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Bíblia em um ano Dia 62/365

Dia 62

Nm 21–22 · Mc 9,1-17 · Sl 37,1-9 (38) · cerca de 13 min

  1. Antigo TestamentoNm 21–22
  2. Novo TestamentoMc 9,1-17
  3. Salmos e ProvérbiosSl 37,1-9 (38)
Destaque da leitura de hoje“Não há parte sã na minha carne na face cia tua ira: Não há paz nos meus ossos à vista dos meus pecados.”Salmo 37,4 (38)

Antigo TestamentoNm 21–22

Números 21

1O que ouvindo Arad, rei cananeu, que habitava ao Meio-Dia, isto é, que Israel viera pelo caminho dos exploradores, pelejou contra êle; e ficando vencedor, levou dêle os despojos. 2Mas Israel obrigando-se com voto ao Senhor, disse: Se tu entregares nas minhas mãos êste povo, eu arruinarei as suas cidades. 3E o Senhor ouviu os rogos de Israel, entregou-lhe os cananeus, que êle fêz passar à espada, destruídas as suas cidades: e chamou a êste lugar Horman, isto é, anátema. 4E partiram também do monte Hor pela estrada, que conduz ao mar Vermelho, para. rodearem o país de Edom. E começou o povo a enfastiar-se do caminho e do trabalho: 5E falando contra Deus e contra Moisés, disse: Por que nos tiraste dó Egito, para virmos a morrer neste ermo? Falta-nos pão, não há água: a nossa alma se enfastia já deste levíssimo manjar. 6Por esta causa enviou o Senhor contra o povo umas serpentes, que queimavam como fogo, a cujas mordeduras, como fôssem muitíssimos os que morriam, 7vieram ter com Moisés e lhe disseram: Nós pecamos, porque temos falado contra o Senhor e contra ti: roga-lhe que nos livre destas serpentes. E orou Moisés pelo povo, 8e o Senhor lhe disse: Faze uma serpente de bronze, e põe-na por sinal: todo o que sendo ferido olhar para ela, viverá. 9Fêz pois Moisés uma Serpente de Bronze, e pô-la por sinal:.e os que, estando feridos, olhavam para ela, saravam. 10E tendo partido os filhos de Israel, se acamparam em Obot. 11Donde tendo saído, armaram as suas tendas em Jeabarim no deserto, que olha para Moab ao Oriente. 12E abalando dêste lugar vieram à torrente de Zared. 13Deixando a qual se acamparam defronte de Ar non, que é no deserto, e sobressai nos confins dos amorreus. Porque Arnon é o termo de Moab, que separa os moabitas dos amorreus. 14Por isso se diz no Livro das Guerras do Senhor: Assim como fêz no mar Vermelho, assim fará nas torrentes de Arnon. 15Os rochedos das torrentes se inclinaram, para descansarem em A r,. repousarem nos confins dos moabitas. 16Ao sair daquele lugar, apareceu o poço, sôbre o qual falou o Senhor a Moisés, dizendo-lhe: Ajunta o povo, e eu lhe darei água. 17Então cantou Israel êste cântico: Suba o poço. Cantavam acordes: 18O poço, que os príncipes cavaram, e que os chefes do povo prepararam com o que tinha dado a lei, e com os seus bordões. Desta solidão veio o povo a Matana. 19De Matana a Naaliel: de Naaliel a Bamot. 20De Bamot a um vale que está no país de Moab, no cume de Fasga, que olha para o deserto. 21Mandou porém Israel embaixadores a Seon, rei dos amorreus, dizendo: 22Suplico-te que me deixes passar pelo teu país: não declinaremos nem para os campos, nem para as vinhas; não beberemos águas dos teus poços; iremos pela estrada real, até passarmos os teus limites. 23O qual não quis conceder que Israel passasse pelo seu país: Antes tendo ajuntado o seu exército, saiu a encontrar-se com êle no deserto, e veio a Jasa. e deu-lhe batalha. 24Mas foi passado à espada por Israel, que se fêz senhor da sua terra, desde Arnon até Jeboc, e até os filhos de Arnon: porque as fronteiras dos amonitas estavam defendidas por fortes guarnições. 25Tomou pois Israel todas as suas cidades, e habitou nas cidades dos amorreus, isto é, em Hesebon. e nas aldeias vizinhas. 26Porque a cidade de Hesebon pertencia a Seon, rei dos amorreus, que pelejou contra o rei de Moab. e lhe tomou tôdas as terras que tinham sido do seu senhorio, 27Por isso se diz em provérbio: Vinde a Hesebon, edifique-se, e levante-se a cidade de Seon: 28O fogo saiu de Hesebon, a chama da cidade de Seon, e devorou a Ar dos moabitas, e aos habitantes nas alturas de Arnon. 29Ai de ti, Moab; pereceste, povo de Camos. Êle deixou fugir seus filhos. e entregou cativas suas filhas a Seon, rei dos amorreus. 30O seu jugo foi desfeito desde Hesebon até Dibon, chegaram cansados a Nofe, e até Medaba. 31Israel pois habitou no país dos amorreus. 32E enviou Moisés homens que reconhecessem a Jazer: estes tomaram os seus lugarejos, e se senhorearam dos seus habitantes. 33Depois voltaram, e subiram pelo caminho de Basan, e lhes saiu ao encontro Og, rei de Basan com todo o seu povo, para lhes dar batalha em Edrai. 34E o Senhor disse a Moisés: Não tenhas medo dêle, porque em tua mão o entreguei a êle, e todo o seu povo, e todo o seu país: e tu o tratarás como trataste a Seon, rei dos amorreus, que habitava em Hesebon. 35Mataram pois os israelitas também a êste com seus filhos, e todo o seu povo até os acabar de todo, e fizeram-se senhores do seu país.

Números 22

1E tendo partido dali, se acamparam nas planícies de Moab, onde está situada Jericó, além do Jordão. 2Vendo porém Balac, filho de Sefor, tudo o que Israel tinha feito aos amorreus, 3e que os moabitas tinham concebido grande medo dele, e não podiam aturar os seus ataques, 4disse aos anciãos de Madian: Êste povo destruirá todos quantos moram à roda de nós, da mesma sorte que o boi costuma roer as ervas até à raiz. Êste era naquele tempo rei dos moabitas. 5Mandou pois embaixadores a Balaam, filho de Beor, o qual era um adivinho, que habitava sôbre o rio do país dos filhos de Amon, para que o chamassem, e' lhe dissessem: Olha que saiu do Egito um povo, que cobriu a face da terra, o qual está acampado contra mim. 6Vem pois amaldiçoar êste povo, porque êle é mais forte do que eu, a fim de ver se posso por algum modo batê-lo, e lançá-lo fora do meu país. Porque eu sei que será bendito aquele, a quem tu abençoares, e maldito aquele sôbre quem tu lançarés a maldição. 7Partiram pois os senadores de Moab, e os anciãos de Madian, levando nas mãos com que pagar ao adivinho. E como chegassem a Balaam, e lhe referissem tôdas as palavras de Balac: 8Êle lhes respondeu: Ficai aqui esta noite, e eu vos direi tudo o que o Senhor me tiver declarado. Estando êles em casa de Balaam, veio Deus, e disse-lhe: 9Que te querem estes homens, que estão em tua casa?. 10Respondeu Balaam: Balac, filho de Sefor, rei dos moàbitas me mandou 11dizer: Olha que um povo que saiu do Egito, tem coberto a superfície da terra. Vem amaldiçoá-lo, para ver se eu por algum modo o posso afugentar combatendo. 12E Deus disse a Balaam: Não vás com eles, nem maldigas o povo: Porque é bendito. 13O qual, levantando-se pela manhã, disse aos príncipes: Tornai para a vossa terra, porque o Senhor me proibiu ir convosco: 14Voltando os príncipes disseram a Balac: Balaam não quis vir conosco. 15Então lhe enviou Balac de novo outros embaixadores em maior número e de maior qualidade, do que os que antes enviara. 16Os quais chegando a casa de Balaam, lhe disseram: Eis-aqui o que diz Balac, filho de Sefor: Não te demores em vir a mim: 17Eu estou aparelhado para te honrar e tudo quan-' to quiseres te darei: vem e amaldiçoas êste povo. 18Respondeu Balaam: Ainda quando Balac me desse a sua casa cheia de prata e de ouro, eu não poderei trocar a palavra do Senhor meu.Deus, para dizer ou mais. ou menos. 19Rogo-vos que fiqueis aqui ainda esta noite, e para que eu possa saber, que é o que o Senhor me responde de novo. 20Veio pois Deus a Balaam de noite, e lhe disse: Se êstes homens te vieram chamar. levanta-te, e vai com êles: Mas com condição, que faças o que te mandar. 21Levantou-se Balaam de manha, e aparelhada a sua jumenta, partiu-com êles. 22E Deus se irou. E o anjo do Senhor se pôs no caminho diante de Balaam, que ia montado na jumenta, e tinha dois criados consigo. 23A jumenta, vendo o anjo parado no caminho com uma espada desembainhada, afastou-se do caminho, e ia pelo campo. E como Balaam a fustigasse, e a quisesse fazer voltar à estrada, 24pôs-se o anjo numa azinhaga estreita entre dois muros, com que estavam cercadas as vinhas. 25À jumenta, vendo-o, coseu-se tôda com a parede, e comprimiu o pé do que ia montado nela. Porém êle tornou a fustigar: 26Mas o anjo passando a lugar ainda mais apertado, onde não era possível desviar-se nem para a direita, nem para a esquerda, parou adiante. 27E a jumenta, vendo o anjo parado, caiu debaixo dos pés do que ia montado: O qual irado a fustigava mais fortemente com uma vara pelas ilhargas. 28Mas o Senhor abriu a bôca da jumenta, e ela falou: Que te fiz? Por que me feres? Esta é já a terceira vez? 29Respondeu-lhe Balaam: Porque tu o mereceste, e porque fizeste escárnio de mim. Quem tivera uma espada para te matar. 30Disse-lhe a jumenta: Acaso não sou eu a tua bêsta, em que tu sempre costumaste cavalgar até hoje? Dize-me se te fiz eu jamais coisa semelhante. E êle lhe respondeu: Nunca. 31No mesmo ponto abriu o Senhor os olhos de Balaam, e êle viu o anjo parado no caminho com a espada desembainhada, e prostrado por terra o adorou.: 32Ao qual disse o anjo: Por que castigas tu terceira vez a tua jumenta? Eu vim opor-me a ti, porque o teu caminho é perverso, e contrário a mim: 33E se a jumenta se não tivesse desviado do caminho, cedenclo-me. quando eu me opunha à tua passagem, eu te matara, e ela ficará viva. 34Balaam lhe respondeu: Eu pequei, não sabendo que tu te opunhas a mim: Agora porém se não é do teu gôsto que eu vá, voltarei. 35Disse-lhe o anjo: Vai com êstes, mas vê, não fales senão o que eu te mandar. Êle pois se foi com os príncipes. 36O que tendo ouvido Balac, saiu a recebê-lo numa cidade dos moabitas, que está situada na extremidade de Arnon. 37E disse a Balaam: Eu mandei embaixadores a chamar-te, por que não vieste tu logo ver-me? Foi acaso, por que eu te não posso pagar o trabalho da jornada? 38Respondeu-lhe Balaam: Eis-aqui me tens já: Mas poderei eu dizer outra coisa, que não seja o que Deus me puser na bôca? 39Puseram-se pois ambos a caminho, e chegaram a uma cidade, que estava na extremidade do seu reino. 40E Balac tendo feito matar bois, e ovelhas, mandou presentes a Balaam e aos príncipes, que eram com êle. 41E chegada que foi a manhã, levou-o aos altos de Baal, e viu a última parte do povo.

Novo TestamentoMc 9,1-17

Marcos 9

1E seis dias depois tomou Jesus consigo a Pedro, ea Tiago, ea João: E os levou sós a um alto monte em lugar apartado, e transfigurou-se ante êles. 2E os seus vestidos se tornaram resplandecentes, e em extremo brancos como a neve, tanto que nenhum lavandeiro sôbre a terra os poderia fazer tão brancos. 3E lhes apareceu Elias com Moisés e estavam falando com Jesus. 4E respondendo Pedro, disse a Jesus: Mestre, bom será que nós estejamos aqui: E façamos três tendas, para ti uma, e para Moisés outra, e para Elias outra. 5Porque não sabia o que diziam: Pois estavam atônitos de mêdo: 6E formou-se uma nuvem que lhes fêz sombra: E saiu uma voz da nuvem, que dizia: Êste é meu Filho diletíssimo: Ouvi-o. 7E olhando logo em roda, não viram ali mais ninguém, senão sômente a Jesus que estava com êles: 8E ao descerem êles do monte, mandou-lhes que a ninguém contassem o que tinham visto: Até que o Filho do homem houvesse ressurgido dos mortos. 9E êles guardaram segrêdo, disputando entre si, sôbre que queria dizer aquela palavra: Até que houvesse ressurgido dos mortos. 10E lhe perguntaram, dizendo: Pois como dizem os fariseus, e os escribas, que Elias deve vir primeiro? 11Êle respondendo, lhes disse: Elias quando vier primeiro, reformará tôdas as coisas: E como está escrito acêrca do Filho do homem, deve padecer muito, e ser desprezado. 12Mas digo-vos que Elias já veio (e fizeram dele quanto quiseram) como está escrito dele. 13E vindo a seus discipulos, viu perto deles uma grande multidão de gente, e que os escribas estavam disputando com êles. 14E logo todo o povo vendo a Jesus, ficou espantado, e todos se encheram de temor, e correndo a êle o sau-davam. 15E êle perguntou-lhes: Que é o que estais disputando entre vós outros? 16E respondendo um dentre a gente, disse: Mestre, eu te trouxe meu filho, possuido de um espírito mudo: 17O qual onde quer que o apanha, o lança por terra, e o moço deita escuma pela bôca e range os dentes, e vai-se mirrando: E roguei a teus discípulos que o expelissem, e êles não puderam.

Salmos e ProvérbiosSl 37,1-9 (38)

Salmo 37 (38)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 38.

1Salmo de Davi, em memória do sábado. 2Senhor, não me repreendas no teu furor, nem me castigues na tua ira. 3Porque as tuas setas se me cravaram: E assentaste sôbre mim a tua mão. 4Não há parte sã na minha carne na face cia tua ira: Não há paz nos meus ossos à vista dos meus pecados. 5Porque as minhas iniquidades se elevaram por cima da minha cabeça: E como carga pesada se agravaram sôbre mim. 6Apodreceram e corromperam-se as minhas cicatrizes, à vista da minha estultícia. 7Eu me tornei miserável, e todo encurvado: Todo o dia andava oprimido de tristeza. 8Porque os meus lombos estão cheios de ilusões: E não há parte alguma sã na minha carne. 9Estou aflito, e grandemente abatido: Rugia pela fôrça do gemido do meu coração.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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