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Bíblia em um ano Dia 359/365

Dia 359

Eclo 32–34 · Ap 17 · Pr 30,7-13 · cerca de 14 min

  1. Antigo TestamentoEclo 32–34
  2. Novo TestamentoAp 17
  3. Salmos e ProvérbiosPr 30,7-13
Destaque da leitura de hoje“Não acuses o servo diante de seu Senhor, para gue não suceda amaldiçoar-te êle, e caíres tu.”Provérbios 30,10

Antigo TestamentoEclo 32–34

Eclesiástico 32

1Puseram-te à frente dos outros? não te eleves por isso: Sê entre êles como um dêles mesmos. 2Tem cuidado deles, e depois disto assenta-te, e, cumpridas tôdas as tuas obrigações, põe-te a comer: 3A fim de que êles venham a ser o motivo da tua alegria, e de que tu recebas a coroa, como um ornamento de graça, e de que adquiras louvor da parte de todos os convidados. 4Fala primeiro, tu que és o mais velho: Pois em ti quadra bem 5a primeira palavra proferida com esquisita ciência, e não impeças a música. 6Não esperdices palavras, onde -não há quem dê ouvidos a elas, e rão queiras elevar-te fora de tempo na cua sabedoria. 7Correm igual paralelo uma pedrinha de carbúnculo em engaste de ouro, e um concêrto de músicos em convite de vinho. 8Assim como brilha mais um sinetée de esmeralda encastoado em ouro, assim a: harmonia da música melhor se logra entre um alegre e moderado vinho. 9Ouve em silêncio, e à proporção da tua modéstia, ser-te-á conciliada a boa graça. 10Tu, mancebo, fala com dificuldade no que te toca. 11Se fôres perguntado duas vêzes, tenha concisão a tua resposta. 12Porta-te em muitas coisas como se as ignorasses, e ouve calando e também perguntando. 13No meio dos magnates não te iguales com êles: E onde estão velhos não fales muito. 14Antes da saraiva precederá o relâmpago: E adiante da vergonha andará a graça, e à proporção da modéstia ser-te-á conciliada a boa graça. 15E chegada que seja a hora de te levantares, não te detenhas: Mas corre primeiro que todos para a tua casa, e desenfada-te nela, e recreia ali o teu espírito, 16e faze o que tiveres resolvido no teu pensamento, mas todavia sem intervirem pecados e sem mediar palavra alguma soberba. 17E por tôdas estas coisas bendize ao Senhor que te criou, e que te inebria de todos os seus bens. 18Aquêle que teme ao Senhor, abraçará a sua doutrina: E os que velarem para o buscar acharão bênção. 19Aquêle que busca a lei, será cheio dela: E o que obra com hipocrisia, tropeçará nela. 20Aqueles que temem ao Senhor, conhecerão o que é justo, e farão luzir as suas boas obras como farol. 21O homem pecador evitará repreensão, e achará escusa conforme ao seu desejo. 22O varão de conselho não perderá de vista o acêr-to dêle, o alheio e soberbo não se lhe dará do temor: 23Ainda depois de ter obrado por si sem conselho, mas será argúído pelos seus projetos. 24Filho, não faças coisa alguma sem conselhos, e não te arrependerás depois dela feita. 25Não vás por um caminho de ruína, e não trope-.çarás nas pedras: Nem te metas num caminho traba-lhoso, para que não dês à tua alma ocasião de queda: 26E guarda-te dos teus filhos, e acautela-te dos teus domésticos. 27Em tôda a tua obra dá crédito segundo a sua fé à tua alma: porque assim é que se guardam os mandamentos. 28Aquêle que crê a Deus, atende aos seus mandamentos: E o que nêle confia, não será danificado.

Eclesiástico 33

1Aquele que teme ao Senhor não sobrevirão males, porém Deus o guardará na tentação, e o livrará dos males. 2O sábio não aborrece os mandamentos, nem as leis, e não se fará em pedaços como o navio na tempestade. 3O homem sensato crê na lei de Deus, e a lei lhe será fiel. 4Aquêle que tem de satisfazer com clareza a uma, pergunta, premeditará a sua resposta, e assim depois de ter orado, será atendido, e conservará a disciplina, e então responderá. 5As entranhas do insensato são como as rodas, de um carro: E o?eu pensamento é como um eixo que anda à roda. 6O amigo zombador é como um cavalo de lançamento, que rincha debaixo de todo aquêle que o monta. 7De onde vem que um dia se prefere a outro dia, e também um tempo a outro tempo, e um ano a outro ano, quando o sol que os forma sempre é o mesmo? 8Pela ciência do Senhor foram: distinguidos, depois que o sol foi criado, e desde que guarda o seu preceito. 9E variou as estações, e os dias de festa das mesmas e nelas se celebraram as solenidades à hora deter-minada. 10Dos mesmos dias fêz Deus a uns grandes e sagrados, e a outros pôs no número de dias comuns. E assim é que também todos os homens são feitos do pó e da terra, de que Adão foi formado. 11O Senhor pela grande compreensão da sua sabedoria os distinguiu, e diversificou os seus caminhos. 12A muitos dêles abençoou e exaltou: E a uns dentre os mesmos santificou, e tomou para si: E a outros amaldiçoou, e abateu, e os transtornou depois da sua separação. 13Bem como o barro que toma o oleiro, está na mão do mesmo oficial para lhe dar a forma e disposição que intenta, 14saindo todos os lavores da obra segundo o arbi-trio dêle: Assim o homem se acha na mão daquele que o fêz, e lhe dará a retribuição segundo o seu juízo. 15Contra o mal está o bem, e contra a morte a vida: Assim também contra o homem justo o pecador. E desta maneira medita em tôdas as obras do Altíssimo. Achá-las-ás a duas e duas, e uma oposta à outra. 16E eu fui o último que despertei, como o que ajunta os bagos da uva depois dos vindimadores. 17Eu também esperei na bênção de Deus: E enchi o.lagar, como ci que vindima. 18Olhai que eu não trabalhei só para mim, mas. para todos os que buscam a disciplina. 19Ouvi-me, ó magnates, e todos os povos, e vós, regentes da Igreja, aplicai os ouvidos. 20Não dês em tua vida poder sôbre ti, nem a teu filho, nem a tua mulher, nem a teu irmão, nem a teu amigo: E não dês a outro os bens que possuis: Para que não suceda arrependeres-te disso, e ficares reduzido a pedir-lhos com deprecações. 21Enquanto viveres e respirares, nenhuma pessoa te faça mudar sobre êste ponto. 22Porque melhor é que teus filhos te roguem, do que estares tu olhando para as mãos de teus filhos. 23Em tôdas as tuas obras conserva a tua preemi-nência. 24Não ponhas mácula na tua glória. No dia da consumação do prazo da tua vida, e no tempo do teu trânsito reparte a tua herança. 25Ao asno penso, e vara, e carga: Ào escravo pão, e ensino, e trabalho. 26Êle trabalha quando o castigam, de outra sorte não cuida senão em descansar: Afrouxa-lhe tu as mãos, e verás como êle busca a liberdade: 27O jugo e as correias fazem curvar o pescoço duro, e ao escravo dobram as tarefas contínuas. 28Ao escravo malévolo tortura e ferros, manda-o à tarefa, para que não esteja ocioso: 29Porque a ociosidade tem ensinado muita malícia. 30Põe-no aos trabalhos: Porque assim lhe convém. Mas se êle te não obedecer, aperreia-o com grilhões, porém não excedas nisto, seja a respeito de quem fôr: Em conformidade do que não faças coisa alguma grave sem juízo. 31Se tens um escravo que te é fiel, estima-o como a tua alma: Trata-o como a teu irmão: Porque o adquiriste com o sangue da tua alma. 32Se o tratares mal sem razão, fugir-te-á: 33E se êle tomando o fatinho se retirar: Não sabes a quem te chegues a perguntar, nem por que caminho o hás de buscar.

Eclesiástico 34

1O homem insensato sustenta-se de vãs esperanças e da mentira: E os imprudentes edificam sôbre sonhos. 2Bem como faz o que se abraça com a sombra, e vai atrás do vento: Assim também se porta o que atende a enganosas visões. 3Uma coisa parecida a outra é a visão dos sonhos: Como também a imagem de um homem diante do homem. 4Que coisa será limpada por um imundo? E pelo mentiroso que verdade será dita? 5A adivinhação do êrro, e os agouros mentirosos, e os sonhos dos malfeitores, tudo é vaidade. 6E o teu coração, como o da mulher que está de parto, padece imaginações: Se pelo Altíssimo te não fôr enviada alguma destas visitas, não ponhas nelas o teu coração: 7Porque os sonhos têm feito extraviar a muitos, que caíram, por terem pôsto nêles a sua confiança. 8A palavra da lei será cumprida sem mentira, e a sabedoria será clara na bôca do fiel. 9Que sabe aquêle que não foi tentado? O homem experimentado em muitas coisas, outras muitas revol-verá em seu pensamento: E o que muito aprendeu, saberá dar às coisas uma verdadeira inteligência. 10Aquêle que não tem experiência, pouco sabe: Mas o que se fêz em muitas coisas versado, adquire multiplicada sagacidade. 11Que ciência é a daquele que não foi tentado? O que foi seduzido, far-se-á mui precatado. 12Muitas coisas tenho visto peregrinando, e muitos usos de palavras. 13Algumas vêzes tenho chegado a perigo de morrer por causa destas coisas, mas delas fui livre pela graça de Deus. 14O espirito dos que temem a Deus é buscado por êle, e com um seu olhar será abençoado. 15Porque a sua esperança está posta naquele que os salva, e os olhos de Deus estão sôbre os que o amam. 16Aquele que teme ao Senhor de nada tremerá, e não terá pavor algum: Porque êle mesmo é a sua esperança. 17Bem-aventurada é a alma daquele que teme ao Senhor. 18Para quem olha êle, e quem é a sua fortaleza? 19Os olhos do Senhor estão sobre os que o temem, e êle é o seu protetor poderoso, o seu esteio forte, a sua coberta contra o ardor, e o seu abrigo de sombra no meio-dia, 20êle é defensa contra o tropeço, e socorro contra a queda, êle o que levanta a alma, e alumia os olhos, o que dá saúde, e vida, e bênção. 21A oblação daquele que sacrifica dos bens havidos com injustiça é imunda, e não são agradáveis os escárnios dos injustos. 22O Senhor é só para aquêles que o esperam com firmeza no caminho da verdade e da justiça. 23O Altíssimo não aprova os dons dos iníquos, nem olha para as oblações dos maus: Nem pela multidão dos seus sacrifícios lhes 'perdoará os seus pecados. 24Aquêle que oferece sacrifício da substância dos pobres, «é como o que degola a um filho na presença de seu pai. 25A vida dos pobres é o pão de que necessitam: Aquêle que lho defrauda, é um homem de sangue. 26Quem tira a um homem o pão que êle ganhou com o seu suor, é como o que mata a seu próximo. 27Aquêle que derrama sangue, e o que defrauda o jornaleiro, são irmãos. 28Se um edifica, e outro destrói: Que proveito lhes resulta daqui senão trabalho? 29Se um ora, e outro amaldiçoa, de qual ouvirá Deus a voz? 30Se alguém se lava depois de ter tocado um morto, e o toca outra vez, de que lhe serve o ter-se lavado? 31Assim se porta o homem que jejua pelos seus pecados: O qual se ainda de novo torna a cometer os mesmos, que ganha êle htmilhando-se? Quem atenderá à sua oração?

Novo TestamentoAp 17

Apocalipse 17

1Então veio um dos sete anjos, que tinham os sete cálices, e falou comigo, dizendo: Vem cá, e eu te mostrarei a condenação da grande prostituta, que está assentada sôbre as grandes águas. 2Com quem se corromperam os reis da terra, e que tem embebedado os halfitantes da terra com o vinho da sua prostituição. 3E me arrebatou em espírito ao deserto. E vi uma mulher assentada sôbre uma bêsta de côr de escarlata, cheia de nomes de blasfêmias, que tinha sete cabeças e dez cornos. 4E a mulher estava cercada de púrpura, e de escarlata, e adornada de ouro, e de pedras preciosas, e de pérolas, e tinha uma taça de ouro na sua mão, cheia de abominação, e da imundície da sua torpeza. 5E estava escrito na sua testa este nome:. Mistério: À grande Babilônia, a mãe das devassidões e das abominações da terra. 6E vi esta mulher embebedada do sangue dos Santos, do sangue dos Mártires de Jesus. E quando a vi fiquei espantado com uma grande admiração. 7Então me disse o Anjo: Por que te admiras? Eu te direi o mistério da mulher, e da Bêsta que leva, e que tem sete cabeças e dez cornos. 8A Bêsta, que tu viste, era, e já não é, e ela há de subir do abismo, e há de ser precipitada na perdição: E os habitantes da terra (cujos nomes não estão escritos no Livro da vida desde o princípio do Mundo) se encherão de pasmo, quando virem a Bêsta, que era, e já não é. 9E aqui há sentido que tem sabedoria. As sete cabeças são sete montes, sôbre os quais a mulher está assentada; são também sete reis. 10iVforrcram cinco, resta ainda um, e o outro ainda não veio: E quando êle vier convém que dure pouco tempo. 11E a Bêsta, que era, e que já não é: É ela também a oitava: E” também uma das sete, e caminha à sua perdição. 12E os dez cornos, que tu viste, são dez reis: Que ainda não receberam Reino, mas êles receberão poder como reis, uma hora depois da Besta. 13Êstes têm todos o mesmo intento, e darão a sua fôrça e q seu poder à Bêsta. 14Estes pelejarão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá: Porque êle é o Senhor dos Senhores, e o Rei, dos Reis, e os que são com êle, são os Chamados, os Escolhidos, e os Tieis. 15Disse-me mais o Anjo: As águas que tu viste, onde a Prostituta está assentada, são os Povos, e as Nações, e as Línguas. 16E os dez cornos que tu viste na Bêsta: êstes aborrecerão a Prostituta, e a reduzirão à desolação, e a deixarão nua, e comerão as suas carnes, e queimá-la-ão no fogo. 17Porque Deus lhes pôs nos seus corações o executarem o que é do seu agrado dêle: Que é, darem o seu Reino à Bêsta, até que se cumpram as palavras de Deus. 18E a mulher que viste, é a grande Cidade que reina sôbre os reis da terra.

Salmos e ProvérbiosPr 30,7-13

Provérbios 30

7Duas coisas são as que te pedi: Não mas negues antes que morra. 8Alonga de mim a vaidade, e as palavras de mentira: Não me dês nem a pobreza, nem as riquezas: Dá-me somente o que fôr necessário para viver: 9Para que não suceda que, estando farto, seja eu tentado a te renunciar, e a dizer: Quem é o Senhor? Ou que, constrangido da indigência, me ponha a furtar, e viole por um juramento o nome de meu Deus. 10Não acuses o servo diante de seu Senhor, para gue não suceda amaldiçoar-te êle, e caíres tu. 11Há uma progênie, que amaldiçoa a seu pai, e que não abençoa a sua mãe. 12Há uma progênie, que crê de si que é pura, e contudo ela não está limpa das suas manchas. 13Há uma progênie, cujos olhos são altivos, e as suas pálpebras levantadas para cima.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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