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Bíblia em um ano Dia 69/365

Dia 69

Dt 2–3 · Mc 12,1-16 · Sl 41,1-7 (42) · cerca de 12 min

  1. Antigo TestamentoDt 2–3
  2. Novo TestamentoMc 12,1-16
  3. Salmos e ProvérbiosSl 41,1-7 (42)
Destaque da leitura de hoje“A minha alma está ardendo de sêde pelo Deus forte e vivo: Quando virei e aparecerei diante da face de Deus.”Salmo 41,3 (42)

Antigo TestamentoDt 2–3

Deuteronômio 2

1E partindo dali viemos ao deserto, que leva ao mar Vermelho, como o Senhor mo tinha dito: e andamos muito tempo à roda do monte Seir. 2Então me disse o Senhor: 3Basta cie andares à roda dêste monte: ide para o setentrião: 4e ordena ao povo, dizendo: Vós passareis pelos confins dos filhos de Esaú vossos irmãos, que habitam em Seir. e cies vos temerão. 5Guardai-vos pois de os atacar: Porque eu vos não darei da terra dêles nem quanto um pé pode calcar, visto ter eu dado em possessão a Esaú o monte Seir. 6Comprar-lhes-eis por dinheiro tudo o que houverdes de comer: e também lhes comprareis a água que tirardes e que beberdes. 7O Senhor teu Deus te abençoou em tôdas as obras das tuas mãos: Êle conheceu o teu caminho, como passaste este grande deserto, habitando contigo o Senhor teu Deus por espaço de quarenta anos, e não te tem faltado nada. 8Depois que passamos as terras dos filhos de Esaú nossos irmãos, que habitavam em Seir, pelo caminho da planície de Elat, e de Asiongaber, viemos ao caminho, que guia para o deserto de Moab. 9Então me disse o Senhor: Não pelejes contra os moabitas, e não lhes faças guerra: Porque eu te não darei nada da sua terra, visto que dei Ar em possessão aos filhos de Ló. 10Os Emins foram os seus primeiros habitadores, povo grande, e pujante, e de tão alta estatura que como da linhagem dos Enacins, 11se tinham por gigantes, e eram semelhantes aos filhos dos Enacins. Enfim os moabitas os chamam Emins. 12Em Seir porém habitaram primeiro os horreus: Os quais expulsos e destruídos, habitaram ali os filhos de Esaú, assim como o povo de Israel se estabeleceu na terra da sua possessão, que o Senhor lhe deu. 13Movendo-nos pois para passar a torrente de Za-reb, chegamos a ela. 14Ora o tempo, que nos pusemos em marcha desde Cadesbarne até à passagem da torrente de Zared, foram trinta e oito anos: Até que se extinguiu do campo tôda a geração dos homens de guerra, como o Senhor tinha jurado: 15Cuja mão foi sôbre êles, para os fazer perecer do meio do campo. 16Depois da morte porém de todos estes homens de guerra, 17me falou o Senhor, dizendo: 18Tu passarás hoje os confins de Moab, uma cidade que se chama por nome A r: 19E chegando às vizinhanças dos filhos de Amon, vê lá não pelejes contra êles, nem lhes faças guerra: Porque eu te não darei nada da terra dos filhos de Amon, visto tê-la dado em possessão aos filhos de Ló. 20Êste país foi reputado o país dos gigantes: Porque nêle em outro tempo habitaram os gigantes, que os amonitas chamam Zomzomins, 21povo grande, e numeroso, e de alta estatura, como os Enacins, que o Senhor exterminou de diante dêles: e os fêz habitar em seu lugar, 22como êle fizera a respeito dos filhos de Esaú, que habitam em Scir, exterminando os horreus, e dando-lhes o seu país, que possuem até ao presente. 23Da mesma sorte aos heveus, que habitavam desde Haserim até Gaza, os lançaram fora os capadócios: Os quais tendo saído da Capadócia, os destruíram, e se estabeleceram em seu lugar. 24Levantai-vos, e passai a torrente de Arnon: Eis-aí te entreguei eu nas tuas mãos a Seon amorreu rei de Hesebon, e entra a possuir a sua terra, e peleja contra êle. 25Hoje começarei a meter o terror e o medo das tuas armas nos povos, que habitam debaixo de todo o céu; para que ao ouvir o teu nome fiquem espavoridos, e à maneira das que estão para parir tremam, e sintam dores. 26Eu pois da solidão de Cademot enviei embaixadores a Seon rei de Hesebon com palavras de paz, dizendo-lhe: 27Passaremos pela tua terra, iremos pela estrada real: Não declinaremos nem para a direita, nem para a esquerda. 28Vende-nos tudo o que houvermos mister para comer: dá-nos também pelo nosso dinheiro a água. que bebermos. Permite-nos somente a passagem. 29como fizeram os filhos de Esaú, que habitam em Seir, e os moabitas, que habitam em Ar: até que cheguemos ao Jordão, e passemos à terra. que o Senhor nosso Deus está para nos dar. 30Mas Seon rei de Hesebon não nos quis dar passagem: porque o Senhor teu Deus ihe tinha obdurado o espírito, e empedernido o seu coração, para êle te ser entregue às mãos, como tu agora vês. 31Então me disse o Senhor: Eis comecei eu a te entregar Seon com o seu país, começa a possuí-lo. 32E Seon saiu em nosso encontro com todo o seu povo, para nos dar batalha em Jasa. 33E o Senhor nosso Deus no-lo entregou: E nós o derrotamos com seus filhos e com todo o seu povo. 34Tomamos-lhe ao mesmo tempo tôdas as suas cidades: Mortos os seus habitantes. homens e mulheres e meninos, e nelas não deixamos nada: 35Exceto os animais, que vieram a ser presa dos saqueadores: e os despojos das cidades, que tomamos 36desde Aroer, que está sôbre a ribanceira da torrente de Arnon, cidade situada no vale, até Galaad. Não houve aldeia nem cidade, que escapasse às nossas mãos: Tôdas no-las entregou o Senhor nosso Deus: 37Tirando o país dos filhos de Amon, a que não chegamos: e tudo o que está nos arredores da torrente de Jeboc, e as cidades situadas nas serras, com todos os lugares, onde o Senhor nosso Deus nos proibiu que entrássemos:

Deuteronômio 3

1Tendo pois voltado tomamos o caminho de Basan: e Og, rei de Basan, saiu ao nosso encontro com o seu povo para nos dar batalha em Edrai. 2Então me disse o Senhor: Não o temas: porque êle te foi entregue com todo o seu povo e o seu país: e lhe farás a êle como fizeste a Seon, rei dos amorreus, que habitava em Hesebon. 3O Senhor nosso Deus pois entregou nas nossas mãos a Og, rei de Basan, e a todo seu povo: e os passamos a cutelo sem perdoar a nenhum, 4devastando ao mesmo tempo tôdas as suas cidades: Não houve cidade, que nos escapasse: Tomamos sessenta cidades, e todo o país de Argob que era o reino de Og, em Basan. 5Tôdas as cidades estavam fortificadas com muros altíssimos, e portas e trancas, afora inumeráveis povoações, que não tinham muros. 6E os destruímos, como tínhamos feito a Seon rei de Hesebon, arruinando-lhes todas as suas cidades, matando-lhes homens e mulheres e meninos: 7E tomamos-lhes os seus gados com os despojos das cidades. 8Nós pois neste tempo nos fizemos senhores do pais dos dois reis dos amorreus, que estavam na banda de aquém do Jordão, desde a torrente de Arnon até o monte Hermon, 9o qual os sidônios chamam Sarion, e os amorreus Sanir: 10Tôdas as cidades, que estão situadas na campina, e todo o país de Galaad e de Basan até Selca, e Edrai, cidades do reino de Og em Basan. 11Porque Og, rei de Basan, era o único que tinha ficado da estirpe dos gigantes. Em Rabat, cidade dos filhos de Amon, se mostra o seu leito de ferro, que tem nove côvados de comprido, quatro de largo, pela medida de um côvado de mão de homem. 12E naquele tempo entramos nós de, posse deste país desde Aroer, que é sôbre a ribanceira da torrente de Arnon, até o meio da serra de Galaad: e dei as cidades situadas nelas às tribos de Rúben e de Gad. 13A outra parte porém de Galaad, e todo o Basan, que é o reino de Og, e todo o país de Argob, dei-os eu à meia tribo de Manasses: e todo o país de-Basan se chama a terra dos gigantes. 14Jair filho de Manasses possuiu todo o país de Argob até os confins de Gessuri, e de Macati. E chamou do seu nome a Basan, Havot-Jair, isto é, aldeias de Jair, como elas se nomeiam ainda hoje. 15Dei também Galaad a Maquir. 16E às tribos de Rúben e de Gad dei da terra de Galaad até à torrente de Arnon a metade da torrente, e dos seus confins até à torrente de Jeboc, que é a fronteira dos filhos de Amon: 17Com a campina do deserto, e o Jordão, e os limites desde Ceneret até o mar do deserto, que é salgadíssimo, até às faldas do monte Fasga para o Oriente. 18Neste mesmo tempo vos dei eu esta ordem, dizendo: O Senhor vosso Deus vos dá esta terra por herança, marchai pois armados diante dos filhos de Israel vossos irmãos, todos vós os que sois homens de valor: 19Exceto as mulheres, e meninos e animais. Porque eu sei que tendes um grande número de gados, e estes deverão ficar nas cidades, que eu vos dei, 20até que o Senhor dê o descanso a vossos irmãos, assim como vo-lo deu a vós: e êles possuam também a terra, que está para lhes dar na banda de além do Jordão: Então cada um de vós voltará a gozar das terras que eu vos tenho dado. 21Também então fiz esta advertência a Josué, dizendo: Os teus olhos viram como o Senhor vosso Deus tratou a êstes dois reis: o mesmo fará êle a todos os reinos, a que tu tens de passar. 22Não os temas: Porque o Senhor vosso Deus pelejará por vós. 23E eu roguei ao Senhor naquele tempo, dizendo: 24Senhor Deus, tu começaste a mostrar ao teu servo a tua grandeza, e a tua mão poderosíssima: Porque não há outro Deus ou no céu, ou na terra, que possa fazer as tuas obras, ou comparar-se com a tua fortaleza. 25Passarei pois, e verei essa excelente terra além do Jordão, êsse belo monte, e o Líbano. 26E o Senhor se irou contra mim por causa de vós e não me ouviu, mas disse-me: Basta: Não me fales mais nisto. 27Sobe ao cume do monte Fasga, e lança os teus olhos em roda para o ocidente, e para o setentrião, para o meio-dia e para o oriente, e olha: Porque tu não passarás este Jordão. 28Dá as tuas ordens a Josué, e anima-o e fortalece-o: Porque êle é que há de marchar diante dêste povo, e que há de repartir por êles a terra que tu verás. 29E ficamos no vale defronte do templo de Fogor.

Novo TestamentoMc 12,1-16

Marcos 12

1Começou depois Jesus a falar-lhes por parábolas:. Um homem plantou uma vinha e cercou-a com uma sebe, e cavando fêz um lagar, e edificou uma tôrre, e arrendou-a a uns lavradores; depois ausentou-se para longe. 2E chegado o tempo enviou aos lavradores um servo, que fôsse reteber dos mesmos lavradores o que lhe deviam do fruto da sua vinha. 3les apanhando-o às mãos o feriram e o remeteram com as mãos vazias. 4E enviou-lhes de novo outro servo: E também a êste o feriram na cabeça, e o carregaram de afrontas. 5E de novo enviou outro, e o mataram: E outros muitos: Dos quais feriram a uns, e mataram a outros. 6Mas como tivesse ainda um filho, a quem êle muito amava: Também lho enviou por último, dizendo: Terão respeito a meu filho. 7Porém os lavradores disseram uns para os outros: Êste é o herdeiro: Vinde, mate-mo-lo: E será nossa a herança. 8E pegando nele mataram-no: E lançaram-no fora da vinha. 9Que fará pois o Senhor da vinha? Virá, e acabará de todo com êstes lavradores: -E dará a sua vinha a outros. 10Vós nunca lestes êste lugar da Escritura: A pedra, que fôra rejeitada pelos que edificavam, essa veio a ser a. principal da esquina: 11Pelo Senhor é que foi feito isto, e é coisa maravilhosa nos nossos olhos? 12E buscavam meios para o prenderem: Mas temeram o povo: Porque entenderam que contra êles havia dito esta parábola. E deixando-o se retiraram. 13E lhe enviaram alguns dos fariseus, e dos herodianos, para que o apanhassem no que falasse. 14les vindo lhe dizem: Mestre, sabemos que és homem verdadeiro, e que não atendes a respeitos humanos: Porque não olhas os homens pela aparência, mas ensinas o caminho de Deus segundo a verdade: E'-nos permitido dar o tributo aCésar, ou não lho devemos dar? 15Jesus, conhecendo a sua hipocrisia, respondeu-lhes: Por que me tentais? Dai-me cá um dinheiro para o ver. 16E êles lho trouxeram. Então lhes perguntou Jesus: De quem é esta imagem e inscrição? Responderam-lhe êles: De Cesar.

Salmos e ProvérbiosSl 41,1-7 (42)

Salmo 41 (42)

Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 42.

1Ao regente do côro. 2Assim como o servo suspira pelas fontes das águas: Assim a minha alma suspira por ti, ó Deus. 3A minha alma está ardendo de sêde pelo Deus forte e vivo: Quando virei e aparecerei diante da face de Deus. 4As minhas lágrimas foram o meu pão de dia e de noite: Enquanto se me diz cada dia: Onde está o teu Deus? 5Eu me lembrei destas coisas, e derramei a minha alma dentro de mim: Porque eu passarei ao lugar do tabernáculo admirável, até à casa de Deus: Com voz de regozijo, e louvor: Som festivo de «quem se banqueteia. 6Por que estás triste, alma minha? E por que me conturbas? Espera em Deus, porque eu ainda tenho de o louvar: Salvação do meu rosto, 7e Deus meu. Dentro de mim mesmo está conturbada a minha alma: Pelo que me lembrarei de ti na terra de Jordão, e de Hermon desde o, monte pequeno.

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Texto bíblico da tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo (1725–1797), em domínio público, conforme a edição de 1950 da Editora das Américas (São Paulo), com Nihil Obstat e Imprimatur, na ortografia daquela edição. Numeração dos versículos segundo a Vulgata. Sem as notas de rodapé.

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