Dia 144
Ecl 1–3 · At 5,30-42; At 6 · Sl 82,1-10 (83) · cerca de 13 min
Destaque da leitura de hoje“Tôdas as coisas têm seu tempo, e tôdas elas passam debaixo do Céu segundo o têrmo que a cada uma foi prescrito.”Eclesiastes 3,1
Antigo TestamentoEcl 1–3
Eclesiastes 1
1Palavras do Eclesiastes, filho de Davi, rei de Jerusalém. 2Vaidade de vaidades, disse o Eclesiastes: Vaidade de vaidades, e tudo vaidade. 3Que tira pois o homem de todo o seu trabalho, com que se afadiga debaixo do sol? 4Uma geração passa, e outra geração lhe sucede: Mas a terra permanece sempre firme. 5O sol nasce, e se põe, e torna ao lugar de onde partiu: E renascendo aí, 6faz o seu giro pelo meio-dia, e depois se dobra para o norte: O vento corre visitando tudo em roda, e volta sôbre si mesmo em longos circuitos. 7Todos os rios entram no mar, e o mar nem por isso trasborda: Os rios tornam ao mesmo lugar de onde saem, para tornarem a correr. 8Tôdas as coisas são difíceis: O homem não as pode explicar com palavras. O ôlho não se farta de ver, nem o ouvido se enche êle escutar. 9Que é o que foi? E” o mesmo que o que há-de ser: Que é o que se fêz? E" o mesmo que o que se há-de fazer. 10Não há nada que seja novo debaixo do sol, e ninguém pode dizer: Eis-aqui está uma coisa nova: Porque ela já a houve nos séculos que passaram antes de nós. 11Não há memória do que já foi, mas nem ainda haverá recordação das coisas que têm de suceder depois de nós, entre aquêles que hão de existir em tempo a elas muito posterior. 12Eu, o Eclesiastes, fui rei de Israel em Jerusalém, 13e propus no meu coração inquirir e investigar sàbiamente tôdas as coisas, que se fazem debaixo do sol. Esta péssima ocupação deu Deus aos filhos dos homens, para que se ocupassem nela. 14Eu vi tudo o que se passa debaixo do sol, e eis que achei que tudo era vaidade, e aflição de espírito. 15Os perversos dificultosamente se corrigem, e o número dos insensatos é infinito. 16Eu falei no meu coração, dizendo: Eis-me aqui feito um homem grande, e que a todos os que antes de mim houve em Jerusalém, excedi em sabedoria: E o meu espírito contemplou muitas coisas com grande atenção e eu aprendi muito. 17E apliquei o meu coração a saber a prudência e a doutrina: E os erros e a estultícia: E vim a conhecer que ainda nisto havia trabalho e aflição do espírito, 18porquanto na muita sabedoria há muita indignação: E o que acrescenta a ciência, também acrescenta o trabalho. ed no LAIS
Eclesiastes 2
1Eu disse no meu coração: Irei, e engolfar-me-ei em delícias, e gozarei de tôda a casta de bens. Mas vi que também isto era vaidade. 2Reputei o riso por um êrro: E disse ao gôsto: Por que te enganas tu assim vâmente? 3Pensei. dentro no meu coração apartar do vinho a minha carne, a fim de passar o meu ânimo à sabedoria, e evitar a estultícia, até ver que coisa fôsse útil aos filhos dos homens: Em que ocupação têm êles necessidade de' se empregar debaixo do sol desfrutando o número dos dias de sua vida. 4Tracei as minhas obras com tôda a magnificência, edifiquei para mim casas, e plantei vinhas, 5fiz jardins, e pomares, e pus nêles árvores de tôda a espécie, 6e construí em minha utilidade depósitos de águas para regar o bosque de novo arvoredo, 7possuí servos e servas, e tive muita família: Também gados maiores, e grandes rebanhos de ovelhas mais do que todos os que houve antes de mim em Jerusalém, 8amontoei para meu uso prata e ouro, e as riquezas dos reis e das províncias: Para me lisonjearem os ouvidos escolhi músicos, e cantores, e tudo o mais que faz as delícias dos filhos dos homens, taças, e jarros, de que se compõe uma copa para o serviço do vinho: 9E venci em riquezas a todos os que foram antes de mim em Jerusalém: Perseverou também comigo a sabedoria. 10E não neguei aos meus olhos coisa alguma de tôdas quantas êles desejaram: Nem proibi ao meu coração que gozasse de todo o prazer, e se deleitasse nas coisas que eu lhe tinha preparado: E assentei que seria esta a minha sorte, se eu desfrutasse o meu trabalho. 11E tendo voltado os olhos a tôdas as obras, que haviam feito as minhas mãos, e aos trabalhos, em que eu debalde tinha suado, vi em tudo vaidade e aflição do âàni-mo, e que nada havia permanente debaixo do sol. 12Passei à contemplação da sabedoria, e dos erros, e da estultícia ( (que é o homem, disse eu, para poder seguir ao rei seu criador?) 13E reconheci que a sabedoria levava tanta vantagem à estultícia quanto a luz difere das trevas. 14Os olhos do sábio estão na sua cabeça: O insensato anda em trevas: E aprendi que era uma mesma a morte dum e de outro. 15E disse dentro no meu coração: Se uma há de. ser a morte assim do insensato como a minha, de que me serve ter-me eu aplicado com maior desvêlo à sabedoria? E tendo conversado sôbre isto com a minha alma, adverti que também isto era vaidade. 16Porque a memória do sábio do mesmo modo que a do insensato não será para sempre, e os tempos futuros tudo sepultarão igualmente no esquecimento: Tanto morre o douto como o indouto. 17E por isso a minha vida se me tornou fastidiosa, vendo que tôda a sorte de males há debaixo do sol, e que tudo é vaidade e aflição de espírito. 18Em conseqüência do que detestei tôda a minha indústria, com que trabalhei diligentissimamente debaixo do sol, para haver de ter depois de mim um herdeiro, 19que ignoro se há de ser sábio ou insensato, mas êle será senhor dos meus trabalhos, em que eu suei e me afadiguei: E há coisa que seja tão vã? 20Por onde abri mão de tôdas estas coisas, e o meu coração renunciou tudo o que era dali por diante afadigar-se debaixo do sol. 21Porque depois dum ter trabalhado com sabedoria, e doutrina, e diligência, vem a deixar tudo o que adquiriu a um homem ocioso: E isto é também vaidade, e um grande mal. 22Porquanto que proveito tirará o homem de todo o seu trabalho, e da aflição de espírito, com que é atormentado debaixo do sol? 23Todos os seus dias são cheios de dores, e de amarguras, nem de noite descansa com o, pensamento: E acaso não é isto vaidade? 24Não é melhor comer e beber, e fazer bem à sua alma do fruto de seus trabalhos? Mas isto vem da mão de Deus. 25Quem se fartará, e nadará em delícias tanto como eu? 26Deus ao homem bom na sua presença deu sabedoria, e ciência, e alegria: Mas ao pecador deu aflição, e cuidado supérfluo, para que êle ajunte mais, e adquira bens sôbre bens, e os deixe a um homem, que lhe agradou a êle Deus: Mas ainda isto é vaidade, e um tormento de espírito bem inútil.
Eclesiastes 3
1Tôdas as coisas têm seu tempo, e tôdas elas passam debaixo do Céu segundo o têrmo que a cada uma foi prescrito. 2Há tempo de nascer, e tempo de morrer. Há tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou. 3Há tempo de matar, e tempo de sarar. Há tempo de destruir, e tempo de edificar. 4Há tempo de chorar, e tempo de rir. Há tempo de se afligir, e tempo de saltar de gôsto. 5Há tempo de espalhar pedras, e tempo de as ajuntar. Há tempo de dar abraços, e tempo de se pôr longe: deles. 6Há tempo de adquirir, e tempo de perder. Há tempode guardar, e tempo de lançar fora. 7Há tempo de rasgar, e tempo: de coser. Há tempo de calar, e tempo de falar. 8Há tempo de amor, e tempo de ódio. Há tempo de guerra, e tempo de paz. 9Que tem mais o homem de todo o seu trabalho? 10Eu vi a aflição que Deus deu aos filhos dos homens, para que se encham dela. 11Tudo o que êle fêz é bom em seu tempo, e entregou o mundo às suas disputas, sem que o homem possa conhecer as obras, que Deus fêz desde o principio até ao fim. 12E eu reconheci que não havia coisa melhor do que alegrar-se o homem, e fazer bem, enquanto lhe dura a vida. 13Porque todo o homem, que come e bebe, e que tira o bem do seu trabalho, recebe isto por um dom de Deus. 14Eu aprendi que tôdas as obras, que Deus fêz, perseveram para sempre: Nós não podemos acrescentar, nem tirar nada ao que Deus fêz a fim de que êle que êle seja temido. 15O que foi feito, isso mesmo permanece: As coisas que hão de ser, já foram: E Deus renova aquilo que passou. 16Eu vi debaixo do sol a impiedade no lugar do juízo, e a iniquidade no lugar da justiça. 17E eu disse no meu coração: Deus julgará o justo, e o ímpio e então será o tempo de tôdas as coisas. 18Eu disse no meu coração acêrca dos filhos dos homens, que Deus os provava, e lhes mostrava que eram semelhantes aos brutos. 19Por isso uma é a morte dos homens, e dos brutos, e de uns e outros é igual a condição: Do mesmo modo que morre o homem, assim morrem também os brutos: Todos respiram da mesma sorte, e o homem não tem nada de mais do que o bruto: Tudo está sujeito à vaidade. 20E todos êles caminham a um lugar: De terra foram feitos, e em terra se tornam do mesmo modo. 21Quem sabe se o espírito dos filhos de Adão subirá para cima, e se o espírito dos brutos descerá para baixo? 22E eu reconheci que nada havia melhor do que alegrar-se o homem nas suas obras, e que esta era a parte que lhe cabia. Porquanto quem o poderá pôr em estado de conhecer o que há de ser depois dêle?
Novo TestamentoAt 5,30-42; At 6
Atos dos Apóstolos 5
30O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus, a quem vós destes a morte, pendurando-o num madeiro. 31A êste elevou Deus com a sua destra por Príncipe, e por Salvador, para dar o arrependimento a Israel, e a remissão dos pecados. 32E nós somos. testemunhas destas palavras, e também o Espírito Santo, que Deus deu a todos os que lhe obedecem. 33Quando isto ouviram, enraiveciam-se, e formavam tenção de os matar. 34Mas levantando-se no conselho um fariseu por nome Gamaliel, doutor da lei, homem de respeito em todo o povo, mandou que saissem para fora aqueles homens por um breve espaço, 35e lhes disse: Varões israelitas, atendei por vós, reparando no que haveis -de fazer acerca dêstes homens. 36Porque há uns tempos a esta parte que se levantou um certo Teodas, que dizia ser êle um grande homem, a quem se acostou o número de quatrocentas pessoas com pouca diferença: O qual foi morto: E todos aqueles que o acreditavam foram desfeitos e reduzidos a nada. 37Depois dêste levantou-se Judas Galileu nos dias em que se fazia o arrolamento do povo, e levou-o após si, mas êle pereceu: E foram dispersos todos quantos a êle se acostaram. 38Agora pois enfim vos digo, não vos metais com êstes homens, e deixai-os: Porque se êste consêlho, ou esta obra vem dos homens, ela se desvanecerá. 39Porém se vem de Deus, não a podereis desfazer, porque não pareça que até a Deus resistis. E êles seguiram o seu conselho. 40E tendo chamado aos Apóstolos, depois de os haverem feito açoitar, lhes mandaram que não falassem mais no nome de Jesus, e os soltaram. 41Porém êles saíam por certo gozozos de diante do conselho por terem sido achados dignos de sofrer afrontas pelo nome de Jesus. 42E todos os dias não cessavam de ensinar, e de pregar a Jesus Cristo no templo, e pelas casas.
Atos dos Apóstolos 6
1Naqueles dias porém, crescendo o número dos discípulos, se moveu uma murmuração dos gregos contra os hebreus, pelo motivo de que as 'suas viúvas eram desprezadas no serviço de cada dia. 2Pelo-que os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é justo que nós deixemos a palavra de Deus, e que sirvamos às mesas. 3Portanto, irmãos, escolhei dentre vós a sete varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo, e de sabedoria, aos quais encarregucmos desta obra. 4E nós atenderemos de contínuo à oração, e à administração da palavra. 5E aprouve êste arrazoamento a tôda a Junta. E êles escolheram a Estêvão, homem cheio de fé e do Espirito Santo, e a Filipe, e a Prócoro, e a Nicanor, e a Ti-mão, e a Parmenas, e a Nicolau, prosélito de Antioquia. 6A êstes apresentaram diante dos Apóstolos, e orando puseram as mãos sôbre êles. 7E crescia a palavra do Senhor, e se multiplicava muito o número dos discípulos em Jerusalém; uma grande multidão de sacerdotes obedecia também à fé. 8Mas Estêvão, cheio de graça e de fortaleza, fazia grandes prodígios e milagres entre o povo. 9E alguns da Sinagoga, que se chama dos liber-tinos, e dos cirenenses, e dos alexandrinos, e dos que eram da. Cilícia, e da.Ásia, se levantaram a disputar com Estêvão. 10E não podiam resistir à sabedoria, e ao Espírito que nele falava. 11Então subornaram a alguns que dissessem que. êles lhe haviam ouvido dizer palavras de blasfêmia contra Moisés e contra Deus. 12Amotinaram enfim o povo, e os anciãos, e os escribas: E conjurados o arrebataram, e levaram ao conselho. 13E produziram falsas testemunhas, que dissessem: Êste homem não cessa de proferir palavras contra o lugar santo e contra a lei. 14Porque nós o ouvimos dizer Que êsse Jesus Na-' zareno há de destruir êsse lugar, e há de trocar as tradições que Moisés nos deixou. 15E fixando nele os olhos todos aqueles que estavam assentados no conselho viram o seu rosto como o rosto dum anjo.
Salmos e ProvérbiosSl 82,1-10 (83)
Salmo 82 (83)
Numeração da Vulgata. Nas Bíblias atuais: Salmo 83.
1Cântico de salmo de Asaf. 2Ó Deus, quem será semelhante a ti? não estejas em silêncio, nem te detenhas, ó Deus. 3Pois vês que os teus inimigos têm feito ruído:.E os que te aborrecem, levantaram a cabeça: 4Sôbre o teu povo tiveram desígnios maliciosos: E maquinaram contra os teus santos. 5Disseram: Vinde, e arruinemos aos desta nação e não haja mais memória do nome de Israel. 6Porque maquinaram unânimes: Todos juntos formaram liga contra ti, 7as tendas dos idumeus, e os israelitas: Moab, e os Agarenos, 8Gebal, e Amon, e Amalec: Os estrangeiros com os moradores de Tiro. 9Até veio Assur com êles: Ajuntaram-se para auxiliarem aos filhos de Ló. 10Faz-lhes a êles como aos filhos de Madian, e a Sisara: Como a Jabin no ribeiro de Cisson.