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Bíblia em um ano Dia 63/365

Dia 63

Nm 23–25 · Mc 9,18-49 · Sl 37,10-23 (38) · cerca de 14 min

  1. Antigo TestamentoNm 23–25
  2. Novo TestamentoMc 9,18-49
  3. Salmos e ProvérbiosSl 37,10-23 (38)
Destaque da leitura de hoje“Acode prontamente em meu socorro, Senhor Deus da minha salvação.”Salmo 37,23 (38)

Antigo TestamentoNm 23–25

Números 23

1Então disse Balaam a Balac: Edifica-me aqui sete altares, e prepara outros tantos novilhos e outros tantos carneiros. 2E tendo feito Balac o que Balaam lhe havia dito, puseram juntamente um novilho e um carneiro sôbre cada altar. 3E Balaam disse a Balac: Fica-te ura pouco ao pé do teu holocausto, enquanto eu vou ver se acaso o Senhor me aparece, e te direi tudo o que êle mandar. 4E partindo a tôda a pressa, apareceu-lhe Deus. E falando-lhe Balaam, disse: Eu levantei sete altares, e pus um novilho e um carneiro sôbre cada um. 5E o Senhor lhe pôs a palavra na bôca, e disse: Torna para Balac, e dir-lhe-ás estas coisas. 6Tornando, achou a Balac pôsto em pé junto do seu holocausto com todos os príncipes dos moabitas: 7e começando a falar em parábola, disse: Balac, rei dos moabitas, me trouxe de Aram, desde os montes do Oriente: vem, me disse, e amaldiçoa a Jacó: apressa-te, e detesta a Israel. 8Como amaldiçoarei eu a quem Deus não amaldi-' çoou? Como detestarei a quem o Senhor não detesta? 9Eu o. verei do cume dos rochedos, e o contemplarei dos outeiros. Êste povo habitará só e não será contado no número das nações. 10Quem poderá calcular o pó de Jacó, e conhecer o número dos filhos de Israel? A minha alma morra da morte dos justos, e o fim da minha vida se assemelhe aos destes homens. 11E disse Balac a Balaam: Que é isto que tu fazes? Eu chamei-te para amaldiçoares os meus inimigos; e tu pelo contrário os abençoas. 12Êle lhe respondeu: Acaso posso eu dizer outra coisa, senão o que o Senhor me mandou? 13Disse-lhe pois Balac: Vem comigo a outro lugar, donde tu vejas uma parte de Israel, sem que O possas ver. todo por inteiro, e amaldiçoa-o daí. 14E tendo-o levado a uma grande eminência no cume do monte Fasga, levantou ali Balaam sete altares, e postos sôbre cada altar um novilho e um carneiro, 15disse a Balac: Deixa-te aqui ficar ao pé do teu holocausto, enquanto eu vou ver se o encontro. 16E como o Senhor lhe aparecesse, e lhe pusesse a palavra na sua bôca, lhe disse: Torna para Balac, e dir-Ihe-ás estas coisas. 17Tornando o achou pôsto em pé junto do seu holocausto, e os príncipes dos moabitas com êle. Balac lhe perguntou: Que é o que te disse o Senhor? 18E êle continuando com a sua parábola, disse: Levanta-te, Balac, e escuta; ouve filho de Sefor. 19Deus não é como o homem capaz de mentir, nem como o filho do homem, sujeito a mudanças. Êle pois disse, e não o fará? Falou, e não o cumprirá? 20Eu fui trazido para abençoar, não posso impedir a bênção. 21Em Jacó não há ídolo, nem em Israel se vê simulacro. Com êle está o Senhor seu Deus, e nêle se ouve o som da vitória do rei. 22Deus o tirou do Egito, a sua fortaleza é semelhante à do rinoceronte. 23Não há agouros em Jacó, nem adivinhações em Israel. A seus tempos se dirá a Jacó e a Israel o que Deus obrou. 24Eis-aqui o povo que se levantará como uma leoa, e se porá em pé como um leão: não se deitará, menos que não devore a prêsa, e que não beba o sangue dos que tiver morto. 25E disse Balac a Balaam: Nem o amaldiçoes, nem o bendigas. 26E êle respondeu: Não te disse eu que havia de fazer tudo aquilo que o Senhor me mandasse? 27E Balac lhe disse: Vem, e levar-te-ei a outro lugar: a ver se é do agrado de Deus que tu dali os amaldiçoes. 28E depois de o ter levado acima do cume do monte Fogor, que olha para o deserto, 29disse-lhe Balaam: Levanta-me aqui sete altares, e prepara outros tantos novilhos, e igual número de carneiros. 30Fêz Balac o que Balaam lhe dissera: e pôs os novilhos, e os carneiros sobre o altar.

Números 24

1Balaam vendo que era do agrado do Senhor que abençoasse a Israel, não foi, como antes tinha ido, buscar os seus agouros: mas voltando o seu rosto para o deserto, 2e levantando os olhos, viu a Israel acampado nas tendas pelas suas tribos: e vindo sôbre êle o Espírito de Deus, 3tornando ao fio da sua parábola, disse: Eis-aqui o que disse Balaam, filho de Beor; eis-aqui o que disse o homem dos olhos tapados: 4Eis-aqui o que disse o ouvinte das palavras de Deus; aquele, que viu as visões do Todo-Poderoso; aquele, que cai, e que deste modo se lhe abrem os olhos. 5Que formosos são os teus pavilhões, ó Jacó; e que belas as tuas tendas, ó Israel! 6São como os vales cobertos de grandes arvoredos; como as hortas junto aos rios que as regam; como as tendas, que o Senhor plantou; como os cedros junto às ribeiras. 7A água correrá do seu alcatruz, e a sua posteridade se fará semelhante às grandes águas. O seu rei será rejeitado por causa de Agag, e o reino lhe será tirado. 8Deus o tirou do Egito, a sua fortaleza é semelhante à do rinoceronte. Êles devorarão os povos, seus inimigos, e lhes quebrarão os ossos, e os traspassarão com as flechas. 9Deitando-se adormeceu como o leão, e como a leoa, que ninguém se atreverá a acordar. O que te abençoar, será também bendito: e o que te amaldiçoar, será tido por amaldiçoado. 10E Balac irado contra Balaam, batendo com as mãos, lhe disse: Eu tinha-te chamado para amaldiçoares os meus inimigos, e tu pelo contrário os tens abençoado já por três vezes: 11Volta para a tua terra. Eu na verdade tinha determinado honrar-te com magnificência, mas o Senhor te privou da honra destinada. 12Respondeu Balaam a Balac: Pois não disse eu aos teus mensageiros, que me mandaste: 13Ainda quando Balac me desse a sua casa atulhada de prata e de ouro, não poderia eu transgredir as ordens do: Senhor meu Deus, para proferir de minha cabeça a mínima coisa, ou em bem, ou em mal: mas eu hei de dizer tudo o que o Senhor me tiver dito. 14Contudo na volta para o meu povo, dar-te-ei um cofiselho, sôbre o que por último há de fazer o teu povo contra êste outro. 15Prosseguindo pois a sua parábola, tornou a dizer: Eis-aqui o que disse Balaam, filho de Beor: Eis-aqui o que disse o homem dos olhos tapados: 16Eis-aqui o que disse o ouvinte das palavras de Deus; o que conhece a doutrina do Altíssimo, e vê as visões do Todo Poderoso; o que caindo tem os olhos abertos. 17Eu o verei, mas não agora: eu o contemplarei, mas não de perto. Nascerá uma Estrela de Jacó, e levantar-se-á uma vara de Israel; e ferirá os capitães de Moab, e destruirá todos os filhos de Set. 18E a Iduméia será sua possessão: a herança de Seir cederá aos seus inimigos: 'Mas Israel obrará valorosamente. 19De Jacó sairá o dominador, e arruinará as relíquias da cidade. 20E como visse Amalec, continuando a parábola, disse: Amalec tem sido o primeiro das gentes, e por fim êle perecerá inteiramente. 21Viu também os cineus: e prosseguindo a parábola, disse: O lugar em que tu habitas é forte: Mas quando tu tiveres estabelecido o teu ninho no rochedo, 22e tiveres sido escolhido da estirpe de Cin, por quanto tempo poderás tu durar? Porque o assírio te cativará. 23E outra vez prosseguindo a parábola, disse: Ai! quem se achará vivo, quando Deus fizer estas coisas? 24Êles virão da Itália nas suas galés; vencerão aos assírios, e arruinarão os hebreus; e por fim também êles mesmos perecerão. 25E levantou-se Balaam, voltou para a sua terra: Balac também voltou pelo mesmo caminho, por onde tinha vindo.

Números 25

1Neste tempo estava Israel em Cetim, e o povo caiu em fornicação com as filhas de Moab, 2as quais os chamaram para os seus sacrifícios. E êles comeram, e adoraram os deuses delas, 3e Israel se consagrou a Beelfegor: e irado o Senhor, 4disse a Moisés: Toma todos os príncipes do povo, e pendura-os em forças contra o sol: Para que o meu furor se aparte de Israel. 5E Moisés disse aos juízes de Israel: Mate cada um aos seus mais chegados, que se consagraram a Beelfegor. 6E ao mesmo tempo um dos filhos de Israel entrou à vista de seus irmãos em casa duma prostituta madianita, vendo Moisés, e todos os filhos de Israel, que choravam diante das portas do tabernáculo. 7O que vendo Finéias, filho de Eleazar, filho do sacerdote Aarão, levantou-se do meio do povo, e tomando um punhal, 8entrou após o israelita naquele lugar infame, e atravessou dum só golpe a ambos, isto é, ao homem e à mulher, pelas suas partes genitais. E logo cessou a praga, que os filhos de Israel padeciam: 9e foram mortos vinte e quatro mil homens. 10E o Senhor disse a Moisés: 11Finéias, filho de Eleazar, filho do sacerdote Aarão, apartou dos filhos de Israel a minha ira: Porque animado do meu zelo foi contra êles, para que eu mesmo não extinguisse os filhos de Israel no meu zêlo. 12Por isso lhe dirás: Adverte que eu lhe dou a paz do meu concerto, 13e que a êle e à sua descendência lhe será dado sacerdócio por um pacto eterno; porque foi zeloso pelo seu Deus, e expiou a maldade dos filhos de Israel. 14O israelita porém que foi morto com a madianita, chamava-se Zambri, e era filho de Saiu, chefe duma família da tribo de Simeão. 15E a mulher madianita, que foi morta com êle, chamava-se Cozbi, e era filha de Sur, o mais ilustre príncipe dos madianitas. 16Falou mais o Senhor a Moisés, dizendo: 17Os madianitas vos experimentem por inimigos, e castigai-os: 18Porque também êles vos trataram a vós como inimigos, e vos seduziram artificiosamente por meio do ídolo de Fogor, e de Cozbi sua irmã, filha do príncipe de Madian, que foi morta no dia da praga por causa do sacrilégio de Fogor.

Novo TestamentoMc 9,18-49

Marcos 9

18Respondendo-lhes Jesus, disse: O' geração incrédula, até quando hei de eu estar convosco? Até quando vos hei de sofrer? Trazei-mo cá. 19Trouxeram-lho então. E ainda bem êle não tinha visto a Jesus, quando logo o espírito imundo o começou a agitar com violência: Até que caiu por terra, onde - se revolvia babando-se todo. 20E perguntou Jesus ao pai dele: Quanto tempo há que lhe sucede isto? E êle disse: Desde a infância: 21E o demônio o tem lançado muitas vêzes no fogo, e muitas na água, para o matar: Porém se tu podes alguma coisa, ajuda-nos, tem compaixão de nós. 22Disse-lhe pois Jesus: Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê. 23E imediatamente o pai do moço gritando, dizia com lágrimas: Sim, Senhor, eu creio: Ajuda-tu a minha inéredu!idade.: 24E Jesus vendo que o povo concorria, ameaçou o espírito imundo, dizendo-lhe: Espírito surdo, e mudo, eu te mando, sai dêsse moço: E não tones à entrar nete. 25Então dando. grandes gritos, e máltratando; o muito, saiu dele, e fitou como morto, de sorte que muitos diziam: Está morto. 26Porém tomando-o Jesus pela mão, o levantou, e êle se ergueu. 27E depois que entrou em casa, perguntaram-lhe seus discípulos particularmente: Por que o não pudemos nós expelir? 28E êle lhes disse: Esta casta de demônios não se pode fazer sair, senão à fôrça de oração, e de jejum. 29E tendo partido dali, caminharam mais além de Galiléia: E não queria que ninguém o soubesse. 30Entretanto ensinava a seus discípulos, e dizia-lhes: O Filho do homem será entregue às mãos dos homens, que lhe tirarão a vida, e êle ressurgirá ao terceiro dia, depois da sua morte. 31Mas êles não entendiam o discurso: E tinham mêdo de lho perguntar. 32Vieram denois a Cafarnaum. Quando êles estavam já em casa, lhes perguntou Jesus: De que vinheis vós tratando pelo caminho? 33Mas êles calaram-se: Porque no caminho haviam disputado entre si qual deles era o maior. 34E sentando-se chamou aos doze, e lhes disse: Se algum quer ser o primeiro, será o último de todos, e o servo de todos. 35E tomando a si um menino, pô-lo no meio dêles: Depois de o abraçar, disse-lhes: 36Todo que receber um dêstes meninos em meu nome a mim me recebe: E todo o que me receber a mim, não me recebe a mim, mas recebe àquele que me enviou. 37Respondeu-lhe João, dizendo: Mestre, vimos a "um: que lançava fora demônios em teu. nome, que nos não segue, e lho proibimos. 38E disse Jesus: Não lho proibais: Porque não há nenhum que faça milagre em meu nome, e que possa logo dizer mal de mim: 39Porque quem não é contra vós, é por vós. 40E qualquer que vos der a beber um copo dágua em meu nome, em atenção a que sois coisa de Cristo: Digo-vos em verdade que não perderá a sua recompensa. 41E todo o que escandalizar a um dêstes pequenos que crêem em mim: Melhor lhe fôra que lhe atassem a roda do pescoço uma mó de atafona, e que o lançassem no mar. 42E se a tua mão te escandalizar, corta-a: Melhor te é entrar na vida eterna manco, do que tendo duas mãos, ir para o inferno, para o fogo que nunca jamais se apaga: 43Onde o bicho que os rói nunca morre, e onde o fogo nunca se apaga. 44E se o teu pé te escandaliza, corta-o: Melhor te é entrar na vida eterna.côxo, do que tendo dois pés ser lançado no fogo do inferno, que nunca jamais se apaga: 45Onde o bicho que os rói nunca morre, e onde o fogo nunca se apaga. 46E -se o teu ôlho te escandaliza, lança-o fora: Melhor te é entrar no reino de Deus sem um ôlho, do que tendo dois ser lançado no fogo do inferno: 47Onde o bicho que os rói nunca morre, e onde o fogo nunca se apaga. 48Porque todos êles serão salgados no fogo, e tôda a vitima será salgada com sal. 49O sal é bom: Porém se êle se fizer insípido, com que o haveis de temperar? Tende sal em vós, e guardai paz entre vós.

Salmos e ProvérbiosSl 37,10-23 (38)

Salmo 37 (38)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 38.

10Senhor, diante de ti está todo o meu desejo: E o meu gemido te não é oculto. 11O meu coração está conturbado, a minha fôrça me desamparou: E ainda o mesmo lume dos meus olhos não está já comigo. 12Os meus amigos, e os meus propínquos se chegaram, e se puseram contra mim. E os que estavam perto de mim, se puseram de longe: 13E faziam seus esforços os que buscavam a minha alma. E os que me procuravam males, falaram coisas vãs: E todo o dia maquinavam enganos. 14Mas eu como um surdo não ouvia: E como um mudo que não abre a sua bôca. 15E tornei-me como homem que não ouve; e que não tem na sua bôca palavras com que se defenda. 16Porque em ti, Senhor, esperei: Tu me ouvirás, Senhor Deus meu. 17Porque disse: Nunca triunfem de mim meus inimigos: E enquanto meus pés estão vacilantes, falaram com orgulho contra mim. 18Porque aparelhado estou para os açoites: E a minha dor está sempre diante de mim. 19Porque eu publicarei a minha iniquidade: E meditarei sôbre o meu pecado. 20Mas os meus inimigos vivem, e se têm fortificado sôbre mim: E se têm multiplicado os que me aborrecem injustamente. 21Os que tornam males por bens, murmuravam de mim, porque eu seguia o que era bom. 22Não me desampares, Senhor Deus meu: Não te apartes de mim. 23Acode prontamente em meu socorro, Senhor Deus da minha salvação.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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