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Bíblia em um ano Dia 354/365

Dia 354

Eclo 19–21 · Ap 11 · Pr 28,23-28 · cerca de 14 min

  1. Antigo TestamentoEclo 19–21
  2. Novo TestamentoAp 11
  3. Salmos e ProvérbiosPr 28,23-28
Destaque da leitura de hoje“Aquêle que repreende a um homem, achará depois graça para com êle, muito mais do que aquêle outro que o engana com as lisonjas da sua língua.”Provérbios 28,23

Antigo TestamentoEclo 19–21

Eclesiástico 19

1O operário dado ao vinho não enriquecerá: E aquêle que despreza as coisas pequenas, pouco a pouco cairá. 2O vinho e as mulheres fazem apostatar os mesmos sábios, e precipitarão em opróbrio os homens sisudos: 3E aquêle que se mistura com as mulheres mal procedidas, será malvado: Chegará a ser o pasto da podridão e dos bichos, e ficará sendo proposto por um grande escarmento, e será tirada do número a sua alma. 4Aquêle que crê de leve, é leviano de coração, e ficará menoscabado: E o que peca contra a sua alma, não será tido em conta. 5Aquele que folga com a iniquidade, será vituperado: E ao que aborrece a correção, se abreviará a vida: E o que aborrece a loquacidade extingue a malícia. 6Aquêle que peca contra a sua alma, arrepender-se-á de o ter feito: E aquêle que põe a sua alegria na malícia, será desonrado. 7Não repitas palavra má e ofensiva, e não perderás nada. 8Os teus pensamentos não os digas nem ao amigo nem ao inimigo: E se tens algum delito, não lho descubras: 9Porque te ouvirá, e se guardará de ti, e mostrando na aparência que desculpa o teu pecado, te aborrecerá, e com esta disposição de ânimo estará sempre a teu lado. 10Ouviste alguma palavra contra o teu próximo? Morra dentro de ti, ficando seguro de que ela te não fará arrebentar. 11O insensato está como com dores de parto para lançar de si a palavra que ouviu, à semelhança da mulher que geme quando se vê próxima a dar à luz um menino. 12Como seta cravada no músculo carnoso, assim é a palavra no coração do insensato. 13Repreende ao teu amigo, para que não suceda que êle não tenha ainda entendido o que se diz dêle, e te diga: Eu não fiz tal: Ou se o fêz, para que o não torne a fazer. 14Repreende ao teu próximo, porque talvez que êle o não tenha dito: E se o disse para que o não torne a dizer: 15Repreende ao teu amigo: Porque muitas vêzes se diz o que não é assim. 16E. não creias tudo o que se diz: Homem há que peca pela língua, mas que não peca de coração. 17Pois quem há que não tenha pecado com a sua língua? Repreende ao próximo antes que o ameaces. 18E dá lugar ao temor do Altíssimo: Porque tôda a sabedoria consiste no temor de Deus, e nela se ensina a temer a Deus, e em tôda a sabedoria se acha a disposição da lei. 19E a sabedoria não é doutrina de maldade: E não é pensamento de pecadores a prudência. 20Há uma malícia, e é ela em si mesma execração: E é insipiente o que está falto de sabedoria. 21Um homem, que tem pouca sabedoria, e que é falto de senso, mas que tem o temor de Deus, vale mais do que o que tem um grande senso, mas que quebra a lei do Altíssimo. 22Há uma sagacidade que não erra o golpe, mas ela é injusta. 23E tal há que fala francamente, e não diz senão a verdade. Tal há que se humilha maliciosamente, e o seu interior está cheio de dolo:. 24E tal há que se submete excessivamente com uma profunda humilhação: E há quem abaixa o seu rosto, e finge que não vê o que é segrêdo: 25E no caso que pela debilidade das fôrças se ache impedido para pecar, se achar ocasião de fazer mal, fá-lo-á. 26Pela vista 'se conhece uma pessoa, e pelo ar do rosto se discerne o homem sensato. 27O vestido do corpo e o riso dos dentes, e o andar do homem, dão a conhecer qual êle é. 28Há uma falsa repreensão que nasce da ira dum homem insolente: E há um juízo, que se prova não ser justo: E há quem se cala, e êste é prudente.

Eclesiástico 20

1Quanto melhor é arguir a um homem, e não ata-lhar no discurso ao que vai confessando a própria falta, do que manter no peito a sua ira! 2A concupiscência do eunuco deflorará a doze-linha: 3Assim o que exercita com violência um juízo iníquo. 4Que boa coisa é que o corrigido manifeste o seu arrependimento! Porque assim evitarás tu o pecado voluntário. 5Há homem que, estando calado, é tido por sábio: E há homem que se faz odioso por ser descomedido no falar. 6Há homem que se cala não tendo senso para falar: E há homem que se cala sabendo para isso o tempo oportuno. 7O homem sábio estará em silêncio até um certo tempo: Mas o leviano, e o imprudente não -observarão o tempo. 8Aquêle que fala muito, ofenderá a sua alma: E aquêle que arroga a si o poder injustamente, será aborrecido. 9Às vêzes sucede bem nos males ao homem que vive sem regra, porém o que êle inventa vem a ceder em sua própria ruína, 10Há dom, que não é útil: E há dom, que é do-bradamente recompensado. 11Muitas vêzes há perda pelo alcance da glória: E homem há que levantará cabeça pela sua humilhação. 12Há homem que comprará muitas coisas por um baixo preço, mas tornando depois a dar por elas sete vêzes em dôbro. 13O sábio faz-se amável pelas suas palavras: Mas as graças dos. insensatos entornar-se-ão. 14O donativo do insensato não te será útil: Porque êle tem sete olhos com que te mira: 15tle dará pouco, e lançá-lo-á muitas vêzes em rosto: E quando a sua bôca se abre é ela um ateado incêndio. 16Um empresta hoje, e torna-o a pedir amanhã: Êste tal homem faz-se odioso. 17O insensato não terá amigo, e o bem que êle faz não será agradecido: 18Porque os que lhe comem o pão, o enganam com as suas palavras. Quantas vêzes não escarnecerão dêle os homens, e em quão grande número? 19Porque não soube distribuir com reto. discernimento o que havia de reter: E deu semelhantemente o que não era para se guardar. 20Aquêle que se vale da língUa para enganar, é na sua queda como um homem que cai sôbre o pavimento: Assim a ruina dos maus virá de súbito. 21O homem desengraçado será como um conto vão, repetido na bôca de gente mal criada. 22A parábola será mal recebida vindo da bôca do insensato: Porque não a diz a seu tempo. 23Homem há que se acha com embaraço para pecar em razão de lhe faltarem os meios, porém sentir-se-á estimulado no seu descanso. 24Há homem que perderá a sua alma por um excesso de vergonha, e perdê-la-á em atenção de uma pessoa imprudente, mas a si mesmo se perderá pela acepção da tal pessoa. 25Tal há que promete ao seu amigo por um pejo indiscreto, mas vem-no gratuitamente a lucrar por inimigo. 26A mentira é no homem um opróbrio que muito o deslustra, e ela se achará incessantemente na bôca da gente sem criação. 27Melhor é um ladrão do que um homem que mente de continuo, mas ambos terão por herança a perdição. 28Os costumes dos homens mentirosos são sem honra, e a sua confusão anda com êles sempre de companhia. 29O sábio a si mesmo conciliará a estimação pelas suas palavras, e o homem prudente agradará aos grandes. 30Aquêle que cultiva a sua terra, fará um alto monte dos seus frutos: E o que faz obras de justiça, será em pessoa exaltado: E o que agrada aos grandes, fugirá da iniqüidade. 31Os presentes e as dádivas cegam os olhos dos juízes, e na sua bôca são como uma mordaça que os emudece, apartando as sentenças que deviam dar contra os culpados. 32Suponha-se que a sabedoria se conserva escondida, e que o tesouro não está visível, que utilidade haverá em ambas estas coisas? 33Melhor é aquêle homem que encobre a sua insipiência, do que aquêles que escondem a sua sabedoria.

Eclesiástico 21

1Filho, pecaste? Não tornes a pecar: mas ora ainda pelas tuas faltas passadas para que elas se te perdõem. 2Foge dos pecados como da vista de uma cobra: Porque se te chegares para êles apoderar-se-ão de ti. 3Os seus dentes são dentes de leão, que matam as almas dos homens. 4Todo o pecado é como uma espada de dois fios, a sua ferida não tem cura. 5A descompostura de palavras e as injúrias ani-quilarão a fazenda: E a casa que se acha num excessivo auge opulenta, será destruída pela soberba: Do mesmo modo o cabedal do soberbo ficará arrancado pela raiz. 6A deprecação do pobre chegará desde a sua bôca até aos ouvidos de Deus, e prontamente lhe virá a justiça. 7Aquêle que aborrece a repreensão, caminha por cima das pegadas do pecador: E aquêle que teme a Deus, converter-se-á do intimo do seu coração. 8O homem poderoso de longe é conhecido pela sua língua atrevida: E o sábio conhece o modo de se escapar dêle. 9Aquêle que edifica a sua casa à custa alheia, é como: o que ajunta as suas pedras no inverno. 10A assembléia dos pecadores é como um montão de estopa e seu fim será o serem consumidos pelo fogo. 11O caminho dos pecadores é calçado de pedras unidas entre si, mas no seu último remate não haverá para êles mais do que infernos, e trevas, e penas. 12Aquêle que guarda a justiça, penetrará o espírito dela. 13A sabedoria, e o bom senso é o fruto do perfeito temor de Deus. 14Aquêle que não é sábio no bem, nunca jamais será instruído. 15Há porém uma sabedoria, que abunda no mal: Mas não há bom senso onde há amargura. 16A ciência do sábio trasborclará como uma inundação, e o seu conselho permanece como uma fonte de vida. 17O coração do insensato é como um vaso quebrado, e não reterá nada da sabedoria. 18O sábio em ouvindo qualquer palavra judiciosa louvá-la-á, e lançará mão dela sôbre o mais que sabe para seu proveito: Ouviu-a O vicioso, porém não lhe agradará, e êle a deitará para trás das suas costas. 19A conversação do insensato é como uma carga que pesa no caminho: Mas nos lábios do sábio achar-se-á a graça. 20A bôca do homem prudente é buscada na assembléia, e os outros pensarão nas suas palavras dentro nos seus corações. 21A sabedoria é para o imprudente como uma casa arruinada: E a ciência do insensato é uma confusão de palavras mal digestas. 22A doutrina é para o imprudente como uns grilhões aos pés, e como umas cadeias, que lhe carregam a mão direita. 23O insensato quando se ri levanta a sua voz: Mas o varão sábio apenas se sorrirá em silêncio. 24A doutrina é para o homem prudente um ornamento de ouro e como um bracelete no braço direito. 25O pé do insensato é fácil em se meter em casa do vizinho: Mas o homem de larga experiência ver-se-á acanhado para visitar a pessoa do poderoso. 26O insensato olhará da janela para uma casa: Mas o homem discreto estará posto de fora. 27Indício é de homem insensato pôr-se a escutar pela porta: E ao prudente será insuportável esta baixeza. 28Os lábios dos imprudentes dirão fatuidades: Mas as palavras dos homens prudentes serão pesadas na balança. 29Na bôca dos insensatos está o seu coração: E no coração dos sábios se acha a sua bôca. 30Quando o ímpio amaldiçoa ao diabo, amaldiçoa êle mesmo a sua alma. 31O mexeriqueiro contaminará a sua alma, e entre todos será aborrecido: E o que ficar com êle será odioso: O homem calado e prudente será honrado.

Novo TestamentoAp 11

Apocalipse 11

1E deu-se-me uma cana semelhante a uma vara, e foi-me dito: Levanta-te e mede o templo de Deus, e o altar, e os que nele fazem as suas orações: 2Mas o átrio, que está fora do Templo, deixa-o de fora, e não o meças: Porque êle foi dado aos gentios, e êles hão de pisar com os pés a Cidade Santa por quarenta e dois meses: 3E darei às minhas duas testemunhas e êles vestidos de saco profetarão por mil duzentos e sessenta dias. 4Êstes são duas oliveiras, e dois candieiros, postos diante do Senhor da terra. 5Se alguém pois lhes quiser fazer mal, sairá fogo das suas bôcas, que devorará a seus inimigos: E se alguém os quiser ofender, importa que êle seja assim morto. 6Eles têm poder de fecliar o Céu, pára que não chova, pelo tempo que durar a sua profecia: E têm poder sôbre as águas, para as converter em sangue, e de ferir a terra com todo o gênero de pragas, tôdas as vêzes que quiserem. 7E depois que êles tiverem acabado de dar o seu testemunho, uma fera que sobe do abismo, fará contra eles guerra, e vencê-los-á e matá-los-á. 8E os seus corpos jazerão estirados nas praças da grande cidade, que se chama espiritualmente Sodoma e Egito; onde também o Senhor deles foi crucificado. 9E os das tribos, e povos, e línguas, e nações verão os corpos deles estirados por três dias e meio: E não permitirão que os seus corpos sejam postos em sepul-, cros: 10E os hábitantes da terra se alegrarão sôbre eles e farão festas: E mandarão presentes uns aos outros, porque êstes dois Profetas tinham atormentado aos que habitavam sôbre a terra. 11Mas depois de três dias e meio o espirito de vida entrou neles da parte -de Deus. E êles se levantaram sôbre os seus pés, e dos que os viram se apoderou um grande temor. 12E ouviram uma grande voz do Céu, que lhes dizia: Subi para cá. E subiram ao Céu em uma nuvem e os viram os inimigos deles. 13E naquela hora sobreveio um grande terremoto, e caiu a décima parte da cidade, e no terremoto foram mortos os nomes de sete mil homens: E os demais foram atemorizádos e deram glória ao Deus do Céu. 14É passado o segundo ai: E eis aqui o terceiro que cedo virá. 15E o sétimo Anjo tocou a trombeta: E ouviram-se no Céu grandes vozes, que diziam: O Reino deste Mundo passou a ser de nosso Senhor, e do seu Cristo, e: êle reinará por séculos de séculos: Amém. 16E os vinte e quatro Anciãos, que diante de Deus estão assentados nas suas cadeiras, se prostraram sôbre os seus rostos, e adoraram a Deus, dizendo: 17Graças te damos, Senhor Deus Todo-Poderoso, que és, e que eras, e que hás de vir: Por haveres recebido o teu grande poderio, e entrada no teu Reino. 18E as gentes se irritaram, mas chegou a tua ira, e o tempo de serem julgados os mortos, e de dar o galardão aos Profetas teus servos, e aos Santos, e aos que temem o teu Nome, aos pequenos, e aos grandes, e de exterminar aos que corromperam a terra. 19Então foi aberto no Céu o Templo de Deus: E apareceu a Arca do seu Testamento no seu Templo, e sobrevieram relâmpagos, e vozes, e um terremoto, e uma grande chuva de pedra.

Salmos e ProvérbiosPr 28,23-28

Provérbios 28

23Aquêle que repreende a um homem, achará depois graça para com êle, muito mais do que aquêle outro que o engana com as lisonjas da sua língua. 24Aquêle que tira alguma coisa a seu pai, e a sua mãe, e diz que isto não é pecado, tem parte no crime dos homicidas. 25Aquêle que se jacta, e que se incha de soberba, excita contendas:' Mas o que espera no Senhor, será curado. 26Aquêle que. confia no seu coração é um insensato: Mas o que anda sàbiamente, será com efeito salvo. 27Aquêle que dá ao pobre, não terá necessidade: Aquêle que o despreza quando lhe pede, cairá em penúria. 28Quando os ímpios fôrem elevados, esconder-se-do os homens: Quando êles perecerem, multiplicar-sc-ão os justos.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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