe os judeus: Nós temos uma lei, e êle deve morrer segundo a lei, pois se fêz Filho de Deus. 8Pilatos pois como ouviu estas pàlavras, temeu ainda mais. 9E entrou outra vez no pretório: E disse a Jesus: Donde és tu? mas Jesus não lhe deu resposta alguma. 10Então lhe disse Pilatos: Tu não me falas? Não sabes que tenho poder para te crucificar, e que tenho poder para te soltar? 11Respondeu-lhe Jesus: Tu não terias sôbre mim poder algum, se êle te não fôra dado lá de cima. Por isso o que me entregou a ti, tem maior pecado. 12E dêste ponto: em diante buscava Pilatos algum meio de o livrar. Mas os judeus gritavam, dizendo: Tu se livras a êste, não és amigo dó César: Porque todo o que se faz rei, contradiz ao César. 13Pilatos pois como ouviu estas vozes, trouxe para fora a Jesus: E assentou-se no seu tribunal, no lugar que se chama Litostrotos, e em hebraico Gabata. 14Era então o dia da preparação da Páscoa, quasi a hora sexta, e disse Pilatos aos judeus: Eis aqui o vosso rei. 15Mas êles diziam a gritos: Tira-o, tira-o, crucifica-o. Disse-lhes Pilatos: Pois eu hei de crucificar o vosso rei? Responderam os príncipes dos sacerdotes: Nós não temos outro rei senão o César.

Salmos e ProvérbiosPr 23,21-28

Provérbios 23

21Porque passando o tempo em beber, e em con-tribuir com os seus escotes, êles se arruinarão e a sua dormente preguiça vestir-se-á de trapos. 22Ouve a teu pai, que te gerou: E não desprezes a tua mãe, quando fôr velha. 23Compra a verdade, e não queiras vender a sabedoria, nem a doutrina, nem a inteligência. 24O pai do justo salta de prazer: O que gerou ao sábio terá nêle a sua alegria. 25Nesta alegria viva teu pai, e tua mãe, e a que te gerou, exulte. 26Dá-me, meu filho, o teu coração: E os teus olhos guardem os meus caminhos. 27Porque a mulher prostituta é uma cova profunda: E a alheia é um poço estreito. 28Ela está de emboscada no caminho como um salteador, e ela matará aos que vir desapercebidos.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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