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Bíblia em um ano Dia 358/365

Dia 358

Eclo 29–31 · Ap 15–16 · Pr 30,1-6 · cerca de 15 min

  1. Antigo TestamentoEclo 29–31
  2. Novo TestamentoAp 15–16
  3. Salmos e ProvérbiosPr 30,1-6
Destaque da leitura de hoje“Não acrescentes nada às suas palavras, para não seres por isso repreendido, e achado mentiroso.”Provérbios 30,6

Antigo TestamentoEclo 29–31

Eclesiástico 29

1Aquêle que usa de misericórdia, empresta a juro ao seu próximo: E aquêle que é de mãos liberais guarda os mandamentos. 2Empresta a teu próximo no tempo da sua necessidade, mas tu também restitui o seu ao próximo no devido tempo. 3Mantém a tua palavra, e trata fielmente com êle: E em todo o tempo acharás o que te é necessário. 4Muitos olharam para o que se lhes emprestou, como para uma coisa que êles acharam, e deram pena aqueles que os ajudaram. 5Êles beijam as mãos do que lhes empresta o seu dinheiro, até que o tenham recebido, e nas promessas que lhe fazem abaixam com submissão a sua voz: 6Mas chegando o prazo em que um dêstes deve pagar a divida, pedirá espera, e dirá palavras de enfado e de murmuração, e escusar-se-ã com o tempo: 7E se puder pagar, êle primeiramente repugnará a isso, depois dará apenas a metade do capital, e a reputará como uma coisa achada: 8E senão, defraudará ao credor do seu dinheiro, e sem causa alguma o ficará tendo por inimigo: 9E lhe pagará com injúrias e más palavras, e pela honra e benefício recebido lhe corresponderá com ultrajes. 10Muitos deixaram de emprestar não por desumanidade, mas porque temeram ser defraudados sem o me-recerem. 11Apesar de tudo isto, sê tu mais generoso no teu ânimo para com o humilde, e havendo de lhe dar esmola não lha andes procrastinando. 12Por causa do mandamento acode ao pobre: E não o deixes ir com as mãos vazias em atenção da sua indigência. 13Perde o teu dinheiro por amor do teu irmão, e do teu amigo: E não o escondas debaixo duma pedra para ficar perdido. 14Põe o teu tesouro nos preceitos do Altíssimo, e isto te aproveitará mais do que o ouro. 15Encerra a esmola no coração do pobre, e ela rogará por ti para te livrar de todo o mal. 16Ela pelejará contra teu inimigo de 17fendendo-te mais do que o escudo, e 18mais do que a lança do esforçado. 19O homem de bem dá fiança pelo seu próximo: e o que houver perdido a vergonha, o abandonará para que lá se avenha. 20Não te esqueças nunca da graça que te fêz o que ficou por teu fiador: Porque êle expôs a sua alma por te valer. 21O pecador e o impuro foge do fiador. 22O pecador se apropria a si os bens do que ficou por seu fiador: E sendo êle de coração ingrato desamparará ao seu libertador. 23Um homem fica por fiador de seu próximo: E quando êste tal tiver perdido a vergonha, será dele desamparado. 24O meter-se a afiançar com demasiada inconsi-deração tem perdido a muitos que iam bem nos seus negócios, e os deixou agitados como ondas do mar. 25Ela fêz mudar de habitação a homens poderosos trazendo-os num contínuo giro, e assim andaram vagabundos entre nações estranhas. 26O pecador que viola o mandamento do Senhor, se meterá a responder indiscretamente por outro: E aquêle que empreende muitos negócios, cairá no rigor do juízo. 27Assiste ao teu próximo conforme as posses que tiveres para isso, mas olha por ti, não caias tu também. 28O essencial da vida do homem é a água e pão, e vestido, e casa que cubra o que o pêjo quer que esteja escondido. 29Aquilo que o pobre come debaixo de qualquer coberta de paus é melhor do que o esplêndido das iguarias em região estranha sem domicílio próprio. 30O pouco te contente como o muito, e não ouvirás os impropérios que sofre o que anda fora da sua terra. 31Vida desgraçada é a daquele que se anda hospedando de casa em casa: E em tôda a parte em que fôr hóspede, não obrará com confiança, nem ousará abrir a bôca. 32Êle noutras ocasiões terá hospedado a outros, e terá dado de comer, e de beber a ingratos e depois disto ouvirá coisas que lhe amarguem. 33Anda, hóspede, e vai pôr a mesa: E dá de comer aos mais do que tens à mão. 34Retira-te da presença de meus amigos a quem devo honrar: Eu necessito indispensâvelmente da minha casa para receber nela a meu irmão. 35São pesadas estas duas coisas para um homem que tem bom senso: As batibarbas do que nos hospedou em sua casa e os insultos de um credor.

Eclesiástico 30

1Aquêle que ama a seu filho, castiga-o com fre-quência, para que êle se alegre com isso nos últimos tempos da sua vida, e não vá mendigar às portas dos outros. 2Aquêle que ensina a seu filho, nêle será kmvado, e nêle mesmo se gloriará no meio dos seus domésticos. 3Aquêle que ensina a seu filho, excita à emulação a seu inimigo, e entre os seus amigos sc gloriará nêle. 4Morreu o pai dêle, e foi como se não morrera: Porque deixou depois de si um seu semelhante. 5Em sua vida o viu, e nêle se alegrou: Em sua morte não se entristeceu, nem se envergonhou diante dos seus inimigos. 6Porque deixou um defensor da sua casa contra os inimigos dela, e quem fôsse agradecido aos amigos. 7Pelas almas dos filhos atará as suas feridas, e sôbre tôda a voz se turbarão as suas entranhas. 8Um cavalo indômito faz-se intratável, e um filho deixado à sua vontade sairá precipitado. 9Anima a teu filho, e te fará andar assustado: Brin-ca tu com êle, e êle te entristecerá. 10Não te ponhas a rir com êle, para que lhe não sintas as dores, e não te desbotem no fim os dentes. 11Não lhe dês largas na sua mocidade, e não desprezes as suas intenções. 12Encurva-lhe a cerviz na mocidade, e zurze-lhe as suas ilhargas enquanto é menino, para que não suceda talvez endurecer-se e não te obedeça, e venha a ser pelo tempo adiante a dor da tua alma. 13Ensina a teu filho, e trabalha pelo formar, para que não tropeces na sua afronta. 14Um pobre são, e alentado de fôrças, vale mais do que um rico fraco, e atormentado de doenças. 15A saúde da alma em santidade de justiça é melhor do que todo o ouro e prata: E o corpo robusto vale mais do que imensos bens. 16Não há riquezas maiores do que as da saúde do corpo: Nem contentamento que seja igual à alegria do coração. 17Melhor é a morte do que a vida amargurada: E o descanso eterno do que um achaque perseverante. 18Os bens escondidos na bôca cerrada são como as cobertas de um banquete postas em tôrno de um sepulcro. 19De que servirá ao ídolo a oblação? Pois que êle nem a comerá, nem lhe tomará o cheiro: 20Assim acontece ao que é perseguido pelo Senhor, levando o pago da sua iniqüidade: 21Vendo com seus olhos, e gemendo como um eunuco que abraça a donzela e suspira. 22Não dês tristeza à tua alma, e não te aflijas a ti mesmo no teu conselho. 23O júbilo do coração êsse é a vida do homem, e um tesouro inexaurivel de santidade: E o regozijo do homem é a longura da sua vida. 24Tem piedade com a tua alma fazendo-te agradável a Deus, e contém-te: Reúne o teu coração na santidade do mesmo Deus, e afugenta para longe de ti a tristeza. 25Porque a tristeza tem morto a muitos, e não há-utilidade nela. 26A inveja e a ira abreviam os dias, e o cuidado fará chegar a velhice antes do tempo. 27Um coração desassombrado, e bom, está em banquetes: Porque as suas iguarias se lhe preparam com diligência.

Eclesiástico 31

1A vigília que se tem para ajuntar bens definhará as carnes e a aplicação a isto tirará o sono. 2O pensamento inquieto sôbre o que há de suceder traz alienado o sentido, e a enfermidade grave faz a alma sóbria. 3Trabalhou o rico por ajuntar fazenda, e no descanso do próprio tráfego será cheio dos seus bens. 4Trabalhou o pobre defraudando-se do sustento, e no fim acha-se necessitado. 5Aquêle que ama o ouro, não será justificado: E aquélc que vai no alcance da corrupção, será cheio dela. 6Muitos deram quedas por causa do ouro, e na vista refulgente dêste consistiu a perdição daqueles. 7Lenho de tropêço é o ouro dos que lhe fazem sacrifícios: Ai daqueles que vão após dêle, e todo o imprudente perecerá por êle. 8Bem-aventurado o rico, que foi achado sem mancha e que se não deixou ir após o ouro, nem esperou no dinheiro, nem nos tesouros. 9Quem é êste, e nós o louvaremos? Porque fêz coisas maravilhosas em sua vida. 10Ao que foi provado no ouro, e se achou ser perfeito, isto lhe servirá de glória eterna: O que pôde transgredir a lei de Deus, e não a transgrediu: O que pôde fazer mal e não o fêz: 11Por isso os seus bens foram assegurados no Senhor, e tôda a igreja dos Santos celebrará as suas esmolas. 12Sentaste-te a uma grande mesa? Não sejas o primeiro que sôbre ela abras a tua garganta. 13Não digas assim: Muitas são as iguarias que há sôbre ela: 14Lembra-te que é má coisa um ôlho maligno: 15Que coisa há entre as criaturas pior do que o ôlho? Por isso êle banhará de lágrimas todo o seu rosto: Quando olhar, 16não sejas o primeiro que estendas a tua mão, e notado pela inveja te venhas a cobrir de rubor. 17Não te portes com desatenta sofreguidão no banquete. 18Por ti mesmo entende o que convém a teu próximo: 19Usa como um homem temperado, do que se te puser diante: Não suceda que por comeres muito te faças odioso. 20Cessa de comer primeiro que todos em sinal da tua boa criação: E não te desmandes, para que não suceda vires a cair em falta. 21E se te assentaste entre muitas pessoas não estendas a tua mão antes delas, nem sejas o primeiro que peças de beber. 22Assaz bastante é para qualquer homem regrado uma pequena porção de vinho, e quando dormires não terás o sono inquieto, por seu respeito, nem sentirás dor. 23Vigília, cólera, e ânsias terá o homem intempe-rante: 24No homem parco se achará um sono de saúde, dormirá até pela manhã e a sua alma se deleitará com êle. 25E se fôres obrigado a comer muito levanta-te do meio, vai despejar o teu estômago: E esta descarga te aliviará, e não meterás no teu corpo uma doença. 26Ouve-me, filho, e não me desprezes: E no fim reconhecerás a verdade das minhas palavras. 27Se pronto em tôdas as tuas ações e não te virá nenhuma enfermidade. 28Os lábios de muitos bendirão àquele que dá de comer liberalmente, e o testemtmho da sua verdade é fiel. 29Contra o malvadissimo em dar pão murmurará à cidade, e o testemunho ela sua malignidade é verdadeiro. 30Não provoques a beber aqueles que são amigos do vinho: Porque o vinho perdeu a muitos. 31O fogo prova o duro ferro: Assim o vinho bebido até embriagar dará a conhecer os corações dos soberbos. 32O vinho bebido com sobriedade é uma segunda vida para os homens: Se tu o beberes moderadamente, serás sóbrio. 33Que vida é a daquele que se deixa vencer do vinho? 34Que coisa é a que nos priva da vida? A morte. 35O vinho desde o princípio foi criado para regozijo, e não para embriaguez. 36O vinho bebido moderadamente é o júbilo da alma. e do coração. 37A bebida sóbria é a saúde da alma e do corpo. 38O vinho bebido com excesso traz consigo irrita-ção e ira, e muitas ruínas. 39O vinho bebido em demasia é a amargura da alma. 40A animosidade da embriaguez é o tropeço do imprudente, diminui a fôrça, e ocasiona feridas. 41Em um convite de vinho não argúas ao próximo: E não o desprezes na fôrça da sua alegria: 42Não lhe digas palavras de impropério: E não o apertes desafiando-o com os teus brindes.

Novo TestamentoAp 15–16

Apocalipse 15

1E vino Céu outro sinal grande, e admirável, sete Anjos que tinham as sete últimas pragas: Porque nelas é consumada a ira de Deus. 2E vi assim um coro mar de vidro envolto em fogo, e aos que venceram a Bêsta, e a sua imagem, e número do seu nome, que estavam sôbre o mar de vidro, tendo citaras de Deus: 3E cantavam eles o cântico do servo de Deus Moisés, e o cântico do cordeiro, dizendo: Grandes e admiráveis são as tuas obras, ó Senhor Deus todo poderoso; justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó rei dos séculos. 4Quem te não temerá, Senhor, e quem não engrandecerá o teu nome? porque só tu és piedoso: Em consequência do que todas as nações virão e se prostrarão na tua presença, porque os teus juízos foram manifestados. 5E depois disto olhei, e eis que vi que o templo do Tabernáculo do testemunho se abriu no Céu: 6E os sete Anjos, que traziam as sete Pragas, saíram do templo, vestidos de linho puro e branco, e cingidos pelos peitos com cintas de ouro. 7Então um dos quatro animais deu aos sete anjos sete cálices de ouro, cheios da ira de Deus, que vive por-séculos de séculos.: 8E o templo se encheu de fumo pela majestade do Deus e da sua virtude: E ninguém podia entrar no templo, enquanto se não cumprissem as sete Pragas dos sete anjos.

Apocalipse 16

1E ouvi uma grande voz, que saía do Templo, a qual dizia aos sete Anjos: Ide, e derramai sôbre a terra os sete cálices da ira de Deus. 2E foi o primeiro, e derramou o seu cálice sôbre a terra, e veio um golpe cruel; e perniciosissimo sôbre os homens, que tinham o sinal da Bêsta: E sôbre aqueles que adoraram a sua imagem.: 3Derramou também o segundo anjo o seu cálice sôbre o mar, e se tornou em sangue como de um morto: E morreu no'mar tôda a alma vivente. 4Eo terceiro derramou o seu cálice sôbre os rios e sôbre as fontes das águas, e estas se converteram em sangue. 5E ouvi dizer ao Anjo das águas: Justo és, Senhor, que és, e que eras Santo, que isto julgaste: 6Porque êles derramaram o sangue dos Santos e dos Profetas, lhes deste também a beber sangue: Porque assim o merecem. 7E ouvia outro que dizia do Altar: Certamente, Senhor Deus Todo-Poderoso, verdadeiros e justos são os teus juízos. 8E o quarto Anjo derramou o seu cálice sobre o Sol, e foi-lhe dado poder de afligir os homens com calor e fogo: 9E os homens se abrasaram com um calor devorante, e blasfemaram o nome de Deus, que tem poder sôbre estas Pragas, e não se arrependeram para lhe darem glória. 10Derramou igualmente o quinto Anjo o seu cálice sôbre o trono da Besta: E o seu Reino tornou-se tenebroso, e os homens se morderam a si mesmos as línguas com a veemencia da sua dor: 11TE blasfemaram o Deus do Céu por causa das suas dores e das suas feridas, e não fizeram penitência das suas obras. 12E derramôu o sexto Anjo o seu cálice sôbre aquele grande rio Eufrates: E secou as suas águas, para que se aparelhasse caminho para os reis do Oriente. 13E eu Yi saircm da bôca cio Dragão, e da bôca da Bêsta, e da bôca do falso Profeta, três espíritos imundos, semelhantes às rãs. 14Tstes pois são uns espíritos de demônios, que fazem prodígios e que vão aos reis de tôda a terra, para os ajuntar para a batalha no grande dia do Deus Todo Poderoso. 15Eis aí venho como ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia e guarda os seus vestidos, para que não ande nu e vejam a sua fealdade. 16E êle os ajuntará num lugar, que em hebraico se chama Armagedon. 17E o sétimo Anjo derramou o seu cálice pelo ar, e saiu uma grande voz do Templo da banda do Trono, que dizia: Está feito. 18Logo sobrevieram relâmpagos, vozes e trovões, e houve um grande tremor de terra: Tal e tão grande terremoto, qual nunca se sentiu desde que existiram homens sôbre a terra. 19E a grande cidade foi dividida em três partes: E as Cidades das Nações cairam, e Babilônia, a grande, veio em memória diante de Deus, para lhe dar a beber o cálice do vinho da indignação da sua ira. 20E tôda a Ilha fugiu, e os montes não foram achados. 21E caiu do Céu sôbre os homens uma grande chuva de pedra, como do pêso dum talento: E os homens blasfemaram de Deus, por causa da Praga da pedra: Porque foi grande em extremo.

Salmos e ProvérbiosPr 30,1-6

Provérbios 30

1Palavras do que congrega, filho do que arrevesa sabedoria., Visão que expôs um varão, com quem está Deus, e que tendo sido confortado pela assistência de Deus que reside nêle, disse: 2Eu sou o mais insensato dos homens, e a sabedoria dos homens não está comigo. 3Eu não aprendi a sabedoria, e não conheci a ciência dos santos. 4Quem subiu ao céu, e desceu dele? quem reteve o vento nas suas mãos? quem atou as águas como num vestido? quem firmou tôda a extensão da terra? qual é o seu nome, e qual é o nome de seu filho, se é que o sabes? 5Tôda a palavra de Deus é purificada ao fogo: Êle é um escudo para os que esperam nêle: 6Não acrescentes nada às suas palavras, para não seres por isso repreendido, e achado mentiroso.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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